quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CUIDADO: ELES ESTÃO NOS PÚLPITOS

CUIDADO : ELES ESTÃO NOS PÚLPITOS

O ministério de Jesus foi uma cruzada contra os ensinos falsos dos fariseus e saduceus. Jesus não apenas ensinou a verdade, mas atacou o erro. Em João capítulo 10 Jesus descreve os falsos mestres como ladrões e assassinos. Ladrões, porque estavam ensinando uma doutrina que roubava a plenitude da vida espiritual; assassinos, porque ao pregarem veneno matavam a vida espiritual de seus ouvintes. Muitos que levantam sua voz nos púlpitos estão sendo usados por Satanás para solapar a verdadeira fé. Portanto, é urgente ficarmos vigilantes quanto às características dos falsos mestres. Os falsos mestres oferecem grandes bênçãos. Bênçãos de uma ordem mais grandiosa do que as Escrituras oferecem. As bênçãos por eles oferecidas nunca se baseiam numa exposição do Novo Testamento. Elas virão quando você aceitar determinada fórmula ou se você praticar o método que lhe é sugerido. E, geralmente, a fórmula ou o método veio a eles através de “revelação” ou “visão”. Não é muito raro se ouvir um falso mestre dizer que recebeu uma revelação direta do céu. Isso eles dizem para se auto-afirmarem como o incomum, o extraordinário, a fim de convencer a seus ouvintes que o seu ensino é importante e deve ser seguido por todos. Enquanto o verdadeiro mestre expõe as Escrituras e ensina as doutrinas concernentes a Deus, o falso mestre começa com ele e termina com ele. O ensino do falso mestre começa pelo nível prático, ou seja, as pessoas são ensinadas a se guiarem pelas experiências. O Novo Testamento nunca começa com o prático. O apóstolo Paulo nunca trata de questões práticas senão depois de estabelecer a doutrina. Por exemplo, o v1 do capítulo 4 de Efésios Paulo diz: “Rogo-vos, pois, eu o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados”. Isso é muito prático, porém, os três capítulos anteriores são doutrina. Paulo fala nos capítulos 1, 2 e 3 de Jesus como o cabeça da igreja e autor da nossa salvação, fala da salvação pela graça, do ministério da vocação dos gentios, e do seu apostolado. As epístolas do Novo Testamento começam com uma salvação preliminar, em seguida vem uma exposição doutrinária, depois segue a aplicação prática. Precisamos entender que a prática deve ser uma dedução da doutrina do que cremos. Se invertermos a ordem corremos perigo mortal. O que o falso mestre expõe nunca é dedução de doutrina, mas algo que “funciona” na prática, por isso eles sempre estão falando em experiências extraordinárias, visões, revelações, sonhos, êxtases e estabelecendo doutrina baseado nisso. Além disso, se utilizam dessas experiências fantasmagóricas para surripiar dinheiro do povo incauto. É notória a espiritualidade exibicionista dos falsos mestres. Eles sempre dizem: “Faça isso e você terá sucesso”. Eles nunca dizem como ensina a Bíblia: “Operai a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”. Não se vê humildade no falso mestre, pelo contrário, são cheios de jactância. Em contraste, Jesus ensinava, curava, libertava e realizava prodígios com extrema discrição. Jesus não tocava trombeta dos seus feitos, não alardeava o que fazia como fazem os falsos mestres. A mensagem pregada pelos falsos mestres é sedutora, pois falam sempre em tom positivo, não falam da doutrina do pecado nem da ira vindoura. Dizem eles: “Temos que pregar um evangelho positivo, não de advertências para não ferir a sensibilidade das pessoas”. A Bíblia está repleta de advertências, 50% dos ensinamentos de Jesus foram de advertências. Os capítulos 6, 8 e 9 de apocalipse são de advertências, o capítulo 16 de Lucas e o capítulo 1 de Romanos são de advertências. O livro de Hebreus é repleto de advertências. Portanto, o evangelho do falso mestre é um evangelho mutilado. Uma característica muito comum dos falsos mestres é que eles trazem a filosofia oriental para dentro do cristianismo. Ensinam uma “lei” da fé chamada incubação, que inclui visualização, isto é, uma imagem mental direcionada a um alvo desejado. Ou seja, se você tem o desejo de receber algo de Deus, deve ficar “grávido” do que desejar até que o receba. Isso é antibíblico, pois a Bíblia fala de visão e não de visualização. A visão é produzida por Deus, enquanto a visualização é induzida psicologicamente e auto-sugestiva, portanto, é produto da subjetiva vontade humana. Homens e mulheres da Bíblia tiveram visões que são experiências sobrenaturais controladas por Deus e não pela vontade humana e tinham o fim de comunicar os desígnios divinos. Quando os falsos mestres ministram cura são seguidores de Émile Coué o pregoeiro da auto-sugestão. O coueísmo ensina que se você tiver pensamentos de cura, esses pensamentos ajudarão a curar sua enfermidade. Por isso, os falsos mestres manipulam as pessoas dizendo-lhes: “repitam comigo: estou curado, estou curado, estou curado...”. Os falsos mestres são especialistas em levar as pessoas à excitação. Para eles o único teste da operação do Espírito Santo é a histeria. Se os participantes do culto não gritarem, não pularem, não sapatearem, não rodopiarem, não rugirem como leão, não miarem como gato, não latirem como cachorro e não perderem o controle de si, o culto não tem valor. É verdade que a emoção é parte vital da fé cristã. Deus nos fez com emoções. Devemos nos comover com a verdade de Deus, e nos regozijar Nele. Paulo diz em Filipenses 4:4: “Regozijai-vos no Senhor outra vez digo regozijai-vos”. A Bíblia é repleta de passagens emocionantes, no Salmo 23 e em Isaías 53 e 61 constatamos a mesma emoção. O profeta Isaías se comovia até as profundezas da alma com a glória e a grandeza de Deus. Em Atos 20:19, Paulo derramou lágrimas quando falava com os crentes sobre questões de fé. Precisamos nos comover com a verdade de Deus. Não creio em cristianismo de olhos secos. No entanto, o que rejeitamos é a fomentação do emocionalismo barato pelos falsos mestres. O emocionalismo não afeta o modo de viver das pessoas, não tem nenhum efeito real na vida das pessoas. Na verdadeira emoção somos cativados pela verdade. Outra característica do falso mestre é que eles são mercadores do evangelho, mercenários. Eles são como Balaão, profetas do ganho que usam sempre o método do atalho para satisfazer sua ganância. Bradam do púlpito: “Qual o seu problema? Qual a sua dificuldade? De que você precisa nesta noite?”. Este não é o ensino da Bíblia. O evangelho não começa com as minhas dores e aflições, mas em conhecer a Deus. De acordo com João 17:3 o objetivo do cristianismo é nos levar ao conhecimento de Deus como Deus e ao conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Estejamos vigilantes, pois eles estão nos púlpitos!

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

EI IGREJA! : ABANDONE O SEU LOUVOR

EI IGREJA! : ABANDONE O SEU LOUVOR

Nos dias atuais, muitos têm esquecido que Abraão, o pai da fé, foi chamado a abandonar a cultura de um mundo pagão e viver uma vida de modo totalmente distinta para o Senhor. Na vigência da lei de Moisés, as pessoas foram ensinadas de diversas maneiras a distinguir entre o sagrado e o profano, entre o limpo e o imundo, entre o espiritual e o mundano. No Novo Testamento Tiago exorta dizendo: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4:4). Portanto, a lei da distinção e separação do mundo é uma realidade bíblica. Hoje, muitos avaliam as coisas pela experiência, ou seja, a razão é serva da experiência. Nesse contexto, a lei da distinção e separação é desprezada.
Nesses tempos marcados pela tecnologia e a distração eletrônica, os mais diversos meios de entretenimento tornaram-se a ordem do dia. Isso tem levado muitos a pensarem que a adoração ao Senhor é um meio de satisfazer suas necessidades de entretenimento. Desse modo, a adoração é transformada em um “programa” e o mais lamentável, é que o desejo de obter felicidade e divertir - se é muito maior do que o de obter santidade. Freqüentemente ouve-se a frase: “A adoração foi fraca porque eu não senti nada”. Em alguns cultos a palavra de ordem do líder é: “Você precisa sentir algo nesta noite através do louvor”. O grande problema é que isso põe a centralidade da adoração no adorador. O adorador sem se aperceber passa a ocupar o lugar central da adoração, uma vez que ele precisa sentir, experienciar. Nesta perspectiva, a liturgia cúltica é um meio de atingir emoções. Imbuídos na idéia de que na adoração temos que ser criativos e emotivos, muitas igrejas celebra os louvores de forma espetacular com programas cheios de coreografias, vestimentas extravagantes e efeitos luminosos. Esses louvores além de não serem bíblicos (veja artigo “Danças e Coreografias” parte I e II no meu blog), não produzem o arrependimento, a mudança de comportamento para a edificação nas Escrituras (Ef 4:15-24). Se essas invenções modernas têm origem nas profundezas da espiritualidade, Por que não levam para maior evangelização ao mundo pecador? Por que essas produções espetaculares e talentosas não geram orações de agonia pelas almas sem Cristo? Por que não proliferam o culto doméstico que inclui o estudo da Bíblia com a família? Por que não geram crescimento na graça e no conhecimento de Jesus Cristo? A verdade é que esse novo tipo de adoração não tem o alvo de admoestar ou ensinar doutrina, algo que é primordial para qualquer adoração bíblica. O apóstolo Paulo ensina aos da igreja em Colossos: “A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cântico espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração” (Cl 3:16). Portanto, se a adoração não admoesta ou ensina sobre Jesus Cristo, não é agradável a Deus. A correta avaliação do louvor no ambiente cristão deve ser se ele tem auxiliado no processo de ajudar a Palavra de Cristo habitar ricamente em nós. O papel central do louvor na igreja do Novo Testamento é ser parceiro do ensino da Palavra de Deus. A adoração e o louvor desempenham a função de ensinar e admoestar. Se não for assim, tudo é enfado e repugnante para Deus. Quando o propósito da adoração é despertar uma resposta emocional desviada da verdade bíblica, sem servir de auxílio no processo da rica habitação da Palavra de Cristo em nós, o resultado é uma fé anormal, uma fé romântica.
O grave desses “louvorzões” é a falta de reverência. Cantores correm pela plataforma, como celebridades da televisão, exibindo sua personalidade e comportando-se de uma forma bizarra e irreverente. Se o louvor for mais parecido com um espetáculo, com exibições, imitações mundanas, busca de sensações, então, a irreverência está estabelecida. Ser profano é tratar os assuntos bíblicos e sagrados com irreverência e menosprezo, bem como transgredi-los e corrompê-los. O estilo de louvor de “palco” é o produto de ensino profano, pois o louvor não deve ser uma oportunidade para o exibicionismo.
Alguns dizem: “O que vale é um coração bem intencionado”. Nem sempre a nossa bem intencionada imaginação é aprovada por Deus. Aquilo que Davi programou, segundo o seu coração bem intencionado, com todo um show para levar o altar para Jerusalém, foi por ele recomendável e bonito. Todavia, para Deus, foi uma imprudência (2 Sm 6:1-7). Após a vitória sobre os midianitas, Gideão fez um éfode com boas intenções, como memorial ao êxito de Israel na obra de Deus. No entanto, esse éfode não foi autorizado por Deus. Esse ato bem intencionado trouxe ruína espiritual à nação e aos familiares de Gideão (Jz 8:22-35). É explicito na Bíblia que o louvor que Deus pede é o louvor espiritual (Jo 4:23-24). Louvores espirituais não são louvores emocionais, mas expressão do homem novo com admoestação e doutrina. Emoções alteradas não são evidências de que a verdadeira adoração esteja acontecendo. É verdade que a nossa fé não é somente de cabeça, mas de emoção, o problema é que muitos não conseguem fazer a diferença entre emoção por Deus e manipulação. O louvor que o Senhor pede não é feito com giros, gestos corporais, gritaria, requebro sensual, expressão de carnalidade com ares de piedade. O louvor espiritual agradável a Deus tem a sua fonte no homem novo que canta com graça, admoestação e doutrina em salmos, hinos e cânticos espirituais (Cl 3:10,16). É este louvor espiritual oriundo do homem novo, que Paulo instruiu na carta aos coríntios “Que farei, pois? Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (I Co 14:15). Nós podemos gostar da beleza e da emotividade dos louvores em uma igreja, mas se a teologia desses louvores não está favorecendo para que ricamente habite em nós a Palavra de Cristo, tais louvores não são adequados e devem ser abandonados!

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O CRENTE E A TELEVISÃO

O CRENTE E A TELEVISÃO

A televisão brasileira é um lixo não cultural da pior espécie. Um lixo corrosivo sem possibilidade de reciclagem. A televisão se tornou um instrumento que é freqüentemente abusado para incentivar o adultério, a fornicação, o homossexualismo, o lesbianismo, a bebedice, a violência, o ódio, a cobiça e a insubordinação aos pais.
Uma mensagem preocupante que a televisão vende progressivamente é a de que a violência é aceitável, trivial e normal. É parte da nossa cultura moderna. Pesquisas revelam que aqueles que assistem mais televisão tornam-se menos sensíveis ao mundo real, menos sensíveis à dor e ao sofrimento dos outros e mais predispostos a tolerar os níveis cada vez maiores de violência na nossa sociedade. Além disso, desenvolvem atitudes e valores favoráveis ao uso da agressão para resolver conflitos. A televisão também ensina algo ainda mais corruptível: A inteligência está fora de moda e que a força bruta é que está a dar. Há evidências científicas que a TV prejudica o desenvolvimento cognitivo das pessoas. Pediatras americanos recomendam que crianças com menos de 3 anos não deveriam assistir televisão. A pesquisadora Linda Pagani professora da Universidade de Montreal disse: “A fase pré-escolar é importantíssima para o desenvolvimento do cérebro e que o tempo em frente à TV é um desperdício e pode levar à aquisição de hábitos ruins; o impacto negativo de se assistir a televisão nesta idade permanece por toda a vida”. O cientista social Aric Sigman, que fez a revisão de 30 estudos científicos sobre a televisão, disse, que os programas mostrados nos aparelhos modernos têm uma velocidade de edição mais rápida, sons mais altos e cores mais intensas do que nos anos 60 e 70, e isso afeta dramaticamente as nossas mentes. O escritor Neil Postman, professor da Universidade de Nova Iorque argumenta que a televisão nos tem mutilado a capacidade de pensar e reduzido nossa aptidão para a verdadeira comunicação. Postman assegura que, ao invés de nos tornar a mais informada e erudita de todas as gerações da história, a televisão tem inundado nossas mentes com informações irrelevantes, sem significado. De fato a televisão mescla sutilmente a vida real com a ilusão. As pessoas ligam-na para se divertir, não para serem desafiadas a pensar. Se um programa exige que pensemos ou demanda muito de nossas faculdades intelectuais, ninguém o assiste. A televisão tem levado as pessoas a pensarem que sabem mais agora, quando na verdade estão perdendo a capacidade de pensar e aprender.
Os defensores da televisão dizem: “A televisão não cria nada e nem sugestiona nada, apenas retrata os fatos. Uma pessoa somente fará coisa desatinadas se tiver má índole”. Ora, a televisão é enfeitiçadora e memorável. Uma cena que dura apenas alguns segundos, transmitida numa pequena parte de um programa, pode ser recordada a longo prazo mais do que qualquer outra cena da história. Ademais, a televisão é formadora de conceitos, indutora de comportamentos, influenciadora de atitudes. Tem arrastado para dentro dos lares uma enxurrada de toda sorte de depravação através de novelas, filmes, reality shows, desenhos animados e programas de auditório. Nesse contexto, qual a atitude do crente com respeito à televisão? O verdadeiro discípulo de Cristo não achará as obras infrutíferas das trevas divertidas; antes, elas são repugnantes para ele. É verdade que em nossa sociedade é impossível evitar ouvir e ver uma amontoada porção de imundície moral. Mas, o verdadeiro seguidor de Jesus não convidará deliberadamente as abominações para sua sala de estar diariamente. Em Salmos 101: 3 encontramos a seguinte exortação: “Não porei coisa inútil diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará”. Aquilo que é inútil não tem valor para a nossa alma, para a nossa vida e, nem tem valor para a eternidade. O Salmo 26 :4 adverte: “Não me tenho assentado com homens vãos, e com dissimuladores não me associo”. A TV vomita imundície, sujeira, lixo, conselhos malignos vindo de homens vãos e dissimuladores. Em Provérbios 14:7 diz “Foge da presença do homem insensato”. Se você está vendo insensatos dizendo insensatez, fazendo tolices e vivendo a vida sem Deus na TV, a Bíblia diz abandona a presença deles. Portanto, aqueles que estão comprometidos com Deus aborrecerão essas iniqüidades se apartando delas. O crente verdadeiramente regenerado, que se tornou um com Cristo, e no qual o Espírito Santo habita, amará aquilo que Deus ama e aborrecerá aquilo que Ele aborrece, por isso, preservará sua vida e sua família, evitando colocar diante de seus olhos aquilo que entristece o Espírito Santo. Infelizmente, a televisão tem conseguido deixar o evangelismo moribundo, o lugar secreto da oração na UTI, a adoração em espírito e em verdade em estado de coma, o culto doméstico em falência, o amor ausente, a fé fria e os sermões mortos. É tempo de clamarmos a Deus por avivamento, é tempo de viver em Deus, viver para Ele, ser tragado por Ele, mergulhar no inesgotável oceano da comunhão com Ele e jogar a TV fora! Quando isso acontecer seremos uma coroa de glória na mão do Senhor e instrumento vivo de Deus na terra. Aqueles que gastam horas diante de uma televisão estão abrindo a sua vida e o seu lar para o poder das trevas. O Senhor quer devoção absoluta, obediência total e oração sem cessar. Se alguém entrar num restaurante e informar que há veneno nas comidas, você só tomará a decisão de parar de comer se você acreditar na informação. Mas, se você não deu crédito à informação você continuará comendo, não tomará nenhuma atitude e certamente morrerá. Lamentavelmente, a maioria das pessoas só começa a dar crédito de que a televisão é venenosa quando estão espiritualmente frias, em sequidão.

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CUIDADO: PASTORES MARQUETEIROS

CUIDADO: PASTORES MARQUETEIROS


Ninguém pode negar que o mundo está em estado de constantes mudanças. A vida na terra muda e as pessoas também. Algumas mudanças são benéficas enquanto outras são maléficas. Portanto, devemos avaliar todas as mudanças à luz da Palavra de Deus. Alguns líderes afirmam: “Precisamos mudar o nosso modo de fazer igreja, precisamos nos aliar com a cultura moderna, nosso ministério deve ter o mesmo objetivo que o marketing, ou seja, saciar as necessidades das pessoas”. Baseado nessa premissa consta-se que muitas igrejas atualmente estão vendendo ou negociando o Evangelho do mesmo modo que as concessionárias vendem seus veículos e as lojas de ferramentas vedem suas ferramentas. As igrejas movidas pelo marketing têm sua base construída sobre a opinião pública, pesquisas e as últimas técnicas mercadológicas, em vez de terem suas bases construídas sobre a Palavra de Deus. A mensagem dessas igrejas é mutilada, pois para vender a igreja às pessoas oferece o que elas querem. O grande mal da mensagem marqueteira é que ela estabelece um conceito de fé que elimina a submissão pessoal e o abandono do pecado, ou seja, elimina o senhorio de Cristo na vida das pessoas.
É importante frisar que o marketing por detrás da igreja moderna exige uma mudança da mensagem da cruz: “Experimente Jesus”, “Sinta Jesus” é o apelo esdrúxulo da igreja marqueteira. A fé não é um experimento, é um compromisso vitalício e exige rompimento dos nossos laços com o mundo. Os pastores marqueteiros para dar suporte aos seus exemplos de estratégia de marketing na Bíblia distorcem terrivelmente os significados dos textos bíblicos. Eles dizem, por exemplo, que “Barnabé fez marketing pesado quando venceu o medo que os discípulos tinham de Paulo, convencendo-os que ele não era mais um perseguidor da igreja”. Dizem ainda que “Jesus ganhou a sua fama no marketing por que as palavras de sua boca sempre atendiam as necessidades sentidas das pessoas”. Philip Kotle no seu livro “Marketing para o século XXI” define marketing como “O conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facilitar e consumar relações de troca” Para Theodore Levitt, autor clássico da área de administração, diz que “marketing é obter e manter cliente”. Em Atos 9:27, Barnabé apenas conta aos apóstolos como aconteceu a conversão de Paulo e como ele falava ousadamente no nome de Jesus. Ao contar o testemunho de Paulo, Barnabé em nenhum momento teve a intenção de facilitar e manter relação de troca com os apóstolos e nem manter os apóstolos como seu cliente. Quanto ao Senhor Jesus é verdade que grande parte dos que foram a Ele estavam em busca de cura ou de outras necessidades físicas ou emocionais. É também verdade que Jesus atendeu a muitas dessas necessidades, porém, o atendimento das necessidades nunca se traduziu em transformação espiritual, a não ser que Jesus perdoasse os pecados. Muitos receberam o derramamento do amor de Deus por meio do atendimento de suas necessidades, mas poucos receberam o dom espiritual eterno da salvação através da fé submissa a Jesus. Somente aqueles que chegaram a Jesus em arrependimento receberam a salvação. De acordo com a Bíblia o Evangelho são as Boas Novas pelas as quais os pecadores perdidos podem ser perdoados de seus pecados e receber a retidão de Cristo. O Evangelho não tem como prioridade ajudar o “Marcos” a se sentir bem consigo mesmo e suas circunstâncias, mas trata a rebelião dos seres humanos contra um Deus Santo, que em última instância os condenará ao inferno se eles não se arrependerem e confiarem em Cristo para perdoar seus pecados. Para os lideres marqueteiros, “As mensagens mais efetivas para aqueles que buscam, são aquelas direcionadas para seus desejos, ou seja, para suas necessidades sentidas”. Esse tipo de pensamento não provém da Bíblia, mas sim das pesquisas de mercado e das últimas novidades da psicologia popular. As igrejas movidas pelo marketing surgem a cada dia e, estão sendo povoadas pelas pessoas vindas das pequenas igrejas. Assim como grandes lojas como Extra, Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart estão engolindo as pequenas lojas, as igrejas movidas pelo marketing estão fazendo o mesmo com as pequenas. Mas ser suntuosa não significa ser melhor, pois nas igrejas movidas pelo marketing a salvação é sempre apresentada como um meio para se receber o que Cristo oferece, sem se obedecer ao que Ele ordena. Na igreja marqueteira a Bíblia entra apenas para sacramentar o mundanismo o qual viola os princípios absolutos da santificação, separação e diferenciação do mundo. O Evangelho pregado pelos pastores marqueteiros é sedutor, pois ensina que o cristianismo pode ser conciliado com a vida que se tinha antes de ser crente, ou seja, a pessoa pode continuar com a vida que tinha antes. Se antes era dançarina de boates ou fazia strip-tease ou pousava nua em revistas, pode continuar com essas práticas, se antes era humorista contador de piadas imorais, pode continuar seus shows de luxúria, se antes eram vendedores de cigarros, bebidas alcoólicas e produtos eróticos podem continuar com seu negócio. A igreja orientada pelo marketing tem como foco satisfazer as necessidades imaginárias e carnais de sua clientela, por isso, inventa muitos “ministérios” tais como “ministério de coreografia”, “ministério de jazz”, “ministério de luta livre”, “ministério de balé”, “ministério de yoga”. Infelizmente, As crenças na onipotência das técnicas de marketing estão mudando a natureza da igreja e levando-a perder a identidade. Como disse Andrew Bonar: “Eu procurei pela igreja e a encontrei no mundo, eu procurei pelo mundo e o encontrei na igreja”. Dizer que a igreja brasileira não tem um rei e uma rainha é um erro crasso: Seu rei é o marketing e sua esposa é o entretenimento.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A IGREJA E AS PARCERIAS PROFANAS

A IGREJA E AS PARCERIAS PROFANAS

A Bíblia diz explicitamente para não formarmos alianças profanas. O apóstolo Paulo expressa enfaticamente: “Não vos ponhais em jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6: 14-15). Em Mateus 22: 21 Jesus colocou a igreja e o Estado em ordem diferente “Daí a Cesar o que é de César e a Deus, o que é de Deus”. Neste contexto, só quando a igreja perde sua própria vida neste mundo, achar-se-á em Deus. A igreja do Senhor Jesus Cristo é essencialmente uma estrangeira em território inimigo não devendo, portanto, fazer acordos com o Município, o Estado ou o Governo Federal. Nenhum vínculo orgânico entre a igreja e o Estado deve ser realizado. Infelizmente, muitas igrejas evangélicas fazem parcerias com o governo para receber verbas a fim de construir casas de recuperação para viciados, creches e casas de assistência aos idosos. A igreja deve respeitar o governo e cumprir seus deveres civis. Porém, ela não deve receber favores ou suporte financeiro do governo para obras sociais. Deve ser livre e auto-sustentada. A igreja primitiva que transformou o mundo de então, não fez acordos governamentais, pois estava consciente que é o colocar-se sob o senhorio de Cristo que traz as bem-aventuranças. As bênçãos de Deus sobre a igreja não dependem de acordos profanos, mas da nossa fidelidade a Deus.
Esdras capítulo 3 nos informa que a cidade de Jerusalém estava devastada. Zorobabel foi incumbido por Deus para levantar a cidade. Quando os alicerces do templo foram assentados, um grupo de samaritanos dirigiu-se a Zorobabel oferecendo-se para ajudar na construção do templo “Deixe-nos edificar o templo convosco” (Esdras 4:2). Os samaritanos tinham seus próprios deuses e praticavam um culto pervertido. Zorobabel era um homem de Deus que tinha discernimento e imediatamente retrucou: “Nada tendes conosco na edificação da casa a nosso Deus, nós mesmos, sozinhos, a edificaremos” (Esdras 4:3). Em outras palavras, Zorobabel manteve o nível de separação na edificação da casa do Senhor ao recusar o benefício oferecido pelos ímpios. As Escrituras advertem que Satanás procurará perverter a mensagem de Deus mediante parcerias ou oferta de cooperação da parte daqueles que não servem a Cristo. Quando Sodoma foi invadida, Ló foi levado cativo pelos invasores. Abraão ao tomar conhecimento desse fato decidiu socorrê-lo: Arregimentou 318 homens venceu os invasores e libertou seu sobrinho bem como o povo de Sodoma. O rei de Sodoma colocou-se diante de Abraão e ofereceu-lhe dádivas (Gn 14:21). Abraão rejeitou a oferta: “Nada quero de ti, nem um fio, nem uma correia de sandália quero de ti” (Gn 14:23). A rejeição de Abraão revela sua dependência exclusiva de Deus. A igreja do presente século precisa aprender com Abraão que o Senhor é sustentador.
Depois da morte de Joás, Amazias subiu ao trono. Nessa época, a nação de Edom havia declarado guerra a Judá. Amazias arregimentou um exército de 300 mil homens tementes a Deus para guerrear contra Edon. Não estando satisfeito com o número de homens de seu exército, Amazias resolveu ir às tribos do Norte, que adoravam Baal, e contratou por 100 talentos de prata 100 mil homens para seu exército. No momento que o exército de Amazias ficou composto por 300 mil homens tementes a Deus e 100 mil homens ímpios que adoravam Baal, um profeta o advertiu dizendo: “Ó rei, não deixes ir contigo o exército de Israel porque o Senhor não é com Israel, isto é, com os filhos de Efraim (tribos do Norte), porém vai só, age e sê forte; do contrário Deus te faria cair diante do inimigo, porque Deus tem força para ajudar e para fazer cair” (2 Cr 25: 7-8). Por inferência, concluímos que a igreja do Senhor não deve misturar-se com os ímpios no sentido de parcerias, pactos, alianças. Pensamentos diferentes, corações diferentes, mentes diferentes não se compactuam para o mesmo propósito. De início Amazias não confiou que o Senhor era poderoso para lhe conceder a vitória com 300 mil homens tementes a Deus. Se a igreja quiser ser sempre vencedora e abençoada deve pagar o preço da renúncia rejeitando entrelaçamentos com o governo no que diz respeito à construção de casa de recuperação para viciados, creches, orfanatos, casa de assistência aos idosos. Graças a Deus que Amazias obedeceu a mensagem do profeta dispensando os 100 mil homens que havia contratado (2 Cr 25:10). Com os 300 mil homens fiéis a Deus, Amazias venceu a luta contra os edomitas (2 Cr 25: 11-12). Deus é o mesmo que fez brotar água da rocha; que sustentou o povo no deserto com maná e que retém as chuvas e abre as comportas do céu. Precisamos aprender com o avivalista George Müller que conheceu como ninguém, o que é viver vendo o invisível, tocando o intangível e crendo no impossível. Müller construiu em Bristol, na Inglaterra, grandes edifícios para abrigar menores carentes, sem ter que fazer nenhuma parceria com o governo britânico. Todos os recursos ele os obteve através da oração. Na hora certa as janelas do céu abriam-se e todas as necessidades daquelas 3000 crianças eram milagrosamente supridas. Em Deuteronômio 7:1-2 Deus havia dito aos israelitas que não fizessem aliança com os cananeus. Porém, os israelitas foram desleais ao mandamento do Senhor. Satanás semeou um pensamento que foi genérico entre os israelitas: “Que mal nos poderão fazer os cananeus? Eles são poucos”. Não demorou muito tempo, israelitas e cananeus formaram parceria e, como conseqüência, os israelitas perderam a identidade de povo de Deus, perderam a diferenciação que os distinguiam. Muitos líderes dizem: “A verba que recebemos do governo é pouca, a parceria que estabelecemos é muito leve, não nos comprometerá em nada”. Precisamos aprender essa verdade: O que parece inofensivo pode ser perigoso. A maneira como o diabo apresentou-se a Eva parecia inofensivo. Os pastores precisam dizer em alto e bom tom: “Estamos envolvidos numa grande obra de modo que não podemos descer”!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 20 de novembro de 2010

ECUMENISMO: UMA ASTÚCIA SATÂNICA

ECUMENISMO: UMA ASTÚCIA SATÂNICA
Ecumenismo é uma tentativa de aproximar e unir todas as religiões deixando de lado todos os aspectos doutrinários. Os ecumênicos acham que é saudável remover as doutrinas que causam as diferenças entre as crenças e, ninguém deve pensar mal de uma pessoa que promove uma doutrina diferente da que Cristo ou os apóstolos praticaram. Portanto, o ecumenismo defende a pluralidade da verdade, ou seja, não existe uma verdade absoluta, mas verdades diferentes para cada pessoa. Para os ecumênicos o verdadeiro cartão de identidade do crente é o amor, assim, temos que quebrar as barreiras e dialogar com as outras fés. “Viva a unidade na adversidade” é a bandeira ecumênica nos dias atuais. No entanto, a verdade bíblica é oposta a essa bandeira. Ao invés de darmos as mãos com os de outra fé devemos redargüir, repreender e exortar com temor, longanimidade e doutrina (2 Tm 4:2). Devemos defender e viver a sã doutrina ao invés de desviar nossos ouvidos da verdade em prol da unidade com outra fé. Unidade fora da sã doutrina é enganação. Orando ao pai Jesus disse: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17:17). A unidade cristã de dá pela Palavra viva, santa e imutável de Deus. Se não for pela Palavra de Deus não haverá unidade cristã. A unidade não deve ser meramente espiritual, mas também bíblico-doutrinária. Não é conselho bíblico dar as mãos com os que aprenderam de modo diferente dos apóstolos, mas sim, notá-los e nos desviar deles “Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16:17). Estamos vivendo a época da beatificação da tolerância onde não é mais necessário lutar pela verdade e como conseqüência erros doutrinários grosseiros são toleráveis em nome do amor e da unidade. Não podemos aceitar “verdades” divergentes como igualmente válidas. Só há uma verdade e ela é absoluta. Essa verdade é o Senhor Jesus Cristo. Os ecumênicos para justificarem a “unidade na diversidade” destacam uma característica muito importante da natureza divina: o amor. E, citam João 17:21 “Para que todos sejam um assim como nós”. Esquecem a outra característica: a santidade. Deus é amor, mas é também santo. Por isso, é impossível unir o santo com o profano. Além disso, a unidade que Jesus pede ao pai não era uma unidade religiosa sem identificação, mas aquela santidade que resulta na submissão à prática da doutrina verdadeira. Sabemos pelas cartas paulinas que a unidade é bíblica. Em I Coríntios 10: 17 Paulo declara: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo”. Em I Coríntios 12: 13-14 o apóstolo enfatiza que cada membro do corpo é diferente um do outro, mas forma uma unidade. Portanto, cristianismo é acima de tudo união de gregos e troianos, ricos e pobres, negros e brancos, todos unidos numa só fé. Mas, o cristianismo verdadeiro não tolera a conjugação entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. Quando Paulo diz em I Coríntios 6:14 “Não vos ponhais a um jugo desigual com os infiéis”, a idéia e de se colocar dois animais totalmente diferentes em uma mesma canga. Imagine um boi e um jumento carregando a mesma canga. Nenhum fazendeiro de bom senso faria essa tolice, pois o desastre seria total. O boi é vagaroso e pesado o jumento é rápido e mais leve. Portanto, Apostasia e sã doutrina não caminham juntas. Verdade e erro são incompatíveis e não podem se combinar para produzir algo bom. A doutrina nunca deverá ser sacrificada em nome da unidade. Por isso, Paulo exorta “Se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele” (2 Ts 3:14). A grande astúcia satânica é: “Unidade no que é relevante e liberdade no que é secundário”. Esse tema é atraente e diplomático, porém é diabólico por que passa a impressão de que a mensagem bíblica se divide em partes relevantes e secundárias, ou seja, na Bíblia há partes importantes e sem importância. O objetivo dessa temática é incutir na igreja que na Bíblia tem princípios básicos que devem ser seguidos por todos os crentes e doutrinas secundárias que cada um pode interpretar como quiser. Não nos iludamos, a meta do diabo é diluir a verdade absoluta do Evangelho. Se doutrina é secundário a Bíblia cai em descrédito. Se doutrina não é importante, como fica 2 João 1: 9-10? “Todo aquele que ultrapassar a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus, o que permanece na doutrina esse tem tanto o pai como o filho”. Infelizmente, temas como “Todas as religiões são legítimas”, “Creia no que eu creio e crerei na sua fé” estão cada vez mais encontrando espaço nas igrejas evangélicas. A idéia de Satanás é criar um “novo Deus” que seja adequado a todos os deuses, ou seja, um “Deus” que abrange todas as crenças e religiões. A pureza doutrinária deve ser o fundamento básico da igreja. Quando a igreja perde a posição de separação com aqueles que proclamam um evangelho falsificado, ela perde a razão de sua existência. A astúcia satânica não mudou: ele sempre procurará perverter e arruinar a mensagem do Evangelho através de pactos com aqueles que pregam o evangelho falso. Precisamos nos preservar de uma unidade na qual a doutrina é considerada sem valor. Precisamos nos preservar da unidade dos gafanhotos que têm como objetivo comum a ruína de tudo que está ao redor. O ecumenismo afronta a Deus porque Deus não quer todo mundo de qualquer jeito. Deus quer o seu povo que foi comprado com o seu próprio sangue separado e santo!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 18 de setembro de 2010

HOMOSSEXUALIDADE: EU NASCI ASSIM

HOMOSSEXUALIDADE: EU NASCI ASSIM

Ativistas gays freqüentemente afirmam que nasceram homossexuais e que a sua orientação sexual é semelhante a algo como cor dos olhos ou ser canhoto. Portanto, quem pode de maneira lógica condenar uma pessoa por simplesmente estar agindo conforme sua constituição biológica? A premissa é: “eu simplesmente nasci assim”. Em outras palavras, os homossexuais afirmam que suas preferências sexuais são inevitáveis e imutáveis devido aos fatores biológicos e, portanto, o estilo de vida homossexual seria algo que a sociedade deveria aceitar como normal. Os homossexuais precisam ser protegidos pela legislação dos direitos civis para evitar a discriminação, advogam os ativistas gays. Os defensores do homossexualismo argumentam: “se uma pessoa nasceu homossexual, a sociedade não pode esperar que ela pare com o seu comportamento ou se converta à heterossexualidade, pois não é justo esperar que uma pessoa mude o que ela é biologicamente”. Nesse contexto, o homossexualismo deve ser promovido como opções de estilo de vida normal já que certa percentagem de crianças sempre “terá nascido assim”. Diante desses argumentos o que a criação ensina a respeito do estilo de vida homossexual? O relato de Gênesis 1:27 “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou ; macho e fêmea os criou” ensina que Deus criou a humanidade de uma maneira específica: macho e fêmea. Portanto, a rejeição da homossexualidade é claramente baseada na criação original do homem e da mulher, macho e fêmea, por Deus e na Sua instituição do matrimônio heterossexual e da família. Se Deus tivesse a intenção de que o homem fosse homossexual, ou bissexual, ou se Ele tivesse criado o homem andrógino, o fato de criá-lo dessa maneira seria evidente em outros relatos das Escrituras relacionados à natureza do homem. Mas, o único padrão mantido e defendido na Bíblia é o heterossexual. Pesquisas tentando mostrar causas-efeitos genéticos para a homossexualidade existem há quase um século. Mas, o fato é que, ao longo dos anos, nenhuma pesquisa provou uma base orgânica para a homossexualidade. Cientistas cuidadosos têm se recusado a afirmar que a homossexualidade tem origem biológica. O Dr. John Money, principal pesquisador de sexo da Universidade Johns Hopkins, relatou: “nenhuma diferença de cromossomos foi encontrada entre sujeitos homossexuais e controles heterossexuais e com base no conhecimento que temos até aqui, não existe fundamento no qual possa se justificar a hipótese de que homossexuais ou bissexuais de qualquer grau ou tipo tenham cromossomos diferentes dos heterossexuais”. O professor William P. Wilson chefe da Divisão de Biologia Psiquiátrica no Centro Médico da Universidade de Duke argumenta: “não se pode demonstrar que o comportamento homossexual seja produzido diretamente pela transmissão do comportamento determinado pele genética ou pela ocorrência de um número excessivo ou insuficiente de cromossomos sexuais”. O Dr. Clifford Allen no seu livro Textbook for Psychosexual Disorders conclui: “nenhuma investigação em qualquer esfera indica uma base orgânica para a homossexualidade, seja física, química, celular, microscópica ou macroscópica”. O sexólogo americano Dr William Masters declarou na revista Human Sexuality: “A teoria genética da homossexualidade é descartada nos dias de hoje, nenhum cientista sério sugere que uma simples relação causa-efeito faça sentido”. Os doutores Bruce Parsons e William Byne pesquisadores altamente credenciados do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova Yorque afirmaram na revista Archives of General Psychiatry: “Atualmente não há evidência para fundamentar uma teoria biológica de orientação sexual”. O Dr. Charles Socarides, professor de psiquiatria na Escola de Medicina Albert Einstein em Nova Iorque, também observou que: “a questão de uma porção diminuta do cérebro quase sub-microscópica como decisiva quanto à preferência sexual é ilógica, certamente, um setor do cérebro, não pode determinar a preferência sexual, sabemos disso como fato”. Publicações científicas importantes têm salientado com firmeza a falta de evidências que apóiam uma base genética para a homossexualidade. Portanto, a idéia de que os homossexuais “nasceram desse jeito” e “nunca poderão mudar” é um mito. Infelizmente, muitos em nome de um “amor deturpado” ignoram a Palavra de Deus. Deus não criou meio termo, não criou um ser humano que em determinado momento pudesse assumir funções híbridas. Deus condena a homossexualidade, e isto é bastante evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19: 1-28), na época da Lei de Moisés (Lv 18:22; 20:13), na época dos profetas (Ez 16: 46-50), na época do Novo Testamento (Rm 1:18-27; I Co 6:9-10; Jd 7-8). Portanto, os homossexuais se mantêm em rebeldia desafiante contra a vontade de seu Criador, que, desde o princípio, “os fez homem e mulher” (Mat 19:4). Eles não carecem de terapia, o homossexualismo não é uma condição psicológica; eles não precisam de cura, o homossexualismo não é uma doença. Eles precisam de perdão, porque a homossexualidade é um pecado. O plano de Deus para os homossexuais é a salvação. Os homossexuais são apelidados de “gay”. Gay, no inglês, quer dizer feliz, mas posso garantir: os homossexuais são as pessoas mais infelizes, pois eles procuram felicidade seguindo prazeres destrutivos. Este é o motivo por que Romanos 1:26 chama o desejo homossexual de “paixão infame”. É uma concupiscência que destrói o corpo, corrompe os relacionamentos e traz sofrimento perpétuo à alma. Nos dias do apóstolo Paulo, havia ex-homossexuais na igreja de Corinto, assim como, em nossos dias, existem muitos ex-homossexuais libertos pelo poder de Deus. Portanto, por meio do arrependimento e da fé em Cristo Jesus há esperança para os homossexuais!

Ir. Marcos Pinheiro