domingo, 1 de maio de 2011

EVANGELISMO ATRAVÉS DE FILMES? ESSA NÃO!

EVANGELISMO ATRAVÉS DE FILMES? ESSA NÃO!


Em número crescente, as igrejas estão depreciando o valor da pregação expositiva nos seus cultos. Muitos líderes acham que há melhores maneiras para se ganhar almas, como por exemplo, evangelizar através de filmes gospel. Mas, a “loucura da pregação” é o único meio que o Senhor escolheu para ganhar pessoas para o seu reino e doutriná-las. Para que os pecadores pudessem ouvir Sua voz, o Senhor escolheu usar pregadores como Seu canal, “E como ouvirão se não há quem pregue?” (Rm 10:14). A palavra traduzida como “pregue” (kerusso) refere-se literalmente ao uso de um arauto ou um pregoeiro público. O Espírito de Deus torna a pregação da Palavra, o meio eficaz da graça para salvar pecadores, edificar os crentes e as igrejas. Esse é o evangelismo feito da maneira do Senhor. Deus escolheu usar uma mensagem “louca”, comunicá-la através de meio “louco”, para deixar claro que somente Ele é Aquele que sobrenaturalmente salva (I Co 1:17-25). A grande dificuldade da igreja moderna é que ela não acredita que o Senhor Jesus opera poderosamente para salvar pecadores, discipular crentes e edificar Sua igreja através do meio “louco”: A pregação expositiva da Palavra. Nesse contexto, a pregação tem sido considerada fora de moda, ineficiente, e, freneticamente os pastores têm descido ao Egito em busca de meios antibíblicos para o evangelismo, dentre os quais, os filmes gospel. Esses líderes estão dependendo de “cisternas rotas, que não retêm água”, quando ao mesmo tempo “o manancial de águas vivas está na frente de seus narizes” (Jr 2:13). A evangelização através de filmes retrata incredulidade quanto ao poder da pregação expositiva. A verdade é que grande parte da igreja não confia que o Cristo exaltado opera através de Sua Palavra, então, a proclamação do evangelho é substituída por performances artísticas irrelevantes como os filmes gospel. Lamentavelmente, a igreja moderna tem perdido a visão do uso sobrenatural de Cristo através do ministério da Palavra. Hoje, os pastores são diretores-executivos, gerentes, financistas, excelentes levantadores de fundos, exceto ministros da Palavra. Se não confiamos que o Rei Jesus abençoa o único meio que Ele mesmo apontou para evangelizar, ou seja, a pregação expositiva de Sua Palavra, estamos errando na base, e precisamos admitir que somos culpados de incredulidade prática. O Senhor Jesus foi um pregador. João Batista, o precursor, também foi primariamente um pregador. No livro de Atos, no dia de Pentecoste, Pedro levantou sua voz e pregou a Cristo. O apóstolo Paulo foi preeminentemente, um grande pregador. John Wycliffe, “A estrela d’alva da Reforma”, inflamado pelo Espírito Santo deu grande ênfase à pregação expositiva da Palavra de Deus. Os seus seguidores, os lolardos, costumavam percorrer a Inglaterra inteira pregando as Escrituras ao ar livre. Homens como Martinho Lutero e João Calvino valorizavam acima de tudo a pregação expositiva das Escrituras. O mesmo vale dizer para John Knox, Hugh Latimer, George Whitefield, Charles Spurgeon, e tantos outros que defendiam a pregação expositiva. A pregação expositiva foi empregada pelos profetas, Jesus, apóstolos e reformadores. Uma igreja construída sobre filmes é uma igreja construída sobre areia, é a casa da morte, pois as pessoas foram iludidas pelas meias verdades. Quando Pedro pregou a Palavra em Atos 2:37 o coração das pessoas foram atingidos como por uma pontada. Eles gritaram: “O que faremos para sermos salvos?” Eles não foram convencidos através de drama, nem por entretenimento profissional, nem por desempenho artístico, mas reconheceram seus pecados, se arrependeram e foram libertos pelo poder da Palavra pregada. Desde a criação em Gênesis 1 até a chamada de Abraão em Gênesis 12, desde a visão do vale de ossos secos em Ezequel 37 até a vinda da Palavra Viva, Deus sempre criou o Seu povo através da Sua Palavra. Como disse o apóstolo Paulo “A fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” ( Rm 10: 17). O modo de promover santidade é ensinar às pessoas a Palavra de Deus e levar com energia o impacto desse ensino aos corações através da pregação. Isso os filmes não fazem. O filme funciona como alimento emocional, despertando no espectador, experiências estéticas. Ademais, nenhum homem pode retratar Cristo seja através de um ator ou qualquer imagem física. Fazer isto é blasfemar o Filho de Deus e negar Sua glória e poder. Nos filmes prevalece a arte; a ênfase é o estilo e o caráter ornamental, o que repassa uma mensagem vaporável. Os filmes é uma ostentosa exibição de arte que desvia a atenção das pessoas para longe da verdade evangélica. Eles simplesmente incitam sentimentos de simpatia pelo evangelho. Corações duros somente são quebrados para o arrependimento através da pregação expositiva. A mensagem passada pelos filmes é adornada, não é declarativa, nem salvadora, pois é carregada de recheios purpúreos. Portanto, é mais fácil ensinar um leão a ser vegetariano do que converter um coração através de filmes gospel. Infelizmente, em muitas igrejas a pregação tem sido um acessório, uma coisa. A suprema necessidade da nossa geração é a declaração da Palavra de Deus no poder do Espírito Santo. Nossa oração é que o Espírito Santo caia nas igrejas que estão sonolentas e remova a estultice da evangelização através de filmes. O compromisso com a pregação expositiva é a marca de uma igreja forte!

Ir. Marcos Pinheiro


domingo, 27 de março de 2011

EVANGELIZAÇÃO ESTILOSA


Muitas igrejas estão usando estratégias mundanas e carnais para a evangelização. Dentre as estratégias estão os jograis, as coreografias e dramatizações. Segundo alguns líderes, precisamos criar uma disposição interior no incrédulo a ponto de extrair dele uma resposta emocional. Esse pensamento tem empurrado para a periferia uma série de princípios bíblicos, inclusive, o arrependimento. Jesus, o maior pastor evangélico do mundo, veio pregando o arrependimento “Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: arrependei-vos porque é chegado o Reino dos céus” (Mat. 4:17). A temática das mensagens paulinas era a convocação ao arrependimento. No areópago diante dos guardiões da filosofia ateniense Paulo se expressa dizendo: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam” (Atos 17:30). Diante do rei Agripa, o apóstolo foi contundente: “Pelo que ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, e por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento (Atos 26:19-20). Portanto, só há uma verdade que salva o homem da condenação eterna: o arrependimento. Se a obra de evangelização for realizada através de estratégias mundanas e carnais como dramatizações, coreografias e jograis estaremos produzindo um grande número de pessoas fazendo profissões de fé vazia, ou seja, as Boas Novas de Cristo dão lugar às más novas de uma fé traiçoeira. Traiçoeira porque não faz qualquer exigência moral para a vida dos pecadores que se encontram no mar de iniqüidade. Nas suas viagens missionárias, Paulo lançava a rede do Evangelho Santo e Simples e muitos se rendiam a Cristo. Paulo não lançava palha, nem feno a seus ouvintes; não usava truques psicológicos, nem entretenimento; não manipulava as emoções dos ouvintes através de uma apresentação profissional. Estamos vivendo a época da evangelização estilosa, hollywoodiana. Alguns defensores desse tipo de evangelização dizem: “É necessário um novo estilo de apresentar o Evangelho a fim de não enfadar os ouvintes, caso contrário, não iremos alcançar os perdidos da cultural atual”. Outros reforçam ainda: “Se não apresentarmos o novo estilo de pregar o Evangelho, o culto será chato; é preciso ter um pouco de show, palhaçada e humorismo”. É preciso entender que a obra de evangelização não depende da engenhosidade humana, nem deve ser realizada usando-se práticas mundanas. A obra de Deus está sob a direção do Espírito Santo e o Espírito Santo opera dentro dos limites da Palavra escrita de Deus. As Escrituras é o único manual perfeito para toda a obra de evangelismo. Buscar a sabedoria maculada deste mundo e suas práticas para assunto de evangelização é o mesmo que dizer que a Palavra de Deus não é suficiente. A mensagem da cruz é suficiente para toda obra de evangelismo; ela é em si mesma o poder de Deus para a salvação de qualquer homem, em qualquer contexto sócio-cultural-político-religioso, em qualquer tempo. Portanto, não precisamos correr atrás de estratégias mirabolantes e esdrúxulas. O teólogo liberal Rudolf Bultmann disse: “A igreja deve usar nova terminologia para que a mente científica e culta do atual século possa ser impactada”. Na visão de Bultmann a obra de evangelização deve ser contextualizada pelos padrões do mundo, ou seja, deve-se priorizar o mundanismo como um meio lícito de contextualização para evangelizar. A verdade é que quando a igreja usa a Palavra de Deus na evangelização para sacramentar métodos mundanos ela viola os princípios bíblicos absolutos de santificação do crente, separação e diferenciação do mundo. É impossível contextualizar o Evangelho pelas práticas maculadas da época sem alterar a própria essência da mensagem. Não precisamos enfeitar, maquiar ou travestir a verdade de Deus como se tivéssemos vergonha de apresentá-la tal qual ela é, santa e simples. A Palavra de Deus é tão poderosa em nossa geração quanto era durante a história antiga da igreja. O poder do Evangelho é tão forte neste século quanto era nos dias da Reforma. A temática da evangelização estilosa é: Deixe o pecador sentir-se confortável. Nesse contexto, os infiéis são tratados como fiéis e tudo fica pasteurizado e nivelado por baixo. O apóstolo Paulo nunca sacrificou a mensagem da cruz para ter uma colheita abundante. Sua mensagem não era divertida, nem culturalmente relevante e nem contextualizada à moda do dia. Em Atos 17:17-18, encontramos Paulo fazendo um trabalho de evangelização na praça e na sinagoga onde ele exaltava Jesus e a sua ressurreição confrontando seus ouvintes de modo direto e radical. Na ótica da evangelização estilosa a mensagem de Paulo foi descontextualizada e desconfortável para os ouvintes por isso ele foi chamado de paroleiro. Ora, tornar-se zeloso e devoto é um passaporte para a zombaria e perseguição. Um crente cheio do Espírito Santo pregando o Evangelho verdadeiro, garantidamente atrairá para si intolerância como o mel atrai formigas. Pregar o Evangelho santo e simples como fez Paulo é aceitar a zombaria, a rejeição, a impugnação. Anunciar o evangelho santo e simples com fez Paulo é sofrer desprezo de grandes e pequenos, ricos e pobres. Ademais, os sermões do Senhor Jesus e do apóstolo Paulo era o mais impopular e descontextualizado que podia existir, exatamente porque exigia compromisso integral e vida de renúncia. O grande mal da evangelização estilosa é que ela está dando às pessoas uma vacina para colocá-las para dormir para que cheguem ao inferno mais rápido. O teólogo fundamentalista Francis Schaeffer disse: “A tragédia da nossa situação hoje é que homens e mulheres estão sendo afetados por esta nova maneira de encarar a verdade a qual descaracteriza o verdadeiro Evangelho”. O respeitado teólogo D. M. Lloyd-Jones pontificou: “A reforma acabou com as peças teatrais na igreja, e é muito triste observar que pessoas estejam tentando nos levar de volta àquilo que os reformadores viram claramente o que estava ocultando o Evangelho. Se você fizer uma pantomima das Escrituras ou exibir delas uma representação dramática, estará desviando a atenção do povo para longe da verdade comunicada pelas Escrituras”. A evangelização estilosa alinha-se à cultura moderna o que leva a perder o padrão bíblico e diluir a doutrina. Enfim, ela está divertindo os incrédulos e os levando para o fogo eterno!


Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 7 de março de 2011

AI DE TI, MODERNISTA-LIBERAL!

AI DE TI, MODERNISTA-LIBERAL!

“Ninguém, de maneira alguma, vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia” (2 Ts 2:3). Nesse versículo a Bíblia diz claramente que haverá uma grande apostasia nos últimos dias. Estamos vivendo nesses dias! E, Como conseqüência dessa apostasia, a palhaçada e a malignidade entraram na igreja. Os pastores modernistas-liberais desejosos de agradar e de alcançar aprovação dos homens se esqueceram de Deus abrindo as portas de seus corações para todo tipo de lixo. Esses liberais colocaram suas Bíblias de lado e a substituíram por sermões aguados evitando falar sobre o sangue de Jesus, a existência do inferno, a vida de renúncia e a ira de Deus. São contadores de anedotas, oradores especialistas em motivação humana; tentam “fazer amigos e influenciar pessoas” por meio do carisma pessoal e das técnicas de vendas. Devido ao fato de viverem numa sociedade sexualmente devassa, os modernistas-liberais, contemplam o interminável desfile de sensualidade e concluem que, afinal de contas, as roupas indecentes não são tão ruins. Calam-se diante do desavergonhado nudismo em suas igrejas. Ora, a vestimenta dos homens e das mulheres de Deus tem de ser diferente das vestes de uma prostituta, se a piedade tem de ser provada pelas obras, a verbalização de ser crente também precisa ser visível em vestes decentes e apropriadas. Esses modernistas declaram sem o menor pejo que bebem vinho. Esquecem-se esses traficantes do mal da advertência contida em Provérbios 23:31: “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente”. O sacerdote não podia beber vinho “Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos, quando entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações” (Lv 10:9). Esses falsários do Evangelho estimulam à indefinição, a dúvida, a malemolência amebiana, a aventura com ideologias satânicas e o ativismo político. Além de substituir o Evangelho da Graça pelo “evangelho” da ganância, esses propulsores do inferno, vomitam idéias que corrompem, prostituem e seduzem os filhos de Deus levando-os a duvidar dos atributos incomunicáveis de Deus, a Onipotência, a Onisciência e a Onipresença. Quando estão na mídia admitem que católicos, espíritas e protestantes são um só povo e os convidam para irem a suas igrejas para receberem bênçãos fantásticas a troco de ofertas que enriquecem. Esses agentes de Satanás oferecem às ovelhas que tosquia as secas ervas da terra arenosa de sua falsa teologia eivada de liberalismo e de ecumenismo, traindo o nome de Cristo e a confiança do povo simples. Alguns modernistas-liberais dizem: “As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor, portanto, devemos celebrar a festa dos tebernáculos”. Isso contradiz frontalmente o ensino neotestamentário do fim da Lei mosaica em Cristo Jesus: “Antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da Lei; a Lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, depois que a fé veio já não estamos debaixo de aio” (Gl 3:23-25). Em época de eleições, é praxe dos modernistas-liberais usarem o púlpito de suas igrejas para dar vivas aos seus candidatos políticos esquecendo que o Senhor Jesus foi completamente alheio aos movimentos políticos do Seu tempo. Já ouvi de um modernista-liberal a seguinte declaração: “O jogo de baralho é um passatempo saudável para o crente, aliás, ninguém é de ferro”. A histórica da ciência oculta está estritamente ligada com a criação das cartas de jogar. Satanás e seus demônios estão envolvidos com cartas para o trabalho de adivinhação e esconjuração. Portanto, não há necessidade de se utilizar dos instrumentos de Satanás para se divertir. O profeta Jeremias adverte: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto” (Jr 23:1). Sempre que Deus usa a interjeição “Ai” na Bíblia, está anunciando julgamento. Portanto, Ai de ti, modernista-liberal, que rasgas os estatutos de Deus em favor das vis conveniências do dia-a-dia. Ai de ti, modernista-liberal, que acaricias os abismos, como se fossem o Caminho. Ai de ti, modernista-liberal, que espezinhas os santos por não se curvarem ao império da injustiça e tu a tudo assiste com a cumplicidade do silêncio. Ai de ti, modernista-liberal, que permites que a noite do mundo te inunde com suas trevas sufocantes e não tens força para dizer: “Afasta Satanás”. Ai de ti, modernista-liberal, que fazes da oração palavras vazia e não mais a poderosa arma do Espírito. Ai de ti, modernista-liberal, que premias o sorriso do fariseu e zombas da circunspecção do homem santo. Ai de ti, modernista-liberal, que perdeste a santidade, a simplicidade, a unção, as brancas vestes, a autenticidade, a comunhão com Cristo, o toque do Espírito Santo, o caminho da glória de Deus. Ai de ti, modernista-liberal, que ensinas a outrem e não te ensinas a ti mesmo, aperfeiçoando-te desgraçadamente no exercício da impiedade. Ai de ti, modernista-liberal, que toleras privilégios em favor dos ricos contra os simples e humildes. Ai de ti, modernista-liberal, que sem nenhum temor minimizas os pecados dos seus mais destacados contribuintes. Ai de ti, modernista-liberal, que falas bem dos líderes espirituais e piedosos do passado, mas não segue as suas palavras nem a sua dedicação a Deus. Ai de ti, modernista-liberal, que falas de santidade e permites que mocidade da igreja seja “abençoada” com concerto de Rock. Ai de ti, modernista-liberal, que caminhas com pés de gato sobre a Palavra de Deus deixando de anunciar todo o Conselho do Senhor. Ai de ti, modernista-liberal, que não vês nada de errado com os sodomitas e até oficias casamento entre pessoas de mesmo sexo. Ai de ti, modernista-liberal, que aderiste o legado do Movimento de Libertação da Mulher consagrando-a pastora e festejando o Dia Internacional da Mulher proposto pela figura histórica do feminismo, a marxista alemã Clara Zetkin. Ai de ti, modernista-liberal, que procedes semelhantemente aos bruxos da Nova Era que acreditam poder manipular as forças da natureza através de palavras mágicas e encantamentos.
Os pregadores de evangelhos falsificados não vão se calar; os falsos profetas vão continuar proliferando; os doutores do liberalismo, da teologia modernista, que fazem da Santa Bíblia um livro de mitos, vão continuar escrevendo livros e ensinando em seminários. Não podemos obrigá-los a se deterem, porém, temos de redobrar nossos esforços para a pregação do Evangelho verdadeiro.
Nessa época de permissividade, de frouxidão doutrinária, de desmoronamento da família, de degradação dos valores morais, de mesclagem das igrejas de Cristo com a blandícia e melonoplastia dos modernistas-liberais, persistamos em buscar honra e incorrupção. Jesus disse: “Eis que cedo venho e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12).

Ir. Marcos Pinheiro

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

KATASTOLE: PUDOR NO VESTIR

KATASTOLE: PUDOR NO VESTIR
Quando a palavra profética, que incita à santificação, é desalojada de uma igreja, penetra um outro espírito, ou seja, o espírito da mistura e da libidinosidade. A presente geração está lamentavelmente intoxicada pela luxúria. De modo semelhante, uma espécie de imodéstia nas vestimentas tem infeccionado a igreja do Senhor Jesus Cristo. Constatamos atualmente um abrandamento sem escrúpulos da lei de Cristo, uma adaptação leviana a formas de pensar e viver mundanos, e isso sob invocação da chamada “liberdade do espírito”. Com muita facilidade, quer por vergonha, quer por timidez ou ainda pelo famoso e infeliz senso de grupo, alguns crentes se deixaram levar de arrastão por padrões de incrédulos no modo de se vestir. Nesse contexto muitos argumentam: “Todo mundo faz assim, todo mundo se veste assim”. Em conseqüência a voz da Palavra de Deus tem sido lentamente rebaixada pela voz da mídia, pela indústria da moda e pela opinião pública. Os fundamentos da moralidade cristã desgastaram-se, quase a ponto de extinção. Em outras palavras: ninguém pôs um revolver na cabeça das pessoas e lhes disse: “Tire a roupa, se não você morre!” A indústria da moda simplesmente disse: “Esta é a roupa da moda”, e a sociedade despiu-se com avidez. A bandeira das feministas é: “Este é meu corpo; eu faço o que quero”. O clamor dos Jezabéis modernos é: “Esta é a minha liberdade; eu faço o que quero”. Contudo, a declaração das Escrituras é: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” ( I Co 6:19). Ora, se somos verdadeiramente crentes, isto significa que não nos pertencemos. Todo o nosso ser, isto é, corpo, alma e espírito é propriedade adquirida por Jesus Cristo; e o preço pago pelo nosso corpo foi o traspassamento do corpo dEle. O nosso corpo pertence a Ele! O Senhor Jesus o redimiu mediante o Seu sangue no calvário. Temos de pensar bem na maneira como adornamos esta propriedade adquirida pelo sangue do Senhor Jesus. Alguns dizem: “Isso é legalismo” Exortar os filhos de Deus a cobrirem seu corpo não é legalismo, pois a moralidade cristã é um mandamento bíblico. O pregador John Owen no seu livro The Nature and Causes of Apostasy (A Natureza e as Causas da Apostasia) diz: “Há muito tempo a vaidade tem sido acrescentada às roupas, com modas e maneiras de vestir levianas, tolas e lascivas”. Agostinho, um dos pais da igreja, disse: “Vestes supérfluas são piores do que a prostituição, porque esta corrompe apenas a castidade, mas aquelas corrompem a natureza da pessoa”. John Bunyan abordou a questão da seguinte maneira: “Por que muitas mulheres saem de casa com os ombros desnudos e seios à mostra? É para honrar a Deus e adornar o evangelho? É para tornar o cristianismo atraente e fazer os pecadores desejarem a salvação? Não, não; pelo contrário, elas o fazem para satisfazer suas próprias concupiscências, creio que Satanás tem atraído mais pessoas ao pecado de impureza, por meio do esplendoroso desfile de roupas requintadas, do que poderia ter atraído sem a utilização de tais roupas”. Charles Spurgeon disse: “Londres recebe suas modas diretamente de Paris, e Paris as recebe diretamente do inferno”. Richard Baxter comentou: “As mulheres devem servir a Cristo usando roupas que expressem humildade, renúncia, castidade e sobriedade; nunca usá-las como armadilha para os homens”. Portanto, o mundo e os deuses da moda não devem ser o padrão para a maneira de vestir do crente. Mulheres e homens precisam entender claramente que roupas constituem uma verdadeira linguagem do corpo, quer reconheçamos, quer não. À luz deste fato, os servos e as servas de Deus devem desejar fervorosamente promover a pureza em si mesmos e naqueles que os cercam. A forma como nos vestimos deve ter a intenção de glorificar a Deus e não de por em evidência partes do corpo. Tornar o corpo mais atraente através das vestes é conveniente à sociedade pornográfica e não aos filhos de Deus. Um preceito bíblico em relação ao uso das vestes encontra-se em I Timóteo 2:9 onde diz que uma mulher deve vestir-se em “traje decente”. No grego a palavra é Katastole que significa “pudicamente coberta” ou “cobrir completamente”. Portanto, mini-saias, vestidos e blusas decotadas, roupas justas ou transparentes não se encaixam no significado da palavra Katastole. A mini-saia ficou registrada como a marca da revolução sexual. Mary Quanty, a estilista que desenhou a mini-saia pontuou: “Eu fiz as mini-saias para que um homem possa olhar para você e dizer: aqui está uma mulher que me dá tudo que quero”. O estilista Alisson Lurie diz no seu livro The Language of clothes (A Linguagem da Roupa): “Historicamente a vergonha parece ter exercido pouca influência no desenvolvimento das roupas; pessoas usam vestes que são desenhadas e preparadas a fim de mostrar grande parte do corpo quando estão em movimento”. Como se observa, não é somente a Bíblia e os pregadores fundamentalistas que pensam que a mulher que descobre suas partes íntimas é despudorada. O propósito da indústria da moda não é cobrir o corpo, mas vesti-lo de modo sensual ou descobri-lo. Muitas irmãs não percebem ou não querem perceber que suas roupas sensuais que estão a mostrar todo o seu corpo quando usadas na igreja do Senhor, lugar de reverência, recato, temor e pureza tira a atenção não só dos visitantes, mas dos seus irmãos em Cristo. Fora da igreja não são a luz do mundo, pois expõem o seu corpo que é templo do Espírito Santo, ao vitupério e ao escárnio. Contestar o padrão bíblico no vestir é trazer glória a Satanás. O diabo tem um estilo de roupa feminina concedida para promover sensualidade, fornicação e toda classe de práticas libidinosas. Ademais, a nudez acompanha a possessão demoníaca: “E, quando desceu para a terra, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, desde muito tempo, não se vestia. Acharam o homem de quem saíram os demônios, vestido, e em seu perfeito juízo” (Lc 8:27 e 35). Quando controlado pelos demônios, o homem andava nu; quando ficou em seu perfeito juízo, por meio do poder e da graça de Jesus Cristo, o homem cobriu-se. Se o mundo nos oferece uma moda que se conforma com o padrão bíblico de Katastole, então podemos acatar este estilo de roupa, caso contrário, devemos rejeitar. Homens e mulheres de Deus não devem se vestir para anunciar sua sensualidade!
Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

LOUVOR MELOTEATRAL

LOUVOR MELOTEATRAL

Deus estabeleceu princípios para a pureza do louvor. Portanto, o homem tem de adorar a Deus crendo na vontade de Deus revelada nas Escrituras. Deus não pode ser adorado segundo as maquinações e invenções humanas, nem através de nenhum modo que não seja prescrito ou ordenado na Bíblia. Quando estudamos as Escrituras constatamos que em nenhum lugar lemos que Deus tenha buscado qualquer coisa dos remidos. A Bíblia não nos diz que Deus busca testemunhas, servos ou contribuintes, mas que o Senhor busca adoradores. Não é sem motivo que a única vez nas Escrituras onde o verbo “buscar” é usado como atividade de Deus é em conexão com a busca de verdadeiros adoradores. Sendo assim, o louvor não é uma questão periférica, mas a substância última da fé bíblica. O louvor deve ser a nossa prioridade máxima. Quando essa era passar e os incontáveis milhões de remidos caírem com o rosto em terra diante do trono de Deus, não haverá mais evangelismo, missões e orações, pois essas coisas são necessidades temporais, mas o louvor existirá para sempre. Os teólogos da Reforma pregaram Soli Deo Gloria em todas as áreas da vida porque eles tinham em vista a adoração e estavam cientes de que Deus estabeleceu o modo correto do homem adorá-lo. O pensamento geral nos dias de hoje é que a forma de como a igreja se reúne para adorar a Deus não é relevante, e sim a disposição de nosso coração em adorar que é salutar. Como conseqüência desse pensamento muitas igrejas estão retornando aos moldes antigos da missa católica e de cultos pagãos com novos padrões de escultura, imagens e tradições. Esses novos padrões se apresentam na forma de comportamentos tais como ritos alucinantes, transes, misticismos, hipnoses, mantras e sensualismo. Nesse contexto, surge o louvor meloteatral, ou seja, um louvor meloso, melífluo, piegas, baboso, excessivamente sentimental e cheio de dramatizações. Nesse antilouvor as pessoas são induzidas a experimentar uma “viagem” semelhante àquela produzida pelo craque.
Outro fato a considerar é que as músicas e hinos cantados devem ser para Deus. O que acontece em muitas igrejas é o inverso, ou seja, as músicas e hinos são voltados para as pessoas. A pergunta retórica é: “O que você achou do louvor?”. O que se quer ouvir é: “As músicas foram lindas”. O louvor meloteatral está tão em moda que a cada hino cantado há aplausos. A cada cantor que canta há aplausos, ou seja, o louvor se transformou em espetáculo. O pior é que para disfarçar, o “ministro” de louvor cinicamente diz ao povo: “Os aplausos é para Jesus”. O louvor não é uma festa preparada para divertir os membros da igreja e nem é mais espiritual quando provoca as emoções ao ponto de insensibilizar a razão de seus participantes. Algumas igrejas promovem concertos e cantatas de músicas sacras com propósitos culturais. Nas passagens de I Cr 6:31, II Cr 5:12; II Cr 23:18 e Ne 12:46 mostram que os levitas-cantores cantavam unicamente para adorar a Deus no contexto de culto. Não se vê em nenhum lugar da Bíblia algum concerto ou cantata ou apresentação de hinos por corais para deleite cultural ou entretenimento e recebendo aplausos. Alguns “ministros” de louvor dizem: “Concertos é arte, é cultura”. Esquecem esses “ministros” que uma coisa é ser artista crente outra é ser um crente que produz arte. E, mais, o louvor não é uma questão de cultura ou de geração, e sim de obedecer e agradar a Deus Pai, a quem o louvor é dirigido. Abraão Kuyper teólogo holandês observou que “Conquanto a fé bíblica possa inspirar a grande arte, o casamento da fé com a arte acaba destruindo a ambos”. Outros para justificarem os concertos e cantatas dizem: “No Antigo Testamento o louvor era rico em artes ordenadas por Deus”. Ora, o louvor a Deus no Antigo Testamento não incluía apresentação de beleza e habilidades, não era estético. A obra de Cristo era representada pelo simbolismo do Tabernáculo e do Templo bem como pelas cerimônias realizadas pelos sacerdotes. Eram lições e não meio de adoração; eram sermões visuais e não atos meritórios; eram figuras do caminho da graça. A musica sacra foi feita para adorar a Deus e não feita para apresentação cultural em concertos; não foi feita para deleitar e agradar as pessoas; não foi feita para ovação, aplausos, nem para enriquecer culturalmente a ninguém; não foi feita nem para evangelizar. Quando a igreja promove concertos, cantatas e apresentações de hinos sacros para educar culturalmente e entreter, ela perde de vista o que é a adoração, e quebra o mandamento do Senhor com respeito ao culto. Finalmente, no louvor meloteatral constata-se a “unção da bicharada”, ou seja, durante o louvor se imita todo tipo de bicho, até assobios são válidos como louvor. O “ministro” de louvor chega às raias do ridículo mandando os crentes, durante o louvor, mandar beijinhos para Jesus; falar gú-gú-dá-dá, bilu-bilu-bilu-biluzim-tetéia, pois quem não se fizer como criança diante de Deus não tem parte no Seu Reino. A grande declaração da Confissão de Westminster do século XVII se opõe a tudo o que acontece hoje: “A maneira de adorar o Deus verdadeiro é instituída por Ele mesmo e limitado por sua própria vontade revelada, de tal modo que Ele não seja adorado de acordo com a imaginação e invenções humanas”. Que Deus livre a igreja da eufórica droga do estilo contemporâneo de louvor. Que o Senhor nos ajude a proteger e apreciar os grandes princípios de louvor expressos em Sua Palavra, redescobertos durante a Reforma e mantidos por milhares de crentes, em muitas gerações. Que o mundo não veja a igreja como o teatro da glória de Deus, mas como coluna e baluarte da verdade!

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

TELEVISÃO: A ESCOLA DO MAL

TELEVISÃO: A ESCOLA DO MAL

Antigamente os crentes agiam como o salmista: “Não porei coisa má diante dos meus olhos”, hoje, o televisor é comum na grande maioria dos lares cristãos. A televisão é o elemento influenciador dos conceitos e vontades humanas, que procura estabelecer as regras de comportamento, pensamento e de consumo das pessoas, bem como os valores éticos e morais da sociedade. A TV é a escola do mal, pois modifica a visão das coisas. Aquilo que é certo, como o amor conjugal verdadeiro e a pureza, são vistos como algo ultrapassado. O materialismo é apresentado como algo muito nobre e elevado, a condição imposta é “Ter para ser”. Na programação é comum cenas de insinuação sexual, ensinando a fornicação e estimulando a luxúria. Nos chamados “programas para crianças”, se demonstram quase todas as maneiras imagináveis de matar. Artistas famosos, sem recato, falam de suas prostituições. A promiscuidade se tornou uma idéia fixa das emissoras. Enfim, a televisão é trivial e não inspira grandes pensamentos ou fortes sentimentos com vislumbres de grandes verdades.
Segundo levantamento da ONU, 95% das crianças do mundo têm acesso à TV, e elas passam pelo menos 50% mais tempo ligadas ao aparelho do que em qualquer outra atividade não-escolar. A televisão é a escola do mal, pois pesquisas mostram que no Brasil, uma criança ao completar 14 anos de idade já terá assistido 11.000 crimes na TV. Em 200 horas de programação, são vistas 30 mortes cruéis; 1.018 lutas monstruosas e animalescas; 3.592 acidentes; 32 roubos; 616 cenas de uso criminoso de armas; 410 trapaças; 86 chantagens, 57 seqüestros e 321 aparições de monstros pavorosos e infernais. Os pesquisadores Robert Kubey e Mihaly Csikszentmihalyi, respectivamente, diretor do Centro de Estudos de Mídia da Universidade Estadual de New Jersey e professor de Psicologia da Universidade de Claremont após um amplo estudo realizado concluíram: “A televisão rouba a energia de seus telespectadores, deixando-os depauperados, com mais dificuldade de se concentrar”. Ou seja, as faculdades cognitivas são prejudicadas. E mais: a TV semelhantemente ao cigarro, ao álcool, a cocaína e ao craque, causa dependência. A televisão com suas cenas, não somente mostram a indecência, mas também a ensinam, além de toda sua conversação corrupta, entorpece os sentidos do crente, até que, por fim, torna sua sensibilidade espiritual fria e endurecida. Alguns dizem: “A televisão tem coisas boas, por exemplo, os filmes religiosos”. Vale dizer que os filmes de caráter religioso é uma das piores formas de ficção, pois invariavelmente torcem a Palavra de Deus e acabam por apresentar uma mentira, trata-se, portanto, de algo enganoso. As coisas “boas” que há na televisão nada mais são do que os mesmos elementos do mundo que se encontra sob a influência de Satanás. Se supusermos que em Sodoma tivesse coisas “boas” e Ló as indicassem com certo orgulho cívico, deveríamos apreciar e acatar tais coisas? Claro que não, pois tudo que existia em Sodoma se encontrava sob a sentença de juízo, e só servia para enganar o povo. As coisas que são consideradas boas na televisão são a concupiscência da carne e a soberba da vida as quais estão colocadas lado a lado com a concupiscência dos olhos. Portanto, um aparelho de televisão é uma erva daninha das mais nocivas e venenosas. Alguns líderes dizem: “O importante é você controlar o botão da televisão e não ser controlado por ela”. Aqui cabe uma pergunta: Você se atreveria controlar um veneno mortal colocado na prateleira de sua cozinha junto com os alimentos? Lembre-se: É uma loucura criar serpentes venenosas para aprender a domá-las. Outros dizem “Coma a carne do peixe e jogue as espinhas fora”. A questão é que a carne é envenenada. A carne da TV não é segura, pois as espinhas estão entrelaçadas fortemente na carne. Ainda há aqueles que dizem: “A televisão é como as outras invenções, tais como o rádio e o automóvel, que inicialmente foram de difícil aceitação por parte dos crentes que, finalmente, acabaram por aceitá-las”. Esse raciocínio é ilógico, pois o mundo tem muitas invenções que o crente não deve usar; por exemplo, o teatro e as coreografias que já foram aceitos em muitos cultos (vê artigos no meu blog “Teatro na Igreja? Essa não!”, “Danças e Coreografias”). Teatro e coreografias devem faze parte da liturgia do culto? Claro que não, mas foram acatados. O fato de o tempo passar não altera o que não convém, ainda que cada vez mais crentes se rendam à sua tentação, e esqueçam o tipo de pessoas que deveriam ser. A sociedade nos receberá com aplausos se consumirmos o que todos consomem, se pensarmos o que todos pensam e agirmos como todos agem, porém encontramos: “Difamando-vos acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de devassidão” (I Pe 4:4). O crente precisa contemplar a pátria celestial e não se importar em ser diferente ou separado do mundo. Ninguém pode avaliar o poder que viria a uma igreja, se todos os seus membros jogassem seus aparelhos de TV no lixo e se dedicassem ao estudo das Escrituras. A regra de conduta do crente não é a televisão, mas a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo dá-nos uma sábia orientação quanto ao que devemos acolher em nossa mente e coração: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8). Em Deuteronômio 7: 26 encontramos a seguinte exortação: “Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é”. O contexto do versículo é uma admoestação aos israelitas. A “abominação” refere-se aos ídolos dos cananeus; qualquer coisa vinculada à idolatria tinha que ser destruída pelos israelitas, ou seja, os israelitas tinham que remover de suas casas tudo quanto era abominável. Isso tem implicações para hoje. Qualquer coisa que leva ao pecado e à imoralidade e que é contrária à natureza santa de Deus, deve ser banida de nossas casas, coração e mente. A televisão é um poço de iniqüidade, é a escola do mal. Portanto, é urgente você cancelar sua matrícula nessa escola! “Ai dos que ao mal chamam bem...” (Is 5:20)

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CUIDADO: ELES ESTÃO NOS PÚLPITOS

CUIDADO : ELES ESTÃO NOS PÚLPITOS

O ministério de Jesus foi uma cruzada contra os ensinos falsos dos fariseus e saduceus. Jesus não apenas ensinou a verdade, mas atacou o erro. Em João capítulo 10 Jesus descreve os falsos mestres como ladrões e assassinos. Ladrões, porque estavam ensinando uma doutrina que roubava a plenitude da vida espiritual; assassinos, porque ao pregarem veneno matavam a vida espiritual de seus ouvintes. Muitos que levantam sua voz nos púlpitos estão sendo usados por Satanás para solapar a verdadeira fé. Portanto, é urgente ficarmos vigilantes quanto às características dos falsos mestres. Os falsos mestres oferecem grandes bênçãos. Bênçãos de uma ordem mais grandiosa do que as Escrituras oferecem. As bênçãos por eles oferecidas nunca se baseiam numa exposição do Novo Testamento. Elas virão quando você aceitar determinada fórmula ou se você praticar o método que lhe é sugerido. E, geralmente, a fórmula ou o método veio a eles através de “revelação” ou “visão”. Não é muito raro se ouvir um falso mestre dizer que recebeu uma revelação direta do céu. Isso eles dizem para se auto-afirmarem como o incomum, o extraordinário, a fim de convencer a seus ouvintes que o seu ensino é importante e deve ser seguido por todos. Enquanto o verdadeiro mestre expõe as Escrituras e ensina as doutrinas concernentes a Deus, o falso mestre começa com ele e termina com ele. O ensino do falso mestre começa pelo nível prático, ou seja, as pessoas são ensinadas a se guiarem pelas experiências. O Novo Testamento nunca começa com o prático. O apóstolo Paulo nunca trata de questões práticas senão depois de estabelecer a doutrina. Por exemplo, o v1 do capítulo 4 de Efésios Paulo diz: “Rogo-vos, pois, eu o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados”. Isso é muito prático, porém, os três capítulos anteriores são doutrina. Paulo fala nos capítulos 1, 2 e 3 de Jesus como o cabeça da igreja e autor da nossa salvação, fala da salvação pela graça, do ministério da vocação dos gentios, e do seu apostolado. As epístolas do Novo Testamento começam com uma salvação preliminar, em seguida vem uma exposição doutrinária, depois segue a aplicação prática. Precisamos entender que a prática deve ser uma dedução da doutrina do que cremos. Se invertermos a ordem corremos perigo mortal. O que o falso mestre expõe nunca é dedução de doutrina, mas algo que “funciona” na prática, por isso eles sempre estão falando em experiências extraordinárias, visões, revelações, sonhos, êxtases e estabelecendo doutrina baseado nisso. Além disso, se utilizam dessas experiências fantasmagóricas para surripiar dinheiro do povo incauto. É notória a espiritualidade exibicionista dos falsos mestres. Eles sempre dizem: “Faça isso e você terá sucesso”. Eles nunca dizem como ensina a Bíblia: “Operai a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”. Não se vê humildade no falso mestre, pelo contrário, são cheios de jactância. Em contraste, Jesus ensinava, curava, libertava e realizava prodígios com extrema discrição. Jesus não tocava trombeta dos seus feitos, não alardeava o que fazia como fazem os falsos mestres. A mensagem pregada pelos falsos mestres é sedutora, pois falam sempre em tom positivo, não falam da doutrina do pecado nem da ira vindoura. Dizem eles: “Temos que pregar um evangelho positivo, não de advertências para não ferir a sensibilidade das pessoas”. A Bíblia está repleta de advertências, 50% dos ensinamentos de Jesus foram de advertências. Os capítulos 6, 8 e 9 de apocalipse são de advertências, o capítulo 16 de Lucas e o capítulo 1 de Romanos são de advertências. O livro de Hebreus é repleto de advertências. Portanto, o evangelho do falso mestre é um evangelho mutilado. Uma característica muito comum dos falsos mestres é que eles trazem a filosofia oriental para dentro do cristianismo. Ensinam uma “lei” da fé chamada incubação, que inclui visualização, isto é, uma imagem mental direcionada a um alvo desejado. Ou seja, se você tem o desejo de receber algo de Deus, deve ficar “grávido” do que desejar até que o receba. Isso é antibíblico, pois a Bíblia fala de visão e não de visualização. A visão é produzida por Deus, enquanto a visualização é induzida psicologicamente e auto-sugestiva, portanto, é produto da subjetiva vontade humana. Homens e mulheres da Bíblia tiveram visões que são experiências sobrenaturais controladas por Deus e não pela vontade humana e tinham o fim de comunicar os desígnios divinos. Quando os falsos mestres ministram cura são seguidores de Émile Coué o pregoeiro da auto-sugestão. O coueísmo ensina que se você tiver pensamentos de cura, esses pensamentos ajudarão a curar sua enfermidade. Por isso, os falsos mestres manipulam as pessoas dizendo-lhes: “repitam comigo: estou curado, estou curado, estou curado...”. Os falsos mestres são especialistas em levar as pessoas à excitação. Para eles o único teste da operação do Espírito Santo é a histeria. Se os participantes do culto não gritarem, não pularem, não sapatearem, não rodopiarem, não rugirem como leão, não miarem como gato, não latirem como cachorro e não perderem o controle de si, o culto não tem valor. É verdade que a emoção é parte vital da fé cristã. Deus nos fez com emoções. Devemos nos comover com a verdade de Deus, e nos regozijar Nele. Paulo diz em Filipenses 4:4: “Regozijai-vos no Senhor outra vez digo regozijai-vos”. A Bíblia é repleta de passagens emocionantes, no Salmo 23 e em Isaías 53 e 61 constatamos a mesma emoção. O profeta Isaías se comovia até as profundezas da alma com a glória e a grandeza de Deus. Em Atos 20:19, Paulo derramou lágrimas quando falava com os crentes sobre questões de fé. Precisamos nos comover com a verdade de Deus. Não creio em cristianismo de olhos secos. No entanto, o que rejeitamos é a fomentação do emocionalismo barato pelos falsos mestres. O emocionalismo não afeta o modo de viver das pessoas, não tem nenhum efeito real na vida das pessoas. Na verdadeira emoção somos cativados pela verdade. Outra característica do falso mestre é que eles são mercadores do evangelho, mercenários. Eles são como Balaão, profetas do ganho que usam sempre o método do atalho para satisfazer sua ganância. Bradam do púlpito: “Qual o seu problema? Qual a sua dificuldade? De que você precisa nesta noite?”. Este não é o ensino da Bíblia. O evangelho não começa com as minhas dores e aflições, mas em conhecer a Deus. De acordo com João 17:3 o objetivo do cristianismo é nos levar ao conhecimento de Deus como Deus e ao conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Estejamos vigilantes, pois eles estão nos púlpitos!

Ir. Marcos Pinheiro