sábado, 18 de junho de 2011

A LATRINA DE SATANÁS

A LATRINA DE SATANÁS

A música dentro das igrejas tem sido freqüentemente usada para ensinar e promover uma grande variedade de doutrinas questionáveis e heresias aberrantes. O problema na atualidade é que a música não está sendo avaliada pelo modo como ela auxilia no processo da Palavra de Cristo habitar ricamente em nós, mas quanto ao seu valor de entretenimento, ou seja, o quanto ela diverte. A teologia dos cânticos modernos é dolorosamente inconsistente. Quanto ao aspecto intelectual, os cânticos ficam aquém de uma expressão de louvor adequada e digna. No que concerne ao aspecto emocional, estimulam mais os sentidos do que a alma, usando ritmos estrambóticos e repetições, em vez da verdade espiritual. Entendemos que música deve desempenhar a função de ensinar e admoestar. A boa música instrui uma boa doutrina. Martinho Lutero disse, “a música é serva da teologia”. Issac Watts, pai da hinologia inglesa, escrevia hinos para complementar seus sermões. Quando estudamos os salmos constatamos que eles não são uma coleção de temas simples cantados de modo repetitivo com uma base doutrinária mínima. Ao contrário, os salmos, são absolutamente cheios de elaboração doutrinária e repletos de muitos tipos de admoestações. Infelizmente, a maioria das músicas e corinhos cantados nas igrejas é tristemente fraca, pois não tocam a superestrutura da doutrina cristã. Portanto, devemos avaliar a música que cantamos perguntando: Ela ensina uma doutrina sólida? Admoeta-nos a corrigir nosso modo de viver? Auxilia no processo de permitir que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós? Portanto, um estudo completo de como os salmos ensinam e admoestam será o mais proveitoso empreendimento que os líderes de música cristã poderiam realizar. Desse modo, todo o cuidado na presença do Senhor e toda a profunda reverência por Ele não será perdida. Hoje, os cânticos estão fazendo os crentes descerem a um nível espiritual inferior a qualquer outro da história da igreja. Há uma clara conformação com o mundo em vez da separação daquilo que não agrada a Deus. Cantores tocam suas músicas num volume ensurdecedor e criam em suas apresentações o mesmo clima das boates noturnas e danceterias com luzes coloridas e fumaça. Muitas igrejas abandonaram sua função de sal e luz, pois vestiram as mesmas roupas da escuridão que o mundo veste identificando-se com o lixo musical do mundo que é próprio dos ímpios, drogados, cultuadores de demônios, adúlteros e fornicários. Enquanto a igreja caminha de mãos dadas com os perdidos no campo largo do rock, funk, rap, samba, forró, lambada, lundu, axé, eles zombam e riem da hipocrisia dos crentes. Muitos pastores para não entrar em conflito com famílias da igreja ou porque querem “casa cheia”, aceitam a batucada carnavalesca das bandas que conduzem o culto ao bizarro, ao alarido estranho, exalando canções destituídas de valor bíblico doutrinário. Satanás quer acabar com os hinos que perturbam o inferno. Quer ver a igreja se embriagando com o mundo, cantando músicas que em vez de fazer o inferno tremer, fazem os demônios rirem e dançarem. A igreja do Senhor Jesus não pode servir a água viva na latrina de Satanás. O rock, o funk, o pagode, o axé e companhia Ltda, são latrinas do diabo e não servem para conter a mensagem santa de Deus. Esses ritmos são profanos porque foram criados para promover sensualidade, misticismo, irreverência e até culto aos demônios. Esses estilos de músicas são “alaridos de Amaleque” que insultam a santidade de Jesus. O funk e o rap são relacionados ao apetite sexual desenfreado, sua formatação foi feita para sensualidade. A música rock se originou no paganismo vudu e na feitiçaria oriundas das religiões demoníacas africanas. Ademais, desde a sua origem, o rock promoveu o sexo sem compromisso, o abuso das drogas e do álcool, e uma atitude do tipo “faça o que der na cabeça”. O forró vem do termo africano forrobodó que significa bagunça, baderna. O samba é derivado do ritmo lundu caracterizado por requebros, movimentos acentuados dos quadris e sapateado. O tango, embora de origem Argentina, evoluiu a partir do candomblé africano, do qual herdou o ritmo. A palavra axé é uma saudação usada na umbanda que significa energia positiva. Seu gênero musical surgiu na década de 80 durante as manifestações do carnaval baiano. Portanto, a música não é neutra. Ela por si só tem uma mensagem; ou encoraja a atividade demoníaca ou encoraja a atividade do Espírito Santo. Lamentavelmente, a cada dia que passa o louvor de edificação à igreja vai cedendo espaço às novidades carnais inspirada por “outro espírito”. Coreografias e “bailarinas de Jesus” somadas à latrina de Satanás e, estimuladas por pastores modernistas-liberais, vão removendo “marcos antigos” e fabricando um “povão” sem compromisso com o Deus Trino. Vale ainda salientar que não é sábio trasladar músicas seculares para letras evangélicas, pois é impossível o cântico de uma música secular sem a lembrança da letra original. Ou seja, uma letra evangélica colocada numa música mundana não conduz à plena adoração, pois ao ser cantada, tanto a letra mundana como o seu cantor serão lembrados. E mais grave ainda é quando a letra secular for imoral ou esotérica ou cheia de misticismo, pois nesse caso, é impossível dissociá-la da melodia. Enfim, os que levam a sério a seriedade do Evangelho dizem “não” às profanações, à latrina de Satanás. Quando as circunstâncias exigem, o amor tem de usar a espada. Levantemo-nos contra a decadência do louvor! O pão da vida não pode ser servido na latrina de Satanás! “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos” (Amós 5:23).

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ESTRELAS ERRANTES: A DECADÊNCIA DOS LÍDERES

ESTRELAS ERRANTES: A DECADÊNCIA DOS LÍDERES

Em Judas 13 encontramos uma sentença contundente: “Estes homens são estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas”. A figura “estrelas errantes” faz-nos pensar em algo que deixou de funcionar adequadamente, ou seja, algo que saiu da rota. Portanto, a sentença “Para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas” refere-se àqueles que não permaneceram sob a ordenança de Deus, ou seja, saíram da trajetória santa estabelecida pelas Escrituras. As estrelas errantes são líderes liberais, amigos dos deleites e que mudaram a glória de Deus em corrupção, simplesmente para agradar aos homens e seus prazeres. Esses líderes, estrelas errantes, não tomam posição, não só com medo de serem criticados e perseguidos, mas, principalmente, para poderem mudar de lado, quando algo lhe for conveniente. Vivem no “cinza”, pois, não querem ser “preto” e nem “branco”. Os seus sermões é uma tentativa de dizer “sim” e “não” sobre o mesmo assunto. Estão engolfados no pragmatismo relativista maligno, portanto, são pedras de tropeços para o cristianismo teológico autêntico. O ufanismo pelo crescimento numérico, o apetite por promoção pessoal, a preocupação em construir impérios, a politicagem, os conchaves, a bajulação e o nepotismo tomaram conta das almas desses líderes. Essas estrelas errantes passam para o povo uma imagem deturpada do Espírito Santo como se Ele fosse um palhaço, um tolo, um bobão, um moleque. Nos cultos promovidos por esses agentes de satanás, a Santa reverência é perdida, pois a adoração se resume em gritos de molecagem, assobios e vaias, e para induzir nas pessoas um estado de excitação e expectativa usam o chavão: “Deus é tremendo”. Além disso, Alguns promovem a doutrina pagã no ambiente de culto: tomam figuras do Antigo e Novo Testamento e as espiritualizam, transformando-as em “proteções” semelhantes às usadas pelas magias pagãs. Como conseqüência, constatamos muitos crentes com fitinha no braço, com medalhas de símbolos bíblicos, ungindo chaves, portas e janelas com óleo, colocando sal grosso ao redor da casa para impedir a entrada de maus espíritos; outros bebem copos de água “abençoada”, usam azeite de oliva consagrado em Jerusalém, ungem toalhas; enfim, utilizam toda espécie de estrambotismo. O apóstolo Judas caracteriza a horrenda prática de pessoas que andam qual uma estrela errante “Andam segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes admirando as pessoas por causa do interesse”. A decadência da igreja é real. A imposição do pensamento moderno está bem diante de nossos olhos. O “cristianismo moderno” que se infiltrou nas igrejas tem como base a vontade do homem e a ética contextualizada. Esse cristianismo fez desaparecer das igrejas as verdades sagradas e implantou blasfêmias abolindo os padrões e diretrizes absolutos de Deus. Nesse contexto, nos chamados “louvorzão” ou “encontrão apimentado” abraçam a música “culturalmente relevante” tal como rock, rap, samba e forró regados com coreografias dançantes, tudo no melhor estilo de casas noturnas. Ademais, usam e abusam da vestimenta imodesta: shorts, camisetas no estilo Havaiano, mini-saias e vestidos decotados e transparentes. Qual o resultado dessa técnica? Igreja lotada e orçamento gordo! O apóstolo Paulo diz em Efésios 5:11 “Não comuniqueis com as obras infrutuosas das treva, mas antes condenai-as”. Jesus descreve a salvação como entrar numa porta estreita e num caminho apertado. A conclusão do sermão do monte pode ser resumida na frase: Seja diferente do mundo. Portanto, a pessoa realmente nascida de novo, deve andar em novidade de vida, isto implica em renúncia, tomada de posição clara contra o mau, o erro e o pecado.
As estrelas errantes têm o dom de marqueteiro e são especialistas em construir monstruosas igrejas, ou seja, igrejas-shoping onde se oferece estacionamento, pessoas pomposas a prestar assistência, poltronas, central de ar-condicionado, recreação, restaurante, apresentação de teatro, berçários, play ground e salão de jogos. Enfim, o Evangelho já não representa o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer, mas representa o poder do homem para a obtenção de tudo aquilo que quer. As igrejas dos pastores-shoping são especificamente projetadas para fabricar convertidos. Não é uma comunidade de fé, ou seja, as pessoas que lá estão não são envolvidas em uma koinonia cristã. As igrejas das estrelas errantes assemelham-se a uma estação rodoviária ou a um aeroporto em período de alta estação onde as pessoas são clientes que se cruzam sem se conhecerem à procura de tomar seu ônibus ou avião. É cada um por si, cada um para resolver seu problema e cuidar de sua vida. Isto não cristianismo. A função da igreja não é fabricar convertidos, mas pregar a sã doutrina e deixar que o Espírito Santo regenere as pessoas de sua condição de pecadores impenitentes condenados ao inferno eterno. A igreja não é apenas ajuntamento, ele deve conhecer profundamente o que é ter uma só alma, deve ser unida de pensamento, desfrutar da comunhão do Espírito Santo e trescalar o perfume de Cristo. É preciso resgatar a mensagem bíblica como regra de fé e prática, mesmo que a igreja seja impopular e não agregue multidões, pois a degeneração doutrinária é pior que a perseguição externa. Que o Senhor nos livre de um sacerdócio decaído que agrada o homem e não repreende o pecado!

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 22 de maio de 2011

NEOPENTECOSTALISMO: DESSERVIÇO AO EVANGELHO

NEOPENTECOSTALISMO: DESSERVIÇO AO EVANGELHO

Diversos movimentos pentecostais têm surgido ao longo dos anos. Portanto, é preciso saber distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo. O conhecido movimento denominado neopentecostal surgiu nos meados do século XX. O neopentecostalismo se propôs a dinamizar as práticas litúrgicas, a cristologia, a eclesiologia e a prática hermenêutica. No que diz respeito à prática litúrgica, o neopentecostalismo apresenta um problema dos mais graves. Em seus cultos, as campanhas de cura, prosperidade material, saúde e revelação têm proeminência. A preocupação maior não é a glória de Deus, mas as necessidades humanas focadas por uma ótica hedonista. O slogan das igrejas neopentecostais é: “Você nasceu para vencer”. É uma frase elegante e até estimula nossa vida diária, mas está teologicamente errada. Nós não nascemos para vencer. Nascemos para servir e glorificar a Deus. Nascemos para viver com Deus e para Deus. O alvo da nossa vida como servos do Senhor, deve ser Deus e não nós mesmos, e não nossos projetos pessoais. O crente verdadeiro tem um único projeto: glorificar a Deus em sua vida com sofrimento ou sem sofrimento, com revezes ou sem revezes. Os mártires da igreja se viam a si mesmos como secundários e Deus como o prioritário, por isso glorificaram a Deus em seus sofrimentos. Nos cultos neopentecostais o homem é o foco, é a causa e a razão. O homem é o centro do culto e Deus torna-se servo. A liturgia neopentecostal toma uma direção totalmente horizontal. Um slogan bastante usado pelos líderes neopentecostais é: “Aqui o milagre é coisa natural”. Ora, se é natural não é milagre. Ademais, esses líderes esquecem que o culto deve expressar a natureza espiritual da igreja e seu relacionamento com Deus. A liturgia de um culto deve enfatizar o senhorio de Jesus e não apenas Jesus como provedor de necessidades humanas. O culto neopentecostal é pobre de Bíblia. A Bíblia não é central é periférica. As pregações são cheias de chavões positivos do tipo: “Deus tem uma vitória para você nesta noite”, “O gigante será derrotado nesse culto”, “Use a fé e prospere”. Enfim, é uma epidemia de confissões positiva e pouquíssima Bíblia. Dificilmente se ouvirá uma mensagem sobre perdão de pecados, a necessidade de arrependimento, vida de renúncia e a volta de Jesus nos púlpitos neopentecostais. Os sermões neopentecostais mostram um Jesus fraco e demônios fortes. Mostram um Jesus que salva, mas não tem poder para encher a vida da pessoa. Tanto isso é verdade que na visão neopentecostal o crente continua de quando em quando sendo possesso de demônios. Há uma supervalorização dos demônios chegando às raias do ridículo: “Comece a se manifestar pomba gira”, “Manifeste-se exu tranca-rua” são frases que saem da boca dos gurus neopentecostais. O clima de um culto neopentecostal é de lavagem cerebral pela técnica de repetição de frases curtas: “Olhe para seu irmão e diga...” Não é um clima de ensino e doutrina. A técnica é de manipulação e de despersonalização. A letra dos cânticos nos cultos neopentecostais expressa uma linguagem mística, e muitas vezes esotérica, sem abordar as verdades fundamentais da teologia cristã. Os grandes temas da fé como a salvação, a cruz, a redenção e a justificação não são mencionados nos cânticos. A realidade é que se espremermos a maioria dos cânticos neopentecostais não dá uma colher de sopa de doutrina. As letras das músicas são guisados de Jacó que trazem malefícios à fé apostólica. Falam de paz e amor para elevar o ego dos ouvintes. Quanto à cristologia constata-se claramente que a pessoa de Jesus se esvanece no neopentecostalismo. O Cristo dos neopentecostais é uma pessoa decorativa, é uma pálida caricatura do Cristo do Novo Testamento, pois o nome de Jesus é mostrado como se fosse uma senha para acessar o site das maravilhas e fazer o download do milagre de que se necessita. O Jesus dos neopentecostais é mostrado não como a segunda pessoa da trindade, mas como um mágico, um talismã, um nome a manipular, um dístico. Tanto isso é verdade que a ênfase teológica do neopentecostalismo não é cristológica, mas pneumatológica, ou seja, a pessoa de Jesus é apagada e a ênfase é dada ao Espírito Santo. Para os pastores neopentecostais, Cristo é o canal para nos trazer o Espírito Santo, quando na verdade é o Espírito Santo quem nos conduz a Cristo e que desvenda a pessoa de Cristo ao fiel. Quando a cristologia é fraca a soberba do homem é grande. A palavra de João Batista “Importa que Ele cresça e que eu diminua” não encontra espaço no neopentecostalismo. Os líderes neopentecostais se vêem como mediadores entre Deus e os homens. Sua palavra supera o valor das Escrituras. Eles disputam espaço com Cristo. Eles gritam: “Eu senti no meu coração e pronto”, ou seja, se sentiu no coração é verdade absoluta. Esquecem esses líderes que não é que nós sentimos em nosso coração, é o que a Bíblia diz. Se sentirmos de uma maneira, e a Bíblia disser de outra, nós é que estamos equivocados, e não a Bíblia. Os crentes antigos oravam assim: “Senhor me esconde atrás da cruz de Cristo”, os líderes neopentecostais trocaram a oração por: “Senhor esconde a cruz de Cristo atrás de mim”. De acordo com as Escrituras o verdadeiro pastor pregar a obra de Jesus, mas os pastores neopentecostais completam a obra de Jesus, ou seja, Jesus só produz efeito na vida de uma pessoa através da “oração forte” que eles fizerem. Só eles têm poder sobre os demônios, só eles têm “a chave da oração forte”. Eles são o Sumo-Sacerdote e Jesus é apenas um ente espiritual. Nesse contexto, Jesus precisa ser reforçado pela “oração forte” de um guru neopentecostal. O neopentecostalismo é maléfico, pois apresenta um Evangelho descorado onde as visões e revelações estrambóticas é o referencial para o crescimento espiritual. Enfim, o neopentecostalismo é um desserviço ao Evangelho.

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 1 de maio de 2011

EVANGELISMO ATRAVÉS DE FILMES? ESSA NÃO!

EVANGELISMO ATRAVÉS DE FILMES? ESSA NÃO!


Em número crescente, as igrejas estão depreciando o valor da pregação expositiva nos seus cultos. Muitos líderes acham que há melhores maneiras para se ganhar almas, como por exemplo, evangelizar através de filmes gospel. Mas, a “loucura da pregação” é o único meio que o Senhor escolheu para ganhar pessoas para o seu reino e doutriná-las. Para que os pecadores pudessem ouvir Sua voz, o Senhor escolheu usar pregadores como Seu canal, “E como ouvirão se não há quem pregue?” (Rm 10:14). A palavra traduzida como “pregue” (kerusso) refere-se literalmente ao uso de um arauto ou um pregoeiro público. O Espírito de Deus torna a pregação da Palavra, o meio eficaz da graça para salvar pecadores, edificar os crentes e as igrejas. Esse é o evangelismo feito da maneira do Senhor. Deus escolheu usar uma mensagem “louca”, comunicá-la através de meio “louco”, para deixar claro que somente Ele é Aquele que sobrenaturalmente salva (I Co 1:17-25). A grande dificuldade da igreja moderna é que ela não acredita que o Senhor Jesus opera poderosamente para salvar pecadores, discipular crentes e edificar Sua igreja através do meio “louco”: A pregação expositiva da Palavra. Nesse contexto, a pregação tem sido considerada fora de moda, ineficiente, e, freneticamente os pastores têm descido ao Egito em busca de meios antibíblicos para o evangelismo, dentre os quais, os filmes gospel. Esses líderes estão dependendo de “cisternas rotas, que não retêm água”, quando ao mesmo tempo “o manancial de águas vivas está na frente de seus narizes” (Jr 2:13). A evangelização através de filmes retrata incredulidade quanto ao poder da pregação expositiva. A verdade é que grande parte da igreja não confia que o Cristo exaltado opera através de Sua Palavra, então, a proclamação do evangelho é substituída por performances artísticas irrelevantes como os filmes gospel. Lamentavelmente, a igreja moderna tem perdido a visão do uso sobrenatural de Cristo através do ministério da Palavra. Hoje, os pastores são diretores-executivos, gerentes, financistas, excelentes levantadores de fundos, exceto ministros da Palavra. Se não confiamos que o Rei Jesus abençoa o único meio que Ele mesmo apontou para evangelizar, ou seja, a pregação expositiva de Sua Palavra, estamos errando na base, e precisamos admitir que somos culpados de incredulidade prática. O Senhor Jesus foi um pregador. João Batista, o precursor, também foi primariamente um pregador. No livro de Atos, no dia de Pentecoste, Pedro levantou sua voz e pregou a Cristo. O apóstolo Paulo foi preeminentemente, um grande pregador. John Wycliffe, “A estrela d’alva da Reforma”, inflamado pelo Espírito Santo deu grande ênfase à pregação expositiva da Palavra de Deus. Os seus seguidores, os lolardos, costumavam percorrer a Inglaterra inteira pregando as Escrituras ao ar livre. Homens como Martinho Lutero e João Calvino valorizavam acima de tudo a pregação expositiva das Escrituras. O mesmo vale dizer para John Knox, Hugh Latimer, George Whitefield, Charles Spurgeon, e tantos outros que defendiam a pregação expositiva. A pregação expositiva foi empregada pelos profetas, Jesus, apóstolos e reformadores. Uma igreja construída sobre filmes é uma igreja construída sobre areia, é a casa da morte, pois as pessoas foram iludidas pelas meias verdades. Quando Pedro pregou a Palavra em Atos 2:37 o coração das pessoas foram atingidos como por uma pontada. Eles gritaram: “O que faremos para sermos salvos?” Eles não foram convencidos através de drama, nem por entretenimento profissional, nem por desempenho artístico, mas reconheceram seus pecados, se arrependeram e foram libertos pelo poder da Palavra pregada. Desde a criação em Gênesis 1 até a chamada de Abraão em Gênesis 12, desde a visão do vale de ossos secos em Ezequel 37 até a vinda da Palavra Viva, Deus sempre criou o Seu povo através da Sua Palavra. Como disse o apóstolo Paulo “A fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” ( Rm 10: 17). O modo de promover santidade é ensinar às pessoas a Palavra de Deus e levar com energia o impacto desse ensino aos corações através da pregação. Isso os filmes não fazem. O filme funciona como alimento emocional, despertando no espectador, experiências estéticas. Ademais, nenhum homem pode retratar Cristo seja através de um ator ou qualquer imagem física. Fazer isto é blasfemar o Filho de Deus e negar Sua glória e poder. Nos filmes prevalece a arte; a ênfase é o estilo e o caráter ornamental, o que repassa uma mensagem vaporável. Os filmes é uma ostentosa exibição de arte que desvia a atenção das pessoas para longe da verdade evangélica. Eles simplesmente incitam sentimentos de simpatia pelo evangelho. Corações duros somente são quebrados para o arrependimento através da pregação expositiva. A mensagem passada pelos filmes é adornada, não é declarativa, nem salvadora, pois é carregada de recheios purpúreos. Portanto, é mais fácil ensinar um leão a ser vegetariano do que converter um coração através de filmes gospel. Infelizmente, em muitas igrejas a pregação tem sido um acessório, uma coisa. A suprema necessidade da nossa geração é a declaração da Palavra de Deus no poder do Espírito Santo. Nossa oração é que o Espírito Santo caia nas igrejas que estão sonolentas e remova a estultice da evangelização através de filmes. O compromisso com a pregação expositiva é a marca de uma igreja forte!

Ir. Marcos Pinheiro


domingo, 27 de março de 2011

EVANGELIZAÇÃO ESTILOSA


Muitas igrejas estão usando estratégias mundanas e carnais para a evangelização. Dentre as estratégias estão os jograis, as coreografias e dramatizações. Segundo alguns líderes, precisamos criar uma disposição interior no incrédulo a ponto de extrair dele uma resposta emocional. Esse pensamento tem empurrado para a periferia uma série de princípios bíblicos, inclusive, o arrependimento. Jesus, o maior pastor evangélico do mundo, veio pregando o arrependimento “Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: arrependei-vos porque é chegado o Reino dos céus” (Mat. 4:17). A temática das mensagens paulinas era a convocação ao arrependimento. No areópago diante dos guardiões da filosofia ateniense Paulo se expressa dizendo: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam” (Atos 17:30). Diante do rei Agripa, o apóstolo foi contundente: “Pelo que ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, e por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento (Atos 26:19-20). Portanto, só há uma verdade que salva o homem da condenação eterna: o arrependimento. Se a obra de evangelização for realizada através de estratégias mundanas e carnais como dramatizações, coreografias e jograis estaremos produzindo um grande número de pessoas fazendo profissões de fé vazia, ou seja, as Boas Novas de Cristo dão lugar às más novas de uma fé traiçoeira. Traiçoeira porque não faz qualquer exigência moral para a vida dos pecadores que se encontram no mar de iniqüidade. Nas suas viagens missionárias, Paulo lançava a rede do Evangelho Santo e Simples e muitos se rendiam a Cristo. Paulo não lançava palha, nem feno a seus ouvintes; não usava truques psicológicos, nem entretenimento; não manipulava as emoções dos ouvintes através de uma apresentação profissional. Estamos vivendo a época da evangelização estilosa, hollywoodiana. Alguns defensores desse tipo de evangelização dizem: “É necessário um novo estilo de apresentar o Evangelho a fim de não enfadar os ouvintes, caso contrário, não iremos alcançar os perdidos da cultural atual”. Outros reforçam ainda: “Se não apresentarmos o novo estilo de pregar o Evangelho, o culto será chato; é preciso ter um pouco de show, palhaçada e humorismo”. É preciso entender que a obra de evangelização não depende da engenhosidade humana, nem deve ser realizada usando-se práticas mundanas. A obra de Deus está sob a direção do Espírito Santo e o Espírito Santo opera dentro dos limites da Palavra escrita de Deus. As Escrituras é o único manual perfeito para toda a obra de evangelismo. Buscar a sabedoria maculada deste mundo e suas práticas para assunto de evangelização é o mesmo que dizer que a Palavra de Deus não é suficiente. A mensagem da cruz é suficiente para toda obra de evangelismo; ela é em si mesma o poder de Deus para a salvação de qualquer homem, em qualquer contexto sócio-cultural-político-religioso, em qualquer tempo. Portanto, não precisamos correr atrás de estratégias mirabolantes e esdrúxulas. O teólogo liberal Rudolf Bultmann disse: “A igreja deve usar nova terminologia para que a mente científica e culta do atual século possa ser impactada”. Na visão de Bultmann a obra de evangelização deve ser contextualizada pelos padrões do mundo, ou seja, deve-se priorizar o mundanismo como um meio lícito de contextualização para evangelizar. A verdade é que quando a igreja usa a Palavra de Deus na evangelização para sacramentar métodos mundanos ela viola os princípios bíblicos absolutos de santificação do crente, separação e diferenciação do mundo. É impossível contextualizar o Evangelho pelas práticas maculadas da época sem alterar a própria essência da mensagem. Não precisamos enfeitar, maquiar ou travestir a verdade de Deus como se tivéssemos vergonha de apresentá-la tal qual ela é, santa e simples. A Palavra de Deus é tão poderosa em nossa geração quanto era durante a história antiga da igreja. O poder do Evangelho é tão forte neste século quanto era nos dias da Reforma. A temática da evangelização estilosa é: Deixe o pecador sentir-se confortável. Nesse contexto, os infiéis são tratados como fiéis e tudo fica pasteurizado e nivelado por baixo. O apóstolo Paulo nunca sacrificou a mensagem da cruz para ter uma colheita abundante. Sua mensagem não era divertida, nem culturalmente relevante e nem contextualizada à moda do dia. Em Atos 17:17-18, encontramos Paulo fazendo um trabalho de evangelização na praça e na sinagoga onde ele exaltava Jesus e a sua ressurreição confrontando seus ouvintes de modo direto e radical. Na ótica da evangelização estilosa a mensagem de Paulo foi descontextualizada e desconfortável para os ouvintes por isso ele foi chamado de paroleiro. Ora, tornar-se zeloso e devoto é um passaporte para a zombaria e perseguição. Um crente cheio do Espírito Santo pregando o Evangelho verdadeiro, garantidamente atrairá para si intolerância como o mel atrai formigas. Pregar o Evangelho santo e simples como fez Paulo é aceitar a zombaria, a rejeição, a impugnação. Anunciar o evangelho santo e simples com fez Paulo é sofrer desprezo de grandes e pequenos, ricos e pobres. Ademais, os sermões do Senhor Jesus e do apóstolo Paulo era o mais impopular e descontextualizado que podia existir, exatamente porque exigia compromisso integral e vida de renúncia. O grande mal da evangelização estilosa é que ela está dando às pessoas uma vacina para colocá-las para dormir para que cheguem ao inferno mais rápido. O teólogo fundamentalista Francis Schaeffer disse: “A tragédia da nossa situação hoje é que homens e mulheres estão sendo afetados por esta nova maneira de encarar a verdade a qual descaracteriza o verdadeiro Evangelho”. O respeitado teólogo D. M. Lloyd-Jones pontificou: “A reforma acabou com as peças teatrais na igreja, e é muito triste observar que pessoas estejam tentando nos levar de volta àquilo que os reformadores viram claramente o que estava ocultando o Evangelho. Se você fizer uma pantomima das Escrituras ou exibir delas uma representação dramática, estará desviando a atenção do povo para longe da verdade comunicada pelas Escrituras”. A evangelização estilosa alinha-se à cultura moderna o que leva a perder o padrão bíblico e diluir a doutrina. Enfim, ela está divertindo os incrédulos e os levando para o fogo eterno!


Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 7 de março de 2011

AI DE TI, MODERNISTA-LIBERAL!

AI DE TI, MODERNISTA-LIBERAL!

“Ninguém, de maneira alguma, vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia” (2 Ts 2:3). Nesse versículo a Bíblia diz claramente que haverá uma grande apostasia nos últimos dias. Estamos vivendo nesses dias! E, Como conseqüência dessa apostasia, a palhaçada e a malignidade entraram na igreja. Os pastores modernistas-liberais desejosos de agradar e de alcançar aprovação dos homens se esqueceram de Deus abrindo as portas de seus corações para todo tipo de lixo. Esses liberais colocaram suas Bíblias de lado e a substituíram por sermões aguados evitando falar sobre o sangue de Jesus, a existência do inferno, a vida de renúncia e a ira de Deus. São contadores de anedotas, oradores especialistas em motivação humana; tentam “fazer amigos e influenciar pessoas” por meio do carisma pessoal e das técnicas de vendas. Devido ao fato de viverem numa sociedade sexualmente devassa, os modernistas-liberais, contemplam o interminável desfile de sensualidade e concluem que, afinal de contas, as roupas indecentes não são tão ruins. Calam-se diante do desavergonhado nudismo em suas igrejas. Ora, a vestimenta dos homens e das mulheres de Deus tem de ser diferente das vestes de uma prostituta, se a piedade tem de ser provada pelas obras, a verbalização de ser crente também precisa ser visível em vestes decentes e apropriadas. Esses modernistas declaram sem o menor pejo que bebem vinho. Esquecem-se esses traficantes do mal da advertência contida em Provérbios 23:31: “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente”. O sacerdote não podia beber vinho “Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos, quando entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações” (Lv 10:9). Esses falsários do Evangelho estimulam à indefinição, a dúvida, a malemolência amebiana, a aventura com ideologias satânicas e o ativismo político. Além de substituir o Evangelho da Graça pelo “evangelho” da ganância, esses propulsores do inferno, vomitam idéias que corrompem, prostituem e seduzem os filhos de Deus levando-os a duvidar dos atributos incomunicáveis de Deus, a Onipotência, a Onisciência e a Onipresença. Quando estão na mídia admitem que católicos, espíritas e protestantes são um só povo e os convidam para irem a suas igrejas para receberem bênçãos fantásticas a troco de ofertas que enriquecem. Esses agentes de Satanás oferecem às ovelhas que tosquia as secas ervas da terra arenosa de sua falsa teologia eivada de liberalismo e de ecumenismo, traindo o nome de Cristo e a confiança do povo simples. Alguns modernistas-liberais dizem: “As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor, portanto, devemos celebrar a festa dos tebernáculos”. Isso contradiz frontalmente o ensino neotestamentário do fim da Lei mosaica em Cristo Jesus: “Antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da Lei; a Lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, depois que a fé veio já não estamos debaixo de aio” (Gl 3:23-25). Em época de eleições, é praxe dos modernistas-liberais usarem o púlpito de suas igrejas para dar vivas aos seus candidatos políticos esquecendo que o Senhor Jesus foi completamente alheio aos movimentos políticos do Seu tempo. Já ouvi de um modernista-liberal a seguinte declaração: “O jogo de baralho é um passatempo saudável para o crente, aliás, ninguém é de ferro”. A histórica da ciência oculta está estritamente ligada com a criação das cartas de jogar. Satanás e seus demônios estão envolvidos com cartas para o trabalho de adivinhação e esconjuração. Portanto, não há necessidade de se utilizar dos instrumentos de Satanás para se divertir. O profeta Jeremias adverte: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto” (Jr 23:1). Sempre que Deus usa a interjeição “Ai” na Bíblia, está anunciando julgamento. Portanto, Ai de ti, modernista-liberal, que rasgas os estatutos de Deus em favor das vis conveniências do dia-a-dia. Ai de ti, modernista-liberal, que acaricias os abismos, como se fossem o Caminho. Ai de ti, modernista-liberal, que espezinhas os santos por não se curvarem ao império da injustiça e tu a tudo assiste com a cumplicidade do silêncio. Ai de ti, modernista-liberal, que permites que a noite do mundo te inunde com suas trevas sufocantes e não tens força para dizer: “Afasta Satanás”. Ai de ti, modernista-liberal, que fazes da oração palavras vazia e não mais a poderosa arma do Espírito. Ai de ti, modernista-liberal, que premias o sorriso do fariseu e zombas da circunspecção do homem santo. Ai de ti, modernista-liberal, que perdeste a santidade, a simplicidade, a unção, as brancas vestes, a autenticidade, a comunhão com Cristo, o toque do Espírito Santo, o caminho da glória de Deus. Ai de ti, modernista-liberal, que ensinas a outrem e não te ensinas a ti mesmo, aperfeiçoando-te desgraçadamente no exercício da impiedade. Ai de ti, modernista-liberal, que toleras privilégios em favor dos ricos contra os simples e humildes. Ai de ti, modernista-liberal, que sem nenhum temor minimizas os pecados dos seus mais destacados contribuintes. Ai de ti, modernista-liberal, que falas bem dos líderes espirituais e piedosos do passado, mas não segue as suas palavras nem a sua dedicação a Deus. Ai de ti, modernista-liberal, que falas de santidade e permites que mocidade da igreja seja “abençoada” com concerto de Rock. Ai de ti, modernista-liberal, que caminhas com pés de gato sobre a Palavra de Deus deixando de anunciar todo o Conselho do Senhor. Ai de ti, modernista-liberal, que não vês nada de errado com os sodomitas e até oficias casamento entre pessoas de mesmo sexo. Ai de ti, modernista-liberal, que aderiste o legado do Movimento de Libertação da Mulher consagrando-a pastora e festejando o Dia Internacional da Mulher proposto pela figura histórica do feminismo, a marxista alemã Clara Zetkin. Ai de ti, modernista-liberal, que procedes semelhantemente aos bruxos da Nova Era que acreditam poder manipular as forças da natureza através de palavras mágicas e encantamentos.
Os pregadores de evangelhos falsificados não vão se calar; os falsos profetas vão continuar proliferando; os doutores do liberalismo, da teologia modernista, que fazem da Santa Bíblia um livro de mitos, vão continuar escrevendo livros e ensinando em seminários. Não podemos obrigá-los a se deterem, porém, temos de redobrar nossos esforços para a pregação do Evangelho verdadeiro.
Nessa época de permissividade, de frouxidão doutrinária, de desmoronamento da família, de degradação dos valores morais, de mesclagem das igrejas de Cristo com a blandícia e melonoplastia dos modernistas-liberais, persistamos em buscar honra e incorrupção. Jesus disse: “Eis que cedo venho e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12).

Ir. Marcos Pinheiro

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

KATASTOLE: PUDOR NO VESTIR

KATASTOLE: PUDOR NO VESTIR
Quando a palavra profética, que incita à santificação, é desalojada de uma igreja, penetra um outro espírito, ou seja, o espírito da mistura e da libidinosidade. A presente geração está lamentavelmente intoxicada pela luxúria. De modo semelhante, uma espécie de imodéstia nas vestimentas tem infeccionado a igreja do Senhor Jesus Cristo. Constatamos atualmente um abrandamento sem escrúpulos da lei de Cristo, uma adaptação leviana a formas de pensar e viver mundanos, e isso sob invocação da chamada “liberdade do espírito”. Com muita facilidade, quer por vergonha, quer por timidez ou ainda pelo famoso e infeliz senso de grupo, alguns crentes se deixaram levar de arrastão por padrões de incrédulos no modo de se vestir. Nesse contexto muitos argumentam: “Todo mundo faz assim, todo mundo se veste assim”. Em conseqüência a voz da Palavra de Deus tem sido lentamente rebaixada pela voz da mídia, pela indústria da moda e pela opinião pública. Os fundamentos da moralidade cristã desgastaram-se, quase a ponto de extinção. Em outras palavras: ninguém pôs um revolver na cabeça das pessoas e lhes disse: “Tire a roupa, se não você morre!” A indústria da moda simplesmente disse: “Esta é a roupa da moda”, e a sociedade despiu-se com avidez. A bandeira das feministas é: “Este é meu corpo; eu faço o que quero”. O clamor dos Jezabéis modernos é: “Esta é a minha liberdade; eu faço o que quero”. Contudo, a declaração das Escrituras é: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” ( I Co 6:19). Ora, se somos verdadeiramente crentes, isto significa que não nos pertencemos. Todo o nosso ser, isto é, corpo, alma e espírito é propriedade adquirida por Jesus Cristo; e o preço pago pelo nosso corpo foi o traspassamento do corpo dEle. O nosso corpo pertence a Ele! O Senhor Jesus o redimiu mediante o Seu sangue no calvário. Temos de pensar bem na maneira como adornamos esta propriedade adquirida pelo sangue do Senhor Jesus. Alguns dizem: “Isso é legalismo” Exortar os filhos de Deus a cobrirem seu corpo não é legalismo, pois a moralidade cristã é um mandamento bíblico. O pregador John Owen no seu livro The Nature and Causes of Apostasy (A Natureza e as Causas da Apostasia) diz: “Há muito tempo a vaidade tem sido acrescentada às roupas, com modas e maneiras de vestir levianas, tolas e lascivas”. Agostinho, um dos pais da igreja, disse: “Vestes supérfluas são piores do que a prostituição, porque esta corrompe apenas a castidade, mas aquelas corrompem a natureza da pessoa”. John Bunyan abordou a questão da seguinte maneira: “Por que muitas mulheres saem de casa com os ombros desnudos e seios à mostra? É para honrar a Deus e adornar o evangelho? É para tornar o cristianismo atraente e fazer os pecadores desejarem a salvação? Não, não; pelo contrário, elas o fazem para satisfazer suas próprias concupiscências, creio que Satanás tem atraído mais pessoas ao pecado de impureza, por meio do esplendoroso desfile de roupas requintadas, do que poderia ter atraído sem a utilização de tais roupas”. Charles Spurgeon disse: “Londres recebe suas modas diretamente de Paris, e Paris as recebe diretamente do inferno”. Richard Baxter comentou: “As mulheres devem servir a Cristo usando roupas que expressem humildade, renúncia, castidade e sobriedade; nunca usá-las como armadilha para os homens”. Portanto, o mundo e os deuses da moda não devem ser o padrão para a maneira de vestir do crente. Mulheres e homens precisam entender claramente que roupas constituem uma verdadeira linguagem do corpo, quer reconheçamos, quer não. À luz deste fato, os servos e as servas de Deus devem desejar fervorosamente promover a pureza em si mesmos e naqueles que os cercam. A forma como nos vestimos deve ter a intenção de glorificar a Deus e não de por em evidência partes do corpo. Tornar o corpo mais atraente através das vestes é conveniente à sociedade pornográfica e não aos filhos de Deus. Um preceito bíblico em relação ao uso das vestes encontra-se em I Timóteo 2:9 onde diz que uma mulher deve vestir-se em “traje decente”. No grego a palavra é Katastole que significa “pudicamente coberta” ou “cobrir completamente”. Portanto, mini-saias, vestidos e blusas decotadas, roupas justas ou transparentes não se encaixam no significado da palavra Katastole. A mini-saia ficou registrada como a marca da revolução sexual. Mary Quanty, a estilista que desenhou a mini-saia pontuou: “Eu fiz as mini-saias para que um homem possa olhar para você e dizer: aqui está uma mulher que me dá tudo que quero”. O estilista Alisson Lurie diz no seu livro The Language of clothes (A Linguagem da Roupa): “Historicamente a vergonha parece ter exercido pouca influência no desenvolvimento das roupas; pessoas usam vestes que são desenhadas e preparadas a fim de mostrar grande parte do corpo quando estão em movimento”. Como se observa, não é somente a Bíblia e os pregadores fundamentalistas que pensam que a mulher que descobre suas partes íntimas é despudorada. O propósito da indústria da moda não é cobrir o corpo, mas vesti-lo de modo sensual ou descobri-lo. Muitas irmãs não percebem ou não querem perceber que suas roupas sensuais que estão a mostrar todo o seu corpo quando usadas na igreja do Senhor, lugar de reverência, recato, temor e pureza tira a atenção não só dos visitantes, mas dos seus irmãos em Cristo. Fora da igreja não são a luz do mundo, pois expõem o seu corpo que é templo do Espírito Santo, ao vitupério e ao escárnio. Contestar o padrão bíblico no vestir é trazer glória a Satanás. O diabo tem um estilo de roupa feminina concedida para promover sensualidade, fornicação e toda classe de práticas libidinosas. Ademais, a nudez acompanha a possessão demoníaca: “E, quando desceu para a terra, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, desde muito tempo, não se vestia. Acharam o homem de quem saíram os demônios, vestido, e em seu perfeito juízo” (Lc 8:27 e 35). Quando controlado pelos demônios, o homem andava nu; quando ficou em seu perfeito juízo, por meio do poder e da graça de Jesus Cristo, o homem cobriu-se. Se o mundo nos oferece uma moda que se conforma com o padrão bíblico de Katastole, então podemos acatar este estilo de roupa, caso contrário, devemos rejeitar. Homens e mulheres de Deus não devem se vestir para anunciar sua sensualidade!
Ir. Marcos Pinheiro