quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

IGREJAS CHÁ DE ERVA-DOCE

IGREJAS CHÁ DE ERVA-DOCE

A planta erva-doce é originária do Oriente e no passado era cultivada nos países do Mediterrâneo. O chá de erva-doce traz uma sensação de calma e de conforto-relaxante. Seu cheiro é excessivamente doce. Se pensarmos em Deus como chá de erva-doce - relaxante e doce demais, o pecado não parece tão mau e o estado dos perdidos não nos incomoda. Num esforço de alcançar multidões, a igreja moderna perdeu o foco de sua verdadeira missão ministerial. O mundo está repleto de igrejas chá de erva-doce: confortáveis e relaxantes. As igrejas chá de erva-doce estão lotadas de pessoas sem familiaridade com os fundamentos bíblicos, pois seu foco é relaxar as multidões, e não agradar a Deus. Como não é possível relaxar as multidões e agradar a Deus ao mesmo tempo, as igrejas chá de erva-doce estão conduzindo sua membresia para um suicídio teológico e uma espiritualidade vã.

O número de pregadores que falam prioritariamente para agradar e relaxar as pessoas tem aumentado. Mensagens que reafirmam a carne deixando as pessoas confortáveis com seus pecados crescem assustadoramente. Hoje, presenciamos programas de igrejas elaborados explicitamente com o objetivo de satisfazer os desejos carnais e os apetites sensuais. A igreja chá de erva-doce tornou-se um clube social. Nela encontram-se rinques de patinação, pista de skate, sauna a vapor, massoterapia, banhos termais, ginásio poliesportivo, salão para videogames e restaurantes. É o evangelho da realização pessoal junto com o evangelho do entretenimento. Nas igrejas chá de erva-doce a graça é oferecida de maneira tão doce e tão relaxante que não gera mudança de vida nem de comportamento.

Os pastores das igrejas chá de erva-doce estão levando suas igrejas para um abismo repleto de afagos e nenhuma base teológica. Esses pastores ensinam que os crentes são livres para saquear os “egípcios”, mas não estão proibidos de fazer um bezerro de ouro dos despojos. Neste contexto, os princípios corretos da modéstia bíblica foram à bancarrota. As pessoas na adoração coletiva ao Deus santo são atraídas para o pecado da impureza, por meio do esplendoroso desfile de roupas despudoradas. Enfim, os pastores das igrejas chá de erva-doce perderam a visão de que a glória de Deus e a preservação da pureza devem ser o nosso alvo primário.

Os líderes das igrejas chá de erva-doce partem do princípio de que o homem nasceu para ser agradado. Desse modo, o “eu creio” é substituído pelo “eu sinto”. De acordo com os líderes erva-doce, o melhor modo para alcançar os perdidos é descobrir o que eles querem adquirir e o que querem sentir não importando se o querer e o sentir sejam antibíblicos. Nesse contexto, o evangelho é um embrulho de presentes para oferecer os incrédulos e, Jesus Cristo é oferecido como o “máximo” em suprir excitações emocionais. Nas igrejas chá de erva-doce Deus é moldado para satisfazer as “necessidades sentidas” das pessoas. O tema central das mensagens do pastor erva-doce é: “Deus ama você, o melhor de Deus está por vir, Ele satisfaz suas necessidades e o torna realizado”. O evangelho se Assemelha a um camaleão uma vez que pode tomar qualquer aparência que seja necessária. Tudo que importa é que as pessoas se sintam melhor, relaxe e pareçam estar perto de Deus. Nesse processo, as ovelhas são conduzidas a ficar cada vez mais distantes do verdadeiro Deus. Na verdade, a igreja chá de erva-doce está oferecendo um cristianismo não encontrado em nenhuma parte das Sagradas Escrituras.

As mensagens dos pastores erva-doce têm levado os crentes a viverem completamente na filosofia mundana, conformando-se cada vez mais ao estilo de vida da sociedade em que vivem. Em outras palavras, pensam como descrentes, falam como descrentes, comportam-se como descrentes, divertem-se como descrentes, vestem-se como descrentes, solucionam seus problemas como descrentes e tomam decisões como descrentes. Alguns chegam às raias do ridículo ao afirmar que existem revelações fora da Bíblia. Deus fala através de novelas, filmes mundanos, músicas seculares e carnavais. Aliás, os pastores erva-doce tentam dar um significado bíblico para o carnaval. Já existem “os evangelistas do carnaval” infiltrados na festa curtindo o “pula-pula” com seus blocos carnavalescos ao som de música gospel. Os líderes dos “missionários do carnaval” sem nenhum pejo gritam no meio dos foliões: “Deus está nessa festa”. Tamanha blasfêmia! A Bíblia nos exorta a nos portarmos dignamente conforme o Evangelho de Cristo abstendo-nos da aparência do mal, conservando a fé e a boa consciência. Vivamos de maneira sensata, justa e piedosa no presente século! (Tito 2:12).

Nas igrejas chá de erva-doce as pessoas se importam muito pouco com o que Deus é. Nessas igrejas, Deus não é conhecido nem compreendido, Ele é usado. Por isso, as pessoas vão a essas igrejas não por fidelidade, obediência e gratidão a Deus, mas para satisfazer suas necessidades. Os membros das igrejas chá de erva-doce têm-se sentido felizes, pois seus pastores apresentam-lhes um Deus que é o “Cara”; o Cara bacana que pode levá-los ao céu sem arrependimento e sem fé. A história da igreja mostra que as gerações passadas responderam à verdade porque lhes ensinaram uma teologia bíblica que lhes trouxe maturidade em Cristo. Mas, os líderes erva-doce insistem em afirmar que uma teologia cem por cento bíblica não convém ao mundo moderno. De acordo com esses líderes, se o ímpio insiste em recusar o Evangelho, deve-se oferecer a ele Jesus acrescido de todos os seus desejos carnais. Ora, qualquer apresentação do Evangelho onde não esteja presente um desafio para o ímpio mudar radicalmente seus pensamentos e atitudes carnais em relação a Deus e Seu plano de salvação, não é o Evangelho pregado nas páginas do Novo Testamento. Devemos frisar que a nossa sociedade está inserida no relativismo, portanto, nossa mensagem opor-se-á a ela cada vez mais.

Louvo a Deus pelo remanescente santo que Ele tem preservado neste mundo caído. Hoje, muitos estão defendendo corajosamente uma teologia sadia; estão declarando com clareza, em muitos lugares, a gloriosa verdade da salvação pela fé tão-somente em Cristo sem incorporar filosofias seculares e modismos.

Ir. Marcos Pinheiro



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

IGREJAS COM ESTÔMAGOS SALIENTES E QUADRIS DE RINOCERONTE

IGREJAS COM ESTÔMAGOS SALIENTES E QUADRIS DE RINOCERONTES

Alguns têm afirmado que a igreja evangélica brasileira vai muito bem, pois está crescendo. Ela está flutuando sobre o mar do prestígio e do sucesso, dizem alguns pastores. Novas catedrais estão bombando por toda parte deste Brasil. Megas-igrejas são construídas em poucos meses. Líderes estão pulando de alegria e dizendo “estamos no melhor dos tempos”. Entretanto, um exame mais acurado das igrejas evangélicas brasileiras nos leva a pontos assustadores. A igreja evangélica brasileira está empobrecida, subnutrida, estropiada embora tenha estômago saliente e quadris de rinoceronte. As funções essenciais da igreja: o evangelismo bíblico, a instrução na Palavra, a adoração, a comunhão, a oração e o jejum foram à bancarrota. Grande parte da igreja evangélica brasileira encontra-se estropiada, porque está alicerçada nas sucatas que o mundo aprecia: cura interior das memórias negativas, poder do pensamento positivo, terapia de regressão ao passado, terapia gestalt, terapia primal, auto-perdão, auto-aceitação, auto-consideração, auto-estima, sessões de catarse, oração contemplativa, técnica de visualização e incubação, quebra de maldições hereditárias, psicoterapia, inteligência espiritual multifocal, neurolinguística, coreografias, teatros e por aí vai.

Igrejas fortes, consistentes, poderosas no poder que emana do Espírito Santo, são aquelas que oram e jejuam, e a autoridade que vem dos seus púlpitos advém da Bíblia. Somente da Bíblia. A igreja genuinamente bíblica é aquela que está despida dos trapos compostos da vazia filosofia humana e modismos do momento. A igreja verdadeiramente do Senhor Jesus Cristo é aquela que não destrói a cerca entre a verdade e a falsidade, trata Deus de modo relevante e é capaz de inspirar temor santo.

As igrejas com estômagos salientes e quadris de rinocerontes lutam para que gays, lésbicas, travestis, prostitutos e prostitutas possam se sentir confortáveis e tranqüilos com seu pecado e ao mesmo tempo professar uma fé evangélica. Os líderes dessas igrejas não sabem a distinção entra graça e licenciosidade. Para os líderes dessas igrejas tudo é gospel: fornicação gospel, adultério gospel, nudez gospel, balé gospel, propina gospel, cachaça gospel e por aí vai. Eles querem ser relevantes. Querem alcançar os de fora. Querem incluir os marginalizados, mas são tolerantes com o pecado, e a tolerância com o pecado é infidelidade a Deus. Jesus amava e gastava tempo com as prostitutas e homens promíscuos, porém sempre os convocava ao arrependimento não aprovando a sua maneira de viver.

Os ministros das igrejas com estômagos salientes e quadris de rinoceronte hesitam falar de punição eterna. Falar sobre condenação eterna é ser descortês para com os de fora, dizem eles. No entanto, não foi essa a abordagem de Jesus quando ele disse: “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma, antes, temei aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10:28). Precisamos da doutrina da punição eterna. Por repetidas vezes no Novo Testamento descobrimos que entender a justiça divina é essencial para nossa santificação. Crer no julgamento de Deus de fato nos ajuda a ser mais semelhantes a Jesus. Chamar as pessoas a viverem a vida de Jesus ao mesmo tempo em que se minimiza a morte dele como sacrifício substitutivo que desviou a ira do Pai sobre o homem é uma aberração. Em síntese, precisamos da doutrina da ira de Deus.

Os líderes da igreja estropiada ensinam que “Deus veio à terra, para morrer e para nos ajudar a perceber o grande potencial que existe dentro de nós”. O profeta Isaías fazendo referência aos absorventes menstruais das senhoras de sua época diz “Todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo de imundícia” (Is 64:6). Portanto, o nosso grande potencial é trapo de imundícia. Na realidade, os pastores das igrejas estropiadas perderam a noção correta de quem seja o homem. O homem é pecador, caído, perdido. Para os líderes estropiados o evangelho tem a finalidade de libertar as pessoas da baixa auto-estima e é um modo de realização pessoal, ou seja, um modo de receber os desejos do nosso coração. Isso é grave, pois é tentar fazer de Deus um escravo de nossos caprichos. De acordo com as Escrituras o evangelho é simplesmente as boas novas da morte e ressurreição de Jesus Cristo para realizar a redenção do homem. O evangelho lida com o problema do pecado e a necessidade de justificação. Na verdade, as igrejas com estômagos salientes e quadris de rinocerontes têm conduzido muitos a um pseudo-cristianismo, com aparência de espiritualidade, mas sem qualquer substância.

Precisamos passar por momentos de grande emoção e comunhão com Deus. Devemos chorar e nos maravilhar diante de Cristo sem perder a visão de que Ele é pleno, completo e soberano, e que Nele temos uma graça que nunca pode ser interrompida, uma paz que nunca pode ser destruída, um amor que nunca pode ser abatido, uma segurança que nunca pode ser malograda, um consolo que nunca pode ser reduzido, uma revelação que nunca pode ser aniquilada, uma esperança que nunca pode ser desapontada, e uma glória que nunca pode se empalidecida!

Que possamos ser marcados pela graça e pela verdade, por uma teologia forte, por um contentamento sem complacência, por uma disciplina espiritual. Nunca por uma excitação esbaforida. Minha oração é que o Senhor tenha misericórdia e cure os estômagos salientes e os quadris de rinocerontes das igrejas evangélicas brasileiras!

Ir. Marcos Pinheiro

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MANTEIGUEIROS EVANGÉLICOS

MANTEIGUEIROS EVANGÉLICOS

O apóstolo Paulo ordenou de modo incansável que Timóteo ensinasse e pregasse, repreendesse e incentivasse, que se guardasse contra doutrinas falsas e que treinasse outros homens para que fizessem a mesma coisa (2 Tm 2:1-2, 4:1-2). Jesus veio para pregar (Lc 4:43), Paulo pregou (I Co 2:4), a igreja foi edificada sobre o fundamento da pregação apostólica (Ef 2:20) e Timóteo deveria pregar também. Infelizmente, estamos vivendo a época de muita tagarelice e desvios doutrinários. Líderes que ao invés de pregarem a sã doutrina misturam 10% de Bíblia com 90% de misticismo, vã filosofia e psicologia. Enfim, suas igrejas estão crescendo no tumulto da diversidade.

Os sermões de alguns líderes são manteigosos, ou seja, macios como a manteiga. A realidade do inferno, as exigências da obediência, a chamada ao arrependimento e a singularidade de Jesus Cristo não são abordados. Não fazem menção aos espinhos da fé, a santidade de Deus, o julgamento divino, a depravação do homem e a necessidade de um novo nascimento. Os manteigueiros “evangélicos” usam métodos reducionistas para “tornar-se crente”, ou seja, levantar a mão, ir à frente da plataforma da igreja, preencher uma ficha e repetir à semelhança de um papagaio a oração do pecador. Esses manteigueiros “evangélicos” são donos de megaigrejas e mostram-se excessivamente preocupados com os não crentes, porém não conseguem disfarçar a sua superficialidade voltada ao entretenimento nem seus interesses pelo “vil metal”. O assunto inferno para eles é considerado uma afronta para o ímpio. A ira divina é caracterizada como algo adequado a um sociopata. Os manteigueiros esquecem que Jesus não evitou falar sobre choro e ranger de dentes. O Messias adverte sobre o fogo eterno (Mat 25:41) e fala de um homem que morreu e foi para o Hades, onde estava sendo atormentado e sofrendo muito neste fogo (Lc 16: 23-24)

Os líderes amanteigados dizem: “A única coisa de que precisamos é Jesus e não de doutrina”. Essa afirmação é uma falácia, pois podemos falar de Jesus às pessoas todos os dias até que ele volte, mas, sem nenhum conteúdo doutrinário que preencha o que pensamos sobre Jesus, estaremos apenas pronunciando slogans, não proclamando um tipo de evangelho inteligível e salvador. Não há como não perceber a existência de um centro doutrinário na mensagem de Paulo. Paulo disse a Timóteo: “Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós” (2 Tm 1: 14). A doutrina era o coração da mensagem salvadora pregada por Paulo. Vale salientar que o modo de vida dos primeiros cristãos não era baseado em um mero sentimento ou em um mero programa de trabalho, o modo de vida era alicerçado em uma mensagem doutrinária. Se Jesus morreu e ressuscitou por nossos pecados de acordo com as Escrituras, isso é doutrina. Portanto, não há evangelho sem ela.

Os pastores manteiguentos propagam um modernismo não doutrinário. Para eles tudo pode ser gospel: uísque gospel, motel gospel, novela gospel, bailada gospel, forró gospel e por aí vai. Eles crêem que em todo lugar onde você encontra paixão, amor, alegria e gargalhada, ali você encontra Deus. Neste contexto, o evangelho perdeu sua singularidade e não tem uma mensagem para dar ao mundo perdido. Eles falam de propagar o cristianismo sem defendê-lo, desse modo, o que estão propagando não é de modo algum o cristianismo. A razão deles não exigirem nenhuma defesa do cristianismo é simplesmente o fato de estarem completamente de acordo com a corrente dessa era. Ninguém se opõe a um cristianismo não doutrinário porque não há nada a que se opor. Na verdade, os pastores manteiguentos é uma patota que tem como objetivo minar a genuína fé na Palavra de Deus.

Os líderes manteigosos são responsáveis pela morte espiritual de muitas almas. São charlatões, pois ensinam que Deus é uma força que pode ser manipulada em benefício dos crentes. Nos púlpitos sempre usam os chavões antibíblicos: “Exija seus direitos”, “Você nasceu para vencer”, “Deus vai quebrar a costela da pobreza em sua vida”, “Deus vai te dar uma unção de nobreza”, “Oferte mil reais que Deus te dará de volta o triplo: mil reais em nome do Pai, mil em nome de Jesus e mil em nome do Espírito Santo”. Através dessas fraudulentas declarações, a conta bancária desses larápios é aumentada com a venda de seus livros e Bíblias heréticas. Os manteigueiros “evangélicos” adoram títulos eclesiásticos e fazem questão de serem chamados de doutores. Montados na sua arrogância e vaidade desfilam sua “autoridade eclesiástica” em paletós luxuosos, carrões e jatinhos.

Esses chamados “homens de Deus” optaram por um Deus terapêutico que aumenta a auto-estima. O Espírito Santo é um massageador de egos. Por isso, na visão deles, o esforço missionário não deve ser visto como uma empreitada para salvar as pessoas do inferno, mas apenas como um esforço para levá-las a amarem a si mesmas. Na verdade, a ênfase humanista que esses líderes dão ao amor-próprio e a auto-estima despreza o mandamento bíblico de “negar a si mesmo” que Jesus ordenou em Mateus 16:24. O conceito da autonegação é um tema que se estende através da Bíblia toda. Em nenhum lugar das Escrituras somos encorajados a ter auto-estima, autoconfiança ou fé em nós mesmos, mas somente, estima, confiança e fé em Deus.

É comum ouvirmos dos manteigueiros brasileiros a declaração: “Nunca a igreja evangélica brasileira esteve tão espiritual”. Só que espiritualidade com evangelho falso e pensamento amanteigado sendo ensinado como pensamento divino não existe. Espiritualidade com ensinamento morriscerulloguento, murdockguento, bennyhinnguento, malafaiaguento, jabesguento, gidaltiguento, valdomiroguento, macedoguento, soaresguento, valadãoguento, felicianoguento renêguento, estevamguento, rodovalhoguento, não existe. O evangelho é um chamado a uma vida de renúncia e de santidade!

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

IGREJAS-CASAS-DE-CÂMBIO


                                        IGREJAS-CASAS-DE-CÂMBIO

Existe uma multidão de pessoas que foram seduzidas pelo evangelho falso pregado pelas igrejas-casas-de-câmbio. Essas igrejas têm conduzido o povo a negociar com Deus, ou seja, as pessoas propõem a Deus que lhes concedam uma bênção em troca de dinheiro. Em Colossenses 1: 16, 17 diz: “Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. Portanto, Deus é o absoluto criador e mantenedor de todas as coisas. Deus não é comerciante nem vendedor de serviços. Ele não faz troca com ninguém.

Para os líderes das igrejas-casas-de-câmbio a fé é uma moeda de troca, Deus é mercenário e a igreja uma casa de câmbio. Isso significa controlar a bênção divina. É um insulto a Deus. É violar a doutrina da soberania divina. A mídia que enaltece o homossexualismo, a fornicação, o adultério e o ocultismo, é tão prejudicial ao corpo de Cristo quanto o evangelho pregado pelas igrejas-casas-de-câmbio.

Jesus previu os pregadores que iriam se envergonhar de Suas palavras, entregando, nas igrejas, um evangelho açucarado e mercantilista a fim de não espantar os ouvintes, visando arrebanhar mais almas para o seu rebanho de ovelhas estonteadas. O objetivo maior desses pregadores é ver a igreja-casa-de-câmbio cheia e os jovens se deleitando com as músicas bombadas de decibéis e letras heréticas que parecem mais convites de alcouce: “Quero te beijar, quero te abraçar, quero te tocar, estou apaixonado por ti Senhor”. Os hinos bíblicos foram substituídos pela música que provoca rebolados sensuais que não elevam as pessoas às alturas celestiais, mas as distancia do ardente desejo da volta do Senhor Jesus.

Os líderes das igrejas-casas-de-câmbio são contrários as regras, dizem eles: “O cristianismo não se caracteriza por lista do que se deve fazer ou não, ele gira em torno de relacionamentos”. Por causa dessa visão antibíblica, esses líderes são tolerantes com o erro, não mantêm limites morais definidos e Jesus não passa de um terapeuta ou um poeta sonhador. É necessário ressaltar que os relacionamentos são guardados e preservados por regras e disciplina espiritual, somente assim, passamos conhecer Jesus como o Filho do homem glorificado e Deus, o pai, como santo, justo, amoroso, sabedor de todas as coisas, todo-poderoso, eterno, independente, soberano e misericordioso.

As igrejas-casas-de-câmbio em vez de pregar o Evangelho puro e simples estão mais preocupadas com a ostentação, com a grandeza de seus templos faraônicos e com um bom lucro para o líder fazer “missões” com seu jatinho milionário. Na igreja-casa-de-câmbio, a doutrina é retalhada ao bel prazer de modo que não existe verdade absoluta, cada verdade tem vários significados. A separação do mundanismo é coisa do passado. O negócio é ser “moderno”, ou seja, tudo vale e vale tudo. O mais grave é que os líderes aprovam o “tudo vale” e o “vale tudo” para conservar o seu emprego, pois têm uma família para sustentar. Perderam o olhar aguçado da retidão moral. A santificação do rebanho é secundária, pois seguem o ensinamento dos nicolaítas. A presença Espírito Santo foi substituída pela cobiça e a santidade é tratada com repulsa. Mas, o Senhor Jesus esclarece: “Aquele que diz: eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” (I João 2:4).

Na verdade, as igrejas desses cambiadores do evangelho assemelham-se a uma cafeteria, onde se come o pãozinho fofo que se deseja, pois o cristianismo bíblico fundamentalista é antiquado para o presente século. A pregação sobre vida de renúncia, negação de si mesmo e caminho estreito é ignorada. Neste contexto, o novo nascimento é substituído por um relativismo emocional.  Esses falsários seguem a “doutrina da serpente”, pois é comum em suas igrejas o uso de roupas imodestas, tatuagens, piercings e coreografias que despertam a libido. O evangelho se tornou mórbido, raso e efeminado. Amam o que Jesus ama, mas não odeiam o que Jesus odeia. É o evangelho da fanfarra, Jezabeliano, hollywoodiano, Malafaiano, Valdomiroano, Macedoano, Terra-novano, Soaresano, Valadãoano, onde tudo é “blue”.

Os cambiadores das igrejas-casas-de-câmbio esquecem que o nosso Deus não é um Deus com quem se negocia. Deus é soberano, Senhor absoluto e livre, e dá graciosamente àqueles que confiam nEle. O mais grave é que esses cambiadores fazem um ritual mágico de barganha: chamam os desempregados à frente da plataforma da igreja, “ungem” as mãos de cada um e “profetizam” abundância sem medida. Para impressionar, arrogantemente proclamam: “Deus é tremendo” e decretam: “Deus te dará uma unção de nobreza”. Quanta enganação!

Os cambiadores das igrejas-casas-de-câmbio vão enfrentar o fogo da ira divina, pois suas mãos estão sujas do sangue das pessoas que ludibriam. Em breve, o Supremo Juiz despedaçará o status da igreja-casa-de-câmbio!

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

OS BODES-GUIAS E SEUS TSUNAMIS DOUTRINÁRIOS


                    OS BODES-GUIAS E SEUS TSUNAMIS DOUTRINÁRIOS

Tsunamis são ondas gigantes com grande concentração de energia, que atingem as costas dos oceanos provocando catástrofes. Os tsunamis têm um enorme poder destrutivo. O tsunami que invadiu a costa nipônica em 11 de março se 2011 assustou o mundo com o seu rastro de destruição e pavor. Quando digo Tsunamis doutrinários refiro-me as doutrinas destruidoras ensinadas pelos bodes-guias da atualidade. Muitos estão sendo destruídos espiritualmente pelos tsunamis doutrinários dos bodes-guias. Os bodes-guias conseguem tornar a fé uma filosofia, o louvor uma ginástica aeróbica e a igreja uma prestadora de serviços onde as pessoas são consumidoras de bênçãos. Esses líderes chegam às raias do ridículo quando afirmam que os crentes possuem um “talão de cheque espiritual” assinado por Jesus. Portanto, dizem eles, é só pedir o que quer e Deus dará. Neste contexto, cada crente é “O Cara”. Com o intuito de arrebanhar multidões e capturar adeptos, os bodes-guias realizam megashows com imagens projetadas e arte performática. E, como se não bastasse, chamam suas igrejas de “Hospitais de milagres”.

Os bodes-guias estão sempre repintando a teologia para acompanhar o ritmo de uma cultura em constante decadência moral. Estão esperando o céu na terra antes do Senhor Jesus voltar à terra para trazer novo céu e nova terra. Pensam como o eis roqueiro John Lennon: Imaginam um mundo sem pobreza, guerras e injustiças, ou seja, eles esperam algo que Deus não prometeu. Jesus prometeu o oposto: pobres sempre estariam conosco (Jo 12:8); guerras e rumores de guerras continuarão até a chegada do fim (Mat 24:6). O Novo Testamento nos mostra que um quadro de injustiça cada vez mais acentuado ocorrerá até o fim. Esquece esses bodes-guias que o evangelho não é uma convocação para viver uma vida que melhora o mundo. O evangelho é uma mensagem sobre a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. O evangelho não é um diagrama esquemático para melhorar o mundo. É o caminho da santidade para aqueles que se arrependeram de seus pecados, que foram regenerados e que colocaram sua fé em Cristo Jesus. Os bodes-guias são tão astutos que atingem as pessoas no alto da cabeça com um martelo de esponja, de modo que as pessoas ficam sem saber, quão apóstatas eles de fato são.

Os bodes-guias pregam e vivem como se Deus não julgasse as pessoas, apenas as abençoa. Portanto, o estado espiritual desses bodes-guias é bem apresentado na sentença de Sofonias 1:12 “Homens que se embrutecem com a borra do vinho”. “Borra do vinho” é o resíduo embriagador que o vinho deixa no fundo do reservatório quando cessa a sua fermentação. Na verdade, Deus está dizendo que o estado dos bodes-guias é de embriaguez, de entorpecimento, de torpor. São homens embrutecidos, fora do juízo. Por essa razão eles se entregam ao mal, à esfoliação de seus seguidores e ao amor ao dinheiro. É preciso enfatizar que o Deus da Bíblia é um Deus moral, que não somente ama e abençoa, mas também pune.

Na igreja do bode-guia o dízimo e as ofertas são subornos a Deus. A súplica é: “Eu te dou, Senhor, para que tu me dês em dobro”. Deus é um magnata movido a mamon. Quando recebe uma grana resolve todos os problemas: cura enfermidades, manda um marido bacana, concede casa própria e carro novo, faz o filho passar no vestibular e a empresa crescer. Repugnante mensagem! Não se encontra nenhuma passagem no Novo Testamento que Deus tenha feito uma aliança de “benefícios materiais” para a igreja do Senhor Jesus Cristo. A fé bíblica não opera em função de receber coisas, mas de amar e servir o Senhor Jesus.

Ao ensinarem sobre Maldição Hereditária, os bodes-guias cometem o erro de transferir as culpas que são do indivíduo para outra pessoa, alguém de sua família que já morreu. “Basta quebrar a maldição e você será liberto”, dizem eles. Ora, não pecamos devido a transgressão anteriormente cometida por alguém de nossa família. O profeta Ezequiel é muito claro quanto a isso: “A alma que pecar, essa morrerá: o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre ele” (Ez 18: 20). Muito do que os bodes-guias dizem ser uma maldição que precisa ser quebrada, na realidade é uma obra da carne que precisa ser vencida. O alcoolismo, por exemplo, eles dizem que é uma maldição que chega ao indivíduo através de um ente querido já falecido por isso “A maldição do álcool precisa ser quebrada”. Essa não é a verdade, pois de acordo com Gálatas 5:21 esse vício é uma obra da carne que será vencida com a ajuda do Espírito Santo. A cruz do Senhor Jesus acabou com a maldição: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual nos era contrária, removeu-a do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2:14)

Na visão dos bodes-guias o culto deve ser eufórico, com batucada, assobios, fumaça e cheio de “decretos”. A liturgia é tão execrável que durante o culto o bode-guia leva o povo a decretar algo para Satanás dessa maneira: “Levante suas mãos para o alto e diga: Satanás você é um derrotado”. Quanta abominação! Vai-se ao culto porque Satanás está lá e devemos decretar algo para ele? Precisamos entender que o culto é para Deus. O culto é o encontro de Deus com seu povo e deve proporcionar respostas espirituais às necessidades espirituais das pessoas. Não devemos cultuar a Deus conversando com Satanás, invocando demônios e nem decretando nada para demônios.

Esses bodes-guias se encaixam muito bem em Jó 13:4 “Vós sois inventores de mentiras e vós todos sois médicos que não valem nada”. Em Zacarias 10:3 encontramos a sentença para os bodes-guias: “Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes-guias”.

Ir. Marcos Pinheiro 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SOCORRO! O VERDADEIRO LOUVOR ESTÁ SE ACABANDO


SOCORRO! O VERDADEIRO LOUVOR ESTÁ SE ACABANDO

Muitos louvores hoje não podem ser chamados de cristãos, mas de louvores babelizados, pois o interesse maior não é expressar a grandeza e a glória de Deus. “Façamos para nós um nome” foi a pretensão orgulhosa dos líderes da geração dos filhos de Noé. Eles queriam fixar e exaltar sobre a terra não o nome do Senhor, mas o seu próprio nome. Eles queriam que as gerações futuras se lembrassem deles. Sua preocupação não foi providenciar para que elas conhecessem os feitos de Deus, sua lei, seus desígnios. Queriam manter-se unidos, não em torno do temor a Deus, mas em torno do orgulho do grupo, consubstanciado em seus próprios feitos. Esse é o sentimento que permeia a área do louvor: engrandecimento do homem, não de Deus. Ora, a adoração verdadeira sempre tem a Deus como centro, o que condiciona seus adoradores a um genuíno temor diante da Sua santidade e a um estilo de vida santificado.

Infelizmente, o louvor em muitas igrejas transformou-se em um Milk-shake religioso sem nenhuma ligação com o Senhor. O uso da música como meio para se chegar a um estado de êxtase e transe religioso tornou-se regra geral na maioria das igrejas evangélicas. O louvor em nada difere da prática do louvor umbandista, pois a música tem por função ambientar a erupção de sentimentos. Os sentimentos são manipulados pelo ritmo, repetições e movimentos corporais. O programa elaborado pelo “ministro de louvor” tem como objetivo provocar o sensacional, o extravagante, o bizarro entre os fiéis. Nesse contexto, a verdade é trocada pela “purificação” da alma através de uma descarga emocional provocada pelo drama e a santidade é invertida pela euforia irreverente.

Satanás conseguiu desenvolver uma liturgia que tem ofuscado a mente de muitos crentes levando-os ao louvor catarse, irrefletido e sensacional. A extravagância litúrgica promovida por Satanás tem rompido a barreira entre o sagrado e profano. A fim de se manterem no sucesso, algumas igrejas utilizam rock, samba, rap, axé, funk, forró. Muitas igrejas chegam ao ápice do ridículo promovendo shows com o tema “sambando para Jesus”, “forrozando para Jesus”. Tais “louvores” são irracionais e abomináveis ao Senhor, pois não ilumina a mente com a verdade bíblica nem com a consciência da santidade de Deus. O louvor aceitável para Deus é o louvor da mente (Rom 12:1). Deus nos criou com uma distinção primordial: a racionalidade. Portanto, o louvor deve ser consciente e racional. O apóstolo Paulo ecoa isto ao insistir que os crentes cantem com entendimento (I Co 14:15). Em I Coríntios 14: 26 Paulo afirma a função primordial do louvor “Tudo seja feito para edificação”. A palavra “edificação” refere-se, literalmente, à construção de um edifício, mas o apóstolo sempre usa este termo para expressar a edificação do entendimento. Portanto, cada elemento do louvor deve ser compreendido, para que seja válido. Somos movidos espiritualmente, não por meio de espetáculos sensacionais, e sim pelo que entendemos.

A grande declaração da Confissão de Westminster se opõe a tudo que acontece hoje nas igrejas evangélicas: “A maneira de adorar o verdadeiro Deus é instituída por Ele mesmo e limitado por sua própria vontade revelada, de tal modo que Ele não seja adorado de acordo com a imaginação e invenções dos homens”. O louvor do Novo Testamento era acima de tudo centrado em um fato: a cruz de Jesus e sua ressurreição. Hoje, o louvor é centrado no adorador e em alguns momentos não dá para saber se estamos na casa do Senhor ou em um terreiro de candomblé.

A liturgia extravagante de Satanás é contrária ao ensino da Bíblia e da Reforma, pois é claramente extasiante e amplamente mística, em vez de racional e dependente da fé. É voltada para o ego, para o estrelismo, para a exaltação do ritmo e dos instrumentos. Como há muitas pessoas que gostam de ser manipuladas, a liturgia de Satanás tem encontrado bastante espaço no meio evangélico. Seria prudente beber, ainda que um pequeno gole, desta liturgia? Claro que não! Urge que tenhamos um avivamento de luta contra as influências más da geração “Janes e Jambres” que promovem o louvor baderneiro. Que sejamos no dizer de Stott “um homem intoxicado de Cristo”.

O dia do Senhor se aproxima. Será dia de Juízo. Ainda há oportunidade de abandonar o falso louvor da “Galera de Cristo” que insiste em incluir o lixo extravagante de Satanás dentro das igrejas tirando o Filho de Deus de cena.

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 6 de novembro de 2012

IGREJAS AMANCEBADAS COM O MUNDANISMO

                 IGREJAS AMANCEBADAS COM O MUNDANISMO

É muito importante saber a quem você está dando ouvidos. É muito importante saber o ensino que seu coração está recebendo. Hoje, multidões de pessoas cegas, mal conduzidas, estão louvando ao Senhor em igrejas escravizadas pela falsa doutrina. Em Judas 4 lemos “Certos indivíduos se introduziram com dissimulação, homens ímpios, que transformam em dissolução a graça de nosso Deus”. Judas nos alerta que homens pregarão a graça de Deus, e sutilmente vão distorcê-la com manipulações, até que produza dissolução no povo de Deus. “Dissolução” significa tudo o que é sujo, degradante, pervertido e obsceno.

Vivemos a época de igrejas amancebadas com o mundanismo. Líderes que ensinam que algo mau pode ser bom e o que é profano pode ser puro. Esses homens estão conduzindo o povo a se sentir à vontade com o modo de vida pecaminosa. O resultado é a banalização do testemunho cristão. Hoje, ser crente e pousar nua na revista playboy, sonegar imposto, ser dono de uma rede de motéis, vender bebidas alcoólicas, passar cheque sem fundo e exibir o corpo através de vestes indecorosas não tem nada demais. Na verdade, nesse amancebamento com o mundanismo, o homem virou senhor e Deus virou o gênio da lâmpada que satisfaz os caprichos carnais do homem. Vale salientar que ser crente exige que estejamos dispostos a dizer não a um grande número de crenças e comportamentos. Natureza transformada requer um comportamento transformado. Comportamento transformado implica estilo de vida de acordo com o padrão bíblico. O crente é chamado para uma vida de obediência, na qual a fé é avaliada pelo comportamento.

A gravidade dos pastores das igrejas amancebadas com o mundanismo é que eles tratam o rebanho de modo abusivo pregando sonhos de ganância. E, muitas vezes se escondem por trás da égide “Não toqueis nos meus ungidos” e, ameaçam dizendo: “Vocês correm perigo se questionarem a minha palavra”. Ora, ninguém é imune à contestação à luz da Palavra de Deus. O Senhor Jesus tomou boa parte do seu ministério para denunciar e confrontar aqueles que abusavam espiritualmente de outras pessoas.

As igrejas amancebadas com o mundanismo pregam unicamente segurança e paz e por causa de suas superficialidades e suas doutrinas de ambição removeram a santidade da casa do Senhor. Tratam a Palavra de Deus levianissimamente. Ensinam caminhos e meios para ter prosperidade e sucesso ao invés de um chamado à separação. Os líderes das igrejas amancebadas pregam um evangelho frívolo, leve, sensual, coreográfico. São fãs dos balidos de Amaleque. Acham bom e agradável quando roqueiros com piercings e vestidos de sadomasoquistas, se pavoneiam e rodopiam sexualmente na plataforma da igreja, explodindo seu rock. Acham bom e agradável quando as “bailarinas de Jesus” com seus cabelos estilo moicano se apresentam dançando de modo semelhante as dançarinas dos programas de auditórios. Acham bom e agradável manter na plataforma do templo os mesmos efeitos especiais dos cassinos de Las Vegas. A fim de dar cobertura às suas ganâncias dizem cinicamente: “O Senhor está no meio de nós”.

Os pastores das igrejas amancebadas com o mundanismo se apóiam em números e em seus magníficos edifícios como prova de que Deus está com eles. Conhecem mais sobre “marketing para crescimento de igreja” do que sobre a Palavra de Deus. A fim de manter o povo manietado inventam slogans do tipo: “Renovação”, “Restituição”, “Nova unção”. Desse modo, mercantilizam o evangelho levando as pessoas a buscarem a salvação e a cura divina do mesmo modo que adquirem produtos no shopping. Esses larápios são especialistas em tirar proveito de fraquezas alheias oferecendo solução para a pobreza e para as doenças em troca de ofertas. Na verdade, as ganâncias desses pastores expulsaram o Senhor de seus cultos. Eles próprios não ingressam na santidade e na plenitude de Cristo, e impedem o rebanho de ingressar.

O Senhor sempre possui um remanescente santo durante os períodos de trevas. Um remanescente que mantém a luz do evangelho queimando quando a igreja é corrupta e cruel. Esse remanescente não são os ministros gananciosos, não são os “popstars” aplaudidos, mas um povo de mente direcionada aos céus, esgotados da superficialidade e das concessões.  Um povo que anseia ardentemente a santidade na casa de Deus!

Precisamos de igrejas que sejam intolerantes com o erro, que mantenham limites morais definidos, que promovam a integridade doutrinária, que se mantenham firme em tempos de provação, sim, precisamos de igrejas que reflitam o caráter de Cristo, que sejam profundamente teológica, profundamente ética, profundamente misericordiosa e profundamente doxológica. Não queremos igreja-clube, igreja-show, igreja-circo, igreja-boate, igreja-meretriz, igreja-barzinho, igreja-cafeteria, igreja-empresa, igreja-supermercado, igreja-petrificada, igreja-congelada, igreja-confusa, igreja de sepulcros caiados. Não queremos mega-igrejas cintilantes abarrotadas de cristãos nominais. Queremos igreja-igreja. Queremos igrejas santas, não comprometidas com o mundanismo, igrejas que condenam as iguarias do mundo!

Ir. Marcos Pinheiro