sexta-feira, 26 de setembro de 2014

CUIDADO COM OS PASTORES-XAMÃS


CUIDADO COM OS PASTORES-XAMÃS

 

 

O tema abraçado por muitos evangélicos é: “Se alguma coisa deu certo, então é a verdade”. Nesse contexto, a “coisa” não pode ser questionada e deve ser adotada. A verdade passou a ser funcional e trocada pelos ensopados de Jacó trazendo imensuráveis estragos ao Evangelho. A Bíblia não é mais a revelação proposicional de Deus, mas um manual de experiências religiosas. As Escrituras são usadas para se dizer o que se quer.

 

Xamã é uma palavra que os antropólogos passaram a usar para descrever os que antigamente eram chamados de pajés, bruxos, feiticeiros e magos. Na visão antropológica um xamã está apto a praticar exorcismos, desfazer feitiços e reverter os efeitos de atos de magia negra realizados contra alguém. Os xamãs crêem que o ato de imaginar vividamente uma cena em sua mente acaba por transformá-la numa experiência real. O xamanismo ganha cada vez mais espaço dentro da igreja evangélica brasileira. A verdade bíblica já não é a solução, sendo substituída pela lisonja e por fantasias da mente. Muitos pastores caíram na velha prática ocultista dos xamãs ao tentar criar a realidade e até mesmo manipular a Deus por meio da formação de imagens mentais vívidas. Dizem eles: “Visualize a bênção que você está orando e você a obterá”. Dessa maneira, pasmem! Os crentes estão sendo ensinados a se visualizarem dentro de uma mansão com uma BMW na garagem.

 

Os pastores-xamãs consideram-se como inspirados no sentido em que o são os profetas da Bíblia. Seus sermões com altas doses de alegorização são, segundo eles, uma continuação e fonte autorizada de verdade. Seus ingredientes postos são: sinais, milagres, prodígios e emoções afloradas. A oração dos pastores-xamãs é a mais forte, pois tem sentido moral, espiritual e místico. Seus bajuladores dizem: “Você vai ouvir, agora, uma oração do pastor...”.

 

Os pastores-pajés declaram que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas se afastam anos-luz de uma hermenêutica sadia. Na sua megalomania se dizem “canal especial de Deus para esta geração”. Deus só age por meio deles e no espaço físico que eles comandam. A Bíblia deixou de ser o livro que expressa a vontade de Deus aos homens e passou a ser o elemento subsidiador de práticas ocultistas.

 

Os pastores-bruxos têm calcado suas práticas no Antigo Testamento. No intuito de encher a igreja criam doutrina que o cristianismo, nunca suspeitou haver: “Quebra de maldição na família”. A Bíblia diz em Jeremias 31:29 e 30 “Naqueles dias, nunca mais dirão: os pais comerão uvas verdes, mas foram os dentes dos filhos que se embotaram, ao contrário cada um morrerá pela sua iniqüidade, os dentes de todo aquele que comer uvas verdes é que se embotarão”. Ou seja, o que seu pai fez, não importa. O que seu avô fez não importa. Importa o que você faz. Importa como você usa sua vida e como você se porta diante de Deus. Em Ezequiel 18:2-4 Deus reforça a responsabilidade pessoal quanto ao pecado. Cada um presta conta de seus próprios pecados. Os dentes dos filhos não sentem dor pelo mau uso dos dentes dos pais, essa é a lição!

 

Uma característica dos pastores-pajés é o marketing que fazem de si e de sua igreja. Esses homens são repletos de truques e invenções tornando o Evangelho trivial e transformando Deus em um produto a ser vendido. Desse modo, a fé virou uma atividade recreacional e a igreja virou um clube. Um deles chegou às raias do ridículo ao dizer que estando tirando a barba, Jesus veio ao seu encontro, no banheiro, o abraçou e lhe deu um esboço de sermão. Os pastores-pajés se acham um sacerdote com poderes especiais que ninguém tem. Foram contaminados pelo vírus da idolatria do sucesso e, por isso se deleitam em ser proeminente.

 

Os pastores-xamãs têm um único objetivo: aumentar o seu poder político com mais e mais espaço, com a compra de mais e mais propriedades e, consequentemente com o crescimento de sua arrecadação. Eles são os “magnatas da fé” que vivem às custas de suas “ovelhas” exploradas e enganadas. Manejam bem os esquemas totalitários, agem como se tivessem super-poderes vitalícios e, para isso cercam-se de uma tropa de subservientes e babões. Em época de eleições, apresentam inescrupulosamente no púlpito, seu candidato a vereador, a deputado e a senador.

 

Que o Senhor livre a igreja brasileira de homens metidos a Deus. Homens que têm a mania de sustentar empáfias. Homens que fazem de Deus sua propriedade. Deus nos livre dos pastores-xamãs!

 

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

TEMPO DE MANIPULAÇÃO


                                    TEMPO DE MANIPULAÇÃO

 

O jeito “Apple de ser” moldou a maneira com que as igrejas evangélicas hoje pretendem alcançar seus potenciais consumidores. Inspirados no mantra da Apple, muitos pastores procuram provocar desejos e criar necessidades e expectativas na membresia.

Uma maneira tortuosa, sinuosa, sub-reptícia, de manipular as pessoas e convencê-las é a de repetir uma e outra vez, as mesmas idéias, os mesmos conceitos e as mesmas imagens. Nesse contexto, os pastores manipuladores lançam chavões, fazem afirmações contundentes, propagam slogans na forma de sentenças carregadas de asneiras. Este bombardeio durante o culto modela a opinião dos fiéis, que acabam tomando os chavões, as afirmações contundentes e os slogans como sendo fantasticamente bíblico. “Olhe para seu irmão ao lado e diga-lhe: Você é filho do Rei”, “Plante fé e colha milagres”, “Hoje é noite de bênçãos” e por aí vai. Sinceramente, eu não agüento mais tanta tolice. O que os crentes precisam entender é que uma tolice repetida por muitas bocas não deixa de ser uma tolice. Mil mentiras não fazem uma só verdade.

Vivemos o tempo de manipulação nas igrejas evangélicas brasileira. Eu não disse tempo de renovação, mas de manipulação. Os pastores manipuladores são especialistas em criar um clima de superficialidade durante o culto para tornar possível a difusão de suas artes hipnóticas e seus truques de ilusionista. Um ilusionista faz truques surpreendentes que parecem verdade porque realiza movimentos muito rápidos e com fundo musical para que o público não perceba. Os pastores manipuladores procedem desse mesmo modo, a fim de que as multidões não percebam seus truques e malabarismo intelectual e aceitem como possíveis os mais inverossímeis conceitos anti-bíblicos.

Uma mentira repetida muitas vezes constrói uma "crença", de algo intocável. A propaganda manipuladora que esses falsos pastores fazem forma este tipo de "crença". Por asso, eles conseguem ter um controle da mente, da vontade e do sentimento da maioria de suas “ovelhas”. É lamentável ver as pessoas passando pelas “portas da prosperidade” e tomando “banho de óleo” para conseguir algo. É triste ver que a fé virou um amuleto que protege o crente do mal olhado e da sexta-feira 13. Deus virou um boneco que se curva diante das orações decretadas de seus filhos.

O medicamento pode ser manipulado sob diversas formas: em envelope, cápsulas, shakes, comprimidos, pastilhas efervescentes, e, dependendo do caso, podem ser feitos em gel, sabonetes ou loção. Se um medicamento industrializado só existe em cápsulas e o paciente tem dificuldade de engoli-lo, na farmácia de manipulação ele poderá ser feito em xarope. Enfim, os medicamentos manipulados são personalizados de acordo com a necessidade de cada paciente, ou seja, ele pode ser feito em forma de cápsulas, shakes, goma de colágeno, cremes, chocolates ou pós-aromatizados. Os pastores manipuladores procedem do mesmo modo que as farmácias de manipulação. Adaptam seus sermões ao gosto dos consumidores para satisfazer a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida.

Manipular equivale a manejar. De per si, somente os objetos são suscetíveis de manejo. Posso utilizar um tablet para minhas finalidades, guardá-lo, trocá-lo, descartá-lo. Estou no meu direito, porque se trata de um objeto. Manipular é tratar uma pessoa ou grupo de pessoas como se fossem objetos, a fim de manietá-los facilmente. Essa forma de tratamento significa um rebaixamento, uma vileza. Esta redução ilegítima das pessoas a objetos é o foco do sadismo. Os pastores manipuladores, além de réprobos, são sádicos. Perderam a mentalidade de profeta, a mentalidade de escravo de Cristo. Nutrem o “povo-objeto” com feno e palha dizendo que é gordura. Pervertem o “povo-objeto” com o outro evangelho só para entrar no jogo do “quem ganha mais almas”.

A tragédia daqueles que estão manietados pelo pastores manipuladores é que eles sucumbiram à síndrome de Acabe, o qual só desejava ouvir o que lhe agradasse o ouvido. Aqueles que estão subjugados pelos líderes manipuladores perderam a capacidade de pensar e de refletir porque são iludidos pela estética, pelo visual, pela ostentação, pelos mega-templos e por campanhas do tipo “Derrotando os Golias da vida”. Que os manipuladores saibam que o Deus que servimos não tem compromisso com a ostentação nem com campanhas enganosas. Peçamos discernimento ao Senhor para não cairmos na malha maligna dos pastores manipuladores.

Tenho dito,

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

APARTAI-VOS DOS TAIS


                                  APARTAI-VOS DOS TAIS

 

O diabo é mestre em falsificar, com suas falsas bíblias, falsos pastores e falsas doutrinas. O relativismo campeia livre no cenário evangélico brasileiro: homossexualismo é pecado? depende; aborto é pecado? depende; sonegar impostos é pecado? depende; relação sexual antes do casamento é pecado? depende; assistir filmes pornôs é pecado? depende; nudismo é pecado? depende; músicas seculares nos cultos é pecado? depende. A resposta “depende” está sempre nos lábios dos modernistas liberais.

Lamentavelmente, muitos crentes ainda vivem debaixo das blasfêmias doutrinas dos modernistas liberais que liberam sua voz “profética” determinando um sem fim de “bênçãos” para um rebanhão incauto. Para iludir o rebanhão que freqüentam o culto, o pastor liberal grita veementemente: “Deus te chamou para conquistar as nações”, “Deus te chamou para saquear o inferno e povoar o céu”, “Há 72.000 anjos designados por Deus para te servir nesta noite de celebração”, “Quando você fala sai fogo de Deus da tua boca”. Isso é dito com o objetivo de levar os ouvintes a liberar suas emoções. Enfim, a liturgia é voltada para satisfação do homem.

Na verdade, o movimento das igrejas modernistas liberais visa sensações. Os corinhos cantados em suas igrejas trazem teologia incorreta e conceitos absolutamente vagos, mas fazem “bem” às pessoas. Não interessa a teologia, a doutrina, mas sim como as pessoas se sentem. A pregação tem que ser emotiva e subsidiada por símbolos judaizantes que apelam à sensação e à imaginação como o Manorah, o Shoffá, o Talith, a Estrela de Davi, a Arca da Aliança e o Óleo da Unção.

Quando os pastores modernistas liberais organizam caravana-turística para Israel há um verdadeiro fetichismo com Israel. A propaganda gera uma teologia manca e deformada. Ao chegarem a Israel pessoas são rebatizadas nas águas do Jordão. A Bíblia diz que o batismo é único, singular e irrepetível. Esses liberais nada mais fazem do que vulgarizar o batismo subtraindo seu valor teológico. Além disso, a postura para com Israel chega à idolatria. Os pastores modernistas incentivam as pessoas trazerem sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras, e pasmem, crucifixos feitos da cruz de Cristo. Quanta idolatria, quanta teologia ajeitada!

Endossando as suas práticas judaizantes os modernistas liberais chamam o prédio onde a igreja se reúne, na linguagem do Antigo Testamento, de “santuário”. Esses falsos mestres ainda não entenderam que o lugar onde as pessoas se reúnem para cultuar a Deus não é morada de Deus, portanto, não é santuário. O Deus Altíssimo não mora em prédios, mas nas pessoas convertidas. Os crentes, os salvos em Cristo Jesus, são o santuário (Atos 17:24; I Co 3;16; Hb 3;6). Na santa teologia, santo não é o lugar. São os salvos. Não é o piso do templo, nem as paredes laterais do templo, nem o teto, é o crente. Não temos cimento, ferro, pedra e areia santos. Temos pessoas santas!

Os sermões dos modernistas liberais além de fragmentados são carregados de versículos isolados, desarraigados do seu contexto. A Palavra de Deus é utilizada como pretexto e não como texto que afirma a fé. Eles usam a Bíblia não como regra de fé e prática infalível, mas como um amuleto para “exorcizar” e “amarrar” demônios. A cruz, a ressurreição de Jesus e a vida eterna com Ele são desvanecidas com a ênfase no aqui e agora. A fé é mensurada pelo ter bens materiais. A vida desses pastores é alicerçada em experiências místicas e em “novas revelações”. Por isso, que seus adeptos os idolatram chamando-os até de meritíssimo pastor.

As campanhas para construção de seus gigantescos templos não têm um pingo de escrúpulo. Com arroubo retórico e grandiloqüente falam em templos para 7000 pessoas, para 10000 pessoas, para 15000 pessoas e por aí vai. Usam técnicas de lavagem cerebral, despersonalização e manipulação para surripiar dinheiro dos fiéis. Em sua visão empresarial os pastores modernistas liberais avaliam os seus súditos pastores auxiliares pelo desempenho econômico, ou seja, pela capacidade de levantar ofertas.

Há uma epidemia de pastores modernistas liberais no Brasil: Edir Macedo, Valdemiro Santiago e R.R. Soares representam o “baixo-pentecostalismo”. Os modernistas liberais “clássicos” são os gurus: Silas Malafaia, Samuel Câmara, Samuel Ferreira, Jorge Linhares, Caio Fábio, Ariovaldo Ramos, André Valadão, Ton Sampaio, Robson Rodovalho, Renê Terra Nova, Ricardo Gondim, Marco Feliciano, Napoleão Falcão e Gesiel Gomes. Esses homens, à semelhança de Himineu e Fileto aprenderam a blasfemar, à semelhança de Janes e Jambres tornaram-se réprobos quanto à fé e como Demas amam o presente século.

Os representantes do “baixo pentecostalismo” e os “gurus clássicos” são tão perigosos quanto o vírus Ebola. Ensinam o que não convém, por torpe ganância. Erraram seguindo o caminho de Balaão tendo o coração exercitado na avareza. São abomináveis, e reprovados para toda boa obra. São filhos da perdição, pois engodam as almas inconstantes. Eles são como diz em I Timóteo 6:5: “Homens corruptos de entendimento e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro”, e continua: “Apartai-vos dos tais”!

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A IGREJA MERCADO-TEATRO


                             A IGREJA MERCADO-TEATRO

 

Nesse tempo do fim, Satanás está lançando mão de suas últimas armas. Líderes estão dando ao povo um evangelho macio, adaptado aos padrões do mundo. Roupas na igreja? Qualquer uma serve: mini-saia, short, vestido transparente, tomara que caia. Música? “Rock cristão”, “samba evangélico”, “forró gospel”. A igreja atual é um templo-mercado-teatro. Mercado porque tem lucro de milhões em rendimentos com ações e aplicações financeiras. Teatro porque Deus tem sido tratado como um palhaço numa gaiatice de circo. Enfim, a igreja tem se transformado num grande parque temático. Nesse contexto, a fiel pregação da Palavra é substituída por anedotas motivacionais.

Os líderes da igreja Mercado-Teatro consideram a sucessão pastoral como se fosse uma empresa familiar, algo hereditário. Consagram seus filhos, sobrinhos e genros a pastores. Esses homens nunca perdem o senso de negócio. Por isso, fazem do ministério um cabide de emprego a fim de controlar e manipular os crentes-clientes. A igreja Mercado-Teatro é “rica”, “esplendorosa”, laodiceiana. Mas, o Senhor sente náusea e a vomitará!

O grande problema das igrejas Mercado-Teatro é que seus adeptos não estão envolvidos em koinonia cristã. As pessoas não se conhecem. Dirigem-se aos cultos-shows em busca de uma resposta mágica para seus problemas, inclusive, para o sucesso de seus negócios. O lema dos pastores dessas igrejas é: “Venham para minha igreja, temos tudo o que vocês necessitam: campanhas proféticas, orações proféticas, massagens de ego e culto dos empresários.

Os pastores das igrejas Mercado-Teatro estão travestidos de um “cristianismo judaizante”. Para impressionar seus fregueses, usam a terminologia incorreta para o templo sede chamando-o de santuário e suas congregações de catedrais. Aos seus cantores os chamam impropriamente de levitas.

Todo o Antigo Testamento aponta para Jesus e tem Nele o seu cumprimento. Ele cumpriu toda a lei (Mt 5:17). Ele é maior do que todo o cerimonial e o templo. Ademais, o ministério sacerdotal que inclui os levitas, se encerrou no Antigo Testamento. Todo ministério sacerdotal foi substituído integralmente por Jesus. A Bíblia diz que Jesus é o nosso sacerdote no céu (Hb 10:21) e sacerdote para sempre (Hb 5:6). No Novo Testamento não existe mais a figura do “sacerdote” se referindo a homens, a não ser em 04 ocasiões onde ela aparece no plural (1 Pe 2:9; Ap 1:6; 5:10; 20:6), nestes casos se referindo à toda igreja, ao conjunto do povo de Deus, como sacerdotes do Senhor. É o que Martinho Lutero chamou de: O Sacerdócio Universal de Todos os Crentes. Na relação dos dons citados nas Escrituras (Ef 4:11; 1 Pe 4:9-10; 1 Co 12:8-10; 28; Rm 12:6-8) não aparece o dom de “levita” e nem faz qualquer menção a ministérios sacerdotais.

Lamentavelmente, muitas igrejas históricas caíram no laço “macedoísta”. Criaram o chamado “culto dos empresários” onde se ensina a “fé do retorno financeiro”, ou seja, a “fé dolarizada”, “a fé eurolizada”. Você planta Real e recebe a recompensa de Deus em Dólar e em Euro. Que mentalidade pecaminosa!  Os líderes das igrejas Mercado-Teatro não enxergam um palmo além do próprio umbigo. O mamon ocupa suas megalomaníacas fantasias o que os fazem distanciar anos-luz da igreja primitiva em generosidade, amor, compaixão e comunhão com Deus.

Esses líderes se inspiram nos executivos de empresas de marketing de rede, como McDonald’s e Burger-King. Alardeiam a expansão de seu império e exibem suas aquisições materiais como sendo “bênçãos”. Justificam seu “sucesso” pelo jargão: “A glória da segunda casa será maior do que a da primeira”. A ascendência desses líderes é notória por todos. Começam com um Fusca, depois um Pálio, depois um Eco-Sport, depois um Corola, depois uma BMW a prova de bala. Como chegaram ao topo do transporte terrestre, adquirem um Jatinho. Mais tarde, troca de esposa e vai morar numa cobertura na beira mar. Tudo é contado do púlpito como testemunho.

Esses líderes perderam a visão de que o Evangelho é sobre nossa intimidade com Deus e não sobre nossa comunhão com a ostentação. Cristo não é mais exaltado por ser o provedor de riquezas. Ele é mais exaltado por satisfazer a alma daqueles que se sacrificam pelo Evangelho. Paulo, Pedro, Estevão e tão grande nuvem de testemunhas deram-se ao martírio em nome da eternidade e não em nome da ostentação. Esses réprobos mercadores esqueceram que nosso compromisso é com a Jerusalém celestial e não com as coisas efêmeras desta vida. Simplicidade não é escândalo, nem maldição como quer a nefasta teologia da prosperidade. É urgente resgatar a credibilidade da igreja trocando a jactância pelo verdadeiro testemunho.

O verdadeiro Evangelho não tem nenhuma associação com o mundo de negócios, nem com sucesso de bilheteria.

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 29 de julho de 2014

A IGREJA DO CÁLICE DE OURO


A IGREJA DO CÁLICE DE OURO

 

No livro de Apocalipse capítulo 17 e versículo 4 diz: “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundície da sua prostituição”

O cálice de ouro cheio de abominações, nessa passagem, revela a condição espiritual da igreja apóstata dos últimos dias. É uma igreja atraente, simpática, de sorriso colgate. Nela, as coisas de Deus se mesclam com a satisfação carnal. É um mix só. A igreja do cálice de ouro é a igreja do cristianismo pervertido que ensina aos seus adeptos uma fé fácil e ao mesmo tempo lhes diz que são aceitos por Deus.

O lema da igreja do cálice de ouro é: “Os concorrentes que me perdoem, mas o marketing é fundamental”. Isso significa que a igreja é um negócio. Portanto, deve ser dirigida com a mesma destreza que caracteriza qualquer empreendimento. Nesse contexto, suas atividades são: preço e produto. O preço é a fidelização de seus freqüentadores e o produto consiste em oferecer ao cliente-consumidor-cultuante opções de culto: culto da vitória, culto da quebra das maldições hereditárias, culto da gratidão, culto dos empresários. Só está faltando o culto dos pobres!

A estratégia da igreja do cálice de ouro é: fazer marketing pessoal, muita zoada, criar espetáculo, usar cores, bandeiras, faixas, batucadas. Enfim, encher os olhos dos ouvintes a fim de deixá-los fartos, garantindo, assim, a volta deles no próximo domingão-show. A igreja do cálice de ouro sofre da “Síndrome da Segunda Tentação”. Ou seja, o de se tornar um circo-show e encher os olhos dos ouvintes de novidades.

O culto da igreja do cálice de ouro virou carnaval. Tem de tudo, do xaxado à valsa. Além disso, tem um tal de “forró no pé” dos crentes. Aquele mesmo pé que deve ser guardado quando se vai à casa de Deus (Ec 5:1). Na verdade, o culto é uma adoração a Moloque, o deus de Moabe e a Dagon, o deus filieteu, pois cenas esdrúxulas e expressões corporais destoantes causam surpresa e espanto nos incrédulos que não podiam imaginar que crente era tão bom de “forró no pé”.

Disse um pastor da igreja do cálice de ouro: “Devemos concentrar nossos esforços em ter uma igreja grande no nosso bairro, isso dá mais status. Nessa sofreguidão, doutrinas bíblicas e posições históricas são sacrificadas por métodos pífios e anti-bíblicos, desde que estes dêem certo. O que vale é o pragmatismo de ajuntar gente, de ter uma "igrejona". Desse modo, os líderes da igreja do cálice de ouro cederam à terceira tentação: “Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e disse-lhe: tudo isso te darei se, prostrado,  me adorares”. A resposta “Somente ao Senhor servirás” foi à bancarrota!

Os líderes da Igreja do cálice de ouro são apaixonados por si. São anômalos e sem discernimento. São líderes cheios de rivalidades, narcisistas, vaidosos, arrogantes, plenos de delírio de grandeza. Eles tentam identificar a sua megalomania pessoal com a grandeza do Reino de Deus - “Nossa igreja é linda, a maior da cidade e a mais espiritual” disse um líder da igreja do cálice de ouro.

A igreja do cálice de ouro tem causado um desserviço ao Evangelho. A cruz do calvário foi trocada pelo candelabro de sete braços que é um dos principais e mais difundidos símbolos do judaísmo. A obra redentora de Cristo tem que receber o adendo da quebra de maldições já perdoadas e aniquiladas pelo sangue derramado que nos purifica de todo o pecado. O “cântico novo” de Apocalipse foi substituído por coreografias sensuais e bestializadas.

Os pastores da igreja do cálice de ouro são unânimes em dizer que a igreja precisa de novos rumos e novos propósitos. Precisa-se reinventar a igreja para os tempos modernos. Esquecem os pastores “calicecistas” que o Senhor Jesus já deixou propósitos para a sua igreja. Basta observar Mateus 28:18-20 e Marcos 16:15. Portanto, criar novos rumos e novos propósitos é desviar-se dos traçados pelo Senhor da igreja. Nossa tarefa maior e única não é cristianizar as instituições, mas proclamar o Evangelho que liberta os ímpios do cálice das abominações e imundícies.

Irineu, o primeiro teólogo sistemático da Igreja já afirmava que “O erro nunca vem com todas as suas deformidades, pelo contrário, parece até mais verdadeiro que a verdade”. Que o Senhor nos livre de cair no cálice das abominações da igreja do cálice de ouro!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 19 de julho de 2014

CARTA ABERTA À IGREJA PROFANA


                             CARTA ABERTA À IGREJA PROFANA

 

Minhas condolências, igreja profana!

Igreja profana! Você tem permitido a enxurrada de péssimas músicas para o interior de seus templos. Os belos hinos foram arquivados, lamentavelmente. Predominam em seus templos as músicas da onda: os funks, os blues, os jazzs, os ritmos de rock, de samba, de forró e de caipira, camuflados sob as mancas letras ditas evangélicas. As ovelhas, em sua boa fé, estão sendo ludibriadas da maneira mais triste e cruel. E as novas gerações de crentes de nossas igrejas vão recebendo sobre os ombros esta herança maldita, que é você, igreja profana, sinagoga de Satanás e emissária dele.

Posso garantir-lhe que há um remanescente contra você, igreja profana. Um remanescente que tem olhos e ouvidos para ver e ouvir as suas camuflagens vis. Este remanescente não ficará calado enquanto você continuar iludindo o povo com suas apostasias. Você retornou aos salões de boates e aos auditórios seculares por isso você está em posição de destaque. Porém, enquanto você acariciar os abismos como se fosse o Caminho, não calaremos.

Em seus cultos toda a espiritualidade é sufocada e as glorificações não passam do teto. As pessoas que vão à busca de alimento encontram nada mais que feno e palha. Em vez de admoestar os não nascidos de novo que se iludem, você contribui com a conivência para que continuem enganados e perdidos. A oração e o jejum são para você meras palavras vazias e não mais as poderosas armas do Espírito Santo.

Você, igreja profana, é uma andrajosa mendiga, uma pobre meretriz vendida aos poderosos, pois faz conluio com os governos para angariar-lhes verbas. Você nunca entendeu que a nobreza da igreja provém do céu, sua realeza é a do próprio Rei dos reis, que não aceita o envilecimento e a subserviência.

Você, igreja profana, tolera privilégios em favor dos ricos e ilustres contra os humildes. Em nome dos poderosos você escarnece dos fracos e pisa a fragilidade dos simples. Você se esqueceu que o Senhor Jesus teve sempre especial carinho pelos pequeninos, pelos explorados e deserdados da terra. Não foi de uma elite, de uma casta, de um grupo de nobres que Jesus formou a sua igreja. Ele formou sua igreja de marginalizados, do que havia de mais desprezível na sociedade de seu tempo.

É notório o quanto você minimiza os pecados dos seus mais destacados dizimistas e ofertantes. Você não trata a todos com igual amor e paciência, pois se deixa influenciar pelo status, pela situação econômica, pela posição social. É sua prática premiar o sorriso do fariseu e zombar da circunspecção do homem sincero. Você rasga os estatutos de Deus em favor das infames conveniências do dia-a-dia. Nesse contexto, você perdeu a santidade, a simplicidade, a unção, as brancas vestes, a autenticidade e o caminho da glória do Altíssimo.

Igreja profana! Você tem se curvado ao império da injustiça. A farsa tomou o lugar da verdade. O iníquo é aplaudido porque lhe compra com a impureza do ouro as palavras de apreço. Você, igreja profana, tem perdido o discernimento e permitido que o diabo passe por anjo e os anjos sejam expulsos como se fossem diabos. Por ter descartado o amor, os arrogantes e os prepotentes falam mais alto em suas reuniões e assembléias ordinárias e você não tem força para dizer: “Afasta-te Satanás”.

Igreja profana é triste vê-la acobertar os amancebados dando-lhes cargos eclesiásticos. Você se especializou desgraçadamente no exercício da hipocrisia. Inquieta-me vê-la cega para a luz de Cristo não disciplinando os fornicários, os adúlteros, os fraudulentos, os usurários, os sepulcros caiados que se dizem servos de Deus. Você se esqueceu que a disciplina é a ação mais benevolente que pode ser praticada em relação ao rebanho do Senhor; e quando essa disciplina não é exercida, há uma flagrante desobediência a Deus. Enfim, você se esqueceu que existe o inferno.

Consternadamente, por aqui fico, igreja profana. Lamento você ter posto em leilão a sua consciência. Lamento você ter se prostituído com as leviandades e as imundícies da atualidade. Você, igreja profana, nem de longe, é a igreja que o Senhor Jesus um dia arrebatará. Com o coração ferido oro ao Senhor suplicando-lhe que não permita a continuidade de suas “vitórias” sobre o povo de Deus.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 4 de julho de 2014

LÍDERES CAMALEÕES


                                      LÍDERES CAMALEÕES

 

 

O camaleão é um réptil muito conhecido da família dos lagartos. Um recurso importante, usado pelos camaleões é a mudança de cor. Estamos vivendo a época do “evangelho camaleão”. Pregadores camaleões estão diluindo a mensagem bíblica dando ao Evangelho do Senhor Jesus uma nova “cor” a fim de alcançar resultados. Os líderes camaleões fazem uso do entretenimento como uma ferramenta para o crescimento da igreja. Ou seja, os pregadores camaleões estão a cada dia moldando a igreja ao mundo.

 

Não há, nas Escrituras, nenhuma ênfase sobre o entretenimento. A ênfase é sobre o arrependimento, a fé, a obediência, a extrema vigilância espiritual, e a separação imaculada do mundo.  A Palavra de Deus não faz cócegas em nossos ouvidos; ela inflige nossos ouvidos. Ela os queima. Primeiramente, ela corrige, repreende e traz convicção; depois, ela exorta e encoraja.

O réptil camaleão gosta de viver sobre as árvores. Viver sobre as árvores metaforicamente significa que os pastores camaleões são orgulhosos, buscam holofotes, pompa, glamour, desejam estar no topo e ver o seu nome estampado em gás neon. Esquecem-se esses camaleões que Jesus vem na contramão e diz: “O maior entre vós seja como o menor, e aquele que pastoreia seja como o que serve” (Lc 22:26). O trono de Cristo não foi uma poltrona confortável no centro da plataforma da igreja, mas foi a cruz. Sua coroa não foi de ouro, mas foi de espinhos. Seu palácio foi uma carpintaria e o seu berço foi cercado por moscas e estrumes. O verdadeiro Evangelho não se identifica com pompa nem com glamour!

Os camaleões possuem dois olhos que podem ser movidos independentemente um do outro. Ou seja, eles conseguem mover um olho para um lugar e o outro olho para outro lugar. Assim são os pastores camaleões tentam servir a dois senhores, a Deus e ao diabo. Ora estão no santo, ora estão no profano. Eles têm um olho voltado para o mundo e o outro voltado para o evangelho. Tiago adverte: “Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4:4)

Na sua postura de camaleão, os líderes camaleões dizem que é incômodo alguém entrar em uma igreja sem nunca ter estado lá. Mas, se um crente convidá-lo para se encontrar lá, tomar um vinhozinho, e enturmar-se com a moçada da igreja, o ambiente tornar-se-á menos incômodo. Os líderes camaleões são unânimes em afirmar que se Jesus viesse no nosso tempo ele iria sentar-se com as pessoas no bar, beberia o que eles estivessem bebendo, e ele ficaria feliz com isso. Tamanha blasfêmia!

Os pastores camaleões colocam ênfase na recreação. Por isso, agregado as suas igrejas existe o ginásio poliesportivo são Tiago, a academia são Paulo, a sala de jogos são Pedro, o home theater são Felipe e um ambiente exclusivo para a prática da “ioga para Jesus”. Enfim, existe um sem fim de variedade de atividades sem conexão com o culto a Deus.

Para os pregadores camaleões o papel da igreja não é legislar moral nem ética, e sim, trabalhar pela “koinonia-filosofal” no mundo da diversidade. Na visão desses líderes, o mundo e os deuses da moda é o padrão para a maneira de se vestir do crente. Afinal de contas, dizem eles, as mini-saias, as costas-nuas não são tão ruins. Esquecem esses camaleões que os filhos de Deus não pertencem a si mesmos. Todo o seu ser, corpo e alma, é propriedade adquirida por Jesus Cristo. Portanto, cobrir o corpo é um mandamento das Escrituras. Agostinho pontuou: “Vestes imodestas são piores do que a prostituição, porque esta corrompe a castidade, mas aquelas corrompem a natureza da pessoa”.

Os pastores camaleões negam todo conhecimento santo de Deus. Suas inspirações são diabólicas, pois não procedem de Cristo. Pregam um evangelho meloso, infantilizado, romântico, fantasioso, carregado de ilustrações sentimentais e de fraseologias combinadas com regras antropológicas, emolduradas em tendências liberais. Por isso, eles advogam a tese camaleoa de que Cristo e o Evangelho devem mudar de cara e identidade. O declínio de seus sermões é notório. Se pudéssemos pesar numa balança o conteúdo bíblico de seus sermões pesaria menos que uma agulha. Os seus sermões giram em torno dos temas: “Como elevar sua auto-estima”, “Aceite a si mesmo”, “Como aumentar o seu auto-amor”, “Creia em si mesmo”, “Como reduzir o seu estresse”, “Deus existe para lhe fazer feliz”, “Você é sempre vitorioso”, “Direitos dos gays”, “Direitos da mulher, das crianças, dos animais” e por aí vai. As mensagens que pregam são recheadas de Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Desmond Tutu, Mahatma Gandhi, Dalai Lama, Lair Ribeiro, Augusto Cury, Freud e Carl Jung.  Nada de condenar as iguarias do mundo, nada de atacar o pecado!

Os pregadores camaleões, por serem camaleões, são travestidos de um satanismo disfarçado. Endossam as passeatas gays, o uso das drogas com moderação e o uso de preservativos, pois insistem em afirmar que Cristo nos chamou para a liberdade e o sexo antes do casamento é aceitável.  Ademais, eles chegam às raias da blasfêmia quando defendem o uso de gírias e palavrões na pregação do Evangelho. Usam Bíblias luciferianas como NVI (Nova Versão Internacional), BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje), Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, Bíblia “A mensagem”, de Eugene Peterson, Bíblia Dake, Bíblia Freestyle, de Ariovaldo Jr. Com o intuito de mostra que as suas “ovelhas” são “felizes” as incentivam pular o carnaval sem carne. Na verdade, esses camaleões dirigem o rebanhão das perdições.

 

O camaleão se alimenta, principalmente, de insetos. Para pegar os insetos, ele utiliza um importante recurso: uma língua comprida, elástica e pegajosa. Os pregadores camaleões através de sua língua alongada, elástica e pegajosa ludibriam seus ouvintes. Eles perderam a visão do sacerdócio. Perderam a visão da necessidade de se viver na presença de Deus. Sugam como camaleão a última gota de suas “ovelhas”, conquista-lhes o ouvido e engana-lhes o coração. O negócio é ter “casa cheia”. Conversar com Satanás na hora do culto, contar anedotas, prometer sucesso material, soprar nas pessoas, dizer “revelações” bombásticas faz parte da ordem do dia em suas igrejas.

Os adeptos do “evangelho camaleão” gostam de novidades. Não vivem sem elas, precisam delas. Quanto mais novidade, mais “avivamento” acontece. Não vêem nada demais no rock para Jesus, no forró para Jesus, no samba para Jesus. Fumaça, jogos de luzes, gelo seco, pula-pula e gritarias são sinais de avivamento. A canalhice dos adeptos do “evangelho camaleão” chegou a tal ponto, que os ímpios, estupefatos, afirmam: “É, já não se faz mais crentes como antigamente”.

Finalmente, a membresia das igrejas do “evangelho camaleão” professa sua fé em Cristo Jesus, mas não mostra um resquício sequer de mudança no seu modo de viver.

Deus salve Sua igreja dos líderes camaleões!

Ir. Marcos Pinheiro