sábado, 13 de outubro de 2012

OS PROFETAS-GURUS E SUAS PROFECIAS INVERTEBRADAS


OS PROFETAS-GURUS E SUAS PROFECIAS INVERTEBRADAS

A marca mais significativa da igreja evangélica contemporânea é a ganância. Não são poucas as pessoas dentro das igrejas que se auto-intitulam profetas com o intuito de beneficiar seu bolso. Hoje, todo mundo que sobe no púlpito tem “uma palavra profética”, se arrogam “voz profética”. Infelizmente, o dom de profecia se tornou na boca desses ”profetas-gurus” um tipo de horóscopo com previsões esdrúxulas para a vida dos crentes. As profecias desses gurus são invertebradas, sem cabeça, tronco e membro, tipo minhoca, sem vértebras escriturísticas. São enganações abstratas para comandar e agradar os incautos. A profecia genuinamente bíblica é aquela que é exercida com absoluta integridade e ausência de ganância material. A verdadeira profecia serve para edificar, exortar e consolar (I Co 14:3), no descrente produz convicção (I Co 14:24).

O estratagema dos profetas-gurus é que eles pregam um Jesus terapeuta que não leva o crente a esvaziar-se de si mesmo e encher-se do Espírito Santo. Em suas mensagens nunca é enfatizado a busca por uma vida santa, pois eles têm uma baixa visão de Deus e uma alta visão do homem. Por isso, não vivem em função de Deus, mas do ouro. Em suas “profecias” arrotam somente bênçãos materiais porque querem ser gigantes aos olhos alheios, não aos olhos de Deus. Os profetas-gurus consideram-se “super-homens espirituais”, oráculos sagrados de Jeová. E, o mais grave é que muitos crentes gostam de estar sob a tutela desses falsários e querem diariamente uma “profetada” que lhes agradem para continuarem com suas vidas infrutíferas e uma fé seca tipo bacalhau de armazém.

A profecia autenticamente bíblica é bem definida e não abstrata. As profecias dos profetas-gurus são vagas. Quando estão no púlpito dizem: “Deus me revela que há cinco pessoas aqui com problema de pressão alta e eu profetizo que você receberá a cura nessa noite”. Ora, numa multidão de mil pessoas é claro que há muitas pessoas com esse tipo de problema. Na sua plena pureza, o dom de profecia requer uma ordem de elevadíssima comunhão entre o vaso e o seu fabricante, uma sintonia profunda com Deus. Portanto, o profeta não é um adivinho, mas uma pessoa que diz: ”Vive o Senhor, o que o Senhor me disser, isso falarei”. Aquele que verdadeiramente tem a voz profética não pensa em tornar sua igreja famosa pelos testemunhos escabrosos e profecias invertebradas. O profeta bíblico não é movido a mamon e nem monta esquemas para projetar seu ministério. O desejo do verdadeiro profeta é satisfazer Aquele que o arregimentou.

O profeta-guru é uma companhia inadequada, pois anuncia ao povo de Deus uma falsa esperança (Jr 23:16). Eles são como camaleões, sempre combinam suas mensagens com a necessidade do ouvinte. A igreja desses gurus enganadores é a casa Bete - Áven, casa do mal, pois o espírito de mentira reina em suas profecias preconizadoras. Em suas profecias, os profetas-gurus oferecem muitas e grandes bênçãos de uma ordem mais maravilhosa que a igreja primitiva experimentou. Esses embusteiros só pensam no cristianismo em termos de sensações. Alguns quando profetizam dão evasão a gritos histéricos e exclamações bizarras. Outros começam com a voz embargada em seguida produz um choro plástico para levar seu público à excitação emocional.

Os profetas-gurus vivem de fazer campanhas atraentes em suas igrejas para lotar os bancos e conduzir a membresia a uma espiritualidade vazia. Esses réprobos se colocam em elevados pedestais e, na arrogância de pavão consideram-se acima de suas “ovelhas” chegando a ser adorado por elas como o próprio Deus. Na verdade, os profetas-gurus tornam seus ouvintes duas vezes mais filhos do inferno do que eles mesmos.

O profeta bíblico é ético, não cobiçoso e temente a Deus. Precisamos de profetas que não façam estardalhaço em torno de Jesus, que não olhem para o próprio umbigo, mas seja cheio de Cristo. O Cristo com olhos como chama de fogo, uma voz como o som de muitas águas, uma boca afiada como espada de dois gumes e uma face como o sol. Desse modo, as profecias não serão invertebradas!

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 25 de setembro de 2012

IGREJAS ESPLENDOROSAS


                                      IGREJAS ESPLENDOROSAS

Pastor de paletó e gravata, musicistas perfilados, púlpito de madeira ou de vidro, microfone do último tipo e projetor podem resultar numa pregação poderosa ou num espetáculo. Vivemos tempos das igrejas “esplendorosas” em que os homens estão reimaginando a Bíblia. Para muitos líderes a Bíblia não é mais a voz de Deus vinda do céu, pois foi redescoberta como um produto humano. Enfim, a Palavra de Deus tem assumido um papel diferente no meio evangélico através dos líderes “esplendorosos”. Na verdade, muitas coisas têm sido feitas em nome de Deus com as quais Deus não gostaria nem um pouco de estar envolvido. A conseqüência disso é que o Evangelho tem sofrido abusos através de sermões pragmáticos, aguados, estrambóticos e moderninhos.

Os líderes “esplendorosos” precisam entender que cada palavra em cada sentença da Bíblia é inspirada por Deus, possui autoridade, é digna de confiança, é verdade, é útil e contribui para nossa paz e alegria em Deus. Clemente de Roma descreveu as Sagradas Escrituras como a “Verdadeira expressão do Espírito Santo”. Policarpo as chamou de “Oráculos do Senhor”. Irineu afirmou que os autores bíblicos “Eram incapazes de uma declaração falsa”. Orígenes declarou: “Os volumes sagrados são plenamente inspirados pelo Espírito Santo, e não há passagem, na Lei, no Evangelho ou nos escritos de um apóstolo, que não proceda da fonte inspiradora da vontade divina”. Agostinho disse: “Aprendi a atribuir àqueles Livros que possuem o predicado de serem canônicos, e apenas a eles, tal reverência e honra que creio firmemente que nem um único erro devido ao autor pode ser encontrado neles”. Palavra de Deus é santa e inerrante! Calem-se todos diante dela.

As ilustrações das mensagens dos líderes esplendorosos são tiradas de Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, Desmond Tutu, Leonardo Boff Lair Ribeiro, Augusto Cury. Por isso a bandeira levantada por eles é: “Precisamos lutar contra a opressão, dar fim à pobreza, criar o céu na terra e levantar a auto-estima dos homens”. Esses líderes não acreditam em separação entre o sagrado e o profano, e a doutrina atrapalha a ocorrência de um relacionamento interativo com Jesus. Para os “esplendorosos” pastores, a maleabilidade de doutrina é boa, por que mostra que não é necessário absolutizar nada. A doutrina deve mudar de uma época para outra. Nesse contexto, o nudismo, o desfile de moda, a exibição do corpo são tão grandes nas igrejas “esplendorosas” que se tornaram como altares para a igreja. Além do sermão ególatra do tipo “Como alcançar seu potencial”, uma coreografia extravagante com jovens de camiseta e calça de lycra é exibida sem o menor pudor. Parece que todos se esqueceram da exortação de Paulo: “Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:8)

Conversão para os pastores “esplendorosos” consiste em levantar a mão, ir à frente, “repetir a oração rapidinha do pecador” e preencher uma ficha. Isso tem gerado uma geração de homens e mulheres que não querem ser igreja, querem apenas ir à igreja. A fim de agradar o rebanhão enfatizam sempre: “Você é livre em Cristo, viva como se fosse livre e abandone as regras. Siga a corrente, acomode-se à cultura. A graça de Deus é amplíssima e inclusiva, viva como quiser”. Na verdade, esses pastores são homens cegos que tocam um elefante sem saber se o que está apalpando é a tromba, a cauda ou a orelha. Confundem liberdade em Cristo com libertinagem! Em Gálatas 5:12,18 Paulo exorta: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis da liberdade para dar ocasião à carne, andai no espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”.

Nas igrejas “esplendorosas” o culto é eufórico com muito pula-pula e rodopios. O ambiente é plástico, borrachudo e de uma alegria forçada pela manipulação: “Olhe para o seu irmão ao lado e diga-lhe que o ama”. A fé é repintada constantemente para acompanhar o ritmo de uma cultura em constante mutação. A simplicidade do Evangelho não as atrai. A Palavra de Deus é subordinada à cultura secular. Quem manda é a cultura secular. Para os pastores das igrejas “esplendorosas” Deus é claramente mais misterioso do que onipotente, santo e justo, por isso o Evangelho se tornou uma mensagem de inclusão e não uma mensagem sobre pecado, arrependimento, justificação e misericórdia imerecida.

As igrejas “esplendorosas” por estarem insatisfeitas com os métodos e meios ordenados por Deus, inventam e usam uma interminável corrente de inovações, astúcias, truques, malabarismos e estratagemas humanos. Elas empregam formas mundanas de música, apresentações de entretenimento, realizam gincanas e rifas. Seus pastores só olham para o próprio umbigo, ou seja, não têm nenhum outro propósito que não seja o crescimento de seu patrimônio material. Nesse contexto, na igreja “esplendorosa” vedem-se tudo: do café gourmet a CDs. Do pirulito da Mônica a ingresso para show de humor. Enfim, as “esplendorosas” igrejas jogaram fora a antiga ênfase na pregação do Evangelho deixada pela Reforma Protestante substituído-a por manipuladas e múltiplas abordagens carnais e mundanas. Que o Senhor tenha piedade das igrejas “esplendorosas”!

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 9 de setembro de 2012

PASTORES FORMIDÁVEIS


                                     PASTORES FORMIDÁVEIS

As pessoas hoje estão ouvindo um evangelho modificado, enfraquecido. Líderes estão fazendo a fusão de Cristo e o mundo, é o evangelho flex: Deus e o mundanismo, coligados. Portanto, o rebanho é conduzido a um estilo de vida medíocre. Para muitas “ovelhas” esses líderes são “pastores formidáveis”, pois promovem teatros, showbusiness, coreografias, jograis e divertimento como uma alternativa para o desafio direto da proclamação da Palavra de Deus. Na visão dos “pastores formidáveis”, o público do século 21 quer grupo de rock, conveniência e informalidade. Portanto, é preciso condescender com os desejos da carne dos profanos para dar-lhes exatamente aquilo que eles gostam: hip-hop “cristão” e letras rap unidos à doutrina da graça.

Os “pastores formidáveis” não hesitam em passar por cima da consciência cristã, aconselhando seus seguidores a tornarem-se amigos do mundo. A mocidade é incentivada a sentir, sobre o corpo, o mesmo impacto da música rítmica que experimentaria num show mundano de música pop, inclusive, com o mesmo jogo de iluminação e atmosfera libidinosa. Nesse contexto, Deus está cheio de sorrisos e sempre pronto para dar a vitória e abençoar, independente de como se vive. “Arrependimento” não se fala mais, é algo descartado. Esquecem esses “formidáveis pastores” que o Evangelho ensina consagração, reverência, obediência e separação do mundo.

Os métodos de evangelização usados pelos “pastores formidáveis” para atrair multidões tais como teatros e filmes são madeira, feno e palha. Teatros, dramas e filmes proporcionam um arrependimento “diet”, uma profissão de fé rasa e ilusória. Na realidade, o teatro, o drama e os filmes são formas sutis de manipulação emocional através das múltiplas personagens e não um apelo verdadeiro à mente (Rm 12:1). O teatro distorce a verdade do Evangelho obscurecendo a mensagem central, pois conduz desde o princípio as pessoas ao terreno da irrealidade. O teatro usado como evangelização é a metodologia diet do tipo “pega leve”, “evite a ofensa da cruz”, “agrade a todos”. Toda a evangelização do Novo Testamento foi através da pregação da Palavra. O mundo da época era repleto de arte dramática, folclore e simbolismo cultural, mas os mensageiros da cruz foram indiferentes a tudo isso. A igreja primitiva através da proclamação da Palavra por meio de palavras virou o mundo de cabeça para baixo. Em Romanos 10:14 não está escrito: “Como ouvirão se não há um ator? uma coreografia? um jogral? A comunicação do evangelho deve ser com palavras dirigidas à mente, nunca através de comédias, dramas ou cenas teatrais.

No drama, a solidariedade fica acima do entendimento espiritual. Somente a pregação direta sem truques teatrais persuade a mente livre do pecador. O drama, o filme, o teatro leva o espectador a um transe emocional por algo que se move a nível carnal resultando numa adesão, e não numa conversão.

Em época de eleição, os “pastores formidáveis” cedem o seu “formidável púlpito” aos candidatos em troca de benesses. Esses líderes estão fazendo a igreja perder a visão para a qual foi chamada. A igreja foi chamada para proclamar o arrependimento, a santidade e o escândalo da cruz, nunca para fazer propaganda de candidatos à política. Aliás, os crentes da igreja primitiva sem nenhum vínculo com a política da época, contagiaram os de fora somente exalando o perfume de Cristo, e anunciando todo o Conselho do Senhor. Precisamos imitá-los!

Muitos desses “pastores formidáveis” para engordar ainda mais sua conta bancária candidatam-se a cargos políticos alegando que a igreja precisa de representantes evangélicos no poder público. A igreja nunca precisou e nunca vai precisar de representantes no Congresso para realizar sua função. Querer atribuir a função da igreja a um parlamentar crente é desconhecer a missão da igreja de Cristo. A igreja tem que influenciar a sociedade, e isto não se fará através de leis, mas através da genuína pregação do Evangelho. Querer fazer leis com princípios cristãos objetivando melhorar as condições moral e ética do País é reconhecer a ineficácia do poder do Evangelho. Ademais, a função de transformar homens ímpios e perdidos em homens tementes a Deus não é de parlamentar ou governante algum, mas, sim, da igreja. Não precisamos de um vereador evangélico, nem de um deputado, nem de um senador, nem de um presidente. Estado é Estado, igreja é igreja. O problema do homem não é político, é pecado. Não será um político que trará a Bem-Aventurança, mas o colocar-se sob o Senhorio de Deus e anunciar Cristo crucificado e ressuscitado. A Bíblia não diz: “Feliz a nação cujo governante é crente”, mas diz: “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor”

Não devemos nos preocupar em sermos taxados de radical, legalista ou quadrado. A defesa da sã doutrina deve permanecer nos nossos corações. Os “pastores formidáveis” querem transformar o Evangelho que é o Pão da Vida numa espécie de farinha de rosca mofada que não serva para nada.

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PASTORES CATEDRAIS


PASTORES CATEDRAIS


É notório o número de igrejas evangélicas que vem absorvendo a forma do mundo. Na verdade, a igreja evangélica tem se organizado e vivido como mais uma instituição moderna no mundo. Atualmente as atividades eclesiásticas não são procuradas por pessoas que desejam ter uma vida modesta, mas por pessoas ambiciosas que enxergam no ministério uma forma de enriquecimento financeiro. Hoje, o pastor é avaliado pela sua capacidade de levantar dinheiro através da enganação e esfoliação de suas ovelhas e não pelas vidas que são transformadas pela pregação do Evangelho. As igrejas tem se transformado em empresas lucrativas, pois a visão está no lucro, no mamon e, as ovelhas ludibriadas, se comportam como clientes de produtos religiosos. A igreja do Senhor Jesus Cristo é edificada por Ele mesmo para a glorificação de Deus Pai, libertação dos cativos e pregação do Evangelho para arrependimento e salvação eterna de todo aquele que crê. Sua missão é prover meios de adoração ao Senhor e anunciar a salvação. Portanto, a igreja não depende de nenhum modelo empresarial.

Atualmente há um desejo exacerbado de se fazer igrejas suntuosas. Parece que para cultuar a Deus é necessário muita tecnologia e luxo. Na visão de muitos pastores, igreja bem sucedida se mede pelo prédio e pelo número de pessoas que comparecem ao culto aos domingos. Neste contexto, esses homens mergulham de cabeça no evangelho quantitativo e de interesse pessoal onde o aparato dos templos ocupa suas mentes corrompidas. Esses réprobos pastores estão tão preocupados com cimento, ferro, pedra, areia, granito, porcelanato, poltronas e vitrais que não fortalece a ovelha fraca, não cuidam da doente e nem vai à busca da perdida. As ovelhas necessitadas foram esquecidas e trocadas pelo luxo, pelo conforto, pela aparelhagem e pelo glamour dos templos. A visão mercenária desses homens é tão forte que para eles é insensato deixar noventa e nove ovelhas no aprisco e sair para buscar apenas uma. Esquecem esses mercenários que o verdadeiro pastor se entrega e se gaste em benefício das ovelhas de Cristo.

Com diploma de “teólogo” obtido em faculdades teológicas de fundo de quintal, os pastores das catedrais suntuosas têm habilidades suficientes para exercer a direção de uma grande empresa secular, nunca para exercer o pastorado de uma igreja. Eles constroem seus mega-templos não para que o Senhor seja glorificado e vidas sejam transformadas, mas para exercerem influência, ter poder sobre as pessoas, se gabarem e viverem nababesca. A biblicidade em suas pregações é ínfima. Pregam um evangelho aguado, uma graça barata, uma doutrina pervertida levando as pessoas a crerem que podem ir para o céu sem santidade. Colocam a obediência como opção ao invés de requisito. Os “pastores catedrais” são homens desengonçados e desconhecedores da Teologia Bíblica, ensinando o que não sabem, atropelando o Novo Testamento com um Antigo Testamento descontextualizado. Inventaram uma tal de quebra de maldições hereditárias negando a suficiência do sangue de Cristo derramado na cruz do calvário.

Na época de Jesus uma multidão de pessoas circulava pelo templo de Jerusalém, mas não percebiam a blasfêmia do livre comércio estabelecido na porta do templo. Hoje não é diferente. Os mega-templos são verdadeiros Shoppings Centers. Vende-se de tudo: CDs, revistas, ingressos, rifas, camisas, bijuterias, comidas. E, a justificativa dos “teólogos de fundo de quintal” é que os tempos mudaram. Os mega-templos tem sido um ambiente perfeito para desabrochar a ambição e o oportunismo. Estão sempre cheios de cantores idólatras de si mesmos que venderam suas almas ao principado deste século de glamour e ovações. Os sermões dos “pastores catedrais” sempre em tom positivo se juntam ao louvor insosso, sem expressão e infantilizado dos cantores-astros. Essa é a estratégia de Satanás para ganhar a igreja.

Uma técnica dos “pastores catedrais” para encher seus templos faraônicos são as campanhas anunciadas pirotecnicamente do tipo “Destruindo muralhas”, “Afiançados para vencer”, “Sete passos para o sucesso”, “Mapeamento espiritual”. Quando indagados sobre tais campanhas dizem que são estratégias de Deus para ganhar o mundo. Na verdade, essas campanhas são estratégias do maligno para manter o povo que já está no caminho do fogo eterno no analfabetismo bíblico.

No intuito de perpetuar o patrimônio construído, os “pastores catedrais” investem em suas respectivas esposas atribuindo-lhes títulos antibíblicos de pastoras e bispas. Na verdade, esses títulos é uma medida preventiva para assegurar as finanças acumuladas em suas contas bancárias surripiadas de suas ovelhas. Caso haja uma eventual tragédia que possa culminar na morte do “pastor catedral”, o risco de transferência de suas fortunas para outrem está eliminado.

É urgente restaurar o verdadeiro sentido de igreja. Precisamos de uma Nova Reforma Protestante no interior das consciências para que a igreja seja o que o Senhor planejou para ela: comunidade amorosa de verdadeiros servos e servas cheios do Espírito Santo.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 11 de agosto de 2012

O DEUS ADOCICADO


                                              O DEUS ADOCICADO

A igreja moderna sob a pressão das filosofias seculares e modismos, tem saído do padrão das Escrituras. Muitas igrejas estão repletas de truques, invenções e técnicas de marketing onde o Evangelho perdeu sua profundidade, a fé virou atividade recreacional e Deus passou a ser um adoçante para a alma humana. As mensagens são sempre do tipo “como chegar a uma visão elevada de si mesmo”, “como adquirir um senso de valor pessoal”, “como sentir-se bem sobre si mesmo”. Na verdade, Deus é melífluo, adocicado, pois existe para fazer as pessoas felizes, nunca para lhes dizer como viver. Neste contexto, o coral é doce, a banda é doce, a mensagem é doce, o culto é doce, a adoração é doce, o pastor é uma doçura!

Os seguidores do Deus adocicado pregam uma “crença fácil” que permite às pessoas experimentarem uma alegria do tipo “viagem de drogas”, mas não uma alegria profunda e duradoura, proveniente da séria obediência aos mandamentos de Cristo. A bandeira da “crença fácil” é “seja feliz e abençoado”. A “crença fácil” leva as pessoas a dizerem: “Quero Cristo e meu orgulho”, “Quero Cristo e as minhas trapaças”, “Quero Cristo e minhas relações ilícitas”, “Quero Cristo e minhas mentiras”, “Quero Cristo e meu materialismo”, “Quero Cristo e meu pecado”. À luz do Novo Testamento a “crença fácil” é inadequada. Deus nos chama a uma vida santa útil, correta e dedicada ao Senhor. A vida de um crente verdadeiro nunca é descrita como uma existência fácil na qual se pode fazer o que bem entende.

Os líderes do Deus adocicado usam uma máscara de piedade. Eles querem ser um doce para com todos. Por isso, quando falam de piedade referem-se a um sentimentalismo insensato que justifica o pecado. Eles baixam o nível do padrão de justiça e aprovam os padrões do mundo. Aceitam a ética e a conduta mundana. Não ensinam a autonegação. Tratam o pecado com melifluidade. Nunca dizem às pessoas que elas estão perdidas sem Jesus. Isso produz um rebanhão que não vive uma vida piedosa para oferecer uma definição honesta de Cristianismo. Ora, Jesus nunca se preocupou em ser doce. Jesus passou a ser rejeitado e odiado no início de seu ministério. Ele disse aos fariseus e à multidão: “Vou lhes avisar logo de início que existe um preço a ser pago para que vivam no meu reino; não pensem que terão tronos, glória, coroas, fama, prestígio, popularidade, aceitação, o amor, o elogio e a exaltação de todos; se viverem para o meu reino, sofrerão”. Os fariseus se retiraram e logo conspiraram com os herodianos, contra Ele, em como lhe tirariam a vida. Quando você está disposto a perder a si mesmo por Cristo, então você ganha. Os líderes do Deus adocicado não ensinam essa verdade simples e profunda.

Os pastores do Deus adocicado tratam a verdade bíblica superficialmente. Desviaram-se da simplicidade que há em Cristo. Ludibriam o povo apelando para todos os tipos de novidade. São fascinados pelo extravagante e mestres da “coisa nova”. Através de sermões manipuladores e malabaristas, conseguem desviar os olhos das pessoas de Cristo para eles mesmos ao declararem que têm uma “tremenda força espiritual” e “oração forte” capaz de desafiar Satanás. Nem mesmo o poderoso Arcanjo Miguel ousou pronunciar juízo de maldição contra o diabo como fazem esses líderes do Deus adocicado (Judas 9).

A verdade é que aqueles que têm pregado o Deus adocicado têm levado muitos a buscarem experiências fantasmagóricas, as quais têm conduzido a um pseudo-cristianismo, com aparência de espiritualidade, e sem a menor fundamentação escriturística. A fim de tornar o ambiente cúltico adocicado os pastores do Deus melífluo declaram que já foram ao céu, conversam com anjos diariamente e têm visões místicas. Um ostensivo ocultismo prevalece nos cultos de suas igrejas. Há um clamor para que anjos se façam presentes. Os “videntes” vêem “anjos” sapateando na plataforma e passeando nos corredores da igreja. Os cabalistas vêem “serafins” voando sobre a cabeça dos obreiros e o pai-apóstolo dá ordens a Miguel e a Gabriel semelhante a alguém que manda o seu cachorro pegar um osso. A igreja numa gritaria histérica entra em catarse. Os anjos do Senhor não são funcionários de homens, eles não agem através de ordens humanas. Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento os homens não são exortados a invocarem anjos, mas, sim, ao Senhor. O apóstolo Paulo exorta dizendo: “Ninguém vos engane a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto aos anjos, baseando-se em visões, estando debalde inchado na sua carnal compreensão” (Cl 2:18).

Satanás cegou o entendimento desses líderes conduzindo-os à infidelidade contra Deus. Todos esses pastores são discípulos de Simão, o mágico; estão em fel de amargura e em laço de iniqüidade, por isso receberão a devida condenação, pois trocaram o Deus verdadeiro pelo Deus adocicado.

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 30 de julho de 2012

PROFANAÇÃO DO SANTO EVANGELHO


                              PROFANAÇÃO DO SANTO EVANGELHO

Existe atualmente um evangelho que tem desenvolvido uma série de ensinos que suavizam as arestas e os ângulos mais profundos do verdadeiro Evangelho de Cristo. Tais ensinos são tão cômodos, fáceis, lhanos e populares que se adéquam perfeitamente àqueles que têm aversão ao mandamento de negar-se a si mesmo, e especialmente aos que adoram os prazeres carnais desta vida. O Senhor Jesus nos advertiu contra tais ensinos, posto que o Evangelho verdadeiro, haveria de ser, segundo Ele nos ensina, um caminho árduo e, sem dúvida, muito oposto à aceitação popular – “Porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida” (Mat 7:14).

Uma das mais suspeitosas qualidades deste evangelho profano de hoje é sua inconsistência bíblica. Ele ensina que os crentes serão salvos indiferentemente de como vivam. É uma salvação sem custos, ou seja, não faça nada e ganhe tudo. É o “evangelho bonachão”, é o “evangelho da boa vida”, é o “evangelho de bônus e brindes” é o evangelho largo, espaçoso, porém biblicamente condenatório, pois conduz à perdição de acordo com Mateus 7:13. O Evangelho de Cristo é o da cruz, do arrependimento, do nascer de novo, da renúncia. A Bíblia ensina, e também nos ensinaram Martinho Lutero e a Reforma, que somos salvos por Deus somente pela fé em Cristo. Porém, a fé bíblica demanda e produz uma mudança custosa e radical na vida do crente. Sua essência é uma entrega total a Cristo: “Quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim” (Mat 10:38). O gêmeo siamês desta verdade é o arrependimento: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mat 3:8).

O desenvolvimento do evangelho profano é o chamado evangelho das riquezas. Este evangelho ensina que, devido Deus amar a seus filhos, não é de Sua vontade que eles sejam pobres. Neste contexto, todos os crentes poderiam ser ricos, se tão somente pudessem crer que é assim que Deus quer, devendo, portanto, reivindicar suas promessas e decretar “vou enriquecer”. Na verdade, isto é confissão positiva oriunda das religiões pagãs. São os ocultistas que praticam o decretar, que é a repetição de confissões positivas para “criar” aquilo que é falado. Portanto, quem fica decretando está em pé de igualdade com os ocultistas. É também prática do evangelho profano promover shows, espetáculos e campanhas para escravizar as pessoas induzindo-as a fazerem “ofertas de sacrifícios” senão Deus não abençoa. A casa de Deus é transformada em casa de negócio onde se faz comercial de CDs e bugigangas judaizantes ceifando sem dó os bolsos da membresia.

É comum os profanadores do Santo Evangelho, levar o povo para os montes. Lá prometem ao povo “maravilhas” ocultistas, dão ordens ao Senhor, declaram, decretam, determinam, sopram nas pessoas, fazem lavagem cerebral e praticam atos de feitiçaria: oram por água, oram por fotografias, ungem objetos com “óleo consagrado”. Num ato de magia, os profanadores ungem as pessoas com óleo como se o óleo tivesse poder curador. De acordo com Tiago 5:14 e 15 o poder curador está na oração e não no óleo. O óleo não é mágico, óleo é óleo e não cura. Não há poder espiritual no óleo. Não podemos ver o óleo como sagrado; por si só, o óleo não opera milagres. O Senhor é quem cura em resposta à oração. Os profanadores são “cultuadores de óleo”. O profanador, antes de iniciar a sua pregação, unge a si próprio com óleo a fim de passar para o povo a idéia de que está se santificando. Ora, de acordo com a Bíblia quem nos santifica é somente o nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Portanto, quem usa óleo com a finalidade de santificar-se, estar negando o sacrifício de Jesus.

Os profanadores do Santo Evangelho dão boas vindas às músicas profanas na igreja do Senhor manchando-lhe as vestes. Os sambas, os axés, os funks, os raps, os blues, os jazz, os ritmos caipiras penetraram sorrateiramente no corpo de Cristo sufocando-lhe sua espiritualidade e soterrando uma a uma as glorificações que se faziam ouvir. Estes ritmos são esgotos de Satanás, são como papa azeda que ficou fora da geladeira, servindo apenas para ser jogada no lixo. É preciso uma tomada de posição em favor da despoluição das igrejas no terreno musical. O lugar das músicas profanas é nos palcos, nos auditórios seculares, nas boates e salões de bailes, mas nunca, nunca e nunca nos templos onde se devem ouvir límpidos cânticos espirituais e harmonias solenes e inspiradoras ao louvor de Deus, na beleza de Sua santidade. Não adianta dizer que não existe música profana. Só quem está com sua mente cauterizada não consegue distinguir o santo do profano.

Nossa oração é que haja pronunciamento, claro e firme, da parte de todos os crentes zelosos, frontalmente contrários a essas distorções maléficas e malignas. Estejamos engajados no padrão do Santo Evangelho, no modelo que o Espírito Santo ditou, e não no modelo dos profanadores.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 20 de julho de 2012

CUIDADO: PROFETAS PEÇONHENTOS


CUIDADO: PROFETAS PEÇONHENTOS

A igreja emergente tem fechado os olhos para o pecado. A nova geração de “filhos de Deus” tornou-se mais relaxada do que os ímpios. O Evangelho na boca de muitos líderes ficou tão devasso que eles já não têm coragem de condenar o divórcio, o aborto, o casamento gay, a fornicação, o ficar, as vestimentas indecorosas. O que fazem é encher as mentes dos incautos com todo tipo de embaraço travestido de pregação bíblica.

Profetas peçonhentos estão crescendo assustadoramente. O Espírito Santo está sendo blasfemado na história da igreja como jamais visto. Os peçonhentos profetas fazem da igreja um jardim zoológico onde o louvor a Deus é feito com berros, grunhidos, rugidos, latidos e transe hipnótico. Tudo regido ao som da música rock, funk, samba, forró e axé. No culto, Satanás é a figura central. A manipulação prevalece: “Repita comigo: satanás você é um derrotado”, “Repita comigo: demônios, Jesus é maior”. É de se admirar declarações deste naipe no culto. É obra do diabo colocar Jesus em outro lugar que não seja o primeiro. No intuito de anestesiar os ouvintes, os peçonhentos fazem “revelações bombásticas”, jogam o paletó sobre as pessoas, unge-as com “óleo consagrado” e sopram sobre elas provocando um frenesi coletivo. Na verdade, trata-se de outro Evangelho, de outro poder que não é o do alto é o poder de baixo.

O Evangelho pregado pelos profetas malévolos é triunfalista. Pregam curas, sinais e maravilha$. Ludibriam os ouvintes prometendo riquezas e sucesso. Basta os crentes sonhar os sonhos de Deus que andarão nas nuvens, sem aflições e sem dor. Seus sermões sempre são baseados em textos do Antigo Testamento porque no Novo Testamento não encontram apoio para as suas enganações e quinquilharias. Quase nunca esses enganadores falam de julgamento final, inferno, condenação eterna. Chamam o pecado de erro o qual é cometido por causa de algum problema psicológico. Esses peçonhentos se esqueceram que o Evangelho não é um chamado à felicidade nem à prosperidade. É um chamado para andar com Deus, tomando a cruz e renunciando o pecado.

Os peçonhentos profetas se aprazem em ver a igreja lotada de analfabetos bíblicos que não analisam e nem questionam o que eles pregam. A fim de não perder o salário gordo que recebem e manter suas mansões e jatinhos, esses falsários agradam a platéia com mensagens adocicadas. Ora, sermões que agradam os pecadores jamais os salvam e os santificam.

A igreja dos venenosos profetas é constituída como capitanias hereditárias. A igreja é da família, é uma herança financeira para os filhos. Sem bases neotestamentárias o malevolente profeta se declara apóstolo e à sua esposa ele impõe o título de bispa. Na verdade, esses réprobos estão intoxicados de vontades pessoais e só vêem a si mesmos. Para eles o ministério só quer dizer comida na mesa. Querem segurança somente para si e para os seus e estão mais interessados no que entra na mesa do que entra no coração das pessoas. São condescendentes com o indecoro, pois permitem a moçada desfilarem na igreja com suas mini-saias, costas nuas, blusas de mangas cavadas, shorts, calças expondo o “umbiguinho evangélico” e pinturas jezabelescas. Na doutrina que expõem não há repreensão nem correção, pois estão consumidos pelas coisas que lhes trazem conforto. São cheios de si e Cristo ocupa a periferia de suas vidas, se é que ocupa.

Estamos vivendo a proximidade dos tempos finais. Movimentos heréticos surgem diariamente. Portanto, é urgente que as palavras e os ensinos de Jesus estejam ativos em nossos corações. Ao servo Timóteo, a quem admoesta a defender a pureza do Evangelho, Paulo diz “Mas, o espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm 4:1). E acrescenta: “Destes afasta-te” (II Tm 3:5). Fujamos das novidades e “grifes evangélica” de cada dia, fujamos das obras dos peçonhentos que “redescobrem” diariamente o Evangelho que nunca se viu em dois mil anos de cristianismo. Fiquemos, pois, na posição da Palavra de Deus contra todas as idéias dos que jazem em trevas! Meditemos no que Spurgeon disse de Bunyan: “Fure-o em qualquer parte; e você verá que seu sangue é bíblico, a própria essência da Bíblia flui dele, pois sua alma está cheia da Palavra de Deus”

Ir. Marcos Pinheiro