sábado, 16 de novembro de 2013

CASA CHEIA: A PÍLULA AUTOMÁTICA DA IGREJA MODERNA


           CASA CHEIA: A PÍLULA AUTOMÁTICA DA IGREJA MODERNA

Estamos vivendo a época dos pregadores da “casa cheia”. “Olhe para o seu irmão ao lado e diga...”, “Repita comigo...”, “Ei ! psiu! olhem pra mim”, “Quem pode dizer um amém”, “Quem quer receber uma bênção de Deus hoje, levante a mão”. “Ergam as mãos e digam: Satanás você está derrotado”. São os chavões da manipulação, da mediocridade, da superficialidade que impera na igreja moderna. Na verdade, esses chavões é o rosário da igreja evangélica. O âmago da igreja atual não é a comunhão nem a adoração, mas a festividade vazia. Isso lota igreja. No intuito de aumentar o número de espectadores em suas igrejas, os pregadores da pílula automática – casa cheia são manipuladores. Fazem de tudo. Usam técnicas mentais do paganismo e campanhas cabalísticas do tipo: “40 dias de atos proféticos”, “40 dias de danças proféticas”, “7 semanas da restituição”, “7 dias de incubação de bênçãos”, “40 dias de jejuns com propósitos”, e por aí vai. Na verdade, os pregadores da pílula automática – casa cheia tentam transformar o cristianismo numa religião pagã. Nesse contexto, a teologia fundamentalista foi à bancarrota e o Evangelho orientado para resultados imediatos está em alta.

 

A fim de manter a “casa cheia” os pastores manipuladores apresentam a excelência do Evangelho de uma forma que não é nada excelente. Negam que a obediência a Cristo traz desconforto. Sabem que há um tesouro no céu, mas esquecem que ele pertence àquele que toma a sua cruz na terra. Encarnando o modelo ministerial profissional, os pastores manipuladores da casa cheia, usam a Bíblia como acessório, opõem-se à doutrina apostólica e excluem  aqueles que não concordam com o seu ego pretensioso. Os pastores da pílula automática – casa cheia, de vez em quando, entram em crise de grosseria e estupidez à semelhança de Nebal, marido de Abigail. E, quase sempre se comportam como os filhos de Zebedeu que queriam fogo do céu para matar os oponentes.

 

 

Os manipuladores da “casa cheia” apropriam-se indevidamente das promessas de Deus escritas exclusivamente para os judeus. Usam II Crônicas 7:14 para dizer que a promessa de “sarar a terra” diz respeito à restituição de bens materiais que o Senhor fará para a sua igreja no tempo do fim. A promessa de restauração material é exclusivamente para a nação de Israel. Usam Joel 2:25 para ensinar a heresia de que “tudo o que nos foi roubado pelo diabo, estará sendo restituído por Deus”. O próprio versículo explica que o exército de gafanhotos não foi enviado pelo diabo, mas por Deus com o intuito de disciplinar o seu povo. Ademais, o profeta conclama o povo ao arrependimento e não a um pedido de restituição.

 

Os pregadores da pílula automática – casa cheia para manter a “casa cheia” e, obter êxitos nos seus sonhos pessoais, fazem associações com políticos, governo Federal, governo Estadual, governo Municipal e até com babalorixá. Na intenção de iludir cada vez mais seus seguidores cegos, promovem o mito quando afirmam que Deus tira as riquezas dos ímpios e dá aos crentes. Ora, Deus seria extremamente injusto se tirasse as riquezas de um ímpio, que trabalhou com honestidade, para dar ao crente. Por outro lado, se as riquezas do ímpio foram adquiridas através da desonestidade e Deus as desse ao crente, Ele seria conivente com o pecado da desonestidade.

 

O culto da “casa cheia” é influenciado por uma cultura pop onde prevalece a diversão, a auto-satisfação individual e o apaziguamento dos corações pecaminosos. A coreografia virou moda na “casa cheia”. Muita movimentação corporal, dança do ventre com a exuberância de umbigos perfurados com piercings. A dimensão do culto na “casa cheia” é horizontal, por isso os ouvintes são mimados com bombons na forma de filmes religiosos e peças teatrais. Todos assistem a enganação aplaudindo e louvando com assobios a exibição dos artistas “espirituais”. Enfim, o culto da “casa cheia” é uma enrolação só, pois o foco não é Deus nem a sua Palavra, mas a satisfação do ego humano. As pessoas sentem-se bem, fazem uma catarse, mas não são transformadas. A “casa cheia” gera convencidos e não convertidos. Aliena e produz uma vida vazia e artificial. O verdadeiro culto produz consagração e serviço: “Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6: 8).

 

Que Deus nos ajude a termos a glorificação de Cristo como alvo e a Palavra de Deus como suporte para vivermos santamente e longe da enganação da pílula automática da igreja moderna.

 

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A ERA DOS LÍDERES ARROGANTES


                          A ERA DOS LÍDERES ARROGANTES

 

Estamos vivendo a era dos líderes arrogantes. O diabo tem levantado “pastores” soberbos para alardearem um Cristo destronado onde as glórias do Senhor são transferidas para eles. “Pastores” há que vivem para seu próprio engrandecimento. Anelam ser o proeminente, o super-estrela. Os “pastores” arrogantes sempre se apresentam diante de Deus reivindicando. Nunca pedem, sempre reivindicam. O Evangelho da graça nos ensina que não temos direito de reivindicar nada, pois tudo o que recebemos das mãos de Deus é resultado de sua amorosa e maravilhosa graça. Esses presunçosos perderam a visão do Evangelho da graça.

 

O culto dirigido pelos “pastores” arrogantes tem como centro as riquezas desse mundo. Na boca desses réprobos, Cristo virou moeda de troca. Cristo é vendido como um deus mercenário a satisfazer nossos caprichos se lhe damos em troca dízimos e ofertas. Na verdade, os “pastores” prepotentes negociam a Palavra de Deus para seu próprio bem estar material: jatinho, carrões, mansões, roupa de marca para filhos e esposa, passeios em cruzeiros e faculdade no exterior para os filhos. Tudo a custa de um povo explorado e enganado.

 

A arrogância  governar-se a si mesma e tem prazer na lisonja de sua glória. Por isso, os “pastores” soberbos estão inevitávelmente em conflito direto com o Santo Evangelho. As mensagens deles são pervertidas, não bíblicas. É carregada de um nevoeiro de invenções humanas anti-bíblicas. Ao invés de manejarem bem a Palavra da justiça manejam bem os esquemas totalitários. Agem como se tivessem super-poderes. Consideram-se como onipotentes. Eles têm mãos proféticas, pés proféticos, boca profética, sorriso profético, gargalhada profética, sonho profético, cuspe profético. Como disse o herético- arrogante Myles Munroe no seu livro “Como compreender o seu potencial” – “Deus criou você para ser onipotente”. Que blasfêmia! A onipotência é um atributo exclusivo e incomunicável de Deus.

Os “pastores” soberbos são cultuadores de óleo. Alguns chegaram às raias do ridículo “ungindo” a cidade onde moram com óleo derramado por um helicóptero. Os “pastores” prepotentes são biblicamente cegos, pois não conseguem enxergar que em Tiago 5:14 o óleo não tem em si nenhum poder curativo sobrenatural. O autêntico e verdadeiro poder está no Senhor da glória, e pode vir a ser derramado sobre o enfermo, em resposta à oração dos filhos de Deus. O valor mágico-místico da unção com óleo agride os princípios basilares do Novo Testamento, especialmente no que diz respeito ao objeto da fé, que não pode em nenhuma hipótese ser algo material sob pena de idolatria e paganismo. O princípio gerador da cura em Tiago 5:14 é a fé a as orações dos verdadeiros líderes da igreja, não o óleo. Portanto, “ungir” a cidade é heresia das mais abomináveis.

Os pastores altivos se sentem o “rei da cocada”, pois acham que Deus os separou do resto da humanidade. Nesse contexto, não aceitam discordância de suas posições. Quem deles discorda é amaldiçoado. Esses “pastores” adoram ser adjetivados. Amam aplausos, confetes, títulos e bajulações. Conseguem manter à semelhança de Hitler e Mussolini, uma multidão de fanáticos subservientes. Mas, os dias dos pastores presunçosos estão contados. O profeta Isaias registra: “A arrogância do homem será abatida, e a sua altivez será humilhada” (Is 2:17). Entre os santos de Deus não há prepotentes, há os humildes de coração.

Precisamos de homens e mulheres inconformados com as heresias para abrir os olhos do povo cego que se deixa ser guiado pelos “pastores” arrogantes. Deus não nos chamou para nossa própria celebridade, não nos chamou para pregar “a nós mesmos”. Chamou-nos para pregar a Cristo Jesus, e esse crucificado e ressuscitado! Importa que Ele cresça e nós diminuamos.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 12 de outubro de 2013

ANOMALIAS DA IGREJA ATUAL


                             ANOMALIAS DA IGREJA ATUAL

A igreja atual está sendo afligida por uma praga de novidades acompanhadas de práticas pagãs. Essa escalada de práticas pagãs tem levado a uma indiferença doutrinária por parte de muitos “pastores”. A “teologia” do cai-cai, o poder do sopro, a unção do riso, o sapateado profético, o poder da canela de fogo, a glória do rodopio à baiana, o reteté de Jeová, a graça do aviãozinho de Jesus, a unção da nobreza, a unção da galinha, a unção do sono, o óleo ungido, o vomito santo, o rastejar santo, o miado consagrado, o contorcionismo santo, o samba santo, o funk santo, o pagode santo são anomalias modernas nunca vistas na igreja primitiva e entre os apóstolos.  Enfim, são tantas novidades e tantos evangelhos que não sabemos onde vamos parar.

O louvor é agito só e o culto é programado para provocar sensações nas pessoas: pulos, assobios, gingos aeróbicos e trenzinhos. O mais grave é que alguns “pastores” para justificar as anomalias em suas igrejas chegam às raias do ridículo afirmando que o encontro face a face com Deus nos leva à liberdade. Ora, esquecem esses “pastores” que aqueles que têm um verdadeiro encontro face a face com Deus não agem animalescamente, mas racionalmente. Basta verificar o que aconteceu com Moisés quando passou tempo na presença de Deus no monte Sinai, o seu rosto resplandecia (Êxodo 34: 29). Portanto, pulos, gritos, assobios, sapateados, gargalhadas, grunhidos, enfim, manifestações além da racionalidade, nunca foram nem nunca serão reações daqueles que estão face a face com o Deus Altíssimo.

Na verdade, esses “pastores” perderam a visão correta da majestade de Deus. Perderam a visão correta de Sua grandeza, de Sua santidade inefável, da Sua justiça perfeita, do Seu poder irresistível e de Sua graça soberana. A conseqüência é a divinização do homem. É muito comum nas igrejas se ouvir dos pregadores chavões do tipo: “Tudo que você sonhar será seu, então, sonhe, sonhe, sonhe e produza a realidade”. Nesse contexto, perde-se a visão de que Deus reina, governa, comanda. Hoje, o homem decreta e Deus escuta e cumpre os decretos humanos. Com essa divinização do homem, o crente passou a ter uma lista de ordens chegando a exigir que Deus faça uma série de coisas. Deus foi transformado num fantoche do homem. O crente não se vê como servo-submisso, mas como mandão. Deus deve operar segundo os seus comandos. Não é à toa que muitos estão se auto-consagrando apóstolos, pai-apóstolo, patriarca, rei, vice-Deus e até semi-Deus.

Hoje, o que mais se prega é sobre como ter sucesso, como ser próspero, como compreender o seu potencial, como maximizar seu potencial, como elevar a sua auto-estima, como restituir o que o diabo lhe roubou, como viver acima da média, como construir seus sonhos, como usar as leis da mente, como receber a unção financeira. Na verdade, estamos precisando de pregação do tipo “Como se tornar um nada”, “Como esvaziar-se”. Somente assim passa-se a entender que Deus não é o nosso quebra-galho, mas Senhor de nossas vidas e não nosso serviçal.

Está na moda a chamada “oração de decreto”, ou seja, aquilo que o crente decretar acontece. O chavão é: “Diga a palavra e ganhe tudo”. Eles crêem na magia das palavras em detrimento do poder de Deus. Por isso, está cheio de crente decretando “O Brasil é de Jesus”, “O meu bairro é de Jesus”, “O senado federal é de Jesus” e por aí vai. Toda essa prática apóstata é oriunda da cabala. Cabala é o poder mágico das palavras para dominar os elementos do universo. Na realidade, a cabala é doutrina de demônios. Essa doutrina satânica é divulgada pelos pastores cafetões da prosperidade Myles Munroe, Mike Murdock, Morris Cerullo, Benny Hinn, César Castellanos, Jorge Linhares, Robson Rodovalho, Renê Terra Nova, R. R. Soares, André Valadão, e as mulheres Joyce Meyer, Rebecca Brown, Neuza Itioka, Valnice Milhomens. “A oração de decreto” nunca aconteceu entre os apóstolos. Nunca ouvimos da boca dos crentes primitivos o chavão: “Está decretado em nome de Jesus”. Dentro da História da igreja não há sequer um momento desses decretos de oração. Será que os apóstolos erraram? Todos estavam enganados a respeito da fé genuína?

É urgente entender que podemos e devemos apresentar nossos pedidos diante do Senhor, mas nunca ordens nem decretos. Decretos pertencem somente ao Deus santíssimo. Aliás, seus decretos são imutáveis e suas ordens irrevogáveis. Portanto, decretos são exclusivos de Sua pessoa os quais fez desde a eternidade (Sl 33:11).

Precisamos ser servos que andem na contramão dessa bagunça maligna. Precisamos também, está preparado a permanecer isolados. Charles Spurgeon ficou sozinho quando foi censurado pela União Batista Britânica, por sua indisposição em tolerar a apostasia dentro daquele grupo. O pastor fundamentalista A. W, Tozer certa vez pontuou: “Por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte”. Que a potente mão do Senhor esteja conosco!!!

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

CUIDADO COM OS BRUCUTUÓLOGOS


                      CUIDADO COM OS BRUCUTUÓLOGOS

 

Atualmente poucos crentes discernem a superficialidade da pregação nos púlpitos. Não são poucos os pastores que mostram atalhos nas suas mensagens para satisfazer os corações escabrosos. Sermões pluralistas que servem a “gregos” e a “troianos”. Sermões propositadamente elaborados para serem diet-light, confortáveis, humorísticos, carnais e de depoimento pessoal para prender o rebanhão. Esses pastores evitam aprofundar-se na Palavra porque querem ter a “casa cheia” ou porque são brucutus. Brucutu é o nome pelo qual ficou conhecido um veículo blindado usado em repressões por forças policiais brasileiras. Portanto, pastores brucutus são homens blindados onde o santo Evangelho não encontra caminho livre em seus corações. São homens biblicamente rudes, embrutecidos. Desse modo, as ovelhas ficam subnutridas espiritualmente, porque se alimentam somente de mingau, feno e palha e, suas feridas são curadas superficialmente.

Os sermões dos brucutuólogos são repletos de ilustrações não para ilustrar, mas para adornar o sermão. Não há nada que prostitua tanto a pregação como o uso de ilustrações para chamar a atenção para as ilustrações. A representação teatral de coisas santas é um anjo de morte disfarçado. Precisamos de homens que sejam em suas pregações, declarativos, diretos, claros, urgentes. Chega de pregação insípida, sem vida, monótona, maçante, enfadonha, fria, açucarada.  Precisamos de pregadores que estejam cônscios de Deus. Que sejam dominados por um senso da presença de Deus e não estejam preocupados em agradar os homens. Precisamos de pastores que tenham a coragem de extirpar os recheios purpúreos de seus sermões. Que expulsem o caráter ornamental de seus sermões. Que digam como o puritano Richard Baxter: “Eu preguei como se nunca mais fosse pregar outra vez, e como moribundo a moribundos”. Que sigam o exemplo de George Whitefield que certa vez disse: “Que o nome de George Whitefield seja esquecido e apagado, na medida em que o nome do Senhor Jesus seja conhecido”.

Deus proibiu Salomão de comprar cavalos no Egito. Salomão desobedeceu, perdeu a fé, tornou-se idólatra e caiu na apostasia. Muitas igrejas evangélicas estão comprando “cavalos no Egito” para se adaptar aos tempos e às épocas. E, o maior incentivo para a compra desses cavalos no Egito advém dos ensinos dos professores brucutuólogos do seu seminário. Lá, o brucutuólogo ensina habilidades publicitárias e estratégia de marketing para crescimento de igreja. Lá, o brucutuólogo fala que Jesus é o sustentador da igreja e ao mesmo tempo diz que é necessário a igreja receber verbas governamentais. Lá, o brucutuólogo fala do célebre ensinamento de Jesus: “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita” (Mat 6:3) e ao mesmo tempo defende o marketing da obra social da igreja. Lá, o brucutuólogo confunde igreja com empresa, por isso incentiva a igreja vender consórcio, seguros de todo tipo, fazer sorteios de cestas básicas e até rifas. Engolfados na sua brucutuologia, os brucutuólogos esqueceram que a igreja primitiva abalou o mundo da época pelo poder do Evangelho. Não houve necessidade de marketing, divulgação de sua obra social nem a adoção de coisas mundanas.

A igreja dos brucutuólogos perdeu a sua verdadeira identidade. Morreu como igreja genuinamente cristã. Virou um negócio como outro qualquer. Tornou-se mundana e comercial. Adaptadas aos tempos pós-modernos ficaram sem doutrina definida. Nesse contexto, predomina a religiosidade sentimental, a supervalorização do “sentir” – “Sinta Deus nesse louvor” declaram os “brucutus do louvor”. A persuasão da música é mais forte do que o poder da Palavra Divina. Para os pastores brucutuólogos o tamanho da igreja e a mega-platéia é o que tem importância. Santidade e vida de renúncia são acessórios. Ávidos pela estatística e pelos números, os pastores brucutuólogos criaram o “evan gelho-menu”: o evangelho-forrozeiro, o evangelho-roqueiro, o evangelho-sufista, o evangelho-esqueitista, o evangelho-tatuagista, o evangelho-caipira, o evangelho-hip-hop, o evangelho-sambista, o evangelho-carnavalesco, o evangelho-nudista, o evangelho-dançarino.  Para os brucutuólogos, “vender” Jesus é uma arte.

É urgente que os servos piedosos se posicione contra essa cultura eclesiástica maliciosa que tem dominado as igrejas e erguido brucutus descompromissados com o santo Evangelho e com o Deus do Evangelho santo. É iminente que se levantem profetas de Deus que assim como Lutero ponha sua cabeça a prêmio para que a sã doutrina seja pregada e ensinada como ela é.

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CULTO MÚSICO-TERAPÊUTICO-HIPNÓTICO


                                        CULTO MÚSICO-TERAPÊUTICO-HIPNÓTICO

Na grandiosa e profunda profecia de Isaías 61:3, foi predito que quando Cristo viesse ele daria a seu povo “óleo de alegria em vez de pranto”. Portanto, a grande notícia que Deus tem a ensinar para o seu povo é que aquele que anda com cristo, pode desfrutar de alegria real em seu coração. A alegria sempre foi uma das mais importantes características do povo de Deus. É a marca, o distintivo, de um servo de Deus. Calvino pontuou: “A verdadeira vida cristã é uma vida de constante alegria”.

Lamentavelmente, estamos vivendo a época do “Vale tudo” para produzir alegria. A alegria verdadeira tem sido confundida com a alegria artificial, plástica, ilusória, fictícia, fantasiosa, drogada, não real. Na visão de muitos líderes, o culto tem que ser colorido, reluzente, com fumaça, jogos de luzes, gelo seco, holofotes e muita batucada a fim se gerar alegria entre o povo. O culto só é bom se as pessoas tiverem um transe de euforia. Tudo é feito com o intuito de provocar alegria fantasiosa - muito agito e adrenalina nas canções. Os “ministros de louvor” querem fazer o papel do Espírito Santo, produzir alegria. Beiram a lavagem cerebral. Em vez de conduzir o louvor conduzem as pessoas, manipulando-as. Os corinhos são entoados como se fosse um mantra evangélico. É um refrão sincopado e trepidante sendo plantado na mente com o fim de produzir uma alegria falsa. Dizem eles: “Nós fomos chamados para a felicidade por isso nesta noite vamos ter uma explosão de alegria”. Ora, nós fomos chamados acima de tudo para a fidelidade, e como consequência de nossa fidelidade temos alegria verdadeira. A alegria é produto da fidelidade. Não é causa, é efeito. É o resultado da manifestação da presença de Deus a partir do íntimo.

O culto de muitas igrejas é músico-terapêutico-hipnótico. A ideia é a pessoa entrar no estado de mente relaxado e sentir-se alegre. A fé é transferida de Deus para uma técnica – a técnica da musicoterapia hipnótica. A técnica é diabólica, pois opera na base da imaginação e do encantamento trazendo uma alegria ilusória. A musicoterapia hipnótica está no mesmo nível da chamada “auto-alegria” induzida pelo transe da yoga. As pessoas experimentam momentos de alegria, como se fosse viagens de maconha, cocaína e companhia LTDA.

Alguns pregadores pregam seus sermões com fundo musical de ritmo sincopado e batida trepidante, para produzir uma disposição mental sensacionalista, uma disposição mental de purgação, de catarse. Desse modo, cria-se nas pessoas reações emocionais que são confundidas com a alegria verdadeira. Na verdade, tais pessoas não estão desfrutando da real alegria vinda do Espírito de Deus operando em seu interior, pois Deus fala ao seu povo através da mente consciente e racional e não através de uma disposição mental alucinante.

Hoje, temos muitos produtores de alegria drogada nas igrejas evangélicas. Muitos ativistas de alegria fantasiosa e poucos santos. Eles dizem: “Deus vai derramar a “unção de liberdade” e ao recebê-la você se alegrará; A “unção de liberdade” levará você adorar a Deus da forma que você deseja aí você se alegrará”. Em primeiro lugar, não existe essa tal de “unção de liberdade”. Em segundo lugar, Em toda a Bíblia vemos que Deus sempre estabeleceu o modo correto do homem adorá-lo. Portanto, ninguém tem o direito de adorar a Deus da forma que deseja. Deus sempre colocou diante do homem princípios para a pureza da adoração. O Senhor não pode ser adorado através de nenhum outro modo que não seja o prescrito, o ordenado nas Escrituras. O louvor não deve ser cultural, mas espiritual. Deus não muda de cultura em cultura. Portanto, não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções humanas. Nadabe e Abiú  eram homens que tinham boas intensões e provavelmente eram sinceros, mas prestaram uma adoração que não havia sido ordenada por Deus (Lev 10:1). O mesmo ocorreu com Davi ao tentar levar a arca da aliança. Davi estava com sinceridade, tinha boa intensão e motivação, porém não fez segundo as ordenanças de Deus (I Cr 15:13). Ao longo da história Deus usou profetas para chamar seu povo à correção quanto à maneira de adorar exatamente para que não fosse produzida uma alegria fictícia. Na época do profeta Isaías a adoração havia se transformado em festa trazendo uma alegria plástica o que o levou a fazer um duro discurso contra a adoração. O mesmo ocorreu na época de Amós. Havia muita alegria fantasiosa, e, pela boca do profeta, Deus disse ao povo: “Afasta de mim a barulhada dos teus corinhos, afasta de mim a alegria fantasiosa, não ouvirei as melodias das tuas baterias e das tuas guitarras” (Amós 5:23).

O grande problema é que o louvor tem se transformado em entretenimento para gerar uma alegria artificial, não vinda do íntimo produzida pelo Espírito Santo. Hoje, temos um amontoado de corinhos de teologia putrefata que só servem para balançar o corpo e produzir uma alegria irreal. Para induzir a alegria plástica o “ministro manipulador” estimula durante o louvor danças, gingos, rebolos, sapateados, gritarias e gargalhadas “ungidas”. O louvor não produz nas pessoas a contrição de Isaías: “Ai de mim”. Toda a emoção durante o louvor não é provocada pelo Espírito Santo, mas pelo “ministro manipulador” através de gritos desvairados e gemidos artificiais. Como se não bastasse, Deus é apresentado para os ouvintes como o “Deus papai Noel” que está sempre pronto para gratifica. Nesse contexto, anjos começam a voar na igreja com pratos nas mãos cheios de bênçãos para distribuir.

Enquanto a igreja não rejeitar o culto músico-terapêutico-hipnótico onde a contrição não importa, mas a recreação é o que importa, ela nunca experimentará a verdadeira alegria. O culto que traz a real alegria é o contrito. É aquela que nos leva a uma reflexão dos atos de Deus e a um santo temor. É aquele onde não se perde o teocentrismo.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 17 de agosto de 2013

PASTOR: NÃO DEIXE ROLAR!


                                                PASTOR: NÃO DEIXE ROLAR!

Há uma filosofia altamente contagiosa que já deteriorou muitos ministérios – a filosofia luciferiana “Deixa Rolar”. Na busca desenfreada por membros os pastores da filosofia “Deixa Rolar” utilizam-se dos mais variados métodos que vai do entretenimento às campanhas-cabalistas travestidas de evangélicas. “Sua causa no tribunal de Deus”, “Destruindo o gigante na sua família” são algumas das campanhas-cabalistas enganosas.  Todas elas de sete dias ou de sete semanas. A pregação confrontadora do pecado deu lugar ao entretenimento e às campanhas.

Não muito tempo atrás ser crente era motivo de chacota e perseguição, hoje, com a filosofia luciferiana “Deixa Rolar” reinando nas igrejas, ser crente é fazer o que der na cabeça. Tudo vale. A conseqüência é que o crente virou sal sem sabor, árvore infrutífera e luz sem qualidade. Hoje, filme pornô, humorismo pornográfico, revista erótica e carnaval não é mais pecado. Aliás, até carnaval “evangélico” já existe com samba enredo, rebolado, fantasias e o direito entre os jovens de “Ficar”.

Os pastores adeptos da filosofia “Deixa Rolar” dizem: “Não podemos assumir uma postura anti-carnaval; precisamos dar-lhe um significado bíblico; precisamos nos vestir como eles, falar a linguagem deles e dançar como eles para ganha-los para Cristo”. Ora, a Bíblia diz que não somos livres para sermos companheiros das obras infrutíferas das trevas (Ef 5:11), nem somos livres para nos envolvermos com coisas que têm aparência do mal (I Tsss 5:22). Não é necessário entrar na lama para evangelizar os enlameados. A Palavra de Deus nos ensina a buscar os frutos do Espírito (Gl 5:22) e não nos tornarmos parte deste mundo, sendo por ele influenciados. Portanto, a estratégia evangelística dos líderes “Deixa Rolar” cai no ridículo e não passa de loucura aos olhos de Deus.

O espírito da filosofia luciferiana “Deixa Rolar” está agindo como nunca, a fim de contrariar a legítima obra do Espírito Santo, disfarçando-se de Espírito de Deus, conduzindo as pessoas às trevas e a uma falsa intimidade com Deus. Os pastores da filosofia “Deixa Rolar” destilam veneno na área do louvor. As canções são sempre as mesmas, ou seja, uma farra carnavalesca agitadoras de massas. Sem cunho doutrinário as canções exaltam a estultícia teológica dos “sonhos de Deus” e do “melhor está por vir”. As letras das canções falam somente de cura, sucesso, prosperidade e status social. Nesse embalo antibíblico, o povo é levado enganosamente a fazer votos, correntes e toda espécie de negociata com Deus. A pregação adocicada e antropocêntrica, e o apelo no final do culto, são montados para produzir um estado quase hipnótico a fim de arrebanhar grandes multidões.

Na visão dos pastores da filosofia luciferiana “Deixa Rolar”, a igreja atual precisa se atualizar buscando um “novo semblante” para a sua missão. Na verdade, esse “novo semblante” defendido pelos líderes “Deixa Rolar” conduziu a um relaxamento da pregação bíblica onde não se mostra o custo de se seguir a Cristo. Os luciferianos pastores banalizaram a conversão a ponto de não advertir as pessoas que salvação implica em abnegação pessoal e marca o inicio de um grande conflito cuja vitória vem após muitas feridas e lutas. A filosofia “Deixa Rolar” levou milhares de pastores à confusão. Eles confundem convencimento com conversão. Sentimento eles confundem com graça, e emoção confundem com fé.

Quanto à oração os seguidores da filosofia “Deixa Rolar” negam o ensinamento de Jesus em Mateus 6:6 – “Tu, porém, quando orares entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto”. Os pastores luciferianos apesar de dizerem que são da “igreja de Cristo” negam a literalidade dessa passagem ao afirmarem que Jesus está ensinando tão somente que a oração é um estilo de vida. Ora, a ênfase de Jesus nessa passagem é que todo crente deve ter um lugar para estar a sós com Deus a fim de buscá-lo. Jesus tinha os seus lugares secretos para orar (Lc 4:42; Mat 14:23; Mc 1:35; Lc 6:12). Portanto, é contraproducente a interpretação dos luciferianos. O diabo odeia aquele que busca intimidade com Deus no lugar secreto de oração.

O diabo tem amordaçado muitos pastores levando-os a serem simpáticos a todos. Nesse contexto, os amordaçados pastores, não são politicamente incorretos. Apóiam tudo, deixam rolar tudo, porque tudo é certo. Jesus é ausente em seus sermões. Não falam do poder da mensagem da cruz e o Evangelho na sua inteireza é ignorado. Esses homens fizeram da igreja uma ONG religiosa para prestar os serviços que o povo deseja. Quando são contrariados em suas posições não aceitam, ameaçam e comportam-se como Brucutu.

Termino com um apelo: Pastor, você que está entrando na onda do “Deixa Rolar” fique fora, não deixe rolar, pois do contrário, o seu lugar definitivo será o lago de fogo.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 27 de julho de 2013

COMUNIDADE-CARNIFICINA: O VINHO IMUNDO DA GRANDE MERETRIZ

COMUNIDADE-CARNIFICINA: O VINHO IMUNDO DA GRANDE MERETRIZ

A igreja primitiva transtornou o mundo com a mensagem da cruz, hoje, o mundo transformou a igreja com suas virulentas heresias e esquisitices. A igreja moderna aderiu a filosofia do “Vale tudo por membros”. Seduzida pelo “Vale tudo por membros”, a igreja moderna introduziu outro evangelho onde novo nascimento, negar-se a si mesmo, tomar a cruz e santidade não são mais necessários. Nesse contexto, a igreja moderna passou a ser chamada de comunidade, exalando todo tipo de estultícia espiritual provocando uma chacina das ovelhas. Por isso, a igreja moderna pode ser propriamente denominada de “Comunidade-carnificina”, ou seja, “Comunidade da chacina espiritual”.

Na comunidade-carnificina o pastor não evangeliza os sem teto, os desfavorecidos, os pobres. O negócio é com pecadores elitizados: médicos, juízes, advogados, empresários, etc., pois esses engordam o gazofilácio. Prostitutas, mendigos, pescadores, soldados e vendedores ambulantes, eram com Jesus e com a igreja primitiva. O sermão do pastor carnificina é chamado de palestra. Para satisfazer os pecadores elitizados a palestra-sermão gira em torno de Sócrates, Platão, Augusto Conte, Kant, Freud e Carl Jung. A Bíblia é usada apenas como acessório. Também nunca falta em suas palestras-sermões citações dos heréticos, Mark Driscoll, Bill Hybels, Ted Haggard, Pat Robertson, Rob Bell, Rick Warren e Leonardo Boff. E, para satisfazer os idólatras citam em suas palestras-sermões os místicos católicos Francisco de Assis, Bernardo de Clairvaux e Madre Teresa de Calcutá. De modo sombreado apelam à unidade entre evangélicos, católicos, maçons e praticantes da Nova Era. A intenção é unir pelo erro e não dividir pela Verdade.

Na Comunidade-carnificina, o culto passou a ser chamado de celebração. Aí, tem-se a celebração da família, das senhoras, dos jovens, dos adolescentes e das crianças. As celebrações são coloridas e reluzentes regadas a fumaça, gelo seco, jogos de luzes, coreografias e muita batucada. Na mente entorpecida do pastor da comunidade-carnificina, as palavras inferno, pecado e arrependimento trazem tristeza aos ouvintes. Desse modo, em suas palestras-sermões, a palavra inferno é substituída por afastamento de Deus, pecado é substituído por falha e arrependimento por meia-volta. A infiltração dos princípios da psicologia humanista na comunidade-carnificina é tão forte que o pecado é considerado como uma doença. Para a turma da comunidade- carnificina, homossexualismo, alcoolismo, vício em drogas e pedofilia são doenças, e não pecado.

O louvor tem estilo diferenciado na comunidade da chacina espiritual. Como na comunidade da chacina espiritual a santidade é opcional, não se canta sobre integridade, vida santa, morte vicária, vitória sobre a carne. As melodias são para ativar a adrenalina para gerar movimentos pélvicos. O louvor inicia-se com músicas seculares de Roberto Carlos, Gilberto Gil, Caetano Veloso, etc. No final da celebração a música oficial é o hino da Nova Era “Imagine” de Jonh Lennon. Só para lembrar, Lennon foi admirador e seguidor do satanista Aleister Crowley. Em uma entrevista, John Lennon disse que toda a idéia dos Beatles era o famoso ensino de “faça o que quiser” de Crowley. Na verdade, a comunidade- carnificina transformou-se em um centro de entretenimento rock & rool com movimentos aeróbicos e palmas para Jesus como se Jesus fosse um mega-star. Os “levitas” da comunidade-carnificina participam de encontros idólatras chegando às raias da blasfêmia ao afirmar que “nesses encontros acontece um sublime mover de Deus e que a transformação de um País passa pelos fiéis idólatras”.

Para os pastores da comunidade-carnificina, o púlpito deve ter design atrativo. Pode ter formato de skate, de raquete, de chuteira, de prancha de surf ou de cama de motel. Ninguém precisa trazer mais Bíblia para a celebração. Tudo é projetado. O pastor da comunidade-carnificina prega usando o seu notebook ou o seu tablet de última geração.  Na visão tupiniquim do pastor da comunidade- carnificina o traje do pregador deve ser informal para trazer leveza ao ambiente. Nesse contexto, aboliu o paletó e a gravata. Não bastasse a tudo isso existe a tal de “transferência de unção” e o tal “sopro do espírito do engano” que redundam na “teologia do cai-cai”. Na verdade, a comunidade-carnificina está embriagada com o vinho imundo da grande meretriz (Ap 17:2). Estão em paz com o diabo porque produzem “filhos da perdição”.

Os pastores da carnificina têm uma visão totalmente anti-bíblica da natureza humana. No aconselhamento às suas “ovelhas” o pastor repassa a heresia de que cada pessoa tem as respostas da vida dentro de si mesmo. A Bíblia diz que as respostas para a vida são encontradas dentro das Escrituras, reveladas por Deus em Cristo. Enquanto a Bíblia ensina que as pessoas procedem mal porque são pecadoras, com uma natureza defeituosa e depravada, os pastores da comunidade carnificina ensinam que a natureza humana é basicamente boa e o comportamento mal das pessoas deve-se a forças externas que as machucaram. Os pastores da carnificina estão nadando na psicologia como um cão em um lago, por isso perderam o foco de que a real mudança no homem é efetuada através do arrependimento do pecado, do poder do Espírito Santo e do entendimento da Palavra de Deus.

O abismo abriu-se e soltou a cavalaria do inferno em galopada contra a igreja do Senhor. Deus quer que lhe ofereçamos resistência. É urgente arvorarmos mais alto o pendão de Cristo para que a nossa atuação seja marcante e desassombrada no combate ao desfiguramento do Evangelho, e à obra de chacina espiritual que se abateu sobre a geração de nossos dias.


Ir. Marcos Pinheiro