quarta-feira, 27 de agosto de 2014

APARTAI-VOS DOS TAIS


                                  APARTAI-VOS DOS TAIS

 

O diabo é mestre em falsificar, com suas falsas bíblias, falsos pastores e falsas doutrinas. O relativismo campeia livre no cenário evangélico brasileiro: homossexualismo é pecado? depende; aborto é pecado? depende; sonegar impostos é pecado? depende; relação sexual antes do casamento é pecado? depende; assistir filmes pornôs é pecado? depende; nudismo é pecado? depende; músicas seculares nos cultos é pecado? depende. A resposta “depende” está sempre nos lábios dos modernistas liberais.

Lamentavelmente, muitos crentes ainda vivem debaixo das blasfêmias doutrinas dos modernistas liberais que liberam sua voz “profética” determinando um sem fim de “bênçãos” para um rebanhão incauto. Para iludir o rebanhão que freqüentam o culto, o pastor liberal grita veementemente: “Deus te chamou para conquistar as nações”, “Deus te chamou para saquear o inferno e povoar o céu”, “Há 72.000 anjos designados por Deus para te servir nesta noite de celebração”, “Quando você fala sai fogo de Deus da tua boca”. Isso é dito com o objetivo de levar os ouvintes a liberar suas emoções. Enfim, a liturgia é voltada para satisfação do homem.

Na verdade, o movimento das igrejas modernistas liberais visa sensações. Os corinhos cantados em suas igrejas trazem teologia incorreta e conceitos absolutamente vagos, mas fazem “bem” às pessoas. Não interessa a teologia, a doutrina, mas sim como as pessoas se sentem. A pregação tem que ser emotiva e subsidiada por símbolos judaizantes que apelam à sensação e à imaginação como o Manorah, o Shoffá, o Talith, a Estrela de Davi, a Arca da Aliança e o Óleo da Unção.

Quando os pastores modernistas liberais organizam caravana-turística para Israel há um verdadeiro fetichismo com Israel. A propaganda gera uma teologia manca e deformada. Ao chegarem a Israel pessoas são rebatizadas nas águas do Jordão. A Bíblia diz que o batismo é único, singular e irrepetível. Esses liberais nada mais fazem do que vulgarizar o batismo subtraindo seu valor teológico. Além disso, a postura para com Israel chega à idolatria. Os pastores modernistas incentivam as pessoas trazerem sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras, e pasmem, crucifixos feitos da cruz de Cristo. Quanta idolatria, quanta teologia ajeitada!

Endossando as suas práticas judaizantes os modernistas liberais chamam o prédio onde a igreja se reúne, na linguagem do Antigo Testamento, de “santuário”. Esses falsos mestres ainda não entenderam que o lugar onde as pessoas se reúnem para cultuar a Deus não é morada de Deus, portanto, não é santuário. O Deus Altíssimo não mora em prédios, mas nas pessoas convertidas. Os crentes, os salvos em Cristo Jesus, são o santuário (Atos 17:24; I Co 3;16; Hb 3;6). Na santa teologia, santo não é o lugar. São os salvos. Não é o piso do templo, nem as paredes laterais do templo, nem o teto, é o crente. Não temos cimento, ferro, pedra e areia santos. Temos pessoas santas!

Os sermões dos modernistas liberais além de fragmentados são carregados de versículos isolados, desarraigados do seu contexto. A Palavra de Deus é utilizada como pretexto e não como texto que afirma a fé. Eles usam a Bíblia não como regra de fé e prática infalível, mas como um amuleto para “exorcizar” e “amarrar” demônios. A cruz, a ressurreição de Jesus e a vida eterna com Ele são desvanecidas com a ênfase no aqui e agora. A fé é mensurada pelo ter bens materiais. A vida desses pastores é alicerçada em experiências místicas e em “novas revelações”. Por isso, que seus adeptos os idolatram chamando-os até de meritíssimo pastor.

As campanhas para construção de seus gigantescos templos não têm um pingo de escrúpulo. Com arroubo retórico e grandiloqüente falam em templos para 7000 pessoas, para 10000 pessoas, para 15000 pessoas e por aí vai. Usam técnicas de lavagem cerebral, despersonalização e manipulação para surripiar dinheiro dos fiéis. Em sua visão empresarial os pastores modernistas liberais avaliam os seus súditos pastores auxiliares pelo desempenho econômico, ou seja, pela capacidade de levantar ofertas.

Há uma epidemia de pastores modernistas liberais no Brasil: Edir Macedo, Valdemiro Santiago e R.R. Soares representam o “baixo-pentecostalismo”. Os modernistas liberais “clássicos” são os gurus: Silas Malafaia, Samuel Câmara, Samuel Ferreira, Jorge Linhares, Caio Fábio, Ariovaldo Ramos, André Valadão, Ton Sampaio, Robson Rodovalho, Renê Terra Nova, Ricardo Gondim, Marco Feliciano, Napoleão Falcão e Gesiel Gomes. Esses homens, à semelhança de Himineu e Fileto aprenderam a blasfemar, à semelhança de Janes e Jambres tornaram-se réprobos quanto à fé e como Demas amam o presente século.

Os representantes do “baixo pentecostalismo” e os “gurus clássicos” são tão perigosos quanto o vírus Ebola. Ensinam o que não convém, por torpe ganância. Erraram seguindo o caminho de Balaão tendo o coração exercitado na avareza. São abomináveis, e reprovados para toda boa obra. São filhos da perdição, pois engodam as almas inconstantes. Eles são como diz em I Timóteo 6:5: “Homens corruptos de entendimento e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro”, e continua: “Apartai-vos dos tais”!

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A IGREJA MERCADO-TEATRO


                             A IGREJA MERCADO-TEATRO

 

Nesse tempo do fim, Satanás está lançando mão de suas últimas armas. Líderes estão dando ao povo um evangelho macio, adaptado aos padrões do mundo. Roupas na igreja? Qualquer uma serve: mini-saia, short, vestido transparente, tomara que caia. Música? “Rock cristão”, “samba evangélico”, “forró gospel”. A igreja atual é um templo-mercado-teatro. Mercado porque tem lucro de milhões em rendimentos com ações e aplicações financeiras. Teatro porque Deus tem sido tratado como um palhaço numa gaiatice de circo. Enfim, a igreja tem se transformado num grande parque temático. Nesse contexto, a fiel pregação da Palavra é substituída por anedotas motivacionais.

Os líderes da igreja Mercado-Teatro consideram a sucessão pastoral como se fosse uma empresa familiar, algo hereditário. Consagram seus filhos, sobrinhos e genros a pastores. Esses homens nunca perdem o senso de negócio. Por isso, fazem do ministério um cabide de emprego a fim de controlar e manipular os crentes-clientes. A igreja Mercado-Teatro é “rica”, “esplendorosa”, laodiceiana. Mas, o Senhor sente náusea e a vomitará!

O grande problema das igrejas Mercado-Teatro é que seus adeptos não estão envolvidos em koinonia cristã. As pessoas não se conhecem. Dirigem-se aos cultos-shows em busca de uma resposta mágica para seus problemas, inclusive, para o sucesso de seus negócios. O lema dos pastores dessas igrejas é: “Venham para minha igreja, temos tudo o que vocês necessitam: campanhas proféticas, orações proféticas, massagens de ego e culto dos empresários.

Os pastores das igrejas Mercado-Teatro estão travestidos de um “cristianismo judaizante”. Para impressionar seus fregueses, usam a terminologia incorreta para o templo sede chamando-o de santuário e suas congregações de catedrais. Aos seus cantores os chamam impropriamente de levitas.

Todo o Antigo Testamento aponta para Jesus e tem Nele o seu cumprimento. Ele cumpriu toda a lei (Mt 5:17). Ele é maior do que todo o cerimonial e o templo. Ademais, o ministério sacerdotal que inclui os levitas, se encerrou no Antigo Testamento. Todo ministério sacerdotal foi substituído integralmente por Jesus. A Bíblia diz que Jesus é o nosso sacerdote no céu (Hb 10:21) e sacerdote para sempre (Hb 5:6). No Novo Testamento não existe mais a figura do “sacerdote” se referindo a homens, a não ser em 04 ocasiões onde ela aparece no plural (1 Pe 2:9; Ap 1:6; 5:10; 20:6), nestes casos se referindo à toda igreja, ao conjunto do povo de Deus, como sacerdotes do Senhor. É o que Martinho Lutero chamou de: O Sacerdócio Universal de Todos os Crentes. Na relação dos dons citados nas Escrituras (Ef 4:11; 1 Pe 4:9-10; 1 Co 12:8-10; 28; Rm 12:6-8) não aparece o dom de “levita” e nem faz qualquer menção a ministérios sacerdotais.

Lamentavelmente, muitas igrejas históricas caíram no laço “macedoísta”. Criaram o chamado “culto dos empresários” onde se ensina a “fé do retorno financeiro”, ou seja, a “fé dolarizada”, “a fé eurolizada”. Você planta Real e recebe a recompensa de Deus em Dólar e em Euro. Que mentalidade pecaminosa!  Os líderes das igrejas Mercado-Teatro não enxergam um palmo além do próprio umbigo. O mamon ocupa suas megalomaníacas fantasias o que os fazem distanciar anos-luz da igreja primitiva em generosidade, amor, compaixão e comunhão com Deus.

Esses líderes se inspiram nos executivos de empresas de marketing de rede, como McDonald’s e Burger-King. Alardeiam a expansão de seu império e exibem suas aquisições materiais como sendo “bênçãos”. Justificam seu “sucesso” pelo jargão: “A glória da segunda casa será maior do que a da primeira”. A ascendência desses líderes é notória por todos. Começam com um Fusca, depois um Pálio, depois um Eco-Sport, depois um Corola, depois uma BMW a prova de bala. Como chegaram ao topo do transporte terrestre, adquirem um Jatinho. Mais tarde, troca de esposa e vai morar numa cobertura na beira mar. Tudo é contado do púlpito como testemunho.

Esses líderes perderam a visão de que o Evangelho é sobre nossa intimidade com Deus e não sobre nossa comunhão com a ostentação. Cristo não é mais exaltado por ser o provedor de riquezas. Ele é mais exaltado por satisfazer a alma daqueles que se sacrificam pelo Evangelho. Paulo, Pedro, Estevão e tão grande nuvem de testemunhas deram-se ao martírio em nome da eternidade e não em nome da ostentação. Esses réprobos mercadores esqueceram que nosso compromisso é com a Jerusalém celestial e não com as coisas efêmeras desta vida. Simplicidade não é escândalo, nem maldição como quer a nefasta teologia da prosperidade. É urgente resgatar a credibilidade da igreja trocando a jactância pelo verdadeiro testemunho.

O verdadeiro Evangelho não tem nenhuma associação com o mundo de negócios, nem com sucesso de bilheteria.

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 29 de julho de 2014

A IGREJA DO CÁLICE DE OURO


A IGREJA DO CÁLICE DE OURO

 

No livro de Apocalipse capítulo 17 e versículo 4 diz: “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundície da sua prostituição”

O cálice de ouro cheio de abominações, nessa passagem, revela a condição espiritual da igreja apóstata dos últimos dias. É uma igreja atraente, simpática, de sorriso colgate. Nela, as coisas de Deus se mesclam com a satisfação carnal. É um mix só. A igreja do cálice de ouro é a igreja do cristianismo pervertido que ensina aos seus adeptos uma fé fácil e ao mesmo tempo lhes diz que são aceitos por Deus.

O lema da igreja do cálice de ouro é: “Os concorrentes que me perdoem, mas o marketing é fundamental”. Isso significa que a igreja é um negócio. Portanto, deve ser dirigida com a mesma destreza que caracteriza qualquer empreendimento. Nesse contexto, suas atividades são: preço e produto. O preço é a fidelização de seus freqüentadores e o produto consiste em oferecer ao cliente-consumidor-cultuante opções de culto: culto da vitória, culto da quebra das maldições hereditárias, culto da gratidão, culto dos empresários. Só está faltando o culto dos pobres!

A estratégia da igreja do cálice de ouro é: fazer marketing pessoal, muita zoada, criar espetáculo, usar cores, bandeiras, faixas, batucadas. Enfim, encher os olhos dos ouvintes a fim de deixá-los fartos, garantindo, assim, a volta deles no próximo domingão-show. A igreja do cálice de ouro sofre da “Síndrome da Segunda Tentação”. Ou seja, o de se tornar um circo-show e encher os olhos dos ouvintes de novidades.

O culto da igreja do cálice de ouro virou carnaval. Tem de tudo, do xaxado à valsa. Além disso, tem um tal de “forró no pé” dos crentes. Aquele mesmo pé que deve ser guardado quando se vai à casa de Deus (Ec 5:1). Na verdade, o culto é uma adoração a Moloque, o deus de Moabe e a Dagon, o deus filieteu, pois cenas esdrúxulas e expressões corporais destoantes causam surpresa e espanto nos incrédulos que não podiam imaginar que crente era tão bom de “forró no pé”.

Disse um pastor da igreja do cálice de ouro: “Devemos concentrar nossos esforços em ter uma igreja grande no nosso bairro, isso dá mais status. Nessa sofreguidão, doutrinas bíblicas e posições históricas são sacrificadas por métodos pífios e anti-bíblicos, desde que estes dêem certo. O que vale é o pragmatismo de ajuntar gente, de ter uma "igrejona". Desse modo, os líderes da igreja do cálice de ouro cederam à terceira tentação: “Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e disse-lhe: tudo isso te darei se, prostrado,  me adorares”. A resposta “Somente ao Senhor servirás” foi à bancarrota!

Os líderes da Igreja do cálice de ouro são apaixonados por si. São anômalos e sem discernimento. São líderes cheios de rivalidades, narcisistas, vaidosos, arrogantes, plenos de delírio de grandeza. Eles tentam identificar a sua megalomania pessoal com a grandeza do Reino de Deus - “Nossa igreja é linda, a maior da cidade e a mais espiritual” disse um líder da igreja do cálice de ouro.

A igreja do cálice de ouro tem causado um desserviço ao Evangelho. A cruz do calvário foi trocada pelo candelabro de sete braços que é um dos principais e mais difundidos símbolos do judaísmo. A obra redentora de Cristo tem que receber o adendo da quebra de maldições já perdoadas e aniquiladas pelo sangue derramado que nos purifica de todo o pecado. O “cântico novo” de Apocalipse foi substituído por coreografias sensuais e bestializadas.

Os pastores da igreja do cálice de ouro são unânimes em dizer que a igreja precisa de novos rumos e novos propósitos. Precisa-se reinventar a igreja para os tempos modernos. Esquecem os pastores “calicecistas” que o Senhor Jesus já deixou propósitos para a sua igreja. Basta observar Mateus 28:18-20 e Marcos 16:15. Portanto, criar novos rumos e novos propósitos é desviar-se dos traçados pelo Senhor da igreja. Nossa tarefa maior e única não é cristianizar as instituições, mas proclamar o Evangelho que liberta os ímpios do cálice das abominações e imundícies.

Irineu, o primeiro teólogo sistemático da Igreja já afirmava que “O erro nunca vem com todas as suas deformidades, pelo contrário, parece até mais verdadeiro que a verdade”. Que o Senhor nos livre de cair no cálice das abominações da igreja do cálice de ouro!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 19 de julho de 2014

CARTA ABERTA À IGREJA PROFANA


                             CARTA ABERTA À IGREJA PROFANA

 

Minhas condolências, igreja profana!

Igreja profana! Você tem permitido a enxurrada de péssimas músicas para o interior de seus templos. Os belos hinos foram arquivados, lamentavelmente. Predominam em seus templos as músicas da onda: os funks, os blues, os jazzs, os ritmos de rock, de samba, de forró e de caipira, camuflados sob as mancas letras ditas evangélicas. As ovelhas, em sua boa fé, estão sendo ludibriadas da maneira mais triste e cruel. E as novas gerações de crentes de nossas igrejas vão recebendo sobre os ombros esta herança maldita, que é você, igreja profana, sinagoga de Satanás e emissária dele.

Posso garantir-lhe que há um remanescente contra você, igreja profana. Um remanescente que tem olhos e ouvidos para ver e ouvir as suas camuflagens vis. Este remanescente não ficará calado enquanto você continuar iludindo o povo com suas apostasias. Você retornou aos salões de boates e aos auditórios seculares por isso você está em posição de destaque. Porém, enquanto você acariciar os abismos como se fosse o Caminho, não calaremos.

Em seus cultos toda a espiritualidade é sufocada e as glorificações não passam do teto. As pessoas que vão à busca de alimento encontram nada mais que feno e palha. Em vez de admoestar os não nascidos de novo que se iludem, você contribui com a conivência para que continuem enganados e perdidos. A oração e o jejum são para você meras palavras vazias e não mais as poderosas armas do Espírito Santo.

Você, igreja profana, é uma andrajosa mendiga, uma pobre meretriz vendida aos poderosos, pois faz conluio com os governos para angariar-lhes verbas. Você nunca entendeu que a nobreza da igreja provém do céu, sua realeza é a do próprio Rei dos reis, que não aceita o envilecimento e a subserviência.

Você, igreja profana, tolera privilégios em favor dos ricos e ilustres contra os humildes. Em nome dos poderosos você escarnece dos fracos e pisa a fragilidade dos simples. Você se esqueceu que o Senhor Jesus teve sempre especial carinho pelos pequeninos, pelos explorados e deserdados da terra. Não foi de uma elite, de uma casta, de um grupo de nobres que Jesus formou a sua igreja. Ele formou sua igreja de marginalizados, do que havia de mais desprezível na sociedade de seu tempo.

É notório o quanto você minimiza os pecados dos seus mais destacados dizimistas e ofertantes. Você não trata a todos com igual amor e paciência, pois se deixa influenciar pelo status, pela situação econômica, pela posição social. É sua prática premiar o sorriso do fariseu e zombar da circunspecção do homem sincero. Você rasga os estatutos de Deus em favor das infames conveniências do dia-a-dia. Nesse contexto, você perdeu a santidade, a simplicidade, a unção, as brancas vestes, a autenticidade e o caminho da glória do Altíssimo.

Igreja profana! Você tem se curvado ao império da injustiça. A farsa tomou o lugar da verdade. O iníquo é aplaudido porque lhe compra com a impureza do ouro as palavras de apreço. Você, igreja profana, tem perdido o discernimento e permitido que o diabo passe por anjo e os anjos sejam expulsos como se fossem diabos. Por ter descartado o amor, os arrogantes e os prepotentes falam mais alto em suas reuniões e assembléias ordinárias e você não tem força para dizer: “Afasta-te Satanás”.

Igreja profana é triste vê-la acobertar os amancebados dando-lhes cargos eclesiásticos. Você se especializou desgraçadamente no exercício da hipocrisia. Inquieta-me vê-la cega para a luz de Cristo não disciplinando os fornicários, os adúlteros, os fraudulentos, os usurários, os sepulcros caiados que se dizem servos de Deus. Você se esqueceu que a disciplina é a ação mais benevolente que pode ser praticada em relação ao rebanho do Senhor; e quando essa disciplina não é exercida, há uma flagrante desobediência a Deus. Enfim, você se esqueceu que existe o inferno.

Consternadamente, por aqui fico, igreja profana. Lamento você ter posto em leilão a sua consciência. Lamento você ter se prostituído com as leviandades e as imundícies da atualidade. Você, igreja profana, nem de longe, é a igreja que o Senhor Jesus um dia arrebatará. Com o coração ferido oro ao Senhor suplicando-lhe que não permita a continuidade de suas “vitórias” sobre o povo de Deus.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 4 de julho de 2014

LÍDERES CAMALEÕES


                                      LÍDERES CAMALEÕES

 

 

O camaleão é um réptil muito conhecido da família dos lagartos. Um recurso importante, usado pelos camaleões é a mudança de cor. Estamos vivendo a época do “evangelho camaleão”. Pregadores camaleões estão diluindo a mensagem bíblica dando ao Evangelho do Senhor Jesus uma nova “cor” a fim de alcançar resultados. Os líderes camaleões fazem uso do entretenimento como uma ferramenta para o crescimento da igreja. Ou seja, os pregadores camaleões estão a cada dia moldando a igreja ao mundo.

 

Não há, nas Escrituras, nenhuma ênfase sobre o entretenimento. A ênfase é sobre o arrependimento, a fé, a obediência, a extrema vigilância espiritual, e a separação imaculada do mundo.  A Palavra de Deus não faz cócegas em nossos ouvidos; ela inflige nossos ouvidos. Ela os queima. Primeiramente, ela corrige, repreende e traz convicção; depois, ela exorta e encoraja.

O réptil camaleão gosta de viver sobre as árvores. Viver sobre as árvores metaforicamente significa que os pastores camaleões são orgulhosos, buscam holofotes, pompa, glamour, desejam estar no topo e ver o seu nome estampado em gás neon. Esquecem-se esses camaleões que Jesus vem na contramão e diz: “O maior entre vós seja como o menor, e aquele que pastoreia seja como o que serve” (Lc 22:26). O trono de Cristo não foi uma poltrona confortável no centro da plataforma da igreja, mas foi a cruz. Sua coroa não foi de ouro, mas foi de espinhos. Seu palácio foi uma carpintaria e o seu berço foi cercado por moscas e estrumes. O verdadeiro Evangelho não se identifica com pompa nem com glamour!

Os camaleões possuem dois olhos que podem ser movidos independentemente um do outro. Ou seja, eles conseguem mover um olho para um lugar e o outro olho para outro lugar. Assim são os pastores camaleões tentam servir a dois senhores, a Deus e ao diabo. Ora estão no santo, ora estão no profano. Eles têm um olho voltado para o mundo e o outro voltado para o evangelho. Tiago adverte: “Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4:4)

Na sua postura de camaleão, os líderes camaleões dizem que é incômodo alguém entrar em uma igreja sem nunca ter estado lá. Mas, se um crente convidá-lo para se encontrar lá, tomar um vinhozinho, e enturmar-se com a moçada da igreja, o ambiente tornar-se-á menos incômodo. Os líderes camaleões são unânimes em afirmar que se Jesus viesse no nosso tempo ele iria sentar-se com as pessoas no bar, beberia o que eles estivessem bebendo, e ele ficaria feliz com isso. Tamanha blasfêmia!

Os pastores camaleões colocam ênfase na recreação. Por isso, agregado as suas igrejas existe o ginásio poliesportivo são Tiago, a academia são Paulo, a sala de jogos são Pedro, o home theater são Felipe e um ambiente exclusivo para a prática da “ioga para Jesus”. Enfim, existe um sem fim de variedade de atividades sem conexão com o culto a Deus.

Para os pregadores camaleões o papel da igreja não é legislar moral nem ética, e sim, trabalhar pela “koinonia-filosofal” no mundo da diversidade. Na visão desses líderes, o mundo e os deuses da moda é o padrão para a maneira de se vestir do crente. Afinal de contas, dizem eles, as mini-saias, as costas-nuas não são tão ruins. Esquecem esses camaleões que os filhos de Deus não pertencem a si mesmos. Todo o seu ser, corpo e alma, é propriedade adquirida por Jesus Cristo. Portanto, cobrir o corpo é um mandamento das Escrituras. Agostinho pontuou: “Vestes imodestas são piores do que a prostituição, porque esta corrompe a castidade, mas aquelas corrompem a natureza da pessoa”.

Os pastores camaleões negam todo conhecimento santo de Deus. Suas inspirações são diabólicas, pois não procedem de Cristo. Pregam um evangelho meloso, infantilizado, romântico, fantasioso, carregado de ilustrações sentimentais e de fraseologias combinadas com regras antropológicas, emolduradas em tendências liberais. Por isso, eles advogam a tese camaleoa de que Cristo e o Evangelho devem mudar de cara e identidade. O declínio de seus sermões é notório. Se pudéssemos pesar numa balança o conteúdo bíblico de seus sermões pesaria menos que uma agulha. Os seus sermões giram em torno dos temas: “Como elevar sua auto-estima”, “Aceite a si mesmo”, “Como aumentar o seu auto-amor”, “Creia em si mesmo”, “Como reduzir o seu estresse”, “Deus existe para lhe fazer feliz”, “Você é sempre vitorioso”, “Direitos dos gays”, “Direitos da mulher, das crianças, dos animais” e por aí vai. As mensagens que pregam são recheadas de Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Desmond Tutu, Mahatma Gandhi, Dalai Lama, Lair Ribeiro, Augusto Cury, Freud e Carl Jung.  Nada de condenar as iguarias do mundo, nada de atacar o pecado!

Os pregadores camaleões, por serem camaleões, são travestidos de um satanismo disfarçado. Endossam as passeatas gays, o uso das drogas com moderação e o uso de preservativos, pois insistem em afirmar que Cristo nos chamou para a liberdade e o sexo antes do casamento é aceitável.  Ademais, eles chegam às raias da blasfêmia quando defendem o uso de gírias e palavrões na pregação do Evangelho. Usam Bíblias luciferianas como NVI (Nova Versão Internacional), BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje), Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, Bíblia “A mensagem”, de Eugene Peterson, Bíblia Dake, Bíblia Freestyle, de Ariovaldo Jr. Com o intuito de mostra que as suas “ovelhas” são “felizes” as incentivam pular o carnaval sem carne. Na verdade, esses camaleões dirigem o rebanhão das perdições.

 

O camaleão se alimenta, principalmente, de insetos. Para pegar os insetos, ele utiliza um importante recurso: uma língua comprida, elástica e pegajosa. Os pregadores camaleões através de sua língua alongada, elástica e pegajosa ludibriam seus ouvintes. Eles perderam a visão do sacerdócio. Perderam a visão da necessidade de se viver na presença de Deus. Sugam como camaleão a última gota de suas “ovelhas”, conquista-lhes o ouvido e engana-lhes o coração. O negócio é ter “casa cheia”. Conversar com Satanás na hora do culto, contar anedotas, prometer sucesso material, soprar nas pessoas, dizer “revelações” bombásticas faz parte da ordem do dia em suas igrejas.

Os adeptos do “evangelho camaleão” gostam de novidades. Não vivem sem elas, precisam delas. Quanto mais novidade, mais “avivamento” acontece. Não vêem nada demais no rock para Jesus, no forró para Jesus, no samba para Jesus. Fumaça, jogos de luzes, gelo seco, pula-pula e gritarias são sinais de avivamento. A canalhice dos adeptos do “evangelho camaleão” chegou a tal ponto, que os ímpios, estupefatos, afirmam: “É, já não se faz mais crentes como antigamente”.

Finalmente, a membresia das igrejas do “evangelho camaleão” professa sua fé em Cristo Jesus, mas não mostra um resquício sequer de mudança no seu modo de viver.

Deus salve Sua igreja dos líderes camaleões!

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A VOCÊ CANDIDATO EVANGÉLICO


                             A VOCÊ CANDIDATO EVANGÉLICO

                                                                   

Candidato evangélico, talvez você pense que se for um parlamentar estará salvando a igreja de uma hecatombe espiritual. Mas, é preciso você entender que a igreja é do Senhor, não nossa. O Reino é dEle, não nosso. O autor da história é Ele. O sujeito das ações é Ele. Deus não precisa de salvadores e a igreja é muito maior e muito mais poderosa do que você pensa. Ela sobreviveu ao surgimento de um Nero, de um Marx, de um Hitler, de um Mao-Tsé-Tung. A igreja é do Senhor Jesus e exatamente por isso nunca será vencida. Jesus foi abandonado. Sofreu traições, acusações falsas, cusparada, impropérios e escárnios. Foi crucificado. Mas, assentou-se à destra do Pai, foi entronizado e servido pelos anjos! Como Jesus foi vitorioso, a igreja sempre será!

 

Talvez você diga: “É melhor ter um parlamentar crente do que um ímpio”. Esse raciocínio é contraproducente, pois entra em choque direto com a soberania de Deus. Deus não é alguém patético, mas é Senhor. Deus é Senhor Soberano de tudo, e tudo o que acontece, acontece por Sua permissão. Em Romanos 13:1, a Bíblia diz “não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há, foram ordenadas por Deus”. Isto quer dizer que o governo civil, assim como tudo mais na vida, está sujeito à lei de Deus. O Senhor é quem ordena a autoridade civil. Jesus disse a Pilatos: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado” (Jo 19:11). Até a autoridade do ímpio vem de Deus. Toda autoridade é constituída por Deus, seja ele crente ou ímpio. E, na Sua Soberania, Deus pode usar até um ímpio para fazer uma justa administração. Deus está acima de tudo e pode fazer cumprir a Sua vontade por meio de homens incrédulos quanto por intermédio de homens crentes.

 

Não esqueça, Sr. candidato, que Deus usa quem quer, quando quer, e não deve nada a ninguém por isso. Deus usou a Assíria para disciplinar Israel, mas esta não ficou com crédito junto a Ele. Ele a julgou.

 

No início do cristianismo, a escravidão era uma instituição bem estabelecida e de uma crueldade sem limites. Não era difícil imaginar que os crentes fossem chamados a empreender uma campanha pela abolição. No entanto, não vemos na Bíblia Paulo e os apóstolos se pronunciarem contra os males da escravidão da época. A epístola de Filemom mostra-nos que os crentes da igreja primitiva não moveram um dedo para mudar a situação. Onésimo, escravo fugitivo, converteu-se por meio da pregação do apóstolo Paulo em Roma. Em vez de Paulo aproveitar a ocasião para combater o mal da escravidão, ele faz um apelo espiritual e insiste para que o escravo Onésimo, embora continuasse sendo escravo, fosse agora recebido como irmão, e irmão amado pelo seu amo Filemom (Filemom 10:16). É claro que não podemos ficar indiferentes a um governo opressor e cruel. Mas, lembre-se, candidato evangélico, de que o recurso do crente é o próprio Deus. O recurso da igreja é entrar na presença de Deus em oração e jejum, depositar diante dEle o fardo que o mundo faz pesar sobre o nosso coração e depois sair para a proclamar as Boas Novas de Cristo aos homens. É importante frisar que a escravidão findou no império romano com os crentes praticando o amor tanto ao capataz como ao escravo. A igreja deve se opor às injustiças sociais, não elegendo seus membros a cargos políticos, mas anunciando o Evangelho que é o poder de Deus que transforma aqueles que praticam injustiças.

Chega de querer cumprir a obra de Deus através da política. No Novo Testamento não vemos os apóstolos entrando em aliança com o sistema político partidário de suas cidades. Os crentes da igreja primitiva não tinham poder civil. Tinham poder do céu, influência espiritual e faziam a obra de Deus com imenso amor e ousadia. Você, candidato evangélico, nunca poderá produzir cristãos pelas leis do Parlamento. Portanto, não coloque suas esperanças nas leis dos homens, nem em qualquer reforma, nem em ações políticas. Nunca teremos uma sociedade perfeita. Unicamente a vinda de Cristo irá produzir isso.

 

Candidato evangélico, Igreja e Estado têm esferas diferentes. Por isso, a lealdade do crente é, antes de tudo, para com Deus e sua Palavra. Sua pátria amada é a celestial. Você, candidato, não é da direita nem da esquerda nem mesmo do centro. Você é de cima. Seus valores são espirituais e celestiais. Somos cidadãos do Reino do Céu. Os princípios do Reino Celestial são os que devem subordinar nossa vida e não os estatutos de um partido político. Nosso norte são os valores da Palavra de Deus e não as diretrizes de um partido político. O crente deve dizer como Lutero: “Minha consciência é cativa da Palavra de Deus”.

 

Sr. candidato, sugiro que sua preocupação dominante seja sempre a sua relação com Deus e a sua ansiosa espera pela vinda de Cristo. Finalmente, onde há pontos inegociáveis não há nada para se negociar, portanto, abandone a idéia de ser candidato.

 

Ir. Marcos Pinheiro

 

 

sábado, 24 de maio de 2014

A LEI DA PALMADA: UM PROJETO MALÍGNO


                   A LEI DA PALMADA: UM PROJETO MALÍGNO

 

Há muitas opiniões sobre a educação dos filhos. Cada pai e cada mãe têm uma opinião como a educação deve ser feita. Em face de tantas opiniões divergentes há um padrão para todos os pais, há absolutos. A Bíblia é a Palavra de Deus e como tal, é o único livro não adaptado às opiniões, filosofias do homem ou leis humanas. As Sagradas Escrituras se mantêm estável em todas as épocas. É sempre atual e por isso não é carente em nenhum ponto para ser aplicada em qualquer situação, especialmente, na educação de filhos. Portanto, se a educação dos filhos não for fundamentada na Palavra de Deus, o filho não terá orientação adequada para todas as áreas da sua vida.

 

Nenhuma família pode se desenvolver adequadamente sem limites e regras que incluam recompensas e castigos. Isto é especialmente importante na primeira infância, quando o caráter moral ainda não está formado e as crianças não entendem motivos morais. A mais leve ofensa de uma criança quebrando as regras do lar não deve ficar sem a devida correção; pois, se ela achar clemência ao transgredir uma regra, esperará a mesma clemência em relação a outras ofensas, e sua desobediência se tornará mais freqüente, até que os pais não tenham mais controle. Portanto, desde cedo a criança precisa aprender que quem vive sem disciplina se dá mal.

 

Deus deixou deveres para os pais no tocante à educação dos filhos. De acordo com a Bíblia, os pais não devem se constranger em corrigir seus filhos, “Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo” (Pv 13:24). O próprio Pai celestial ama e disciplina (Hb 12:16). Pais omissos quanto à correção, arruínam seus filhos. De acordo com a Bíblia é necessária uma correção corporal para gerar um coração sábio “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29:15). Em Provérbios 22:15 e 19:18 Deus afirmou: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela; castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. Nesses versículos, Deus deixa claro que não tem o propósito de incutir-nos a idéia de que nosso lar deve ser caracterizado por um reino de terror onde se tortura e se espanca. Mas, os filhos devem ser disciplinados, castigados de tal maneira, que não percam o respeito e as afeições por seus pais.

 

Na Bíblia não há incentivos para espancamentos. O uso da vara não faz páreo com maus tratos. A correção corporal que a Bíblia ensina não é o direito de bater no filho a qualquer hora por qualquer coisa. A vara da correção é para ser usada só na hora de disciplina e isso para corrigir um erro. É necessário que a criança entenda antes da aplicação da correção exatamente o que foi o erro. O uso indeterminado da vara provocaria o filho à ira e semearia ódio algo que a Bíblia manda que os pais não façam “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira” (Ef 6:4).

 

Por causa de excessos de alguns pais descontrolados, o princípio Bíblico da vara da correção é julgado como criminoso. Ora, o fato de facas serem usadas muitas vezes em crimes não implica que o uso de uma faca na cozinha é um crime. O uso da vara produz sabedoria ao ponto de até salvar a alma “A vara e a disciplina dão sabedoria; tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno” (Pv 29: 15; 23:14). A vara comunica amor sem nenhuma possibilidade de machucar a criança psicologicamente.

 

A opinião pública acha que não é possível usar a vara sem mal tratar o filho, mas os pais que a usam de acordo com o padrão Bíblico sabem que a disciplina aplicada no lugar certo e na maneira certa não traz trauma a ninguém e sim produzem frutos pacíficos que é descanso à alma “Toda correção, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; mas depois, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados” (Hb12:11). Nenhum destes frutos virá sem o uso correto da vara! Vale salientar que o chavão “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos” é o mesmo que dizer: “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”.

 

Diante do exposto, não há dúvida que o projeto de Lei 7.672 conhecido como a Lei da Palmada é anti-bíblico, portanto, maligno. Na verdade essa Lei quer criar uma sociedade de monstros.

 

Ir. Marcos Pinheiro