domingo, 11 de dezembro de 2011

ASSEMBLÉIAS DE DEUS: ACORDEM !

ASSEMBLÉIAS DE DEUS: ACORDEM!

O crescente número de mulheres que estão sendo ordenadas para o ministério é um claro sinal de que a apostasia final já começou. Por muitos anos, somente elementos marginais dentro do pentecostalismo permitiam que elas doutrinassem, porém aquilo que começou como uma gota está agora se transformando em uma enxurrada. A Assembléia de Deus do Distrito Federal na pessoa do Sr. Sóstenes Apolos, homem teologicamente desnutrido, aderiu a apostasia da ordenação de mulheres ao oficialato eclesiástico. A enganação está aumentando e muitas ovelhas de Deus estão sendo enganadas por charlatães disfarçados de ministros do evangelho. Homens réprobos e saqueadores da sã doutrina. À semelhança de Israel, outros pastores da Assembléia de Deus engodados no “evangelho de goma de mascar”, estão causando o erro do povo “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah! povo meu os que te guiam te enganam, e destoem o caminho das tuas veredas” (Is 3:12. Esses réprobos assembleianos fazem o jogo das mulheres mandonas e pregam comichões nos seus ouvidos. Eles morrem de medo das Jezabéis da igreja, por isso eles perguntam a elas o que elas querem que a igreja faça, ou seja, o importante é administrar interesses. Esses corruptos de entendimento pregam sobre Elias, mas não fazem o que Elias fez, nem deixam Elias pregar em seus púlpitos.
O espírito de Jezabel é aquele espírito Satânico que faz com que uma mulher domine sobre o homem. Há um ódio infernal contra a autoridade masculina. Esse espírito começou a caminhar a passos largos na Assembléia de Deus iniciando pelo Distrito Federal. O espírito de Jezabel é anti-pai e anti-Deus, o Pai.
As motivações que levam a ordenação de mulheres a pastoras não são fruto da investigação bíblica, mas sim, o resultado da influência do movimento feminista. Em nenhuma parte do Antigo Testamento uma única ocorrência será encontrada em que uma mulher serviu como sacerdotisa. O sacerdócio e o serviço no Tabernáculo/Templo eram vedados às mulheres e essa proibição nunca foi questionada durante o Antigo Testamento. No Egito, Babilônia e outros povos pagãos havia sacerdotisas. Isso para os judeus, que muitas vezes se identificavam com práticas pagãs, não deveria ser escandaloso terem sacerdotisas em seus templos. Contudo, é inexistente qualquer referência à sacerdotisa no templo do povo de Deus o que nos leva a concluir que não era por causa da mentalidade da época que não havia sacerdotisas nos templos judaicos, mas sim, e unicamente por razões de ordem divina. No Novo Testamento, pastores e diáconos eram exclusivamente homens. Cada um foi chamado e indicado pelo Espírito Santo. As qualificações deles são encontradas em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1: 5-9. Portanto, mulheres pastoras é um oximoro espiritual e aqueles que estão sendo enganados por ele não são espiritualmente sábios. Vale salientar que a ordenação feminina ao pastorado é filha do triângulo amoroso entre Liberalismo Teológico, Feminismo e Filosofia unissex. O Liberalismo Teológico se esforça em adaptar a Bíblia aos movimentos culturais seculares e adota como hermenêutica a interpretação alegórica distorcendo textos literais das Escrituras como desculpa de contextualização cultural. O feminismo segue o mesmo modelo do Liberalismo Teológico, ou seja, faz uma releitura deturpada dos textos bíblicos que falam dos papéis das mulheres e dos homens a partir de uma perspectiva amoldada ao humanismo. A filosofia unissex procura deliberadamente acabar com as diferenças naturais entre sexos promovendo uma nova moralidade antibíblica, pois nada pode ser de si mesmo qualificado de errado.
Diante do exposto, como podem aqueles que defendem o ministério feminino explicar o fato de que, durante séculos da história da igreja, não há nenhuma evidência suficientemente considerável de mulheres sendo compelidas ao chamado pastoral? Se Deus designou mulheres para servir no sacerdócio, por que somente depois dos efeitos políticos do Movimento de Libertação da Mulher, houve de fato um ímpeto nessa direção? Será que Deus estava apenas esperando por essa mudança de posição da sociedade para desobstruir o caminho liberando o oficialato eclesiástico para as mulheres? Francamente é difícil compreender um crente piedoso e amante da sã doutrina se deixar levar por tamanha apostasia!
A obediência é o grande segredo de toda a devoção. A fonte de todo o mal desde o princípio tem sido a vontade independente. Onde quer que haja insubordinação haverá pecado e Deus é desonrado. Aceitar a consagração de mulheres ao pastorado é desacato, insolência e insubordinação à autoridade da Palavra de Deus. Pastores da Assembléia de Deus, amantes da Palavra, unam-se e levantem-se contra a apostasia da ordenação feminina. Rejeitem a doutrina dos Himeneus, dos Alexandres Latoeiros, dos Dimas, dos Filetos e dos Janes e Jambres. Rejeitem aqueles que confessam a Deus, mas negam-no com as suas obras sendo abomináveis e desobedientes. Rejeitem aqueles que deixando o caminho direito, erram seguindo o caminho de Balaão que amou o prêmio da injustiça. Rejeitem aqueles cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. Rejeitem aqueles que se apascentam a si mesmos sem temor sendo como árvores murchas, infrutíferas, desarraigadas. Rejeitem os fraudulentos que se transfiguram em apóstolos de Cristo. Rejeitem os pastores-cães cuja palavra corrói como gangrena. Pastores da Assembléia de Deus, amantes da Bíblia, retenham firme a fiel Palavra, que é conforme a doutrina, para que sejais poderosos, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes. Sugiro que leiam no meu blog meu artigo “Mulheres Pastoras: Espírito de Anarquia”.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

MEDIOCRIZADORES DO EVANGELHO

MEDIOCRIZADORES DO EVANGELHO

Estamos vivendo a época da mediocrização do Evangelho. Pastores inescrupulosos oferecem perdão em troca de dinheiro; anunciam um Deus que se deixa subornar por ofertas; um Deus que é um quebrador de galhos que enriquece as pessoas. Enfim, um Deus que é um babaquara-bonachão com um saco cheio de presentes para dar àqueles que vivem de religiosidade festiva, ou seja, freqüentam a igreja aos domingos, dizimam, ofertam, cantam corinhos, pulam, sapateiam, assobiam, gritam, dão vaias, sopram, espocam bolas, gingam o corpo, gargalham, dançam, rodopiam, sibilam, berram e batem palmas. A ladainha arrazoada dos mediocrizadores do Evangelho é sempre a mesma: “Venha buscar sua bênção”, “Aprenda a vencer o devorador”, “Deus derramará uma unção financeira sobre você”, “Venha recuperar o que o diabo roubou de você”, “Aprenda a viver acima da média”, “Torne possível seus impossíveis”, “Exija seus direitos a Deus”, e por aí vai. Nesse contexto, a posição de servo inútil recuou diante da arrogância do status de filho do rei que reivindica seus direitos. No Novo Testamento há 24 ocorrências sobre “Vontade de Deus”, mas os mediocrizadores do Evangelho insistem em adulçorar a boca de seus ouvintes dizendo que pedir segundo a vontade de Deus é falta de fé. Esquecem esses falsários do Evangelho que direito é mérito e nós temos graça e não mérito. Além disso, Deus é movido pela sua graça e não por nossos méritos.
Hoje os crentes estão como o povo na época de Jeremias: Só querem ouvir coisas boas, como ser rico e o que fazer para ter um carro zero e morar numa cobertura olhando para o mar. Não querem ouvir nada de abandono de pecado, nada de necessidade de arrependimento. Compromisso com Deus, intimidade com Deus, aprofundamento no relacionamento com Deus, santidade, vida de oração, nem falar! Os falsos profetas na época de Jeremias contrastavam a sua mensagem. Os falsos profetas só falavam aos seus ouvintes de vitória, prosperidade, riquezas e futuro radiante. Jeremias falava de juízo, de pecado e necessidade de arrependimento. Para os falsos profetas e o povo, Jeremias era um antiquado, ultrapassado, quadrado, xiita, radical, legalista. Mas, sem se preocupar em ter sucesso, Jeremias disse que os profetas agiam falsamente e curavam superficialmente as feridas do povo. A situação na época de Jeremias é a mesma dos dias atuais. Os crentes não gostam de serem advertidos, não gostam de serem convocados a andarem na contra mão do mundo vivendo uma vida piedosa. Gostam de serem sabujados. Estão infectados com o vírus do Evangelho medíocre o que os deixam ávidos por benção, ou seja, estão acometidos de uma doença: bençãotite. Por outro lado, os inescrupulosos mediocrizadores do Evangelho dizem sempre paz, paz! oferecendo ao povo festas e louvores, louvores e festas, ou seja, a vida religiosa festiva basta. Na visão dos líderes mediocrizadores, o homem não precisa se enquadrar na vontade de Deus, por isso, seus sermões são massageadores do ego e lisonjeiros ao pecador. A pregação desses satânicos homens não é focada nas exigências morais e espirituais de Deus, pois as necessidades materiais dos ouvintes têm mais relevância que a proclamação da santidade de Deus. Esses burlões sempre oferecem a graça de Deus lincada aos bens materiais omitindo a santidade, a vida de renúncia e o abandono de pecado. Esses embusteiros se esquecem que o Evangelho não é um chamado para viver nababesco, mas um chamado para andar com Deus tomando a cruz. Deus não se deixa vender. Deus não é devasso. Deus não se deixa subornar por ofertas. Deus quer caráter e vida submissa a Ele. Ninguém está autorizado a oferecer carro zero, casa própria e unção financeira em nome de Deus. Jesus ofereceu a cruz.
O culto nas igrejas dos mediocrizadores do Evangelho é uma algazarra, uma folia. Tudo é forró, samba, axé e rock. A igreja funciona como um clubão, um barzinho onde os seus membros comem, bebem e se divertem. Não há quebrantamento, nem mudança de vida, nem exortação à santidade. Além disso, os cultos são roteirizados para que as pessoas se sintam bem e saiam satisfeitas consigo mesmas. Nesse contexto, a chamada ao arrependimento é varrida para baixo do púlpito. O negócio é manter uma mensagem secularizante: ter fé, ser bom, praticar o bem, ser solidário. Há muita gente inserida nesses quatro pilares e vão para o inferno. Não há salvação sem arrependimento. O Evangelho trata da rebelião do homem contra um Deus santo que em última instância o condenará ao inferno se ele não se arrepender de seus pecados. De acordo com a Bíblia o Evangelho são as Boas Novas pelas quais os perdidos podem ser perdoados de seus pecados e receber a retidão de Cristo. O verdadeiro Evangelho é: Aquele que não está disposto a perder sua vida para ter Cristo, não é digno dEle. Essa verdade os mediocrizadores do Evangelho não pregam. Para eles, o negócio é alimentar o povo com promessas que Deus nunca fez.
Uma característica dos satânicos mediocrizadores é que eles adoram diluir a doutrina. Vivem fora das balizas doutrinárias e dentro dos muros de revelações, sonhos e visões subjetivas feitas na carne. Ora, diluir a doutrina é destruir os alicerces da vida cristã, é querer por um corpo de pé e em movimento sem a estrutura óssea. A pureza doutrinária é de importância vital: “Quem quer que transgrida e não cumpra a doutrina de Cristo, não tem Deus; Aquele que permanece na doutrina de Cristo tem tanto o pai como o filho” (2 João 1:9).
Precisamos de um avivamento urgente na pátria brasileira. Precisamos nos arrepender do ativismo religioso, da religiosidade festeira e gaiata. Precisamos nos libertar dos sermões gongóricos, louvorzões histéricos e shows gospéis. Precisamos abandonar o discurso do mundo, a cultura do mundo, a sintaxe do mundo, e as práticas do mundo. Precisamos voltar às verdades antigas do Evangelho. Precisamos de uma aguda separação do mundo. Precisamos sentir a nojeira do pecado e nos refugiar na graça de Cristo! Chega de fraude religiosa, chega de enganação, chega de ovações, chega de guloseimas, chega de mediocridade! Que o Senhor traga de volta o senso da eternidade nos nossos corações através do avivamento!

Ir. Marcos Pinheiro






sexta-feira, 21 de outubro de 2011

IGREJA PANETONIZADA

IGREJA PANETONIZADA

O capítulo 3 de Neemias fala da reconstrução dos muros e das portas de Jerusalém. Cada porta tem um significado espiritual para a igreja do Senhor Jesus Cristo. No versículo 6 encontramos: “E a porta velha repararam-na”. A porta velha nos fala de antiguidade, de algo que foi estabelecido a muito tempo, de algo veterano. Ou seja, a porta velha diz respeito à legítima e genuína doutrina cristã. Quando a igreja perde o rumo é porque perdeu o foco da doutrina. Ao perder o foco da doutrina, perde-se a teologia sadia; perdendo a teologia sadia, perde-se a identidade e passa a viver mundanamente. Muitos líderes pensam que precisamos entender o nosso tempo para enquadráramos nele a nossa mensagem. Esse pensamento maligno tem levado as igrejas abandonarem a porta velha, ou seja, a legítima e genuína doutrina cristã. É urgente entendermos que o nosso foco não deve ser um ajuste do que pregamos aos novos tempos, mas sim, como pregar a mesma mensagem de sempre aos novos tempos. A igreja deve se firmar nas raízes bíblicas e encaixar o tempo em que vivemos dentro das raízes bíblicas. O conteúdo bíblico, os preceitos divinos e a doutrina cristã independem do tempo, não podem ser adaptados à época e nem a cultura secular alguma. Judeus e gregos tinham uma visão do mundo completamente distinta, mas a igreja primitiva pregava aos dois grupos a mesma mensagem, a mesma porta velha. Quando Paulo focalizou tempos futuros, ele não prognosticou ao jovem pastor Timóteo nenhum conteúdo diferente. O apóstolo disse a Timóteo: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina” (2 Tm 4:2). Em I Coríntios 1:23 Paulo enfatiza: “Mas nós pregamos a Cristo crucificado”. Essa mensagem era ofensa para os judeus e loucura para os gregos, ou seja, o conteúdo dessa mensagem não fazia sentido para nenhum dos dois grupos. Mas, isso não intimidou a igreja, não a fez recuar. A igreja não teve dois evangelhos, um para cada cultura. Hoje temos um evangelho africano, um evangelho indígena, outro sul americano, outro asiático, outro escandinavo e por aí vai. A preocupação de muitos pastores é como tornar a porta velha palatável ao incrédulo. Esses líderes oferecem uma doutrina tipo panetone, isto é, encharcada de doces para satisfazer o paladar dos ouvintes dando origem a igreja panetonizada. Os pastores panetonizados esquecem que a tarefa da igreja não é tornar o Evangelho aceitável, mas pregar a mensagem de sempre, mesmo que pareça inaceitável. O Evangelho não pode ser adaptado a tempos, culturas e gostos. Não pode se submeter ao escrutínio do tempo. Quando a igreja tenta fazer isso se tem um Evangelho adocicado, meloso, panetonizado que tem mais o rosto de Freud, Carl Jung, Norman Vicent Peale, Lair Ribeiro, Augusto Cury que o de Jesus. A Palavra de Deus não é um objeto que analisamos pela cultura secular, mas é o microscópio pela qual examinamos a cultura secular. A Palavra de Deus é senhora e não serva da cultura secular; é juíza e não ré da cultura secular; é palavra última e não palavra penúltima. Na parábola do semeador havia diferentes tipos de solos. Não havia diferentes tipos de sementes. A semente é o Evangelho, é a doutrina e, é única.
As conseqüências são desastrosas quando a igreja abandona a porta velha e passa a expor uma doutrina tipo panetone. Nesse contexto, Palavra de Deus é substituída pela a palavra do homem, o pensamento secular é ensinado como preceito divino, o púlpito é desvestido de sua grandeza e de sua santidade e transformado em uma tribuna de ganho pessoal. Quando a igreja descarta a porta velha, cria-se um evangelho sintético de consumo, sem exigências e só oferecimentos. A ladainha é sempre a mesma: “Há poder em você; há poder em suas palavras; você nasceu para vencer; você pode ser rico, basta que você queira porque Deus já liberou uma unção financeira para você”. Quando a igreja despreza a porta velha vira parque de diversão para o povo, agência de emprego para os ociosos, comunidade de moralistas mascarados e quartel de manipuladores: “Olhe para o seu irmão e diga o gigante será derrotado”, “Diga para quem está à sua esquerda e à sua direita hoje você receberá sua benção” e por aí vai. É fácil perceber que o culto da igreja panetonizada é leviano, banal, fútil, e tem consistência de chiclete, pois a mensagem bíblica é trocada pela festa. O povo dessa igreja deixou de ser o povo da Bíblia e passou a ser o povo da caixa de som. O “louvor” da igreja panetonizada é carregado de rock, samba, forró, funk, rap, axé, numa tentativa de mascará a doença estabelecida. Os pastores da igreja panetonizada são promotores de emoções, contadores de estórias engraçadas, gaiatos, humorísticos, astros do púlpito que fazem dos ouvintes um fã clube e não um rebanho para alimentá-los espiritualmente. Esses líderes pregam um deus que dá tudo, compreende tudo, aceita tudo, passa a mão na cabeça de todos e nada exige. Eles oferecem um cristianismo minúsculo amoldado às pessoas; um cristianismo condescendente com o erro, que fecha os olhos para o pecado e aceita todo tipo de comportamento. A conseqüência mais grave é que a igreja panetonizada passa a ser uma espécie de ONG de auto-ajuda auxiliando as pessoas a conviverem com seus pecados. Os pastores da igreja panetonizada não se prendem à porta velha porque querem derrubar celeiros para construir outros maiores e se sentem satisfeitos em reter o status-quo atual, ou seja, eles sabem que se sacudir o banco da igreja com a porta velha significa a perda de poder, de prestígio e até uma aposentadoria gorda. Então, o negócio é pregar para o povo uma mensagem adocicada, aprazível, festeira, gaiata, humorística, teatral e manipuladora.
Nossa maior necessidade é de firmeza na porta velha. Não podemos ser uma igreja fútil preocupada com bens, com patrimônio, com grife, com cimento, ferro, pedra e areia. Devemos ser fiel e sincero na pregação anunciando o conselho de Deus na sua inteireza. Devemos preparar nosso coração para buscar e cumprir a lei do Senhor e ensinar os seus estatutos e as suas ordenanças. Precisamos nos prender à loucura de anunciar uma mensagem que o mundo julga ultrapassada.
Os profissionais da doutrina panetonizada estão com seus dias contados. Os dias de fingir que não vê o pecado vão se acabar. As técnicas bizarras e fraudulentas usadas pelos pastores panetonizados vão ser desmascaradas. Deus está levantando servos e servas que erguerão a bandeira da doutrina legítima e genuína que curará de verdade as feriadas das pessoas chegando á raiz delas: o pecado no coração. Durante a história da igreja, Deus sempre levantou um remanescente que pregou todo o conselho do Senhor. A porta velha nunca deixou de brilhar na história da igreja, apesar da panetonização das mensagens.

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SORTEIOS NA IGREJA? ESSA NÃO!

SORTEIOS NA IGREJA? ESSA NÃO!

Métodos Escusos e antibíblicos têm sido usados por certas igrejas para arrecadar dinheiro. Dentre eles: rifas, bingos e sorteios. Os pastores dessas igrejas passaram a entender que a igreja não é mais o sal da terra, mas o mel do mundo. Nesse contexto tentam justificar dizendo que o apóstolo Pedro se utilizou da sorte na escolha do substituto de Judas Iscariotes e por isso é bíblico fazer sorteios na igreja. Ora, Jesus havia ordenado que os discípulos não fizessem nada até a vinda do Consolador, o Espírito Santo, o qual os direcionaria em tudo (Lucas 24:49). A Igreja, sem dirigente, deveria esperar a vinda do Espírito Santo, sem agir antes. Pedro, porém, precipitou-se e resolveu escolher um novo apóstolo para substituir Judas, o traidor. Pedro agiu antes de o Espírito Santo chegar; ele usou da sorte baseando-se no Antigo Testamento em que Deus permitia em alguns casos o uso da sorte, fazendo expressar Sua vontade. Pedro era cheio de coisas judaicas, ele quis misturar a lei (o uso da sorte no Antigo Testamento) e a graça. Em Gálatas 2:14 vemos o apóstolo Paulo repreender a Pedro pelo fato dele ter obrigado aos gentios viverem como judeus. Isso deixa claro que Pedro era cheio de coisas judaicas, que o levou à precipitação, escolhendo o homem errado para apóstolo, Matias. Todos os apóstolos foram escolhidos diretamente por Jesus Cristo: “E subiu ao monte e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele” (Mc 3:13). Em Atos 1: 2 lemos: “Depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi levado às alturas”.
Paulo foi o legítimo substituto de Judas, pois foi escolhido diretamente por Cristo. Em Gálatas 1:1, o próprio Paulo diz: “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. De acordo com Efésios 2:20, os apóstolos são fundamentos da igreja, ou seja, a igreja está fundamentada nos apóstolos, e esses, por sua vez, em Cristo, que é a pedra angular. Se Matias foi o substituto de Judas e fundamento da igreja onde estão registrados os sinais de seu apostolado? Onde estão as epístolas de Matias? No entanto, temos quatorze epístolas paulinas no Novo Testamento. Em Efésios 3: 3-5 Paulo fala do mistério de Cristo oculto em Deus durante eras, e que agora se torna conhecido pela revelação dada aos apóstolos e profetas. Paulo se inclui como apóstolo que recebeu tal revelação “Como me foi este mistério manifestado pela revelação” (v3). Depois da eleição de Matias, não vemos mais o seu nome na Bíblia. O nome de Paulo marca o livro de Atos dos Apóstolos, bem como todo o Novo Testamento.
Em João 15:16 Jesus diz taxativamente aos onze que os havia escolhido “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei”. Do mesmo modo Jesus diz com relação a Paulo “Este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios” (At 9:15). Observa-se claramente em atos 1:21-22 que Matias estava entre as testemunhas da ressurreição do Senhor Jesus “Um deles se faça conosco testemunha da ressurreição, e apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias”. Se Matias foi o substituto de Judas por que Jesus ao vê-lo, não o escolheu naquela ocasião? Além disso, verifica-se claramente que, logo que Matias foi escolhido por sorte ele foi contado com os onze apóstolos, mas não diz que ele tenha se tornado um apóstolo “E por voto comum, foi contado com os onze apóstolos” (Atos 1:26). Isto vem revelar o ato precipitado de Pedro.
Aqueles que defendem Matias como o substituto de Judas alegam que uma oração foi realizada antes da sua escolha. Ora, a Bíblia ensina que o Senhor só atende as orações que são feitas de acordo com a sua vontade (I João 5:14). As Escrituras não omitem os erros dos seus servos. Portanto, a oração feita naquele momento estava desconforme com a vontade de Deus, pois o uso da sorte não é prática Neo-Testamentária.
Outros que admitem Matias como o verdadeiro substituto de Judas, afirmam que coube ao apóstolo Pedro a liderança cristã primitiva, liderança essa que teve, todavia, curta duração. Ora, se esse argumento é verdadeiro, então, somos “crentes – católicos”, pois, Pedro teria sido o primeiro papa uma vez que se a igreja pudesse ser orientada por Deus através de Pedro, antes da descida do Espírito Santo, ele seria o vigário de Cristo na terra como afirma a doutrina católica. Se admitirmos Matias como substituto de Judas, somos “crentes – adventistas”. Os adventistas misturam os princípios da lei com os princípios da graça. Pedro misturou esses dois princípios na escolha de Matias quando utilizou a sorte.
Outra passagem usada por aqueles que defendem que Matias foi o verdadeiro apóstolo que substituiu Judas é, I Cor. 15:5 que diz: “E apareceu a Cefas e, depois, aos doze”. Os defensores advogam: “Se Jesus ao ressuscitar apareceu aos doze, e Judas já tinha dado fim a sua vida, se conclui que os doze eram os onze acompanhados de Matias; assim sendo, Matias, foi o legítimo substituto de Judas”. Diante dessa argumentação fica a pergunta: Se Jesus apareceu aos onze com Matias, porque não escolheu Matias naquela ocasião? Ademais, se Pedro e os demais irmãos sabiam desse encontro, porque ainda fizeram eleição, em vez de reconhecerem logo Matias como apóstolo? Observa-se que no mesmo capítulo no versículo 7 lemos: “Depois foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos” o que implica dizer que naquele grupo dos doze não estavam presentes todos os apóstolos. Por isso, é dito “apareceu aos doze” (v5) e não aos doze apóstolos. Diante dessa análise, pode-se afirmar que dentre os doze naquele momento somente dez eram apóstolos. Quem era os outros dois? Os outros dois eram os discípulos de Emaús que narravam suas experiências aos dez quando caminhavam de Emaús para Jerusalém (Lc 24: 36-49). Naquela ocasião da aparição de Jesus dita em I Coríntios 15:5, Tomé não estava presente de acordo com João 20: 24. Oito dias depois Jesus, aparece aos onze, desta feita com a presença de Tomé (João 20:26) por isso a Bíblia diz que, depois de ter aparecido aos doze (dez apóstolos mais os dois discípulos de Emaús), apareceu a todos os apóstolos, ou seja, aos onze incluído Tomé.
A manifestação de Jesus a Paulo foi a última a ser registrada “E, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo” (I Co 15:8). Paulo declara que Jesus lhe apareceu por último no sentido de que foi o autêntico apóstolo porque viu o Senhor pessoalmente e foi comissionado por Ele de acordo com Atos 22:14 para integrar a formação do testemunho inicial de Jesus Cristo constituindo o inicio do alicerce da igreja. Portanto, fica evidente que o Senhor não direcionou aquela sorte usada por Pedro. Pedro seguindo sua impulsividade se precipitou.
O uso da sorte é um mecanismo explorador porque para alguém ganhar, alguém tem de perder. Quando a única maneira em que uma pessoa pode ganhar é quando a outra perde, então o desejo de ganhar virou exploração. A natureza do uso da sorte é: você tem que tirar de um para dar ao outro, tem que fazer muitos perdedores, a fim de levar um a ganhar. O uso da sorte diz que você deve entregar a direção de sua vida ao acaso. Quando uma igreja recorre ao uso da sorte para resolver seu problema econômico, ou para fazer alguma construção ou reforma é um sinal de que essa igreja perdeu a confiança no Jeová-Jiré. Deus cuida da Sua obra e quem deve prover os recursos são os crentes através de seus dízimos e ofertas. Só há uma maneira bíblica de sustentar a obra do Senhor: os dízimos e as ofertas do povo de Deus. Não precisamos de bingos, rifas ou sorteios. Igrejas que se utilizam desses embaraços para arrecadar fundos estão cultuando o “macaco sagrado”. Alguns dizem: “Todo mundo faz”. Ora, nós não somos todo mundo. Somos uma geração chamada para ser separada. Esses pastores têm feito da Bíblia um objeto descartável e por isso adotam os ditames do mundo. Que o Senhor tenha misericórdia!

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

QUANDO SATANÁS VAI À IGREJA

QUANDO SATANÁS VAI À IGREJA

Moisés estava recebendo as instruções, através dos mandamentos divinos, de como deveria ser o culto ao Senhor. Nesse ínterim, aos pés do monte, o povo cultuava um bezerro com alaridos estranhos. Deus disse, então, “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido” (Ex 32:7). O Senhor não poderia continuar orientando um povo que se corrompeu e que rapidamente passou para “outro deus” e “outro culto”, deixando-se levar por “outro espírito”. Infelizmente está acontecendo o mesmo no meio evangélico. Hoje, há um sistema de culto com alaridos estranhos onde Satanás se faz presente. Satanás consegue penetrar numa igreja tão facilmente através de um pastor liberal quanto através da música. O profano tem tomado conta do lugar santo através de músicas irreverentes incitadas por “outro espírito” que é fruto do “outro evangelho”, ou seja, fruto do evangelho medíocre de Satanás.
O envolvimento da igreja com alaridos estranhos começa com a música. A música é a mola-mestra da apostasia. A igreja é o que ela canta. Se o conhecimento de Deus é real no coração da igreja, a música que ela canta há de expressar esse fato. Se a igreja ignora a essência que fez tremer e fumegar o Monte Sinai, a música não será afinada com o caráter e santidade do Altíssimo. Cantar forró, samba, rock, axé, pagode, funk, rap e outros ritmos irreverentes que estimulam a sensualidade, a perversão sexual, pensamento suicida, a violência, a revolta contra a ordem estabelecida, as drogas, a anarquia é, no mínimo, total falta de “Examinai as Escrituras” (Jo 5:39). Esses ritmos profanos são esgotos de Satanás, pois foram criados para promover imoralidade e até mesmo culto aos demônios, uma vez que vieram dos rituais pagãos de invocação aos demônios. Deixam as pessoas eufóricas em uma autêntica catarse produzindo exatamente aquilo para os quais foram criados: concupiscências carnais e decadência moral. Alguns dizem: “Devemos santificar os ritmos”. Ora, as concupiscências do mundo não podem ser santificadas. Não tem como cristianizar as formas de prazeres que o mundo oferece. Vigiemos para que o pragmatismo com sua sutileza não se enraíze mais ainda no meio evangélico.
Os ritmos profanos, alucinantes e alienantes geram estilos de vida irreverentes. Isso se constata nos chamados shows evangélicos onde prevalecem o forró e companhia Ltda. É muito comum a presença de mocinhas com roupas indecorosas e transparentes, fazendo requebros sensuais e gingados carnais sob os olhares concupiscíveis de “adoradores” extasiados. Mas, o Senhor exorta: “Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me dão nenhum prazer. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos” (Amós 5:21,23). A última expressão pode ser parafraseada assim: “Afasta de mim a batucada dos teus corinhos, porque não ouvirei as melodias da tua bateria e das tuas guitarras”.
Poucos são os pastores que têm preservado os valores do culto bíblico. Querendo agradar a gregos e troianos, rendem-se aos esgotos de Satanás e tentam justificar dizendo: “Temos que quebrar paradigmas, trazer inovações para a nova geração e respeitar a cultura”. Esses mediocrizadores do culto só sabem imitar o que há de pior no mundo. Eles não se santificam e, como conseqüência, tornam-se espiritualmente incapazes de criar um ritmo decente e reverente de louvor a Deus. Nesse contexto, o diabo sente-se à vontade em ir à igreja. Será que esses condutores cegos nunca leram que o mundo jaz do maligno? (I Jo 5:19). Será que nas suas Bíblias não tem Tiago 4:4 “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Os que querem ser amigos do mundo que comam os detritos dos esgotos do diabo, que se alimentem dos ritmos profanos, mas saibam que prestarão conta pela imundícia que têm praticado diante de Deus no santo lugar. Esses líderes, por desvirtuarem algo tão sagrado como o culto, e por pensarem que Deus é um pascácio, colocar-se-ão sob o juízo do Altíssimo. Na verdade esses líderes são Luizgonzagólatras, Ivetesangalólatras, Raulseixasólatras, Johnlennólatras, e por aí vai!
Aqueles que estão fazendo banquetes carnais com os esgotos de Satanás têm argumentos aveludados e aparência de piedade, contudo o seu fim será desastroso, porque quem começa trocando o culto verdadeiro por esterco é porque perdeu todo o bom senso e coerência cristã, e acabará praticando anomalias maiores, amparados pelo falso argumento: “Não tem nada a ver, tudo é cultural”.
O Antigo Testamento apresenta inúmeros exemplos da ira de Deus contra qualquer mistura na adoração a Ele. Nos tempos de Neemias, uma câmara nos pátios da casa de Deus foi dada a Tobias, o amonita, pelo sacerdote corrupto e tolo, Eliasibe. Neemias “lançou todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” e toda a área foi cuidadosamente purificada (Ne 13: 7-8). Em nossos dias, a mesma purificação é necessária no templo de adoração cristã. Algumas das gloriosas palavras, no final da profecia de Zacarias, falam de modo figurado, sobre o louvor da igreja do Novo Testamento, e dizem que até “as campainhas dos cavalos” portarão as palavras “Santidade ao Senhor” e “as panelas na casa do Senhor” serão tão sagradas como “as bacias diante do altar” (Zc 14:20) . Não penetrará ali nada que seja profano. Se consultarmos o Antigo ou o Novo Testamento, veremos que a pureza e a separação são requeridas no louvor. Deve existir uma clara distinção entre o sagrado e o secular, o espiritual e o mundano. Sempre que a cultura deste mundo representar um viver carnal a igreja deve rejeitá-la. Desse modo, Satanás não irá à igreja.
Em Mateus 26: 30 está escrito: “E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras”. Jesus cantou com os discípulos um hino de louvor. Refletindo sobre a santidade do Senhor Jesus, cabe uma pergunta: Se fosse hoje, diante do que estamos presenciando, que tipo de hino Jesus cantaria numa igreja? Certamente o Santo Cordeiro do Deus Altíssimo cantaria um hino identificado com o seu santo caráter.

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 6 de setembro de 2011

IGREJA OU ONG ?

IGREJA OU ONG?

A evangelização e a obra social são partes integrantes, inseparáveis e indispensáveis na missão da igreja do Senhor Jesus. Quando estudamos o Antigo Testamento constatamos os cuidados de Deus com os pobres, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros (Lv 23:32, Dt 24: 20-21). Em Provérbio 21:13 diz: “O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido”. Isso indica que a própria ação de Deus para conosco, no alívio de nossas necessidades, será um reflexo de nossa ação para com os necessitados que Ele colocar em nossos caminhos. Ou seja, devemos atentar para as necessidades do próximo e supri-las com amor, se quisermos ser ouvidos por Deus quando o clamarmos. Quando discorremos pelo Novo Testamento verificamos que a prática da religião verdadeira é identificada com o coração que se preocupa e age no alívio da necessidade do órfão e da viúva. Em Efésios 2:10 Paulo admoesta dizendo que “Não somos salvos pelas obras, mas fomos criados para as boas obras as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Em Tito 3:14, Paulo nos ensina que devemos mostrar distinção nas boas obras, a favor dos necessitados, para que não venhamos a nos tornar infrutíferos. Em Efésios 4:28 Paulo ressalta a obra de assistência aos outros, mostrando que um dos propósitos do nosso trabalho é obter condição que nos possibilite ajudar o necessitado: “Aquele que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado”. Por outro lado, é notório em todo o Novo Testamento que a alta prioridade na vida de Jesus e de seus discípulos era a divulgação das Boas Novas. O Senhor ordenou que as igrejas fossem ativas na esfera espiritual pregando a Palavra aos perdidos e edificando os santos (I Ts 1:8, I Tm 3:15, I Co 11:33-34). O doutrinamento que Paulo deu aos coríntios mostra que um propósito significativo de seus cultos era convencer os incrédulos e edificar os santos (I Co 14: 24-26). No plano de Deus a igreja é um corpo espiritual com uma missão espiritual. Jesus não estabeleceu um clube social ou esportivo, e não deu aos homens o direito de corromper essa missão espiritual de que incumbiu sua igreja. Infelizmente, o interesse neste mundo tornou-se tão forte que algumas igrejas comportam-se mais como organizações sociais do que como Noiva do Cordeiro. Transformaram-se em ONG. Desconcentraram-se do céu e passaram a pensar que podem acabar todos os males sociais de um mundo dominado pelo pecado.
As igrejas do Novo Testamento não eram instituições sociais que tentavam sustentar todo mundo, nem era seu trabalho ganhar poder político. As igrejas do Novo Testamento se dedicavam de corpo e alma a uma missão bem mais sublime: a salvação das almas. Uma vez os judeus perguntaram a Jesus como fariam para executar as obras de Deus (Jo 6:28). A pergunta veio no plural: “obras”. Jesus respondeu com o singular: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou (Jo 6:29). A maior obra que alguém pode fazer é crer em Jesus. É o que de mais importante há na vida, porque desta decisão depende toda a eternidade da pessoa.
A Igreja-ONG está ficando cada vez mais forte. Sua bandeira é: “Deus está engajado na luta em favor dos pobres, a Bíblia deve ser lida dessa perspectiva, o evangelho é um protesto contra o escândalo da pobreza e um chamado a erradicá-la da vida humana” (Leonardo Boff). Mergulhada nessa visão muitos pastores transformaram suas igrejas em um centro de assistência social destinado aos carentes. Pregam mais sobre questões sociais do que a Cristo porque pensam que o Evangelho só tem o poder de ser o alívio dos materialmente pobres. Esses líderes trocaram a autêntica mensagem do Evangelho e o fulgor da fé por uma ideologia de transformação meramente social. A regeneração pessoal da alma e o novo nascimento foram substituídos por mensagens sobre reforma da sociedade. Quando tentamos olhar a Bíblia na visão da Igreja - ONG encontramos um oximoro, pois Jesus não fez uma opção pelos pobres. Ele manifestou-se como a graça de Deus que traz salvação a todos os homens: ricos e pobres. Quando estudamos os evangelhos constatamos que Jesus nunca desprezou a ninguém e a ninguém rejeitou. Ele proferiu palavras de fé, esperança e de amor a todos que cruzou o seu caminho, entre os quais havia desde os mais humildes, os mais pobres, como os samaritanos e os leprosos, até os mais elevados, como Nicodemos, Jairo e o comandante romano de Cafarnaum.
É preciso entender que o poder restaurador do Evangelho atinge todas as esferas da vida, inclusive a social. Em todas as partes do mundo, onde o Evangelho foi proclamado e os resultados ceifados, existiram transformações sociais profundas, inclusive, menores índices de pobreza. A Inglaterra experimentou grandes transformações sociais nos avivamentos do século 18. A herança da pregação e a prática dos puritanos, no século 17, nos Estados Unidos da América, geraram menores índices de pobreza e mais justiça social. A Escócia experimentou grandes benefícios sociais quando foi sacudida pelas pregações com lágrimas de John Knox. Os bares fecharam suas portas, os prostíbulos deixaram de existir, os magistrados presenteavam uns aos outros com luvas brancas porque não havia crimes para serem julgados; foram os benefícios experimentados pelo País de Gales em 1904 através da poderosa pregação de Evans Robert. Portanto, não devemos nos esquecer de nossas responsabilidades individuais para com os necessitados, mas a proclamação do Evangelho gera avivamento e o avivamento traz benefícios sociais. A igreja nunca deve esquecer-se de estender sua mão ao materialmente pobre, mas sua paixão deve ser a proclamação do Evangelho. Os benefícios sociais virão quando ocorrer uma transformação espiritual no coração do homem e, isso ocorre com a proclamação do Evangelho. O pastor fundamentalista D.M.Lloyd-Jones disse: “A proclamação do Evangelho tem contribuído mais para a solução dos problemas sociais do que todas as idéias humanísticas”.
As Igrejas - ONGS criam associações para fazerem parcerias com os governos a fim de obterem verbas para construções de creches, casa de recuperação para dependentes químicos, e asilos para velhos. Alguns crentes dizem: “Os católicos e os espíritas se beneficiam das verbas governamentais e nós não podemos ficar de fora”. Ora, o nosso modelo são as Escrituras e não os católicos e espíritas.
Esdras capítulo 3 nos informa que a cidade de Jerusalém estava devastada. Zorobabel foi incumbido por Deus para levantar a cidade. Quando os alicerces do templo foram assentados, um grupo de samaritanos dirigiu-se a Zorobabel oferecendo-se para ajudar na construção do templo “Deixe-nos edificar o templo convosco” (Esdras 4:2). Os samaritanos tinham seus próprios deuses e praticavam um culto pervertido. Zorobabel era um homem de Deus que tinha discernimento e imediatamente retrucou: “Nada tendes conosco na edificação da casa a nosso Deus, nós mesmos, sozinhos, a edificaremos” (Esdras 4:3). Em outras palavras, Zorobabel manteve o nível de separação na edificação da casa do Senhor ao recusar o benefício oferecido pelos ímpios. Precisamos aprender com o avivalista George Müller que conheceu como ninguém, o que é viver vendo o invisível, tocando o intangível e crendo no impossível. Müller construiu em Bristol, na Inglaterra, grandes edifícios para abrigar menores carentes, sem ter que fazer nenhuma parceria com o governo britânico. Todos os recursos ele os obteve através da oração. Na hora certa as janelas do céu abriam-se e todas as necessidades daquelas 3000 crianças eram milagrosamente supridas. Os pastores precisam dizer o que Abraão disse para o rei de Sodoma: “Nada quero de ti, nem um fio, nem uma correia de sandália quero de ti” (Gn 14:23). Os pastores precisam dizer em alto tom: “Estou envolvido numa grande obra de modo que não posso descer” (Ne 6:3)

Ir. Marcos Pinheiro








terça-feira, 30 de agosto de 2011

IGREJA DESFIGURADA

IGREJA DESFIGURADA

O fervoroso pastor A. W. Tozer disse: “Se algum arcanjo oferecer-me alguma verdade nova eu lhe pediria referência bíblica”. A identidade da igreja está sendo destruída por líderes inescrupulosos, desafeiçoados, implacáveis, cruéis e inspirados pelo inferno. Esses líderes têm introduzido na igreja elementos estranhos, que desfiguram sua saúde e prejudicam seu funcionamento. Doutrinas exóticas, práticas estranhas, bizarras, banais, carnais que se chocam com valores do Evangelho penetraram abruptamente nos cultos. Louvores esdrúxulos, revelações estapafúrdias, profecias mundanas, bizarrices, catarses, soprões, gargalhada santa, bençoísmo, novecentoísmo, cerulloísmo, malafaiaísmo, valdomiroísmo, macedoísmo, terranovaísmo, soareísmo, joyceísmo e cultos cada vez mais irreverentes dominam todo o ambiente da igreja. A mediocridade é chocante: as pessoas pulam, sapateiam, rodopiam, dão cambalhotas, satisfazem suas necessidades de balanço e maneios, são “arrebatadas” e depois percebem que nada mudou em suas vidas cristãs. Tudo isso tem desfigurado a igreja, que passa a se parecer com um circo, um clube, uma empresa, um SPA, um shopping, uma bolsa de valores, pois nela tem espetáculos, sócios, programas para fazer mimos aos seus congregados, desfiles, fé comercial e compra de bênçãos. A desfiguração da igreja percebe-se nos títulos auto-outorgados pelos líderes desfiguradores: apóstolos, paipóstolos. Daqui a pouco eles serão o vice-Deus e a quarta pessoa da trindade, uma megalomania que adultera as Escrituras.
Em Gálatas 6: 17 Paulo diz: “Eu trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”. Um dos problemas mais graves da igreja atual é a ausência de marcas, ou seja, cicatrizes. A doença atual da igreja é bençãotite. Muitos querem bênçãos. Querem um Servidor, um Doador de bênçãos. Querem o evangelho de bônus e brindes. Querem afagos, mas não querem cicatrizes. O que se precisa entender é que o cristianismo foi julgado difícil, rejeitado e impugnado. Desse modo, quem pensa que seguir a Cristo é ter um bilhete de primeira classe por este mundo está enganado. Quem pensa em seguir a Cristo sem querer sofre pelo Evangelho está iludido. O exercício verdadeiro da missão da igreja requer abnegação e passa inevitavelmente pelo sofrimento e perseguição. A igreja não está nessa terra para buscar honrarias humanas, nem para recebe aplausos do mundo. Jesus ressaltou que sempre haveria hostilidade contra a igreja fiel. Sua missão é única e singular: Anunciar o Reino de Deus e o perdão dos pecados em Cristo Jesus. A igreja que anuncia “Pare de sofrer” como sendo a essência do Evangelho, não é a igreja do Senhor Jesus Cristo; a igreja que ensina as pessoas dizerem “Sou filho do rei e mereço o melhor”, não é a igreja do Senhor Jesus Cristo. Essas igrejas mentem e falseiam o Evangelho porque oferecem um trono sem sofrimento algum em nome de Cristo. A verdadeira igreja é a da cruz. A Bíblia não chama a igreja a se identificar com Jesus pelo trono, mas pela cruz. O verdadeiro Evangelho é o da cruz, o do Cristo crucificado. Em I Pedro 4:13 o apóstolo enfatiza: “Regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis”. É na aflição e na perseguição que a igreja se sensibiliza mais para a voz de Deus. Certa feita, perguntaram a Katharine Von Bora , esposa de Lutero, o que ela achava das aflições, ao que ela respondeu: “Eu jamais teria entendido o significado dos diversos salmos, nem valorizado certas dificuldades, nem conhecido os mecanismos internos da alma se Deus nunca tivesse trazido aflições à minha vida”. O diabo nunca oferecerá a cruz, porque ele a odeia e a teme. Ele anuncia um evangelho sintético de caminho asfaltado.
Hoje, algumas igrejas com o pretexto de não serem chamadas de ultrapassadas e fanáticas, aceitam o padrão moral do mundo e o adota desfigurando-se como igrejas. Outras abordam temas mais sociais que espirituais, porque querem ser vistas pelo mundo como relevantes, perdendo, dessa forma, a visão de sua missão e transformando-se numa ONG. Ao invés de salvar os pecadores, querem salvar as árvores, as lagoas e as baleias; levantam a bandeira contra o aquecimento global; falam de preservação do meio ambiente, reciclagem do lixo, desarmamento nuclear; aliam-se a partidos verdes, defendem as fontes alternativas de energia e por aí vai. Esquecem que uma alma vale mais que o mundo inteiro. A preocupação da igreja deve ser a sua fidelidade a Deus e não passar ao mundo uma imagem moderna, atual, contextualizada. O mundo não precisa nos aplaudir, mas nos respeitar e reconhecer que temos uma mensagem de vida singular vinda da parte de Deus. O olhar da igreja não é para o mundo, é para Deus; sua identificação não é com o mundo, é com Jesus. Se a igreja não quiser ser desfigurada ela tem que se auto-avaliar pela Palavra de Deus e não pelo mundo. O sal não fica com gosto de feijão, mas o feijão fica com gosto de sal. Jesus espera que a igreja deixe marcas no mundo ao invés de ser marcada por ele. Urge a igreja voltar à prática do verdadeiro cristianismo: Separação, obediência, humildade, simplicidade, e seriedade. Precisamos purificar o templo, removendo os mercenários e os cambiadores, e ficarmos sob a autoridade do Senhor ressurreto. Derrubemos as mesas da profanação do Evangelho e afirmemos a santidade a Deus!

Ir. Marcos Pinheiro