sexta-feira, 20 de julho de 2012

CUIDADO: PROFETAS PEÇONHENTOS


CUIDADO: PROFETAS PEÇONHENTOS

A igreja emergente tem fechado os olhos para o pecado. A nova geração de “filhos de Deus” tornou-se mais relaxada do que os ímpios. O Evangelho na boca de muitos líderes ficou tão devasso que eles já não têm coragem de condenar o divórcio, o aborto, o casamento gay, a fornicação, o ficar, as vestimentas indecorosas. O que fazem é encher as mentes dos incautos com todo tipo de embaraço travestido de pregação bíblica.

Profetas peçonhentos estão crescendo assustadoramente. O Espírito Santo está sendo blasfemado na história da igreja como jamais visto. Os peçonhentos profetas fazem da igreja um jardim zoológico onde o louvor a Deus é feito com berros, grunhidos, rugidos, latidos e transe hipnótico. Tudo regido ao som da música rock, funk, samba, forró e axé. No culto, Satanás é a figura central. A manipulação prevalece: “Repita comigo: satanás você é um derrotado”, “Repita comigo: demônios, Jesus é maior”. É de se admirar declarações deste naipe no culto. É obra do diabo colocar Jesus em outro lugar que não seja o primeiro. No intuito de anestesiar os ouvintes, os peçonhentos fazem “revelações bombásticas”, jogam o paletó sobre as pessoas, unge-as com “óleo consagrado” e sopram sobre elas provocando um frenesi coletivo. Na verdade, trata-se de outro Evangelho, de outro poder que não é o do alto é o poder de baixo.

O Evangelho pregado pelos profetas malévolos é triunfalista. Pregam curas, sinais e maravilha$. Ludibriam os ouvintes prometendo riquezas e sucesso. Basta os crentes sonhar os sonhos de Deus que andarão nas nuvens, sem aflições e sem dor. Seus sermões sempre são baseados em textos do Antigo Testamento porque no Novo Testamento não encontram apoio para as suas enganações e quinquilharias. Quase nunca esses enganadores falam de julgamento final, inferno, condenação eterna. Chamam o pecado de erro o qual é cometido por causa de algum problema psicológico. Esses peçonhentos se esqueceram que o Evangelho não é um chamado à felicidade nem à prosperidade. É um chamado para andar com Deus, tomando a cruz e renunciando o pecado.

Os peçonhentos profetas se aprazem em ver a igreja lotada de analfabetos bíblicos que não analisam e nem questionam o que eles pregam. A fim de não perder o salário gordo que recebem e manter suas mansões e jatinhos, esses falsários agradam a platéia com mensagens adocicadas. Ora, sermões que agradam os pecadores jamais os salvam e os santificam.

A igreja dos venenosos profetas é constituída como capitanias hereditárias. A igreja é da família, é uma herança financeira para os filhos. Sem bases neotestamentárias o malevolente profeta se declara apóstolo e à sua esposa ele impõe o título de bispa. Na verdade, esses réprobos estão intoxicados de vontades pessoais e só vêem a si mesmos. Para eles o ministério só quer dizer comida na mesa. Querem segurança somente para si e para os seus e estão mais interessados no que entra na mesa do que entra no coração das pessoas. São condescendentes com o indecoro, pois permitem a moçada desfilarem na igreja com suas mini-saias, costas nuas, blusas de mangas cavadas, shorts, calças expondo o “umbiguinho evangélico” e pinturas jezabelescas. Na doutrina que expõem não há repreensão nem correção, pois estão consumidos pelas coisas que lhes trazem conforto. São cheios de si e Cristo ocupa a periferia de suas vidas, se é que ocupa.

Estamos vivendo a proximidade dos tempos finais. Movimentos heréticos surgem diariamente. Portanto, é urgente que as palavras e os ensinos de Jesus estejam ativos em nossos corações. Ao servo Timóteo, a quem admoesta a defender a pureza do Evangelho, Paulo diz “Mas, o espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm 4:1). E acrescenta: “Destes afasta-te” (II Tm 3:5). Fujamos das novidades e “grifes evangélica” de cada dia, fujamos das obras dos peçonhentos que “redescobrem” diariamente o Evangelho que nunca se viu em dois mil anos de cristianismo. Fiquemos, pois, na posição da Palavra de Deus contra todas as idéias dos que jazem em trevas! Meditemos no que Spurgeon disse de Bunyan: “Fure-o em qualquer parte; e você verá que seu sangue é bíblico, a própria essência da Bíblia flui dele, pois sua alma está cheia da Palavra de Deus”

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A IGREJA DOS TUXAUAS


                                   A IGREJA DOS TUXAUAS
O conceito de igreja tem sido descaracterizado e está muito confuso nos dias atuais. Muito do que temos como igreja não é igreja. É uma arapuca para extorquir dinheiro dos ingênuos. As pessoas são chamadas para campanhas de “bênçãos”: campanha da espada de Josué, campanha do cajado de Moisés, campanha do manto de Elias, campanha das muralhas de Jericó, campanha do sal grosso vindo do mar morto, campanha da água do rio Jordão, campanha do óleo trazido do Monte das Oliveiras e muitas outras quinquilharias judaizantes. De vez em quando vemos líderes lançando “A Conferência Profética” onde se recebe a “palavra profética”, “a unção profética”, “a bênção profética”, “o ministério profético”. O mais bizarro é que nessa “Conferência” é vendido um kit judaizante e assiste-se a “dança profética”, “o rodopiar profético gideõsito da última hora”, “o rastejar profético valadãoito” e o “sapateado profético felicianoito”. Esquecem os promotores dessa “Conferência” que o concílio que define a separação entre cristianismo e judaísmo se deu cerca do ano 48 depois de Cristo. É triste se ver hoje líderes de igrejas evangélicas resgatando práticas judaicas.
O que é notório na igreja descaracterizada é a prepotência do seu líder. Consideram-se “apóstolos ungidos” e detentor de uma comunhão especial com Deus que os outros não têm. Esses “apóstolos” têm uma capacidade incrível de manipular as pessoas. Trabalham com a pasteurização de seus seguidores, ou seja, levam todos a se adequar em seu modelo. Se alguém não se adéqua é taxado de carnal. Os obreiros passam a ser uma xerox deles. Imitam a voz, os trejeitos e reproduzem os mesmos chavões: “Está amarrado”, “Quem pode dizer amém”, “Olhe para seu irmão ao lado e diga o gigante está derrotado”, e por aí vai. Se o “apóstolo” usa barba, todos querem usar. Há aqueles que por constituição genética não têm pelos no rosto, mas chegam às raias do infantilismo orando pelo “milagre do pelo no rosto”. Se o “apóstolo”, digo melhor, o chefão, usa palitó branco no dia de ceia, seus obreiros também usam. Há uma verdadeira despersonalização das pessoas. Elas querem ser a imagem e semelhança do tuxaua.
No intuito de construir seu império o cacique da igreja descaracterizada declara-se “apóstolo”, “pai de uma multidão”, “pai das nações”. Biblicamente, o termo “apóstolo” tem o sentido de “enviado”, “missionário” (Atos 13:3, 4; 14:4). O termo tem sido usado pelos caciques no sentido de autoridade, mandachuva, chefão, tuxaua. Portanto, desconectado do significado bíblico. Esses líderes persistem em se auto-declarar “apóstolo”, pois se acham revestidos de uma “nova unção” e, na arbitrariedade própria de cacique, levam o rebanhão lhe obedecer às cegas.
A fim de obterem Ibope os tuxauas usando a linguagem verotestamentária nomeiam seus templos de “santuário do Espírito Santo” para dar a impressão de que Deus mora ali. Ora, o Grande Eu Sou não reside em prédios feitos por mãos de homens (Atos 17:24), nem em altares, nem em tribunas, nem em plataforma de igrejas. Essas coisas não são santas. Santas são as pessoas nascidas de novo. O santuário do Espírito são as pessoas convertidas (I Co 3:16) e não cimento, ferro, pedra, madeira, vidro e areia. Ainda na intenção de obter melhor audiência os tuxauas chamam suas igrejas de “hospital de milagres” e irracionalmente dizem: “Aqui o milagre é coisa natural”, “Pare de sofrer”. Ora, se o milagre é coisa natural, já não é milagre, além disso, o sofrer por causa da fé nos identifica com Cristo (I Pe 4:14).
A fome pelo sucesso financeiro é percebível entre esses morubixabas. Baseado erroneamente em 2 Coríntios 11:24, sem nenhum pejo, extrapolam dizendo: “Quem quiser ser abundantemente abençoado oferte 40% menos 1% de sua renda. Outros, de modo empresarial, decidiram que dízimos não serão mais recolhidos durante os cultos, mas devem ser depositados na conta bancária da igreja. Já existe entre os caciques aqueles que cultuam anjos, oram a Miguel, a Gabriel, a serafins e querubins.
Os caciques são autores da “teologia da popularização”, pois transformaram a igreja do Senhor Jesus em um parque de diversões com fast food “espiritual”: gincanas, teatros, shows de humor, balada de Jesus para os pré-adolescentes, baile romântico para os namorados, arraia de Jesus e quejando! A espiritualidade ficou fora de moda. A adoração não é mais um momento de encontro com Deus, confissão, consagração e revisão de valores. Tornou-se vulgar, pois passou a ser entretenimento. O arrependimento, o abandono de pecado a santificação não fazem parte da ordem do dia dos crentes. A verdade é que quando a igreja torna-se populista confunde-se com o mundo e perde a sua identidade.
Na igreja do “apóstolo” o culto é “desinibido”. Orientado pelo “apóstolo”, o chefão dos louvores induz as pessoas erguerem as mãos, fazerem gestos, dançarem e cantar “Chuta, chuta,chuta que é laço”, “Preste a atenção, se liga irmão, sacode, sacode code”, “Posso correr, posso pular porque com Jesus não posso parar, oi, oi, oi”, “Foi, foi, foi bloqueada, foi, foi, foi deletada, ihh Jesus te bloqueou hein!”. Tudo movido ao ion, ion, íon estridente das guitarras. Tudo é ambíguo e vago. A espiritualidade dos cânticos é tão medíocre que a igreja não passa de um grupo de pessoas travestida de cristã. O padrão de um cântico excelente é a apresentação de doutrinas. Um cântico excelente é aquele que tem a capacidade de esclarecer a verdade bíblica.
Enfim, um prédio lotado de pessoas que louvam, ofertam, dizimam e escutam sermões, pode estar abrigando pessoas bem distantes do conceito bíblico de igreja. A igreja não nasceu de um fenômeno antropológico. Não nasceu de uma filosofia comportamentalista. Ela é de origem divina, foi fundada e é edificada pelo Senhor Jesus Cristo! Que Deus tenha misericórdia dos tuxauas!
Ir. Marcos Pinheiro
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

EROTISMO NOS LOUVORES


EROTISMO NOS LOUVORES

Um novo estilo de louvor tem invadido as igrejas evangélicas abalando os pilares dos conceitos bíblicos. Vivemos numa época de baixíssimo nível de conhecimento bíblico. A mediocridade é chocante e invadiu as igrejas na área do louvor. O louvor tem sido superficial e mundano. Superficial porque coloca o prazer do adorador em primeiro lugar, e não a satisfação do Senhor. Mundano porque tem trazido o erotismo para o seio da igreja. Não atentando aos avisos escriturísticos a respeito do amor ao mundo, a igreja tem tomado emprestado a música de entretenimento mundano atual, seus instrumentos, ações, ritmos e espetáculos. Durante tempo demasiado a igreja tem pensado que o poder para alcançar os perdidos está num louvor em sintonia com o estilo Hollywood: sensacional e sensual. O adeus aos louvores em espírito e em verdade é definitivo. As músicas só falam em focar a atenção em si mesmo, conseguir bênçãos, milagres, melhorar a situação financeira, coisas do tipo: “há poder em minhas palavras”, “tenho fé em mim mesmo”, “creio em mim mesmo”, “sinto orgulho do que realizei”, “eu consigo isso”, “eu consigo aquilo”. Na verdade a ênfase é a auto-suficiência do pensamento positivo. Louvor não é mais quebrantamento, é elevação da auto-estima.

O louvor moderno tornou-se um cavalo de tróia dentro da igreja, e vem trazendo além do exibicionismo, sensualidade para o seu meio. As letras de alguns corinhos são excessivamente eróticas, repleta de intimidade física como se o nosso Deus Altíssimo fosse um gigolô, um amado amante, um amante lúbrico da membresia: “Eu quero tocar nos cachos dos teus cabelos e beijar os teus pés”, “Meu lindo Jesus, meu amor”, “Jesus minha paixão, o teu perfume me envolve”, “Jesus tem paixão por aqueles que são dele”. Neste contexto, o som da batucada leva o rebanhão a estremecer, pular, gingar o corpo, fazer “sapateado de anjos” e entrar em delírio.

Na visão do “ministrão” de louvores eróticos o mundo precisa ver que a igreja é “legal”, atualizada e acompanha os tempos. Portanto, o que vale é o apelo aos sentidos físicos, nada de promover a santidade. O negócio é satisfazer a necessidade de balanço, de maneios, de se soltar. Louvor é catarse. É forró, funk, samba, axé, rock e companhia Ltda. Neste contexto, o “ministrão” sem nenhum pejo manipula o louvor mandando as pessoas gritar, saltitar, rodopiar e dizer para o irmão do lado: “o gigante vai ser derrotado”, “Deus vai trazer de volta o que é seu”. E, os chavões invertebrados do “ministrão” continuam: “manda chuva, Senhor”, “traz vitória para cá”, “dá propósito para lá”. Uma verdadeira lavagem cerebral.

O verdadeiro louvor é consciência do sagrado e quebrantamento, é uma entrega incondicional. Louvor não é passa-tempo e nem tampouco uma atitude irrefletida, mas sim, a expressão sacrificial de nosso ser a Deus. O louvor bíblico nos leva a descortinar o drama da cruz. Quando a sabedoria da cruz não é entendida o verdadeiro louvor se esvai. Louvor, disse o puritano Stephen Charnock, “é um ato do entendimento aplicando-se ao conhecimento da excelência de Deus”. Deus sempre deve ser para nós o Grande Deus, a quem nos chegamos com reverência e sacrifício de louvor. Se cantarmos uma música banal sem palavras que edificam, estamos insultando a Deus. O Senhor se agrada de hinos sacros e eruditos, cantados em espírito de perfeita adoração e não em espírito de erotismo que leva a igreja a proceder exatamente como ocorre nos shows das casas noturnas mundanas. Louvor que não recorda que somos pecadores e que precisamos nos santificar não é louvor.

Lamentavelmente, na área do louvor, a igreja moderna precipitou-se impetuosamente no declive do secularismo. Não sabe a diferença entre louvor e diversão. Não está disposta a ser desprezada pelo mundo por causa da cruz. A igreja moderna se envergonha do verdadeiro Evangelho. Perdeu a capacidade de salgar. Perdeu o respeito daqueles a quem deseja alcançar com a mensagem de Cristo. A luz se enfraqueceu.

A.W.Tozer disse: “Para que haja louvor verdadeiro, algumas coisas devem ser destruídas, pois possuem elementos que não podem permanecer numa vida agradável a Deus”. Portanto, se quisemos ver a glória de Deus em nossas igrejas devemos eliminar a erotização dos louvores.

Estou convencido de que nossas igrejas não precisam encher-se de mais gente, e, sim, de que as pessoas que nelas estão encham-se do conhecimento de Deus. Quando isso acontecer o erotismo não terá espaço nos louvores. De Gênesis a Apocalipse, a igreja é exortada a permanecer fiel, seguindo o Senhor, com um coração puro, jamais se desviando do caminho estreito!

Ir. Marcos Pinheiro


quarta-feira, 30 de maio de 2012

O EVANGELHO DOS CHARLATÕES LIBERAIS


                   O EVANGELHO DOS CHARLATÕES LIBERAIS


O teólogo fundamentalista A.W.Tozer disse: “O primeiro sinal da decadência de uma igreja é o abandono do alto conceito de Deus e do Evangelho”. O Evangelho da forma que está sendo anunciado nos dias atuais é muito diferente daquele anunciado pelos apóstolos nos primeiros tempos. A teologia da cruz tem sido abandonada. A doutrina bíblica não é mais considerada como favorável. É considerada como um fardo, algo que os crentes não querem mais “carregar”. O Evangelho da resignação, do carregar a cruz, do sofrimento, da renuncia, do contentar-se com o pouco foi descartado. Na verdade, a membresia da igreja dos charlatões liberais perdeu a noção do que é ser cristão. São “crentes moscas”: ora pousam no mel, ora pousam no esterco.

Há muito relaxamento em nosso meio. Há negligência na santidade, no modo de viver e de tratar. Muitos estão vivendo como se tivessem um salvo-conduto moral. Acham que podem fazer qualquer coisa, já que estão salvos e a salvação do crente é eterna. Sim, a salvação é eterna porque é dom de Deus e os dons de Deus são irrevogáveis (Rm 11:29). Mas, a salvação não dá liberdade para viver na depravação, na imoralidade e na ganância. Por ser o povo de Deus, por ser o corpo de Cristo, a igreja deve viver padrões elevados.

O Evangelho dos charlatões liberais tem feito da igreja uma mediadora da libidinagem alheia, ou seja, uma co-proxeneta de Hollywood. O Evangelho pregado por eles afofa tudo para os crentes. Segundo os charlatões liberais tudo pode ser feito com equilíbrio: fumar com equilíbrio, ingerir bebidas alcoólicas com equilíbrio, se prostituir com equilíbrio, se tatuar com equilíbrio, jogar na loto com equilíbrio e até mentir com equilíbrio é lícito. As palavras bíblicas pecado, arrependimento, perdão e santidade são antiquados. A realidade é que o inferno está cheio de gente que viveu esse Evangelho do “equilíbrio”. Cuidado, pois, com nossos critérios. Onde não há temor de Deus vem o relaxamento, o pouco caso e a decadência espiritual.

 Os charlatões liberais são lobos vorazes que tem usado o Evangelho como meio de ganhar dinheiro. Estão em busca de fama, riqueza e poder, não se importando de modo algum com o crescimento espiritual do seu rebanho. Esses enganadores iludem o povo com o chavão comercialista “Você nasceu para vencer”. Ora, o Evangelho indica que a vida se conquista com a morte. Na verdade nós nascemos para morrer. Para se ter vida é necessário morrer: morrer para a vontade própria. Esses charlatões nutrem um conceito baixo de Deus. Para eles, Deus é o nosso “camaradinha” que nos ajuda nas horas de aflição. Mutilando os conceitos bíblicos, esses falsários tentam transformar o crente num semideus, o qual pode se emocionar à vontade e, em seguida, dar ordens para Deus.

O culto nas igrejas dos charlatões liberais além de ser festeiro, com muitas luzes e fumaça, é Afroditeano, ou seja, revestido de erotismo. Predomina danças, requebros e macaquices sensuais. A exibição das partes íntimas do corpo é sinônima de “modéstia”. No mix de rock, samba e funk as letras musicais exibem sentimentos eróticos: “Jesus... Jesus quero te beijar, te abraçar, sou apaixonado por te”, “... Me leva aos seus jardins...vem dançar comigo Jesus...”. Isso sem contar a bizarrice de se jogar ao chão rugindo e andando de quatro. O mais grave é que esses charlatões no ápice de sua arrogância dizem que suas igrejas são referência nacional e está sacudindo o País com o poder do Espírito Santo.

Um conceito correto de Deus e de sua moral se torna muito necessário em nossos dias. É preciso ter padrões corretos e sadios sobre a moral de Deus. Hoje, nesta era antropocêntrica e narcisista, a igreja deve prosseguir dizendo ao homem: A si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz, e siga a Cristo. No momento em que a proclamação da igreja deixa de ser uma pedra de tropeço para o povo, isto é sinal de que ela traiu o Evangelho. Aliás, no escândalo é que está o poder do Evangelho.

Um dos objetivos dos charlatões liberais é amalgamar os desejos carnais do seu rebanho pelo engano da famigerada teologia da prosperidade. Esses charlatões recebem mamon para espalhar o falso evangelho mikemurdockano e morriscerulloano e com isto, vão construindo seus palácios eclesiásticos para vinte mil membros através de ofertas gigantes. Esses larápios da fé estão enganando o povo escudado no nome do Senhor. Misturam assuntos pagãos com o Evangelho. São teologicamente desengonçados, cabalistas, imitadores dos oráculos judeus, doentes espirituais. Torcem o Evangelho para promover seu império.

O Evangelho tornou-se um alto negócio, e toda sorte de estranhos pássaros estão empoleirados nos seus ramos. Portanto, é preciso testemunhar com coragem e denodo que Deus está chamando a igreja ao arrependimento. Não podemos ficar em silêncio diante de tanta banalidade, mediocridade e irreverência e até mesmo de ufanismo pessoal, em nome do Senhor. Lembremos, a maior grandeza que um crente pode alcançar é diante de Deus. Importa não o quanto valemos para o mundo. Importa, sim, o quanto valemos diante de Deus!

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 13 de maio de 2012

TRAFICANTES DA ÚLTIMA HORA


                                 TRAFICANTES DA ÚLTIMA HORA

Vivemos numa época de apostasia. Nossa sociedade voltou as costas para Deus. O pecado infesta o Corpo de Cristo. Multidões cegas, conduzidas por lobos, estão “louvando” ao Senhor em igrejas escravizadas por falsas doutrinas. O povo de Deus está se vendendo em liquidação ao diabo por todos os lados. A telona, ou seja, a televisão mostra continuamente os traficantes de falsas doutrinas ensinando que algo mau pode ser bom e que o abominável pode ser puro. O mais grave é que os discípulos desses falsários dizem sem o menor acanhamento: “Que maravilha!”.

Os traficantes de falsas doutrinas oferecem uma nova versão do Evangelho. Um Evangelho liberal, adaptado à moralidade do mundo, sem negação de si mesmo, sem renúncia, sem proibições e sem regras. Na verdade esses traficantes estão produzindo filhos da sedução, pois seus seguidores apegam-se aos seus pecados de estimação e adoram se alimentar de doutrinas que justificam o pecado. Ora, a doutrina de Cristo é negar a impiedade e as paixões mundanas, viver de maneira sóbria, reta e piedosamente, no presente século (Tito 2:12).

As igrejas dos traficantes de falsas doutrinas estão inchadas. Isso porque o mundo foi trazido para dentro delas. O Evangelho pregado é sintético, de caminho espaçoso e asfaltado. O compromisso com a cruz passa longe. Para atrair gente é preciso fazer concessões e, líderes que fazem concessões atraem pessoas que gostam de concessões. Desse modo, as pessoas que lá estão querem satisfazer seus desejos como quem vai ao shopping se servir de supérfluos. Nesse contexto, multiplicam-se os supérfluos dentro da igreja: dança do ventre, hula hula, coreografias, jograis, balés, teatro e shows carnavalescos. No momento que isso ocorre, o processo racional se esvai, a unção se deteriora prevalecendo a catarse. A gravidade é que tanto a membresia dessas igrejas e seus pastores não têm uma gotícula de unção, estão na penumbra, não suportam correção e não aceitam ser contrariados.

Os integrantes das igrejas dos traficantes de falsas doutrinas acham que o nudismo é também uma forma de glorificar a Deus. Aliás, os traficantes de falsas doutrinas dizem sempre: “Deus não quer roupa, quer o coração”. A Bíblia oferece um padrão para as vestes do corpo. Desde as túnicas de pele que Deus entregou a Adão e Eva até às túnicas que Ele projetou para os sacerdotes; desde as vestes de Jesus Cristo até às vestimentas brancas dos santos na glória, temos um testemunho coerente. Não estou dizendo que devemos vestir túnicas, mas Adão, os sacerdotes, Jesus Cristo e os santos glorificados nos indicam um fato evidente: o povo de Deus deve cobrir o corpo. As vestes verdadeiramente cristãs não dirão: “Sexo! Orgulho!”, e sim “Pureza! Humildade!”. Em I Coríntios 6:20 Paulo enfatiza: “Glorificai a Deus no vosso corpo”. Lembrar que somos templo do Espírito Santo e que não pertencemos a nós mesmos tem de ser o princípio que nos disciplina. O puritano Richard Baxter comentou sabiamente que as mulheres pecam quando as suas vestes tendem a “enredar as mentes dos que as contemplam, prendendo-as em paixões imprudentes, luxuosas e devassas; e, embora elas digam que não têm a intenção, a culpa é delas, pois fizeram aquilo que prendeu a mente dos homens e não se esforçaram ao máximo para evitar isso”.

Nunca o Evangelho de Cristo foi tão ultrajado como nos dias de hoje. E, como um abismo chama outro abismo, brevemente as igrejas terão lugar reservado para “crentes” fumantes e cantina vendendo vinho e camisinha. Exibirão faixas e cartazes do tipo “Faça sexo seguro, use a camisinha”, “Deus não está mais interessado em virgindade”, “Jovem, você está doente por falta de sexo”, “Incompatibilidade de gênio? A solução é o divórcio” e por aí vai. E, por falar em divórcio, nas igrejas traficantes de falsas doutrinas ser divorciado e recasado é charme. Não é à toa que seus pastores são cognominados “Gideões infiéis da última hora”.

Os traficantes de falsas doutrinas são especialistas em transformar o culto ao Senhor num espetáculo de “caça à benção”, ao invés de encará-lo como um ato de dedicação e entrega a Deus. Na caça desenfreada da bênção o povo é levado à euforia e ao sensacionalismo. Os líderes traficantes estão acometidos da doença “grandãotite”, pois o “eu” instalou-se no lugar que era de Cristo. A experiência, e não a Palavra de Deus dirige a vida desses homens. Para eles, o que realmente importa é o bem pessoal que a experiência possa trazer, sem levar em conta sua autenticidade, nem o crivo da Palavra de Deus. Na verdade os pastores traficantes de falsas doutrinas são “bruxos evangélicos”, pois sua teologia está alicerçada em experiências particulares duvidosas que produzem convicções antibíblicas e uma fé baseada em crendices, que jogam por terra vidas sinceras que poderiam se dedicar inteiramente à glória de Deus.

É hora de despertarmos, é hora de parar com a identificação mórbida com os mortos deste mundo. Se alguém acha que pode ser servo de Jesus, mesmo continuando preso aos prazeres do mundo, comete um erro crasso. A Bíblia diz que o justo não tem prazer no pecado. Precisamos entender que somente um povo santo poderá ser usado por Deus para mudar o rumo que as coisas estão tomando. É urgente buscarmos a santidade de Deus. É urgente voltarmos a uma vida santa que glorifique ao Senhor e redimensione nossos valores. É possível, no meio de tanto engano e novidades do “outro evangelho”, preservar os santos valores.

Minha oração é que a igreja saia de sua atitude de complacência e tolerância com o espírito deste mundo. Nesse tempo do fim Deus vai dar um basta nesse tráfico de falsas doutrinas, pois está capacitando sua igreja com ousadia e zelo, trazidos pelas verdadeiras vozes proféticas!

Ir. Marcos Pinheiro




sábado, 21 de abril de 2012

A IGREJA PLAYGROUND

A IGREJA PLAYGROUND

Uma nuvem de novidades tem invadido o ambiente da igreja o que nos dá a convicção de que não é o Espírito Santo que está agindo dentro dela, mas o “outro espírito”. A igreja nos dias atuais se transformou num playground. Na verdade, é uma casa de diversões que caiu sob a influência do mundo, em vez de influenciá-lo. O mundo nem mesmo pode condená-la, porque ela é igual ao mundo. A grande meta dos pastores da igreja playground é lotar a igreja, pois igreja cheia é prestígio na comunidade evangélica e muito mamon na conta bancária. Se removermos do culto a gaiatice, o forró, o samba, o funk, o rock, a coreografia sensual, o balé, as festanças e as apresentações dos “artistas”, a igreja playground ficará vazia, pois o rebanhão não gosta da Palavra de Deus. Na igreja playground, por prevalecer o bum da diversão, as doutrinas bíblicas foram diluídas e a intimidade com Deus foi à bancarrota.

Na igreja Playground tudo é dirigido para garantir a “posse da benção”. A ordem e a decência são substituídas pelo atrativo das multidões, pela manipulação e pela hipnose de massa. A igreja apresenta-se como um remédio milagroso capaz de aliviar dores, angústias e depressões. Neste contexto, seus líderes se utilizam dos lixos psicoterápicos de Freud, Carl Jung, Fritz Perls, Alfred Adler e tantos outros que carregavam nas veias o ódio fanático ao cristianismo. Os pastores da igreja playground desconhecem o andar com Deus em intimidade, pois são “MBA’s da fé”. Eles são especialistas em estratégias de marketing, em fazer a igreja crescer em números, não em intimidade com o Senhor. Além disso, são vendedores de “bênçãos”, politiqueiros carnais, e falam mentiras para acalentar o ego de seus ouvintes. A triste conseqüência é que na igreja playground dificilmente alguém se converte com arrependimento de pecado conforme os padrões bíblicos.

Os líderes da igreja playground estão muito mais para manipuladores do que para ministros da graça de Deus. São “legais”, pois em nome do “politicamente correto” não desagradam a ninguém. Buscam unidade com todos, demonstrando tolerância com as esquisitices doutrinárias, desculpando tal procedimento pelo uso da palavra “amor”. Apresentam-se engravatados, com paletó de grife, verdadeiros janotas, pregando felicidade, saúde e prosperidade material. Quando estão pregando, “línguas estranhas” estão sempre presentes nos seus lábios para passar ao povo a impressão de que são espirituais. Os pastores playground estão atolados até o pescoço na doutrina do triunfalismo. Têm o “dom” da exibição, querem está em evidência, querem ser grandões. Ou seja, estão acometidos da doença “importantite”. Quanta diferença dos apóstolos e líderes da igreja primitiva que tanto batalharam pela fé! O Senhor Jesus falando de si mesmo disse: “O filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mc 10:45). Jesus nunca lutou por títulos, por triunfo nem se esforçou para manipular as pessoas. Ele as conquistou por que as serviu.

Quando os pastores playground falam de Abraão dão ênfase às suas riquezas e não a intimidade que ele tinha com o Senhor. Em Isaías 41:8 o próprio Deus descreveu o seu relacionamento com Abraão: “Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi semente de Abraão, meu amigo”. O Novo Testamento nos diz semelhantemente: “Abraão creu em Deus e foi chamado de amigo de Deus” (Tg 2:23). Em hebraico a palavra usada para “amigo” quer dizer “afeição” – “Abraão meu afeiçoado”. No grego a palavra que Tiago usa para “amigo” significa “Aliado querido” – “Abraão foi chamado aliado querido de Deus”. Isso não é ressaltado pelos líderes playground.

Quando os líderes playground falam de Enoque ressaltam o trasladamento, enfatizam a glória do trasladamento. A questão não é o trasladamento, mas sim, que Enoque andou com Deus. Enoque nunca realizou um milagre, nunca desenvolveu uma teologia profunda, nunca fez grandes obras que merecessem menção nas Escrituras. O que sabemos da vida de Enoque é que ele andou com Deus (Gn 5:24). Foi a sua intimidade com o Senhor que o fez um gigante da fé. Isso não é enfatizado pelos brincalhões do Evangelho. Certa vez perguntaram a George Müller qual o segredo que leva Deus operar tantos milagres em resposta às suas orações. Ele respondeu: “Não há segredo, há um mandamento a cumprir – conhecer a Deus em intimidade”. Na igreja playground, intimidade com Deus nem pensar. O atributo mais importante na igreja playground não é a semelhança a Cristo, são os talentos. Cristo deixou de ser a motivação central e fundamental na vida da membresia da igreja. O triste resultado é um povo sem identificação com o Supremo Pastor.

Os incrédulos não necessitam da igreja playground a qual prega sermões divertidos proclamando que Deus eleva a auto-estima, reduz o estresse e cura o “eu interior”. O que os incrédulos carecem de verdade é da Verdade imutável, inerrante e convincente que conduz ao arrependimento e à salvação.

A igreja do Senhor não é salão de alaridos. Ela é a menina dos olhos do Senhor, é a casa do Deus vivo, é coluna e baluarte da verdade, é pérola de grande preço. Deus não terá por inocente aquele que trata levianamente a noiva de seu Filho transformando-a num playground. A Bíblia alerta que o julgamento vai começar pela casa de Deus (I Pe 4:17). Oremos pelas igrejas playground para que se arrependam e voltem à prática das primeiras obras! À semelhança do pai do filho pródigo, Deus anseia por abraçar pecadores arrependidos.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 6 de abril de 2012

E TOME APLAUSOS...

E TOME APLAUSOS...

A glorificação do homem é notória nas igrejas evangélicas, principalmente durante o culto. O líder falou: aplausos. O coral se apresentou: aplausos. A banda tocou: aplausos. Um testemunho: aplausos. Para os visitantes: aplausos. Junto aos aplausos, assobios, gritos e vem abaixo a adoração “em espírito e em verdade”. Enfim, as expressões de adoração a Deus no culto foram substituídas por ovações ao homem. Muitos pregadores assemelham-se mais a personagens de uma peça teatral do que arautos do Evangelho. Vivem de buscar aplausos e reconhecimento de homens. O maior desejo deles não é ver Jesus salvando pecadores, mas sim divulgar seu ministério e sua pessoa. As igrejas desses líderes têm sua base construída sobre a opinião pública e sobre as últimas técnicas mercadológicas. Neste contexto, o Evangelho se torna trivial, perde sua profundidade e Deus se transforma em um produto a ser vendido. O que resta são doses de conjecturas, discurso ensaiado, muito blá, blá, blá, aplausos, aplausos e aplausos. Dizem que os aplausos são para Jesus quando lá no fundo se sabe que é para engordar o ego dos “artistas” da igreja.

Charles Spurgeon pontificou: “haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões, em meio a aplausos?”. Crisóstomo, conhecido pela sua inflamada pregação, era interrompido muitas vezes pelos seus ouvintes por aplausos. Mas, este homem de Deus censurava este tipo de glória ao homem. Não era incomum ouvi-lo dizer aos ouvintes: “O que é isto, um teatro? Por que vocês interrompem a minha pregação com aplausos? Antes façam o que digo ao invés de me aplaudirem por tê-lo dito”. O avivalista George Müller disse: “Chegou o dia em que morri para George Müller, morri para tudo que eu era, que tinha, possuía e esperava ser, morri completamente e absolutamente para George Müller”. Na verdade não existe qualquer precedente bíblico que justifique aplausos para o pregador ou o cantor. Isso apenas incha a carne. Jesus era absolutamente despreocupado consigo mesmo. Sua preocupação maior era ser servo. É difícil imaginar Paulo, Silas, Barnabé, Pedro, Apolo, Felipe ou Estevão pregando o Evangelho e recebendo uma linda salva de palmas do povo. Os profetas não foram aplaudidos. Foram perseguidos, repudiados e maltratados. A mensagem dos profetas não consistia de frases elaboradas para animar a torcida; não consistia de um agito emocional e nem de falatório diplomático. Eles expunham a espada da pureza e da justiça o que gerou entre os seus ouvintes rejeição, escárnio e não aplausos.

Para muitos a boa pregação é aquela que é intercalada com aplausos por parte dos ouvintes. Quando Estevão pregou não foi aplaudido pelo povo, pelo contrário, seus ouvintes lançaram pedras contra ele. Na Itália, no século XV, um homem chamado Jerônimo Savanarola foi um dos maiores pregadores e reformadores que o mundo já conheceu. Denunciava os pecados do povo e a corrupção da igreja daquela época. Sua pregação era como a voz de um trovão, e sua condenação do pecado era tão terrível que seus ouvintes saíam pelas ruas, estonteados e sem fala. Sua congregação estava quase sempre em lágrimas, e todo o prédio ressoava com seus gemidos e choros. O povo não conseguia aceitar este tipo de pregação, por isso, em vez de se arrepender, queimou-o na fogueira. Martírios, e não aplausos aconteceram com os discípulos: André insistiu em pregar e mandaram crucificá-lo. De acordo com a tradição, ele foi amarrado com cordas a uma cruz para que a morte pudesse ser lenta. Pedro, depois de passar nove meses na prisão, foi crucificado de cabeça para baixo. Paulo foi decapitado por Nero. Tiago, Mateus, Matias, Bartolomeu e Tomé foram martirizados, assim como todos os discípulos, com exceção de João, que morreu sozinho, exilado na ilha de Patmos.

O pregador que nunca quer deixar de ser aplaudido pelo povo, basta aceitar a ética e a conduta do mundo. Basta não mencionar a palavra inferno em sua pregação, não dizer às pessoas que elas são pecadoras, e que sem Jesus elas estão perdidas e condenadas à morte. Quem quiser ser sempre ovacionado pregue sobre vitória financeira, auto-estima, saúde psico-corporal e promova um culto visceral, tolo, sintético, psicodélico e marqueteiro. Venda fórmulas mágicas travestidas de princípios bíblicos. Hipnotize os ouvintes com a mentalidade hedonista. Faça-os enxergar as luzes do palco e não a luz de Cristo. Faça-os escutarem o delírio da multidão histérica e não a voz de Deus. Desse modo, você será sempre aplaudido e estará no topo.

O cristianismo moderno fala muito pouco do conceito de esvaziar-se. Fala-se muito sobre como ter sucesso, como ser rico, como conquistar a vitória, como ser cheio disto e daquilo, mas pouco se ouve falar sobre como esvaziar-se ou como se tornar um nada ou como se tornar um zé-ninguém. Para sermos úteis para Deus precisamos estar vazios de nós mesmos. É preciso reconhecer que somos impotentes por nós mesmos. O problema de muitos líderes é que não querem ser “lixo e escória”, por isso adoram aplausos. Em Lucas 6:26, o Senhor Jesus disse: “Ai de vós, quando todos vos louvarem!”. Isso significa que quando somos aceitos por todos estamos mascarando o cristianismo. Se não experimentamos qualquer perseguição em nossa vida há alguma coisa seriamente errada e precisamos rever nossa declaração de que somos cristãos. Um cristão dos tempos primitivos, Aristides, cognominado de o Justo, não recebeu aplausos do povo. Pelo contrário, Aristides foi expulso da cidade de Atenas. Os cidadãos votaram sua expulsão. Um deles disse que votou contra esse bom homem “porque estava cansado de ouvi-lo sempre ser chamado de “o Justo”. Quanta diferença dos super-pregadores de hoje!

Precisamos de profetas que denunciem o pecado coletivo da adoração ao homem. Creio que se os pregadores de nossa cultura fossem mais confrontadores sobre suas convicções e vivessem de maneira santa e irrepreensível não receberiam tanto aplausos. O problema é que muitos pastores têm transformado a igreja do Senhor Jesus num playground onde se exercita o “dom” de rodopiar, o “dom” de bailar, o “dom” de rugir, o “dom” de engatinhar e, pasmem, o “dom” de enganar. Neste contexto, tome aplausos!

Uma coisa é certa: muitos pregadores que estão inchados com as ovações humanas e que tem feito da igreja do Senhor Jesus um Shopping - Center da fé hão de se decepcionar naquele grande Dia. Chega de aplausos ao homem, chega de glamour!

Ir. Marcos Pinheiro