quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CARTA ABERTA AO PASTOR-BELSAZAR



                        CARTA ABERTA AO PASTOR-BELSAZAR

Pastor-Belsazar, você está sendo pesado na balança divina!
À Semelhança do festim profano de Belsazar você tem profanado as coisas do céu. Você vive alardeando que o culto de sua igreja é espetacular, fantástico, esplêndido, tremendo, lindo, chique, maravilhoso, inigualável. Num marketing sem precedente, você diz: “Na minha igreja tem berçário, estacionamento vertical, telões de LED, granito, vitrais, púlpito de vidro, castiçais de ouro, tapete Persa na passarela, poltronas massageadoras, sistema de som do último tipo. Como se não bastasse tanta gabolice, ainda diz: “Nosso santuário é o mais lindo do Nordeste e a nossa igreja ganha dos shoppings Rio-Mar, Iguatemi e Via Sul. Aliás, você comparou bem a sua igreja, ela não passa de um shopping.

A igreja, pastor-Belsazar, não pode perder seu caráter de origem divina. A igreja não é uma ONG religiosa para prestar os serviços que o povo deseja. A igreja não existe para abençoar o povo em seus pecados. Ela é o corpo de Cristo, incumbida de chamar os homens a aceitarem suas vidas com Deus. A igreja deve pregar o que João Batista pregou, o que Jesus pregou, o que a igreja primitiva pregou: Arrependam-se, reconciliem-se com Deus, mudem de vida ou perecerão no inferno! Lamentavelmente, para você a igreja não passa de uma agência que almeja vencer um concurso de popularidade.

O que mais me impressiona pastor-Belsazar é que com o seu carisma carnal você consegue puxar aplausos de seus bodes nanicos para as suas profanações. Com o seu poder midiático e suas arrecadações gordas, você encanta os incautos. Suas pregações sempre têm um pouco de show, um pouco de palhaçada e um pouco de auto-ajuda. O estilo Hollywoodiano de seus sermões atrai, porém empurra para a periferia os princípios bíblicos, inclusive o arrependimento. Por isso, o seu rebanhão está morrendo de inanição.

O culto de sua igreja é voltado para o estrelismo. Para manter o público, você sempre anuncia um cantor “figurão” que estará presente. Desse modo, o homem passa a ser o parâmetro do culto. O alvo do culto que deveria ser Deus é perdido. Nesse contexto, cria-se um sentimento de êxtase e não uma espiritualidade sadia. Quando Deus deixa de ser o centro, o culto torna-se um festim de Belsazar.

Pastor-Belsazar, você quer demonstrar para os seus ouvintes que é um defensor da sã doutrina. Mas, é preciso sair da lama para combater a lama. Você está enlameado até o pescoço. Você, pastor-Belsazar, está embriagado com os alaridos de Amaleque. Chegou às raias do ridículo afirmando publicamente que tem pedigree. Na verdade, pastor-Belsazar, você está revestido com as mesmas roupas da escuridão que o mundo veste.

Lamentavelmente, pastor-Belsazar, a sua identificação com o lixo musical do mundo que é próprio dos ímpios, dos cultuadores de demônios, é óbvia. Você abre o seu programa na rádio FM com um samba-gospel, usa gírias e até diz impropérios. Tudo é adaptado com o propósito de satisfazer as inclinações carnais dos ouvintes. Além disso, para impressionar os ouvintes há um marketing de sua oração no início do programa, uma gravação com voz reverberada diz: “Você vai ouvir agora, uma oração, uma oração com o pastor...”

Pastor-Belsazar você perdeu a consciência do sagrado. Você perdeu a paixão pela cruz. Você amalgamou a mensagem da cruz ao mundo a fim de tirar uma colheita abundante de adeptos. Eu disse “adeptos”, não disse “convertidos”, pois sua mensagem é tão rasa que não leva as pessoas à convicção de pecados. Não leva as pessoas a se compreenderem de que estão perdidas e necessitam de salvação. Pastor-Belsazar, você está tão comprometido com o secular que citou no seu programa de rádio o ímpio Sigmund Freud como um grande homem. Não entendo a sua afirmação, pois Freud era um ateu convicto, empedernido e se opunha veementemente ao sobrenatural, especialmente o sobrenatural ligado à Bíblia. Freud ensinou que as doutrinas cristãs são todas ilusões e o cristianismo é a neurose universal da humanidade. Foi esse um grande homem?

Pastor-Belsazar, você está inserido numa cultura de “babação”. Não querendo ser politicamente incorreto, você elogiou os hábitos franciscanos do novo papa. Você não percebeu que o papa ao dizer: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho isto de dou”, ele não completou a frase: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno!” Ou seja, Jesus foi o grande ausente, e o seu Evangelho foi o grande ignorado. O papa não é referência para a igreja evangélica, até porque ele não falou em momento algum que não há salvação fora de Cristo e que o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Ademais, na revista “Veja” ele aparece beijando uma estatueta de Aparecida. Não o vi segurando a Bíblia. Não o vi reverenciando a Palavra de Deus. Ele falou de Maria, mas não falou de Jesus. Citou-o, mas não falou dele. Portanto, nem o papa Francisco nem o Francisco de Assis são modelos para a igreja evangélica.

Pastor-Belsazar, você está sendo pesado na balança divina e está em falta!

Tenho dito,

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

E HAJA SOBERBA



                                                     E HAJA SOBERBA

“O maior ganhador de almas desta geração”; “A maior cantora pentecostal do Brasil”; “Nossa igreja é a mais bela e a mais espiritual da cidade”; “Meu pastor é um líder de primeira linha”; “Minha igreja é a mais chique da cidade: tem central de ar-condicionado, poltronas, som de última geração, home theater, cafeteria, salão de jogos”. Expressões como estas estão distantes anos-luz do caráter de Jesus que é manso e humilde de coração. Hoje a síndrome de querer ser grandão perpassa o meio evangélico. Há aqueles que se ensoberbece pelo valor de seu dízimo, outros se envaidecem por ter uma função relevante na denominação, outros por ser membro de uma mega-igreja acham-se mais espiritual do que os outros. A Bíblia deixa claro que os soberbos fazem páreo com Satanás. Basta notar que imediatamente após a crise de soberba de Saul, um espírito maligno se apossou dele. A empáfia de presumir-se grande personagem é atitude de feiticeiro. Referindo-se a Simão a Bíblia registra em Atos 8:9: “E estava ali um homem chamado Simão dizendo que era uma grande personagem”.

A síndrome da soberba tem levado muitas pessoas a pensarem que seguir a Jesus é morar numa casa imponente, dirigir um carro de luxo, fazer turismo em Israel e passar as férias em Miami. Devido à síndrome da soberba a igreja passou a ser uma maneira bacana de passar um tempo, ouvindo coisas legais e recebendo promessas. Ou seja, a igreja não passa de um centro de terapia: “Ponha a mão no ombro da pessoa que está ao seu lado e diga-lhe: Você nasceu para ter sucesso”. Sinceramente, eu busco uma base mínima para esse exercício teatral e não lembro uma só frase em toda a Bíblia desse estilo, desse ato de mimo.

Os mártires do cristianismo não eram soberbos. Morreram por sua fidelidade a Cristo. Hoje, as pessoas querem ser o centro, não querem ser fiéis. Por isso que em muitos púlpitos se pregam o trono do crente na terra e não o chamado de Jesus para uma vida de renúncia e negação de si mesmo. A visão da cruz foi perdida. O negócio é ser figurão, exalar significância e manter a pose. Foi quando Gideão se conscientizou que não era nada que Deus lhe disse: “O Senhor é contigo homem valente”. Foi quando Moisés ficou tão pavorosamente consciente de sua insignificância que o Senhor o usou para guiar o seu povo. Deus usou a boca do profeta Natã para estabelecer seu concerto com Davi – “A tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti, teu trono será firme para sempre” (2 Sm7:12). Davi reconhecendo a sua insignificância própria diz no verso 18: “Quem sou eu, e qual é a minha casa, para que me tenha trazido até aqui?”. Ser significante para Deus é reconhecer a insignificância própria.

A igreja de Corinto havia sido invadida por pessoas soberbas. Paulo destaca isso em 2 Coríntios 10:12 – “ Alguns que se louvam a si mesmos”. O apóstolo discernindo o nível das artimanhas soberbas daquelas pessoas descreve a si mesmo em condições inferior “Temos, porém, este tesouro (a luz do Evangelho) em vaso de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4:7). Em 2 Coríntios 10:18, Paulo reforça a necessidade de não sermos soberbos “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva e sim aquele a quem o Senhor louva”. O puritano George Müller disse certa vez: “Chegou o dia em que morri para George Müller. Morri para tudo que eu era, que tinha, possuía e esperava ser. Morri completamente e absolutamente para George Müller”.

A famigerada “marcha para Jesus” é uma iniciativa diabólica, pois incentiva a soberba. É praxe nessa marcha se ouvir expressões soberbas e fantasiosas instigadas pelos semideuses evangélicos: “Eu declaro”, “Eu determino”, “Eu decreto”, “Eu ordeno”. Os promotores da “marcha para Jesus” são tão soberbos que acham que Deus opera de acordo como eles pensam. Nessa marcha, cria-se uma condição estapafúrdia como parâmetro para o agir de Deus. Dizem os promotores: “Ao marcharmos demarcamos a cidade para Deus”. Quanta interferência na soberania de Deus!

Se você quer ser usado por Deus não sonhe com grandeza. Deseje apenas ser instrumento. Deseje apenas ser servo. Deus está chamando você para sair da perseguição ambiciosa pelo sucesso. É preciso desligar as câmaras e silenciar toda publicidade, todo marketing. É preciso rejeitar o apetite por elogios. É preciso fugir dos lugares de destaque. É preciso repugnar a glória dos homens. Não busque ser celebridade, não busque ser famoso. Pare de fazer marketing de si e de sua igreja. Lembre-se que Deus valoriza os humildes, dá graça aos humildes.

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 26 de outubro de 2014

CARTA ABERTA À MISS BRASIL



CARTA ABERTA À MISS BRASIL
SAUDAÇÕES NO NOME QUE ESTÁ ACIMA DE TODOS OS NOMES – JESUS CRISTO O FILHO DO DEUS VIVO!
Miss Brasil,

Você está inserida numa confusão babélica, e não percebe que a meta de Satanás é bagunçar os princípios bíblicos. Lamentavelmente, você tem sido vítima de um líder liberal que converteu o Evangelho em sucesso e marketing. Um líder que prega um cristianismo estético, pragmático e de aparências.

A igreja que você frequenta em Fortaleza lhe apresenta um cristianismo abominável que não segue as marcas do Cordeiro. Foi-lhe apresentado um evangelho macio, fácil, populista, adocicado, adaptado ao seu ego, para você se sentir entretida e não ameaçada. Vestimenta? Qualquer uma: apertada, transparente, decotada, cavada, lascada, ou que coloque em evidência ou destaque suas partes íntimas. O que o seu pastor não percebe é que a moda mundana é voltada para a exaltação própria, e para o desprezo com Deus e suas leis. Laodicéia, símbolo da igreja infiel, é repreendida por Cristo por exibir a vergonha da sua nudez e ainda se gloriar nisto (Ap 3:18). Música? Ritmos alienantes, geradores de sensualidade: “rock cristão”, “forró do Espírito”, “samba de Jesus”, “frevo de Deus”. Enfim, o seu pastor tem ressuscitado o paganismo com suas danças rituais e músicas carnais, psicodélicas e erotizantes. A igreja que você frequenta foi transformada num imenso parque temático.

Você disse numa entrevista que “está firmada nos princípios bíblicos”. No entanto, é urgente você e seu pastor rever os princípios bíblicos basilares da moralidade. Maldito o homem e a mulher que acredita no sofisma diabólico de que Deus só quer o coração. Deus nos quer completo (1Ts 5:23) e não somente o coração. O templo dos judeus, iniciando pelo tabernáculo até o desenvolvimento de um templo fixo em Jerusalém, era bem cuidado e bem coberto. Quanto mais íntima era a parte do templo, mais ele era coberto ao ponto dos olhos comuns não observarem nada no interior do templo. O seu corpo é denominado na Nova Aliança de Templo do Espírito Santo, portanto, suas roupas não podem promover a sensualidade. Se as roupas que você usa não cobrem com decência o templo do Espírito Santo, você está servindo ao deus Eros, o deus do erotismo. Você está chamando a atenção dos outros para si mesmo, ao invés de direcionar a atenção dos outros para Deus.

Miss Brasil, lamentavelmente as igrejas evangélicas estão entupidas de pastores “moderninhos” e “bacanas” que nem o seu. Homens auto enganados que engrossarão a grande fila dos perdidos que comparecerão ao juízo final (Mat 7:21-23). O diabo, miss Brasil, está lançando mão de suas últimas armas que são invisíveis aos desavisados. A mensagem dos pastores “moderninhos” é bacana para a sociedade hodierna, pois não exige arrependimento e separação do mundo. A igreja que você faz parte, miss Brasil, é literalmente um clubão com direito a tudo que tem de mais “moderno”: neurolinguística da auto-estima, show pirotécnico, arraiá com Jesus, massageamento psicológico do eu, teatro, recreação e lazer em conformidade com os padrões do mundo. Quanta distância de Charles Spurgeon, George Müller, George Whitefield, John Knox, Lloyd-Jones, David Wilkerson, Leonad Ravenhille e tantos outros arautos do Senhor.

Criar uma espiritualidade emocional fantasiosa, plástica, sintética, tipo goma de mascar é a meta do diabo. O seu moderninho pastor é especialista em copiar novidades importadas dos Estados Unidos geradoras de uma espiritualidade não real. A chamada “Atitude 434” copiada pelo seu pastor não é fruto do mover de Deus, mas é uma espiritualidade ilusória com cheiro judaizante criada nos Estados Unidos em 1994 na cidade de Baltimore, capital do Estado de Maryland. Em momento algum nas Escrituras se fala de “pacto de pureza” com recebimento de uma aliança de prata para usar como símbolo. O pior é que esse “pacto” é pago. Ressalto que Espirito Santo é quem nos santifica pela graça e de graça. Do ponto de vista humano, tudo parece muito gostoso e bacana, tanto que seduz e arrebanha multidões. O que choca miss Brasil, é que os que fazem esse “pacto de pureza” continuam gozando das benesses que o mundo oferece, como desfilar exibindo o templo do Espírito Santo no açougue da vaidade onde o lucro está acima da ética, da virtude e da decência. Ademais, pureza de vida não precisa ser oficializada com uma aliança de prata.

Miss Brasil, o que nunca lhe foi repassado é que o liberalismo é a estupidez da teologia, a insipidez do sal e o ofuscamento da luz. Nosso mundo caminha a pleno vapor para um colapso moral pleno. A moda vigente é a sensualidade e o erotismo. Quando algum pastor “bacana” vier com seus argumentos mancos e sustentados pelo espírito do mundanismo e do destemor devemos rejeitar suas evasivas. Chega de emocionalismo. Chega de entretenimento. Chega de “anel de santidade”. O desfile na passarela das vaidades é a deificação do sexo e levará você a ser cada vez mais devotada ao mundo, e a procurar um estilo egocêntrico de vida. Devo dizer-lhe que seu objetivo não deve ser “trazer a coroa de Miss Universo para Fortaleza”, mas é receber a coroa incorruptível da glória celestial.

O seu pastor moderninho, bacana e legal excluiu da sua caminhada pastoral o ministério da advertência. Nesse contexto, todo o pecado do novo cenário pode avançar sem precedentes. O templo do Espírito Santo não pode estar atrelado ao entretenimento carnal, nem deve ser vitrine de capa de revistas despudoradas.

Miss Brasil, os dias que estamos vivendo são trágicos e requerem de cada um de nós, servos do Deus Altíssimo, autêntica fidelidade e piedade. Precisamos rejeitar a luxúria diabólica. É impossível santificar o mundanismo. O sistema ímpio inspirado pelo diabo, a quem somos ordenados a não nos conformar nem amar, nunca poderá ser santificado sob qualquer pretexto “gospel”. O falso Evangelho parte do princípio não bíblico de que os fins santificam os meios. Mesmo que os meios sejam indecentes, dizem os pastores moderninhos, pode-se envernizá-los com tinta gospel de modo que as pessoas se decidam a ser “evangélicas”. Nesse caso, o fim é bom, não importando os meios.

Miss Brasil, segue algumas igrejas com seus líderes “moderninhos-bacanas-liberais”: “A turma do Diante do trono, liderada por Ana Paula Valadão”, “Igrejas Sara a Nossa Terra”, “Elienai Cabral Junior e suas Betesdas”, “Igrejas Nova Vida, pastoreadas por Márcio Prado”, “igrejas do Senhor Jesus, chefiadas por Luiz Henrique”, “Igrejas da Paz, comandadas por Abe Huber”, “Igrejas Verbo da Vida”, “Igrejas Renascer”, “Igrejas Universal do Reino de Deus”, “Igrejas Internacional da Graça”, “Armando Bispo, e suas Igrejas”, “Assembleias de Deus Canaã, lideradas por Jecer Goes”, “Igreja Batista Comunidade do Amor, liderada por Samuel Munguba Junior”, “Igrejas Paz e Vida”, “Igreja Batista Vale de Bênção”, “Igreja de Cristo, pastoreada por Evandro Soares”, “Igreja Batista Peniel”, “Comunidade Logos, liderada por Everaldo Silva”, “A turma da Jocum”, “Igrejas Bola de Neve”, “Igrejas do Evangelho Quadrangular”.

Termino esta carta com a exortação do apóstolo Paulo: “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo (Fl 2:15)

Tenho dito

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CARTA ABERTA À ORDEM DOS PASTORES EVANGÉLICOS DO ESTADO DO CEARÁ


CARTA ABERTA À ORDEM DOS PASTORES EVANGÉLICOS DO ESTADO DO CEARÁ - ORMECE

Pastores da Ormece, meus pêsames!

Meus pêsames pela falta de discernimento e pela visão tupiniquim e medíocre de vocês. Vocês se reuniram para anunciar apoio a um dos candidatos ao governo do Estado do Ceará. A Ormece apresentou ao candidato suas ideias para “uma sociedade mais humana e igualitária e que o Estado respeite a vida e seja conduzido sob princípios éticos e com amor ao próximo”.

É clara a falta de discernimento de vocês. Vocês não entendem que o mundo recebeu o grande inimigo de Cristo, Satanás, como príncipe e como deus. Do ponto de vista político, Satanás é “o príncipe do mundo” (João 14:30), e, do ponto de vista religioso, “o deus deste século” (2 Cor 4:4). Em Gálatas 1:4 encontramos Paulo nos ensinando que Cristo “se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso”. Ou seja, pertencemos a outra esfera. Jesus falando de seus redimidos explicitou contundentemente: “Eles não são do mundo, como também eu não sou” (João 17:16). Vocês ainda não discerniram que os remidos são cidadãos do céu, cuja esperança não diz respeito a este mundo.

Na época de Jesus, a Judéia foi anexada ao Império Romano. O governador representava o abominável poder pagão em Jerusalém. Os fariseus estavam buscando oportunidade para mudar o poder político e livrar-se do jugo que os enfurecia. Nesse contexto, não era de estranhar que os fariseus esperassem um posicionamento de Jesus no tocante àquela situação ou o Seu apoio, quer ao partido nacional, quer ao seu oponente, o partido romano. Em certa ocasião, representantes dos dois partidos trataram de obter uma opinião política de Jesus, valendo-se da maliciosa pergunta: “É lícito pagar tributo a Cesar ou não?”. Vocês, pastores da Ormece, sabem muito bem qual a resposta de Jesus. O Senhor Jesus nada tinha a declarar a respeito da política da época. Jesus deliberadamente recusou tomar posição a respeito da questão política.

Em outra ocasião, Jesus teve uma oportunidade singular de comandar uma multidão empolgada e pronta a defender a independência da Galiléia, província da Palestina. O povo impressionado com o poder de Jesus, depois de vê-lo alimentar uma multidão com 5 pães e 2 peixes, decidiram proclamá-lo rei (João 6:15). Vocês, pastores da Ormece, se esqueceram o que Jesus fez? Jesus retirou-se sozinho para o monte. Jesus não era homem de política. O Seu desígnio era servir a Deus e salvar os homens. A Sua missão na terra consistia em recordar os direitos de Deus ao coração humano. Portanto, imitem o Senhor Jesus! O caminho do Mestre é sem dúvida o que todo pastor e discípulo devem seguir!

Vocês, pastores da Ormece, escravizados pela visão tupiniquim, pensam que é dever de vocês fazer o possível para dar dimensão moral à vida política. A falta de discernimento é tão grande que vocês não percebem que passagem alguma da Bíblia afirma que o crente foi colocado neste mundo com o propósito de melhorá-lo. Se vocês pensam que vão resolver os problemas da sociedade mostrando interesse pelas questões sociais, estão dando abrigo a uma grande ilusão. O homem, mesmo no seu melhor nível, nunca poderá curar os males do mundo. Nunca poderá cristianizar a sociedade. O Evangelho do Senhor Jesus não tem nada a ver com o evangelho do avesso de Leonardo Boff, Rubem Alves, Martin Luther King, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, Dom Helder Câmara, Desmond Tutu.

Pastores da Ormece prestem atenção: Quem não entendeu que o Evangelho é sobre nossa intimidade com Deus e não com os problemas desta vida, ainda não compreendeu o que é o Evangelho. O evangelho não são as boas novas para a construção de melhores escolas, melhores hospitais, melhores estradas. O Evangelho do Senhor Jesus não são as boas novas para reivindicar melhores condições de segurança pública, nem para reivindicar educação para todos, nem para reivindicar saneamento básico. Tudo isso é importante. Mas, o Evangelho, a fé é sobre outras coisas. Quando o véu do templo se rompeu, se rompeu para que o homem pecador tivesse acesso ao Altíssimo, ao Pai, à salvação!

 Ló era um homem justo (2 Pe 2:7), mas cometeu um grave erro. Após estabelecer-se em Sodoma, aceitou uma posição de autoridade. Vemo-lo assentado à entrada da cidade, lugar ocupado apenas pelos magistrados (Gn 19:1). Prestem atenção, pastores da Ormece: Ló desejava justiça e respeito à vida no decaído ambiente de Sodoma. Ló queria que a insalubre Sodoma fosse conduzida sob princípios éticos e com amor ao próximo. Contudo, os seus esforços acabaram em total fracasso. Suas advertências foram ignoradas e a destruição da cidade fez dele um fugitivo arruinado, que acabou miseravelmente os seus dias em uma caverna (Gn 19:30). Vocês, pastores da Omerce, terão o mesmo fim de Ló, se não abandonarem a visão medíocre que vocês tem do Evangelho.

Quando o apóstolo Pedro escreveu sua carta de exortação, Nero ocupava o trono. Nero foi um dos piores tiranos que o mundo conheceu. Mandou matar a própria mãe e a esposa. No entanto, os crentes da época não tomaram nenhuma posição política para instituir um governo melhor. Pedro exorta os crentes a perseverarem em tranqüila obediência, suportando “tristezas, sofrendo injustamente, pois foram chamados para isso” (I Pe 2:19). Vocês, pastores da Ormece, precisam está dispostos a sofrer por Cristo! Vocês precisam tirar a venda dos olhos e enxergar que Deus está acima de tudo e pode fazer cumprir a Sua vontade tanto por meio de homens maus quanto por intermédio de homens de “bons”. Portanto, dediquem suas vidas a coisas que dizem respeito ao seu Senhor e deixem o mundo ocupar-se das que dizem respeito ao seu mestre.

Na sua epístola, Tiago reconhece as injustiças praticadas contra os pobres da sua época. No entanto, em nenhum momento Tiago se posiciona quanto à necessidade de trocar o poder político de sua época. Simplesmente, Tiago lembra a proximidade da vinda do Senhor Jesus (Tg 2:7). Portanto, a participação da igreja na vida política é um oxímoro.

O mais lamentável desse encontro foi o desejo da Ormece manter parceria com o Estado. A Bíblia diz explicitamente para não formarmos alianças profanas. O apóstolo Paulo expressa enfaticamente: “Não vos ponhais em jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6: 14-15).

A igreja deve respeitar o governo e cumprir seus deveres civis. Porém, ela não deve receber favores ou suporte financeiro do governo para obras sociais. Deve ser livre e auto-sustentada. A igreja primitiva que transformou o mundo de então, não fez acordos governamentais, pois estava consciente que é o colocar-se sob o senhorio de Cristo que traz as bem-aventuranças. As bênçãos de Deus sobre a igreja não dependem de acordos profanos, mas da nossa fidelidade a Deus. Vocês, pastores da Ormece, precisam aprender com o pastor George Müller que conheceu como ninguém, o que é viver vendo o invisível, tocando o intangível e crendo no impossível. Müller construiu em Bristol, na Inglaterra, grandes edifícios para abrigar menores carentes, sem ter que fazer nenhuma parceria com o governo britânico. Todos os recursos ele os obteve através da oração. Que caiam as escamas de vossos olhos e o negrume de vossas mentes. Que as vossas vidas sejam de santidade e obediência!

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

CUIDADO COM OS PASTORES-XAMÃS


CUIDADO COM OS PASTORES-XAMÃS

 

 

O tema abraçado por muitos evangélicos é: “Se alguma coisa deu certo, então é a verdade”. Nesse contexto, a “coisa” não pode ser questionada e deve ser adotada. A verdade passou a ser funcional e trocada pelos ensopados de Jacó trazendo imensuráveis estragos ao Evangelho. A Bíblia não é mais a revelação proposicional de Deus, mas um manual de experiências religiosas. As Escrituras são usadas para se dizer o que se quer.

 

Xamã é uma palavra que os antropólogos passaram a usar para descrever os que antigamente eram chamados de pajés, bruxos, feiticeiros e magos. Na visão antropológica um xamã está apto a praticar exorcismos, desfazer feitiços e reverter os efeitos de atos de magia negra realizados contra alguém. Os xamãs crêem que o ato de imaginar vividamente uma cena em sua mente acaba por transformá-la numa experiência real. O xamanismo ganha cada vez mais espaço dentro da igreja evangélica brasileira. A verdade bíblica já não é a solução, sendo substituída pela lisonja e por fantasias da mente. Muitos pastores caíram na velha prática ocultista dos xamãs ao tentar criar a realidade e até mesmo manipular a Deus por meio da formação de imagens mentais vívidas. Dizem eles: “Visualize a bênção que você está orando e você a obterá”. Dessa maneira, pasmem! Os crentes estão sendo ensinados a se visualizarem dentro de uma mansão com uma BMW na garagem.

 

Os pastores-xamãs consideram-se como inspirados no sentido em que o são os profetas da Bíblia. Seus sermões com altas doses de alegorização são, segundo eles, uma continuação e fonte autorizada de verdade. Seus ingredientes postos são: sinais, milagres, prodígios e emoções afloradas. A oração dos pastores-xamãs é a mais forte, pois tem sentido moral, espiritual e místico. Seus bajuladores dizem: “Você vai ouvir, agora, uma oração do pastor...”.

 

Os pastores-pajés declaram que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas se afastam anos-luz de uma hermenêutica sadia. Na sua megalomania se dizem “canal especial de Deus para esta geração”. Deus só age por meio deles e no espaço físico que eles comandam. A Bíblia deixou de ser o livro que expressa a vontade de Deus aos homens e passou a ser o elemento subsidiador de práticas ocultistas.

 

Os pastores-bruxos têm calcado suas práticas no Antigo Testamento. No intuito de encher a igreja criam doutrina que o cristianismo, nunca suspeitou haver: “Quebra de maldição na família”. A Bíblia diz em Jeremias 31:29 e 30 “Naqueles dias, nunca mais dirão: os pais comerão uvas verdes, mas foram os dentes dos filhos que se embotaram, ao contrário cada um morrerá pela sua iniqüidade, os dentes de todo aquele que comer uvas verdes é que se embotarão”. Ou seja, o que seu pai fez, não importa. O que seu avô fez não importa. Importa o que você faz. Importa como você usa sua vida e como você se porta diante de Deus. Em Ezequiel 18:2-4 Deus reforça a responsabilidade pessoal quanto ao pecado. Cada um presta conta de seus próprios pecados. Os dentes dos filhos não sentem dor pelo mau uso dos dentes dos pais, essa é a lição!

 

Uma característica dos pastores-pajés é o marketing que fazem de si e de sua igreja. Esses homens são repletos de truques e invenções tornando o Evangelho trivial e transformando Deus em um produto a ser vendido. Desse modo, a fé virou uma atividade recreacional e a igreja virou um clube. Um deles chegou às raias do ridículo ao dizer que estando tirando a barba, Jesus veio ao seu encontro, no banheiro, o abraçou e lhe deu um esboço de sermão. Os pastores-pajés se acham um sacerdote com poderes especiais que ninguém tem. Foram contaminados pelo vírus da idolatria do sucesso e, por isso se deleitam em ser proeminente.

 

Os pastores-xamãs têm um único objetivo: aumentar o seu poder político com mais e mais espaço, com a compra de mais e mais propriedades e, consequentemente com o crescimento de sua arrecadação. Eles são os “magnatas da fé” que vivem às custas de suas “ovelhas” exploradas e enganadas. Manejam bem os esquemas totalitários, agem como se tivessem super-poderes vitalícios e, para isso cercam-se de uma tropa de subservientes e babões. Em época de eleições, apresentam inescrupulosamente no púlpito, seu candidato a vereador, a deputado e a senador.

 

Que o Senhor livre a igreja brasileira de homens metidos a Deus. Homens que têm a mania de sustentar empáfias. Homens que fazem de Deus sua propriedade. Deus nos livre dos pastores-xamãs!

 

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

TEMPO DE MANIPULAÇÃO


                                    TEMPO DE MANIPULAÇÃO

 

O jeito “Apple de ser” moldou a maneira com que as igrejas evangélicas hoje pretendem alcançar seus potenciais consumidores. Inspirados no mantra da Apple, muitos pastores procuram provocar desejos e criar necessidades e expectativas na membresia.

Uma maneira tortuosa, sinuosa, sub-reptícia, de manipular as pessoas e convencê-las é a de repetir uma e outra vez, as mesmas idéias, os mesmos conceitos e as mesmas imagens. Nesse contexto, os pastores manipuladores lançam chavões, fazem afirmações contundentes, propagam slogans na forma de sentenças carregadas de asneiras. Este bombardeio durante o culto modela a opinião dos fiéis, que acabam tomando os chavões, as afirmações contundentes e os slogans como sendo fantasticamente bíblico. “Olhe para seu irmão ao lado e diga-lhe: Você é filho do Rei”, “Plante fé e colha milagres”, “Hoje é noite de bênçãos” e por aí vai. Sinceramente, eu não agüento mais tanta tolice. O que os crentes precisam entender é que uma tolice repetida por muitas bocas não deixa de ser uma tolice. Mil mentiras não fazem uma só verdade.

Vivemos o tempo de manipulação nas igrejas evangélicas brasileira. Eu não disse tempo de renovação, mas de manipulação. Os pastores manipuladores são especialistas em criar um clima de superficialidade durante o culto para tornar possível a difusão de suas artes hipnóticas e seus truques de ilusionista. Um ilusionista faz truques surpreendentes que parecem verdade porque realiza movimentos muito rápidos e com fundo musical para que o público não perceba. Os pastores manipuladores procedem desse mesmo modo, a fim de que as multidões não percebam seus truques e malabarismo intelectual e aceitem como possíveis os mais inverossímeis conceitos anti-bíblicos.

Uma mentira repetida muitas vezes constrói uma "crença", de algo intocável. A propaganda manipuladora que esses falsos pastores fazem forma este tipo de "crença". Por asso, eles conseguem ter um controle da mente, da vontade e do sentimento da maioria de suas “ovelhas”. É lamentável ver as pessoas passando pelas “portas da prosperidade” e tomando “banho de óleo” para conseguir algo. É triste ver que a fé virou um amuleto que protege o crente do mal olhado e da sexta-feira 13. Deus virou um boneco que se curva diante das orações decretadas de seus filhos.

O medicamento pode ser manipulado sob diversas formas: em envelope, cápsulas, shakes, comprimidos, pastilhas efervescentes, e, dependendo do caso, podem ser feitos em gel, sabonetes ou loção. Se um medicamento industrializado só existe em cápsulas e o paciente tem dificuldade de engoli-lo, na farmácia de manipulação ele poderá ser feito em xarope. Enfim, os medicamentos manipulados são personalizados de acordo com a necessidade de cada paciente, ou seja, ele pode ser feito em forma de cápsulas, shakes, goma de colágeno, cremes, chocolates ou pós-aromatizados. Os pastores manipuladores procedem do mesmo modo que as farmácias de manipulação. Adaptam seus sermões ao gosto dos consumidores para satisfazer a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida.

Manipular equivale a manejar. De per si, somente os objetos são suscetíveis de manejo. Posso utilizar um tablet para minhas finalidades, guardá-lo, trocá-lo, descartá-lo. Estou no meu direito, porque se trata de um objeto. Manipular é tratar uma pessoa ou grupo de pessoas como se fossem objetos, a fim de manietá-los facilmente. Essa forma de tratamento significa um rebaixamento, uma vileza. Esta redução ilegítima das pessoas a objetos é o foco do sadismo. Os pastores manipuladores, além de réprobos, são sádicos. Perderam a mentalidade de profeta, a mentalidade de escravo de Cristo. Nutrem o “povo-objeto” com feno e palha dizendo que é gordura. Pervertem o “povo-objeto” com o outro evangelho só para entrar no jogo do “quem ganha mais almas”.

A tragédia daqueles que estão manietados pelo pastores manipuladores é que eles sucumbiram à síndrome de Acabe, o qual só desejava ouvir o que lhe agradasse o ouvido. Aqueles que estão subjugados pelos líderes manipuladores perderam a capacidade de pensar e de refletir porque são iludidos pela estética, pelo visual, pela ostentação, pelos mega-templos e por campanhas do tipo “Derrotando os Golias da vida”. Que os manipuladores saibam que o Deus que servimos não tem compromisso com a ostentação nem com campanhas enganosas. Peçamos discernimento ao Senhor para não cairmos na malha maligna dos pastores manipuladores.

Tenho dito,

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

APARTAI-VOS DOS TAIS


                                  APARTAI-VOS DOS TAIS

 

O diabo é mestre em falsificar, com suas falsas bíblias, falsos pastores e falsas doutrinas. O relativismo campeia livre no cenário evangélico brasileiro: homossexualismo é pecado? depende; aborto é pecado? depende; sonegar impostos é pecado? depende; relação sexual antes do casamento é pecado? depende; assistir filmes pornôs é pecado? depende; nudismo é pecado? depende; músicas seculares nos cultos é pecado? depende. A resposta “depende” está sempre nos lábios dos modernistas liberais.

Lamentavelmente, muitos crentes ainda vivem debaixo das blasfêmias doutrinas dos modernistas liberais que liberam sua voz “profética” determinando um sem fim de “bênçãos” para um rebanhão incauto. Para iludir o rebanhão que freqüentam o culto, o pastor liberal grita veementemente: “Deus te chamou para conquistar as nações”, “Deus te chamou para saquear o inferno e povoar o céu”, “Há 72.000 anjos designados por Deus para te servir nesta noite de celebração”, “Quando você fala sai fogo de Deus da tua boca”. Isso é dito com o objetivo de levar os ouvintes a liberar suas emoções. Enfim, a liturgia é voltada para satisfação do homem.

Na verdade, o movimento das igrejas modernistas liberais visa sensações. Os corinhos cantados em suas igrejas trazem teologia incorreta e conceitos absolutamente vagos, mas fazem “bem” às pessoas. Não interessa a teologia, a doutrina, mas sim como as pessoas se sentem. A pregação tem que ser emotiva e subsidiada por símbolos judaizantes que apelam à sensação e à imaginação como o Manorah, o Shoffá, o Talith, a Estrela de Davi, a Arca da Aliança e o Óleo da Unção.

Quando os pastores modernistas liberais organizam caravana-turística para Israel há um verdadeiro fetichismo com Israel. A propaganda gera uma teologia manca e deformada. Ao chegarem a Israel pessoas são rebatizadas nas águas do Jordão. A Bíblia diz que o batismo é único, singular e irrepetível. Esses liberais nada mais fazem do que vulgarizar o batismo subtraindo seu valor teológico. Além disso, a postura para com Israel chega à idolatria. Os pastores modernistas incentivam as pessoas trazerem sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras, e pasmem, crucifixos feitos da cruz de Cristo. Quanta idolatria, quanta teologia ajeitada!

Endossando as suas práticas judaizantes os modernistas liberais chamam o prédio onde a igreja se reúne, na linguagem do Antigo Testamento, de “santuário”. Esses falsos mestres ainda não entenderam que o lugar onde as pessoas se reúnem para cultuar a Deus não é morada de Deus, portanto, não é santuário. O Deus Altíssimo não mora em prédios, mas nas pessoas convertidas. Os crentes, os salvos em Cristo Jesus, são o santuário (Atos 17:24; I Co 3;16; Hb 3;6). Na santa teologia, santo não é o lugar. São os salvos. Não é o piso do templo, nem as paredes laterais do templo, nem o teto, é o crente. Não temos cimento, ferro, pedra e areia santos. Temos pessoas santas!

Os sermões dos modernistas liberais além de fragmentados são carregados de versículos isolados, desarraigados do seu contexto. A Palavra de Deus é utilizada como pretexto e não como texto que afirma a fé. Eles usam a Bíblia não como regra de fé e prática infalível, mas como um amuleto para “exorcizar” e “amarrar” demônios. A cruz, a ressurreição de Jesus e a vida eterna com Ele são desvanecidas com a ênfase no aqui e agora. A fé é mensurada pelo ter bens materiais. A vida desses pastores é alicerçada em experiências místicas e em “novas revelações”. Por isso, que seus adeptos os idolatram chamando-os até de meritíssimo pastor.

As campanhas para construção de seus gigantescos templos não têm um pingo de escrúpulo. Com arroubo retórico e grandiloqüente falam em templos para 7000 pessoas, para 10000 pessoas, para 15000 pessoas e por aí vai. Usam técnicas de lavagem cerebral, despersonalização e manipulação para surripiar dinheiro dos fiéis. Em sua visão empresarial os pastores modernistas liberais avaliam os seus súditos pastores auxiliares pelo desempenho econômico, ou seja, pela capacidade de levantar ofertas.

Há uma epidemia de pastores modernistas liberais no Brasil: Edir Macedo, Valdemiro Santiago e R.R. Soares representam o “baixo-pentecostalismo”. Os modernistas liberais “clássicos” são os gurus: Silas Malafaia, Samuel Câmara, Samuel Ferreira, Jorge Linhares, Caio Fábio, Ariovaldo Ramos, André Valadão, Ton Sampaio, Robson Rodovalho, Renê Terra Nova, Ricardo Gondim, Marco Feliciano, Napoleão Falcão e Gesiel Gomes. Esses homens, à semelhança de Himineu e Fileto aprenderam a blasfemar, à semelhança de Janes e Jambres tornaram-se réprobos quanto à fé e como Demas amam o presente século.

Os representantes do “baixo pentecostalismo” e os “gurus clássicos” são tão perigosos quanto o vírus Ebola. Ensinam o que não convém, por torpe ganância. Erraram seguindo o caminho de Balaão tendo o coração exercitado na avareza. São abomináveis, e reprovados para toda boa obra. São filhos da perdição, pois engodam as almas inconstantes. Eles são como diz em I Timóteo 6:5: “Homens corruptos de entendimento e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro”, e continua: “Apartai-vos dos tais”!

Ir. Marcos Pinheiro