terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A IGREJA DO MIMO



A IGREJA DO MIMO

“Nossa igreja mima a membresia”, disse um pastor.
A igreja do mimo é Inclusivista. Por mimar a membresia, nela pode tudo e cabem todos de qualquer jeito: roupa social, bermuda, boné, mini-saia, mini-blusa, camiseta cavada, chinelo de dedos, costa-nua, vestido transparente, piercings, tatuagens. À “imagem e semelhança” do príncipe deste mundo: cada um no seu estilo próprio, com o seu “charme evangélico”. “Nossa membresia é chique” pontua o pastor da igreja do mimo.

A igreja do mimo para mimar os seus adeptos pratica a “carnavalização gospel cultual”. O culto é agradável ao povão e moderno: desordenado, psicodélico, lúdico, diversificado e liberal. Pode tudo e cabem todos de modo que o templo é literalmente um clubão com direito a tudo que tem de mais escuso e anti-bíblico: rifas, bingos, gincanas, sorteios. Pasmem! Já tem até a loteca “evangélica”. Ora, o uso da sorte diz que você deve entregar a direção de sua vida ao acaso. Quando uma igreja recorre ao uso da sorte para resolver seu problema financeiro, ou para fazer alguma construção ou reforma é um sinal de que essa igreja perdeu a confiança no Deus supridor Jeová-Jiré. Deus cuida de Sua obra e quem deve prover os recursos são os crentes através de seus dízimos e ofertas. Não precisamos de bingos, rifas ou sorteios. A igreja do mimo ao se utilizar desses embaraços para arrecadar fundos está cultuando o “macaco sagrado”.

O grandioso prédio da igreja do mimo tem central de ar condicionado, som ideal, estacionamento muito bem sinalizado, berçário funcionando com babás especializadas, elevador panorâmico, recepcionistas em todas as portas dando informações e facilitando lugares. A platéia manipulada pelos “ministros de música” dança e recebe a “bênção” num ambiente altamente confortável e libertário. O ambiente, o programa, a pregação açucarada, o ofertório e o apelo propositadamente carregado de emocionalismo plástico são montados para produzir efeitos psicológicos previamente arquitetados. Tudo é feito para gerar um contentamento pessoal. O louvor é transformado em um programa e o desejo de se obter felicidade é maior do que o de obter santidade. A adoração é julgada como “agradável e maravilhosa” com base no grau de satisfação pessoal alcançada.

Os pastores da igreja que mima a sua membresia removeram de suas mensagens as partes vitais do Evangelho: o sangue de Jesus, a cruz, a necessidade de arrependimento, a necessidade de santidade, a culpa dos pecadores, os terrores do inferno e juízo final. A frase mimada dos líderes é: “Deus te ama e tem um plano maravilhoso para a sua vida”. Mas, a verdade bíblica que o pecador precisa ouvir é: “Você se tornou um inimigo de Deus, e no seu estado atual não há qualquer esperança de salvação, a não ser que se arrependa de seus pecados”. Por mais que isto soe impopular e não atraente, é a única realidade acerca de qualquer um que vive na prática do pecado. A igreja do mimo é a igreja do jeitinho, pois seus pastores se valem da dialética da malandragem. Tudo é relativizado: pode o legal e pode o ilegal.

A filosofia dos pastores da igreja do mimo é tornar o ambiente de culto atrativo para os incrédulos. Dizem eles: “Devemos descobrir o que as pessoas não-convertidas gostam e oferecer-lhes em nossos cultos”. Nesse contexto, vale tudo: forró, rap, funk, rock, jazz. O culto passa a ser uma ocasião de diversão, a congregação se torna um auditório e os dirigentes se tornam atores em um palco. É a filosofia da “geração do corpo sarado”, onde a idéia de vida saudável reside na agitação e em exercícios físicos. O culto só é bom quando a música preenche as necessidades físicas de rebolado. É a glorificação das coisas que ocorrem da cintura para baixo. É a “teologia da cintura para baixo”. Pasmem! Na igreja do mimo já se fala do “samba do teólogo doido” e do “arraiá gospel” com fogueira, tapioca, batata doce, baião de dois, bolo de milho, fogos e campeonato de quadrilha à semelhança das quermesses católicas.

Os pastores da igreja do mimo são contadores de estórias engraçadas, gaiatos e astros do púlpito que fazem dos ouvintes um fã clube que os defendem apesar de seus erros doutrinários. A mensagem dos pastores da igreja do mimo é festeira, teatral e manipuladora. Eles Não se prendem à sã doutrina porque querem derrubar celeiros para construir outros maiores. Eles sabem que se sacudir a igreja com a doutrina santa significa perder o prestígio e uma aposentadoria abastarda. Os líderes da igreja do mimo fizeram do Evangelho um negócio. Como disse o capelão do senado americano Richardson Halverson: “No início, a igreja era um grupo de homens e mulheres centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou até Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa, e tornou-se uma cultura. E finalmente, chegou à América, e tornou-se um negócio.

Que o Senhor nos livre do pluralismo pós-moderno e do evangelho tipo farinha de rosca mofada pregado pela igreja do mimo. Mesmo que nos rotulem de intolerante, fundamentalista, bitolado ou quadrado fiquemos firmes na defesa da sã doutrina!
Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CARTA ABERTA AO PASTOR-BELSAZAR



                        CARTA ABERTA AO PASTOR-BELSAZAR

Pastor-Belsazar, você está sendo pesado na balança divina!
À Semelhança do festim profano de Belsazar você tem profanado as coisas do céu. Você vive alardeando que o culto de sua igreja é espetacular, fantástico, esplêndido, tremendo, lindo, chique, maravilhoso, inigualável. Num marketing sem precedente, você diz: “Na minha igreja tem berçário, estacionamento vertical, telões de LED, granito, vitrais, púlpito de vidro, castiçais de ouro, tapete Persa na passarela, poltronas massageadoras, sistema de som do último tipo. Como se não bastasse tanta gabolice, ainda diz: “Nosso santuário é o mais lindo do Nordeste e a nossa igreja ganha dos shoppings Rio-Mar, Iguatemi e Via Sul. Aliás, você comparou bem a sua igreja, ela não passa de um shopping.

A igreja, pastor-Belsazar, não pode perder seu caráter de origem divina. A igreja não é uma ONG religiosa para prestar os serviços que o povo deseja. A igreja não existe para abençoar o povo em seus pecados. Ela é o corpo de Cristo, incumbida de chamar os homens a aceitarem suas vidas com Deus. A igreja deve pregar o que João Batista pregou, o que Jesus pregou, o que a igreja primitiva pregou: Arrependam-se, reconciliem-se com Deus, mudem de vida ou perecerão no inferno! Lamentavelmente, para você a igreja não passa de uma agência que almeja vencer um concurso de popularidade.

O que mais me impressiona pastor-Belsazar é que com o seu carisma carnal você consegue puxar aplausos de seus bodes nanicos para as suas profanações. Com o seu poder midiático e suas arrecadações gordas, você encanta os incautos. Suas pregações sempre têm um pouco de show, um pouco de palhaçada e um pouco de auto-ajuda. O estilo Hollywoodiano de seus sermões atrai, porém empurra para a periferia os princípios bíblicos, inclusive o arrependimento. Por isso, o seu rebanhão está morrendo de inanição.

O culto de sua igreja é voltado para o estrelismo. Para manter o público, você sempre anuncia um cantor “figurão” que estará presente. Desse modo, o homem passa a ser o parâmetro do culto. O alvo do culto que deveria ser Deus é perdido. Nesse contexto, cria-se um sentimento de êxtase e não uma espiritualidade sadia. Quando Deus deixa de ser o centro, o culto torna-se um festim de Belsazar.

Pastor-Belsazar, você quer demonstrar para os seus ouvintes que é um defensor da sã doutrina. Mas, é preciso sair da lama para combater a lama. Você está enlameado até o pescoço. Você, pastor-Belsazar, está embriagado com os alaridos de Amaleque. Chegou às raias do ridículo afirmando publicamente que tem pedigree. Na verdade, pastor-Belsazar, você está revestido com as mesmas roupas da escuridão que o mundo veste.

Lamentavelmente, pastor-Belsazar, a sua identificação com o lixo musical do mundo que é próprio dos ímpios, dos cultuadores de demônios, é óbvia. Você abre o seu programa na rádio FM com um samba-gospel, usa gírias e até diz impropérios. Tudo é adaptado com o propósito de satisfazer as inclinações carnais dos ouvintes. Além disso, para impressionar os ouvintes há um marketing de sua oração no início do programa, uma gravação com voz reverberada diz: “Você vai ouvir agora, uma oração, uma oração com o pastor...”

Pastor-Belsazar você perdeu a consciência do sagrado. Você perdeu a paixão pela cruz. Você amalgamou a mensagem da cruz ao mundo a fim de tirar uma colheita abundante de adeptos. Eu disse “adeptos”, não disse “convertidos”, pois sua mensagem é tão rasa que não leva as pessoas à convicção de pecados. Não leva as pessoas a se compreenderem de que estão perdidas e necessitam de salvação. Pastor-Belsazar, você está tão comprometido com o secular que citou no seu programa de rádio o ímpio Sigmund Freud como um grande homem. Não entendo a sua afirmação, pois Freud era um ateu convicto, empedernido e se opunha veementemente ao sobrenatural, especialmente o sobrenatural ligado à Bíblia. Freud ensinou que as doutrinas cristãs são todas ilusões e o cristianismo é a neurose universal da humanidade. Foi esse um grande homem?

Pastor-Belsazar, você está inserido numa cultura de “babação”. Não querendo ser politicamente incorreto, você elogiou os hábitos franciscanos do novo papa. Você não percebeu que o papa ao dizer: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho isto de dou”, ele não completou a frase: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno!” Ou seja, Jesus foi o grande ausente, e o seu Evangelho foi o grande ignorado. O papa não é referência para a igreja evangélica, até porque ele não falou em momento algum que não há salvação fora de Cristo e que o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Ademais, na revista “Veja” ele aparece beijando uma estatueta de Aparecida. Não o vi segurando a Bíblia. Não o vi reverenciando a Palavra de Deus. Ele falou de Maria, mas não falou de Jesus. Citou-o, mas não falou dele. Portanto, nem o papa Francisco nem o Francisco de Assis são modelos para a igreja evangélica.

Pastor-Belsazar, você está sendo pesado na balança divina e está em falta!

Tenho dito,

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

E HAJA SOBERBA



                                                     E HAJA SOBERBA

“O maior ganhador de almas desta geração”; “A maior cantora pentecostal do Brasil”; “Nossa igreja é a mais bela e a mais espiritual da cidade”; “Meu pastor é um líder de primeira linha”; “Minha igreja é a mais chique da cidade: tem central de ar-condicionado, poltronas, som de última geração, home theater, cafeteria, salão de jogos”. Expressões como estas estão distantes anos-luz do caráter de Jesus que é manso e humilde de coração. Hoje a síndrome de querer ser grandão perpassa o meio evangélico. Há aqueles que se ensoberbece pelo valor de seu dízimo, outros se envaidecem por ter uma função relevante na denominação, outros por ser membro de uma mega-igreja acham-se mais espiritual do que os outros. A Bíblia deixa claro que os soberbos fazem páreo com Satanás. Basta notar que imediatamente após a crise de soberba de Saul, um espírito maligno se apossou dele. A empáfia de presumir-se grande personagem é atitude de feiticeiro. Referindo-se a Simão a Bíblia registra em Atos 8:9: “E estava ali um homem chamado Simão dizendo que era uma grande personagem”.

A síndrome da soberba tem levado muitas pessoas a pensarem que seguir a Jesus é morar numa casa imponente, dirigir um carro de luxo, fazer turismo em Israel e passar as férias em Miami. Devido à síndrome da soberba a igreja passou a ser uma maneira bacana de passar um tempo, ouvindo coisas legais e recebendo promessas. Ou seja, a igreja não passa de um centro de terapia: “Ponha a mão no ombro da pessoa que está ao seu lado e diga-lhe: Você nasceu para ter sucesso”. Sinceramente, eu busco uma base mínima para esse exercício teatral e não lembro uma só frase em toda a Bíblia desse estilo, desse ato de mimo.

Os mártires do cristianismo não eram soberbos. Morreram por sua fidelidade a Cristo. Hoje, as pessoas querem ser o centro, não querem ser fiéis. Por isso que em muitos púlpitos se pregam o trono do crente na terra e não o chamado de Jesus para uma vida de renúncia e negação de si mesmo. A visão da cruz foi perdida. O negócio é ser figurão, exalar significância e manter a pose. Foi quando Gideão se conscientizou que não era nada que Deus lhe disse: “O Senhor é contigo homem valente”. Foi quando Moisés ficou tão pavorosamente consciente de sua insignificância que o Senhor o usou para guiar o seu povo. Deus usou a boca do profeta Natã para estabelecer seu concerto com Davi – “A tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti, teu trono será firme para sempre” (2 Sm7:12). Davi reconhecendo a sua insignificância própria diz no verso 18: “Quem sou eu, e qual é a minha casa, para que me tenha trazido até aqui?”. Ser significante para Deus é reconhecer a insignificância própria.

A igreja de Corinto havia sido invadida por pessoas soberbas. Paulo destaca isso em 2 Coríntios 10:12 – “ Alguns que se louvam a si mesmos”. O apóstolo discernindo o nível das artimanhas soberbas daquelas pessoas descreve a si mesmo em condições inferior “Temos, porém, este tesouro (a luz do Evangelho) em vaso de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4:7). Em 2 Coríntios 10:18, Paulo reforça a necessidade de não sermos soberbos “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva e sim aquele a quem o Senhor louva”. O puritano George Müller disse certa vez: “Chegou o dia em que morri para George Müller. Morri para tudo que eu era, que tinha, possuía e esperava ser. Morri completamente e absolutamente para George Müller”.

A famigerada “marcha para Jesus” é uma iniciativa diabólica, pois incentiva a soberba. É praxe nessa marcha se ouvir expressões soberbas e fantasiosas instigadas pelos semideuses evangélicos: “Eu declaro”, “Eu determino”, “Eu decreto”, “Eu ordeno”. Os promotores da “marcha para Jesus” são tão soberbos que acham que Deus opera de acordo como eles pensam. Nessa marcha, cria-se uma condição estapafúrdia como parâmetro para o agir de Deus. Dizem os promotores: “Ao marcharmos demarcamos a cidade para Deus”. Quanta interferência na soberania de Deus!

Se você quer ser usado por Deus não sonhe com grandeza. Deseje apenas ser instrumento. Deseje apenas ser servo. Deus está chamando você para sair da perseguição ambiciosa pelo sucesso. É preciso desligar as câmaras e silenciar toda publicidade, todo marketing. É preciso rejeitar o apetite por elogios. É preciso fugir dos lugares de destaque. É preciso repugnar a glória dos homens. Não busque ser celebridade, não busque ser famoso. Pare de fazer marketing de si e de sua igreja. Lembre-se que Deus valoriza os humildes, dá graça aos humildes.

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 26 de outubro de 2014

CARTA ABERTA À MISS BRASIL



CARTA ABERTA À MISS BRASIL
SAUDAÇÕES NO NOME QUE ESTÁ ACIMA DE TODOS OS NOMES – JESUS CRISTO O FILHO DO DEUS VIVO!
Miss Brasil,

Você está inserida numa confusão babélica, e não percebe que a meta de Satanás é bagunçar os princípios bíblicos. Lamentavelmente, você tem sido vítima de um líder liberal que converteu o Evangelho em sucesso e marketing. Um líder que prega um cristianismo estético, pragmático e de aparências.

A igreja que você frequenta em Fortaleza lhe apresenta um cristianismo abominável que não segue as marcas do Cordeiro. Foi-lhe apresentado um evangelho macio, fácil, populista, adocicado, adaptado ao seu ego, para você se sentir entretida e não ameaçada. Vestimenta? Qualquer uma: apertada, transparente, decotada, cavada, lascada, ou que coloque em evidência ou destaque suas partes íntimas. O que o seu pastor não percebe é que a moda mundana é voltada para a exaltação própria, e para o desprezo com Deus e suas leis. Laodicéia, símbolo da igreja infiel, é repreendida por Cristo por exibir a vergonha da sua nudez e ainda se gloriar nisto (Ap 3:18). Música? Ritmos alienantes, geradores de sensualidade: “rock cristão”, “forró do Espírito”, “samba de Jesus”, “frevo de Deus”. Enfim, o seu pastor tem ressuscitado o paganismo com suas danças rituais e músicas carnais, psicodélicas e erotizantes. A igreja que você frequenta foi transformada num imenso parque temático.

Você disse numa entrevista que “está firmada nos princípios bíblicos”. No entanto, é urgente você e seu pastor rever os princípios bíblicos basilares da moralidade. Maldito o homem e a mulher que acredita no sofisma diabólico de que Deus só quer o coração. Deus nos quer completo (1Ts 5:23) e não somente o coração. O templo dos judeus, iniciando pelo tabernáculo até o desenvolvimento de um templo fixo em Jerusalém, era bem cuidado e bem coberto. Quanto mais íntima era a parte do templo, mais ele era coberto ao ponto dos olhos comuns não observarem nada no interior do templo. O seu corpo é denominado na Nova Aliança de Templo do Espírito Santo, portanto, suas roupas não podem promover a sensualidade. Se as roupas que você usa não cobrem com decência o templo do Espírito Santo, você está servindo ao deus Eros, o deus do erotismo. Você está chamando a atenção dos outros para si mesmo, ao invés de direcionar a atenção dos outros para Deus.

Miss Brasil, lamentavelmente as igrejas evangélicas estão entupidas de pastores “moderninhos” e “bacanas” que nem o seu. Homens auto enganados que engrossarão a grande fila dos perdidos que comparecerão ao juízo final (Mat 7:21-23). O diabo, miss Brasil, está lançando mão de suas últimas armas que são invisíveis aos desavisados. A mensagem dos pastores “moderninhos” é bacana para a sociedade hodierna, pois não exige arrependimento e separação do mundo. A igreja que você faz parte, miss Brasil, é literalmente um clubão com direito a tudo que tem de mais “moderno”: neurolinguística da auto-estima, show pirotécnico, arraiá com Jesus, massageamento psicológico do eu, teatro, recreação e lazer em conformidade com os padrões do mundo. Quanta distância de Charles Spurgeon, George Müller, George Whitefield, John Knox, Lloyd-Jones, David Wilkerson, Leonad Ravenhille e tantos outros arautos do Senhor.

Criar uma espiritualidade emocional fantasiosa, plástica, sintética, tipo goma de mascar é a meta do diabo. O seu moderninho pastor é especialista em copiar novidades importadas dos Estados Unidos geradoras de uma espiritualidade não real. A chamada “Atitude 434” copiada pelo seu pastor não é fruto do mover de Deus, mas é uma espiritualidade ilusória com cheiro judaizante criada nos Estados Unidos em 1994 na cidade de Baltimore, capital do Estado de Maryland. Em momento algum nas Escrituras se fala de “pacto de pureza” com recebimento de uma aliança de prata para usar como símbolo. O pior é que esse “pacto” é pago. Ressalto que Espirito Santo é quem nos santifica pela graça e de graça. Do ponto de vista humano, tudo parece muito gostoso e bacana, tanto que seduz e arrebanha multidões. O que choca miss Brasil, é que os que fazem esse “pacto de pureza” continuam gozando das benesses que o mundo oferece, como desfilar exibindo o templo do Espírito Santo no açougue da vaidade onde o lucro está acima da ética, da virtude e da decência. Ademais, pureza de vida não precisa ser oficializada com uma aliança de prata.

Miss Brasil, o que nunca lhe foi repassado é que o liberalismo é a estupidez da teologia, a insipidez do sal e o ofuscamento da luz. Nosso mundo caminha a pleno vapor para um colapso moral pleno. A moda vigente é a sensualidade e o erotismo. Quando algum pastor “bacana” vier com seus argumentos mancos e sustentados pelo espírito do mundanismo e do destemor devemos rejeitar suas evasivas. Chega de emocionalismo. Chega de entretenimento. Chega de “anel de santidade”. O desfile na passarela das vaidades é a deificação do sexo e levará você a ser cada vez mais devotada ao mundo, e a procurar um estilo egocêntrico de vida. Devo dizer-lhe que seu objetivo não deve ser “trazer a coroa de Miss Universo para Fortaleza”, mas é receber a coroa incorruptível da glória celestial.

O seu pastor moderninho, bacana e legal excluiu da sua caminhada pastoral o ministério da advertência. Nesse contexto, todo o pecado do novo cenário pode avançar sem precedentes. O templo do Espírito Santo não pode estar atrelado ao entretenimento carnal, nem deve ser vitrine de capa de revistas despudoradas.

Miss Brasil, os dias que estamos vivendo são trágicos e requerem de cada um de nós, servos do Deus Altíssimo, autêntica fidelidade e piedade. Precisamos rejeitar a luxúria diabólica. É impossível santificar o mundanismo. O sistema ímpio inspirado pelo diabo, a quem somos ordenados a não nos conformar nem amar, nunca poderá ser santificado sob qualquer pretexto “gospel”. O falso Evangelho parte do princípio não bíblico de que os fins santificam os meios. Mesmo que os meios sejam indecentes, dizem os pastores moderninhos, pode-se envernizá-los com tinta gospel de modo que as pessoas se decidam a ser “evangélicas”. Nesse caso, o fim é bom, não importando os meios.

Miss Brasil, segue algumas igrejas com seus líderes “moderninhos-bacanas-liberais”: “A turma do Diante do trono, liderada por Ana Paula Valadão”, “Igrejas Sara a Nossa Terra”, “Elienai Cabral Junior e suas Betesdas”, “Igrejas Nova Vida, pastoreadas por Márcio Prado”, “igrejas do Senhor Jesus, chefiadas por Luiz Henrique”, “Igrejas da Paz, comandadas por Abe Huber”, “Igrejas Verbo da Vida”, “Igrejas Renascer”, “Igrejas Universal do Reino de Deus”, “Igrejas Internacional da Graça”, “Armando Bispo, e suas Igrejas”, “Assembleias de Deus Canaã, lideradas por Jecer Goes”, “Igreja Batista Comunidade do Amor, liderada por Samuel Munguba Junior”, “Igrejas Paz e Vida”, “Igreja Batista Vale de Bênção”, “Igreja de Cristo, pastoreada por Evandro Soares”, “Igreja Batista Peniel”, “Comunidade Logos, liderada por Everaldo Silva”, “A turma da Jocum”, “Igrejas Bola de Neve”, “Igrejas do Evangelho Quadrangular”.

Termino esta carta com a exortação do apóstolo Paulo: “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo (Fl 2:15)

Tenho dito

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CARTA ABERTA À ORDEM DOS PASTORES EVANGÉLICOS DO ESTADO DO CEARÁ


CARTA ABERTA À ORDEM DOS PASTORES EVANGÉLICOS DO ESTADO DO CEARÁ - ORMECE

Pastores da Ormece, meus pêsames!

Meus pêsames pela falta de discernimento e pela visão tupiniquim e medíocre de vocês. Vocês se reuniram para anunciar apoio a um dos candidatos ao governo do Estado do Ceará. A Ormece apresentou ao candidato suas ideias para “uma sociedade mais humana e igualitária e que o Estado respeite a vida e seja conduzido sob princípios éticos e com amor ao próximo”.

É clara a falta de discernimento de vocês. Vocês não entendem que o mundo recebeu o grande inimigo de Cristo, Satanás, como príncipe e como deus. Do ponto de vista político, Satanás é “o príncipe do mundo” (João 14:30), e, do ponto de vista religioso, “o deus deste século” (2 Cor 4:4). Em Gálatas 1:4 encontramos Paulo nos ensinando que Cristo “se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso”. Ou seja, pertencemos a outra esfera. Jesus falando de seus redimidos explicitou contundentemente: “Eles não são do mundo, como também eu não sou” (João 17:16). Vocês ainda não discerniram que os remidos são cidadãos do céu, cuja esperança não diz respeito a este mundo.

Na época de Jesus, a Judéia foi anexada ao Império Romano. O governador representava o abominável poder pagão em Jerusalém. Os fariseus estavam buscando oportunidade para mudar o poder político e livrar-se do jugo que os enfurecia. Nesse contexto, não era de estranhar que os fariseus esperassem um posicionamento de Jesus no tocante àquela situação ou o Seu apoio, quer ao partido nacional, quer ao seu oponente, o partido romano. Em certa ocasião, representantes dos dois partidos trataram de obter uma opinião política de Jesus, valendo-se da maliciosa pergunta: “É lícito pagar tributo a Cesar ou não?”. Vocês, pastores da Ormece, sabem muito bem qual a resposta de Jesus. O Senhor Jesus nada tinha a declarar a respeito da política da época. Jesus deliberadamente recusou tomar posição a respeito da questão política.

Em outra ocasião, Jesus teve uma oportunidade singular de comandar uma multidão empolgada e pronta a defender a independência da Galiléia, província da Palestina. O povo impressionado com o poder de Jesus, depois de vê-lo alimentar uma multidão com 5 pães e 2 peixes, decidiram proclamá-lo rei (João 6:15). Vocês, pastores da Ormece, se esqueceram o que Jesus fez? Jesus retirou-se sozinho para o monte. Jesus não era homem de política. O Seu desígnio era servir a Deus e salvar os homens. A Sua missão na terra consistia em recordar os direitos de Deus ao coração humano. Portanto, imitem o Senhor Jesus! O caminho do Mestre é sem dúvida o que todo pastor e discípulo devem seguir!

Vocês, pastores da Ormece, escravizados pela visão tupiniquim, pensam que é dever de vocês fazer o possível para dar dimensão moral à vida política. A falta de discernimento é tão grande que vocês não percebem que passagem alguma da Bíblia afirma que o crente foi colocado neste mundo com o propósito de melhorá-lo. Se vocês pensam que vão resolver os problemas da sociedade mostrando interesse pelas questões sociais, estão dando abrigo a uma grande ilusão. O homem, mesmo no seu melhor nível, nunca poderá curar os males do mundo. Nunca poderá cristianizar a sociedade. O Evangelho do Senhor Jesus não tem nada a ver com o evangelho do avesso de Leonardo Boff, Rubem Alves, Martin Luther King, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, Dom Helder Câmara, Desmond Tutu.

Pastores da Ormece prestem atenção: Quem não entendeu que o Evangelho é sobre nossa intimidade com Deus e não com os problemas desta vida, ainda não compreendeu o que é o Evangelho. O evangelho não são as boas novas para a construção de melhores escolas, melhores hospitais, melhores estradas. O Evangelho do Senhor Jesus não são as boas novas para reivindicar melhores condições de segurança pública, nem para reivindicar educação para todos, nem para reivindicar saneamento básico. Tudo isso é importante. Mas, o Evangelho, a fé é sobre outras coisas. Quando o véu do templo se rompeu, se rompeu para que o homem pecador tivesse acesso ao Altíssimo, ao Pai, à salvação!

 Ló era um homem justo (2 Pe 2:7), mas cometeu um grave erro. Após estabelecer-se em Sodoma, aceitou uma posição de autoridade. Vemo-lo assentado à entrada da cidade, lugar ocupado apenas pelos magistrados (Gn 19:1). Prestem atenção, pastores da Ormece: Ló desejava justiça e respeito à vida no decaído ambiente de Sodoma. Ló queria que a insalubre Sodoma fosse conduzida sob princípios éticos e com amor ao próximo. Contudo, os seus esforços acabaram em total fracasso. Suas advertências foram ignoradas e a destruição da cidade fez dele um fugitivo arruinado, que acabou miseravelmente os seus dias em uma caverna (Gn 19:30). Vocês, pastores da Omerce, terão o mesmo fim de Ló, se não abandonarem a visão medíocre que vocês tem do Evangelho.

Quando o apóstolo Pedro escreveu sua carta de exortação, Nero ocupava o trono. Nero foi um dos piores tiranos que o mundo conheceu. Mandou matar a própria mãe e a esposa. No entanto, os crentes da época não tomaram nenhuma posição política para instituir um governo melhor. Pedro exorta os crentes a perseverarem em tranqüila obediência, suportando “tristezas, sofrendo injustamente, pois foram chamados para isso” (I Pe 2:19). Vocês, pastores da Ormece, precisam está dispostos a sofrer por Cristo! Vocês precisam tirar a venda dos olhos e enxergar que Deus está acima de tudo e pode fazer cumprir a Sua vontade tanto por meio de homens maus quanto por intermédio de homens de “bons”. Portanto, dediquem suas vidas a coisas que dizem respeito ao seu Senhor e deixem o mundo ocupar-se das que dizem respeito ao seu mestre.

Na sua epístola, Tiago reconhece as injustiças praticadas contra os pobres da sua época. No entanto, em nenhum momento Tiago se posiciona quanto à necessidade de trocar o poder político de sua época. Simplesmente, Tiago lembra a proximidade da vinda do Senhor Jesus (Tg 2:7). Portanto, a participação da igreja na vida política é um oxímoro.

O mais lamentável desse encontro foi o desejo da Ormece manter parceria com o Estado. A Bíblia diz explicitamente para não formarmos alianças profanas. O apóstolo Paulo expressa enfaticamente: “Não vos ponhais em jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6: 14-15).

A igreja deve respeitar o governo e cumprir seus deveres civis. Porém, ela não deve receber favores ou suporte financeiro do governo para obras sociais. Deve ser livre e auto-sustentada. A igreja primitiva que transformou o mundo de então, não fez acordos governamentais, pois estava consciente que é o colocar-se sob o senhorio de Cristo que traz as bem-aventuranças. As bênçãos de Deus sobre a igreja não dependem de acordos profanos, mas da nossa fidelidade a Deus. Vocês, pastores da Ormece, precisam aprender com o pastor George Müller que conheceu como ninguém, o que é viver vendo o invisível, tocando o intangível e crendo no impossível. Müller construiu em Bristol, na Inglaterra, grandes edifícios para abrigar menores carentes, sem ter que fazer nenhuma parceria com o governo britânico. Todos os recursos ele os obteve através da oração. Que caiam as escamas de vossos olhos e o negrume de vossas mentes. Que as vossas vidas sejam de santidade e obediência!

Ir. Marcos Pinheiro