sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A IGREJA E AS PARCERIAS PROFANAS

A IGREJA E AS PARCERIAS PROFANAS

A Bíblia diz explicitamente para não formarmos alianças profanas. O apóstolo Paulo expressa enfaticamente: “Não vos ponhais em jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6: 14-15). Em Mateus 22: 21 Jesus colocou a igreja e o Estado em ordem diferente “Daí a Cesar o que é de César e a Deus, o que é de Deus”. Neste contexto, só quando a igreja perde sua própria vida neste mundo, achar-se-á em Deus. A igreja do Senhor Jesus Cristo é essencialmente uma estrangeira em território inimigo não devendo, portanto, fazer acordos com o Município, o Estado ou o Governo Federal. Nenhum vínculo orgânico entre a igreja e o Estado deve ser realizado. Infelizmente, muitas igrejas evangélicas fazem parcerias com o governo para receber verbas a fim de construir casas de recuperação para viciados, creches e casas de assistência aos idosos. A igreja deve respeitar o governo e cumprir seus deveres civis. Porém, ela não deve receber favores ou suporte financeiro do governo para obras sociais. Deve ser livre e auto-sustentada. A igreja primitiva que transformou o mundo de então, não fez acordos governamentais, pois estava consciente que é o colocar-se sob o senhorio de Cristo que traz as bem-aventuranças. As bênçãos de Deus sobre a igreja não dependem de acordos profanos, mas da nossa fidelidade a Deus.
Esdras capítulo 3 nos informa que a cidade de Jerusalém estava devastada. Zorobabel foi incumbido por Deus para levantar a cidade. Quando os alicerces do templo foram assentados, um grupo de samaritanos dirigiu-se a Zorobabel oferecendo-se para ajudar na construção do templo “Deixe-nos edificar o templo convosco” (Esdras 4:2). Os samaritanos tinham seus próprios deuses e praticavam um culto pervertido. Zorobabel era um homem de Deus que tinha discernimento e imediatamente retrucou: “Nada tendes conosco na edificação da casa a nosso Deus, nós mesmos, sozinhos, a edificaremos” (Esdras 4:3). Em outras palavras, Zorobabel manteve o nível de separação na edificação da casa do Senhor ao recusar o benefício oferecido pelos ímpios. As Escrituras advertem que Satanás procurará perverter a mensagem de Deus mediante parcerias ou oferta de cooperação da parte daqueles que não servem a Cristo. Quando Sodoma foi invadida, Ló foi levado cativo pelos invasores. Abraão ao tomar conhecimento desse fato decidiu socorrê-lo: Arregimentou 318 homens venceu os invasores e libertou seu sobrinho bem como o povo de Sodoma. O rei de Sodoma colocou-se diante de Abraão e ofereceu-lhe dádivas (Gn 14:21). Abraão rejeitou a oferta: “Nada quero de ti, nem um fio, nem uma correia de sandália quero de ti” (Gn 14:23). A rejeição de Abraão revela sua dependência exclusiva de Deus. A igreja do presente século precisa aprender com Abraão que o Senhor é sustentador.
Depois da morte de Joás, Amazias subiu ao trono. Nessa época, a nação de Edom havia declarado guerra a Judá. Amazias arregimentou um exército de 300 mil homens tementes a Deus para guerrear contra Edon. Não estando satisfeito com o número de homens de seu exército, Amazias resolveu ir às tribos do Norte, que adoravam Baal, e contratou por 100 talentos de prata 100 mil homens para seu exército. No momento que o exército de Amazias ficou composto por 300 mil homens tementes a Deus e 100 mil homens ímpios que adoravam Baal, um profeta o advertiu dizendo: “Ó rei, não deixes ir contigo o exército de Israel porque o Senhor não é com Israel, isto é, com os filhos de Efraim (tribos do Norte), porém vai só, age e sê forte; do contrário Deus te faria cair diante do inimigo, porque Deus tem força para ajudar e para fazer cair” (2 Cr 25: 7-8). Por inferência, concluímos que a igreja do Senhor não deve misturar-se com os ímpios no sentido de parcerias, pactos, alianças. Pensamentos diferentes, corações diferentes, mentes diferentes não se compactuam para o mesmo propósito. De início Amazias não confiou que o Senhor era poderoso para lhe conceder a vitória com 300 mil homens tementes a Deus. Se a igreja quiser ser sempre vencedora e abençoada deve pagar o preço da renúncia rejeitando entrelaçamentos com o governo no que diz respeito à construção de casa de recuperação para viciados, creches, orfanatos, casa de assistência aos idosos. Graças a Deus que Amazias obedeceu a mensagem do profeta dispensando os 100 mil homens que havia contratado (2 Cr 25:10). Com os 300 mil homens fiéis a Deus, Amazias venceu a luta contra os edomitas (2 Cr 25: 11-12). Deus é o mesmo que fez brotar água da rocha; que sustentou o povo no deserto com maná e que retém as chuvas e abre as comportas do céu. Precisamos aprender com o avivalista George Müller que conheceu como ninguém, o que é viver vendo o invisível, tocando o intangível e crendo no impossível. Müller construiu em Bristol, na Inglaterra, grandes edifícios para abrigar menores carentes, sem ter que fazer nenhuma parceria com o governo britânico. Todos os recursos ele os obteve através da oração. Na hora certa as janelas do céu abriam-se e todas as necessidades daquelas 3000 crianças eram milagrosamente supridas. Em Deuteronômio 7:1-2 Deus havia dito aos israelitas que não fizessem aliança com os cananeus. Porém, os israelitas foram desleais ao mandamento do Senhor. Satanás semeou um pensamento que foi genérico entre os israelitas: “Que mal nos poderão fazer os cananeus? Eles são poucos”. Não demorou muito tempo, israelitas e cananeus formaram parceria e, como conseqüência, os israelitas perderam a identidade de povo de Deus, perderam a diferenciação que os distinguiam. Muitos líderes dizem: “A verba que recebemos do governo é pouca, a parceria que estabelecemos é muito leve, não nos comprometerá em nada”. Precisamos aprender essa verdade: O que parece inofensivo pode ser perigoso. A maneira como o diabo apresentou-se a Eva parecia inofensivo. Os pastores precisam dizer em alto e bom tom: “Estamos envolvidos numa grande obra de modo que não podemos descer”!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 20 de novembro de 2010

ECUMENISMO: UMA ASTÚCIA SATÂNICA

ECUMENISMO: UMA ASTÚCIA SATÂNICA
Ecumenismo é uma tentativa de aproximar e unir todas as religiões deixando de lado todos os aspectos doutrinários. Os ecumênicos acham que é saudável remover as doutrinas que causam as diferenças entre as crenças e, ninguém deve pensar mal de uma pessoa que promove uma doutrina diferente da que Cristo ou os apóstolos praticaram. Portanto, o ecumenismo defende a pluralidade da verdade, ou seja, não existe uma verdade absoluta, mas verdades diferentes para cada pessoa. Para os ecumênicos o verdadeiro cartão de identidade do crente é o amor, assim, temos que quebrar as barreiras e dialogar com as outras fés. “Viva a unidade na adversidade” é a bandeira ecumênica nos dias atuais. No entanto, a verdade bíblica é oposta a essa bandeira. Ao invés de darmos as mãos com os de outra fé devemos redargüir, repreender e exortar com temor, longanimidade e doutrina (2 Tm 4:2). Devemos defender e viver a sã doutrina ao invés de desviar nossos ouvidos da verdade em prol da unidade com outra fé. Unidade fora da sã doutrina é enganação. Orando ao pai Jesus disse: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17:17). A unidade cristã de dá pela Palavra viva, santa e imutável de Deus. Se não for pela Palavra de Deus não haverá unidade cristã. A unidade não deve ser meramente espiritual, mas também bíblico-doutrinária. Não é conselho bíblico dar as mãos com os que aprenderam de modo diferente dos apóstolos, mas sim, notá-los e nos desviar deles “Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16:17). Estamos vivendo a época da beatificação da tolerância onde não é mais necessário lutar pela verdade e como conseqüência erros doutrinários grosseiros são toleráveis em nome do amor e da unidade. Não podemos aceitar “verdades” divergentes como igualmente válidas. Só há uma verdade e ela é absoluta. Essa verdade é o Senhor Jesus Cristo. Os ecumênicos para justificarem a “unidade na diversidade” destacam uma característica muito importante da natureza divina: o amor. E, citam João 17:21 “Para que todos sejam um assim como nós”. Esquecem a outra característica: a santidade. Deus é amor, mas é também santo. Por isso, é impossível unir o santo com o profano. Além disso, a unidade que Jesus pede ao pai não era uma unidade religiosa sem identificação, mas aquela santidade que resulta na submissão à prática da doutrina verdadeira. Sabemos pelas cartas paulinas que a unidade é bíblica. Em I Coríntios 10: 17 Paulo declara: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo”. Em I Coríntios 12: 13-14 o apóstolo enfatiza que cada membro do corpo é diferente um do outro, mas forma uma unidade. Portanto, cristianismo é acima de tudo união de gregos e troianos, ricos e pobres, negros e brancos, todos unidos numa só fé. Mas, o cristianismo verdadeiro não tolera a conjugação entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. Quando Paulo diz em I Coríntios 6:14 “Não vos ponhais a um jugo desigual com os infiéis”, a idéia e de se colocar dois animais totalmente diferentes em uma mesma canga. Imagine um boi e um jumento carregando a mesma canga. Nenhum fazendeiro de bom senso faria essa tolice, pois o desastre seria total. O boi é vagaroso e pesado o jumento é rápido e mais leve. Portanto, Apostasia e sã doutrina não caminham juntas. Verdade e erro são incompatíveis e não podem se combinar para produzir algo bom. A doutrina nunca deverá ser sacrificada em nome da unidade. Por isso, Paulo exorta “Se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele” (2 Ts 3:14). A grande astúcia satânica é: “Unidade no que é relevante e liberdade no que é secundário”. Esse tema é atraente e diplomático, porém é diabólico por que passa a impressão de que a mensagem bíblica se divide em partes relevantes e secundárias, ou seja, na Bíblia há partes importantes e sem importância. O objetivo dessa temática é incutir na igreja que na Bíblia tem princípios básicos que devem ser seguidos por todos os crentes e doutrinas secundárias que cada um pode interpretar como quiser. Não nos iludamos, a meta do diabo é diluir a verdade absoluta do Evangelho. Se doutrina é secundário a Bíblia cai em descrédito. Se doutrina não é importante, como fica 2 João 1: 9-10? “Todo aquele que ultrapassar a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus, o que permanece na doutrina esse tem tanto o pai como o filho”. Infelizmente, temas como “Todas as religiões são legítimas”, “Creia no que eu creio e crerei na sua fé” estão cada vez mais encontrando espaço nas igrejas evangélicas. A idéia de Satanás é criar um “novo Deus” que seja adequado a todos os deuses, ou seja, um “Deus” que abrange todas as crenças e religiões. A pureza doutrinária deve ser o fundamento básico da igreja. Quando a igreja perde a posição de separação com aqueles que proclamam um evangelho falsificado, ela perde a razão de sua existência. A astúcia satânica não mudou: ele sempre procurará perverter e arruinar a mensagem do Evangelho através de pactos com aqueles que pregam o evangelho falso. Precisamos nos preservar de uma unidade na qual a doutrina é considerada sem valor. Precisamos nos preservar da unidade dos gafanhotos que têm como objetivo comum a ruína de tudo que está ao redor. O ecumenismo afronta a Deus porque Deus não quer todo mundo de qualquer jeito. Deus quer o seu povo que foi comprado com o seu próprio sangue separado e santo!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 18 de setembro de 2010

HOMOSSEXUALIDADE: EU NASCI ASSIM

HOMOSSEXUALIDADE: EU NASCI ASSIM

Ativistas gays freqüentemente afirmam que nasceram homossexuais e que a sua orientação sexual é semelhante a algo como cor dos olhos ou ser canhoto. Portanto, quem pode de maneira lógica condenar uma pessoa por simplesmente estar agindo conforme sua constituição biológica? A premissa é: “eu simplesmente nasci assim”. Em outras palavras, os homossexuais afirmam que suas preferências sexuais são inevitáveis e imutáveis devido aos fatores biológicos e, portanto, o estilo de vida homossexual seria algo que a sociedade deveria aceitar como normal. Os homossexuais precisam ser protegidos pela legislação dos direitos civis para evitar a discriminação, advogam os ativistas gays. Os defensores do homossexualismo argumentam: “se uma pessoa nasceu homossexual, a sociedade não pode esperar que ela pare com o seu comportamento ou se converta à heterossexualidade, pois não é justo esperar que uma pessoa mude o que ela é biologicamente”. Nesse contexto, o homossexualismo deve ser promovido como opções de estilo de vida normal já que certa percentagem de crianças sempre “terá nascido assim”. Diante desses argumentos o que a criação ensina a respeito do estilo de vida homossexual? O relato de Gênesis 1:27 “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou ; macho e fêmea os criou” ensina que Deus criou a humanidade de uma maneira específica: macho e fêmea. Portanto, a rejeição da homossexualidade é claramente baseada na criação original do homem e da mulher, macho e fêmea, por Deus e na Sua instituição do matrimônio heterossexual e da família. Se Deus tivesse a intenção de que o homem fosse homossexual, ou bissexual, ou se Ele tivesse criado o homem andrógino, o fato de criá-lo dessa maneira seria evidente em outros relatos das Escrituras relacionados à natureza do homem. Mas, o único padrão mantido e defendido na Bíblia é o heterossexual. Pesquisas tentando mostrar causas-efeitos genéticos para a homossexualidade existem há quase um século. Mas, o fato é que, ao longo dos anos, nenhuma pesquisa provou uma base orgânica para a homossexualidade. Cientistas cuidadosos têm se recusado a afirmar que a homossexualidade tem origem biológica. O Dr. John Money, principal pesquisador de sexo da Universidade Johns Hopkins, relatou: “nenhuma diferença de cromossomos foi encontrada entre sujeitos homossexuais e controles heterossexuais e com base no conhecimento que temos até aqui, não existe fundamento no qual possa se justificar a hipótese de que homossexuais ou bissexuais de qualquer grau ou tipo tenham cromossomos diferentes dos heterossexuais”. O professor William P. Wilson chefe da Divisão de Biologia Psiquiátrica no Centro Médico da Universidade de Duke argumenta: “não se pode demonstrar que o comportamento homossexual seja produzido diretamente pela transmissão do comportamento determinado pele genética ou pela ocorrência de um número excessivo ou insuficiente de cromossomos sexuais”. O Dr. Clifford Allen no seu livro Textbook for Psychosexual Disorders conclui: “nenhuma investigação em qualquer esfera indica uma base orgânica para a homossexualidade, seja física, química, celular, microscópica ou macroscópica”. O sexólogo americano Dr William Masters declarou na revista Human Sexuality: “A teoria genética da homossexualidade é descartada nos dias de hoje, nenhum cientista sério sugere que uma simples relação causa-efeito faça sentido”. Os doutores Bruce Parsons e William Byne pesquisadores altamente credenciados do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova Yorque afirmaram na revista Archives of General Psychiatry: “Atualmente não há evidência para fundamentar uma teoria biológica de orientação sexual”. O Dr. Charles Socarides, professor de psiquiatria na Escola de Medicina Albert Einstein em Nova Iorque, também observou que: “a questão de uma porção diminuta do cérebro quase sub-microscópica como decisiva quanto à preferência sexual é ilógica, certamente, um setor do cérebro, não pode determinar a preferência sexual, sabemos disso como fato”. Publicações científicas importantes têm salientado com firmeza a falta de evidências que apóiam uma base genética para a homossexualidade. Portanto, a idéia de que os homossexuais “nasceram desse jeito” e “nunca poderão mudar” é um mito. Infelizmente, muitos em nome de um “amor deturpado” ignoram a Palavra de Deus. Deus não criou meio termo, não criou um ser humano que em determinado momento pudesse assumir funções híbridas. Deus condena a homossexualidade, e isto é bastante evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19: 1-28), na época da Lei de Moisés (Lv 18:22; 20:13), na época dos profetas (Ez 16: 46-50), na época do Novo Testamento (Rm 1:18-27; I Co 6:9-10; Jd 7-8). Portanto, os homossexuais se mantêm em rebeldia desafiante contra a vontade de seu Criador, que, desde o princípio, “os fez homem e mulher” (Mat 19:4). Eles não carecem de terapia, o homossexualismo não é uma condição psicológica; eles não precisam de cura, o homossexualismo não é uma doença. Eles precisam de perdão, porque a homossexualidade é um pecado. O plano de Deus para os homossexuais é a salvação. Os homossexuais são apelidados de “gay”. Gay, no inglês, quer dizer feliz, mas posso garantir: os homossexuais são as pessoas mais infelizes, pois eles procuram felicidade seguindo prazeres destrutivos. Este é o motivo por que Romanos 1:26 chama o desejo homossexual de “paixão infame”. É uma concupiscência que destrói o corpo, corrompe os relacionamentos e traz sofrimento perpétuo à alma. Nos dias do apóstolo Paulo, havia ex-homossexuais na igreja de Corinto, assim como, em nossos dias, existem muitos ex-homossexuais libertos pelo poder de Deus. Portanto, por meio do arrependimento e da fé em Cristo Jesus há esperança para os homossexuais!

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 1 de agosto de 2010

PARANÓIA ANGELICAL

PARANÓIA ANGELICAL

O misticismo relacionado aos anjos nunca esteve tão em moda como nos dias atuais. É lamentável vermos entre muitos pregadores do Evangelho, uma paranóia angelical que esbarra num misticismo sem precedentes. Pregadores para mexer com o público usam de chavões na hora que estão pregando, tais como: “Estou vendo um exército de anjos dentro deste prédio”; “Anjos estão derramando virtudes sobre a igreja aqui e agora”; “Anjos passeiam pelos corredores da igreja”. Outros pregadores dão ordens aos anjos como alguém que manda o seu cachorro pegar um osso: “Anjo pega esse demônio e o tire daqui”; “Miguel coloca oito serafins aqui e agora nesse culto”; e por aí vão as aberrações!
Há muitos livros que estimulam o misticismo. O livro “Eu creio em visões” de Kenneth Hagin diz na página 93: “Quando você usa a palavra em nome de Jesus, os anjos estão obrigados a seguir suas ordens”. Robert Tilton diz no seu livro “Galgando sua escada de sucesso” na página 53: “Quando você assume uma posição positiva quanto a seu sonho, você libera os anjos para trabalhar em seu favor”. O Best Seller “Este mundo tenebroso” de Frank Peretti traz uma superestimação aos seres angelicais. Apesar de o autor afirmar que o conteúdo do livro não passa de ficção, Peretti exalta os seres angelicais despertando o interesse para invocá-los. Mary Baxter autora do livro “A divina revelação do inferno” relata que o anjo do Senhor lhe apareceu em forma humana durante 40 noites e lhe transmitiu as profundezas, depravações e tormentos das almas no inferno. Ouriel de Jesus no seu livro “O triunfo eterno da igreja” diz na página 337 que no céu há dois anjos denominados Elifelete e Jadiel. No culto de sua igreja, segundo Ouriel, o grupo de coreografia recebe diretamente de um anjo a coreografia da dança que farão, ou seja, os movimentos coreográficos são angelicais, pois foi recebido por um anjo. Enfim, muitos líderes têm escrito livros e mais livros sobre anjos e colocam tudo o que escrevem como verdade para um povo místico e sem conhecimento algum de Deus e de Sua Palavra. Em Hebreus 1:14 está escrito: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” É preciso entender que “Ministradores” não que dizer subalternos. Os anjos do Senhor não são empregados de homens, eles não agem através de nossas ordens. Deus indicou os anjos para ministrar aos herdeiros da salvação e eles esperam apenas o comando de Deus para nos assistir “Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito para te guardar em todos os teus caminhos” (Sl 91:11). Quando alguém tenta comandar anjos, dando-lhes ordens está tomando o lugar de Deus, o único Senhor dos Exércitos. Quando Eliseu estava cercado pelos soldados da Síria, ele contemplou um grande exército de anjos ao redor do exército inimigo. Não vemos Eliseu dá ordem àquele exército de anjos. Simplesmente Eliseu orou e Deus lhe deu a vitória (II Reis 6:18). É bíblico falar com Deus e não ordenar aos anjos. Ademais, todas as vezes que os servos e as servas de Deus foram visitados por anjos e receberam deles instruções, foi involuntário. Homens e mulheres de Deus que receberam a visita de anjos as receberam não porque pediram, mas porque o Senhor assim o ordenou.
O centro do culto tem que ser a glorificação do Senhor Jesus e não a glorificação dos anjos. Pregadores imbuídos da paranóia angelical ao invés de ensinar o povo de Deus a buscarem intimidade com Deus estão ensinando que crentes santificados têm que ver anjos. Em nenhum momento em suas cartas, o apóstolo Paulo encoraja os crentes a buscarem encontros angelicais. Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento os homens não são exortados a invocarem os anjos, mas, sim ao Senhor que na Sua soberania pode permitir a intervenção angelical. O maior desejo do crente não é ter visões angelicais, mas intimidade com o Senhor. O apóstolo Paulo traça o perfil dos paranóicos angelicais dizendo: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto aos anjos, baseando-se em visões, estando debalde inchado na sua carnal compreensão” (Cl 2:18). Paulo destaca que os paranóicos angelicais se apresentam como pessoas cheias de fogo espiritual, santos e humildes, mas na verdade estão enfatuados, embriagados por uma compreensão carnal. A paranóia angelical por parte de alguns pregadores chega às rédeas da blasfêmia. Afirmam eles: “O consolador do crente é um anjo exclusivo vindo da parte de Deus”. De acordo com a Bíblia o consolador do crente é o Espírito Santo. A exclusão do ministério do Espírito Santo é uma blasfêmia. Outros dizem: “Toda cura que o homem recebe provém de um anjo exclusivo para isso: o anjo da cura” Essa afirmação exclui a fé em Cristo e o poder de seu sacrifício vicário que salva e cura. A situação ficou tão abominável que, nos cultos, lembrar que Deus está presente no ambiente de adoração não tem mais o menor significado, o que prevalece são as expressões: “Quer receber a cura? o anjo da cura está aqui”; “Quer ser batizado com o Espírito Santo? o anjo batizador acaba de chegar”; “Quer ser ousado na obra de Deus? sinta o anjo da ousadia lhe tocando”; “Quer ser abençoado financeiramente? toque no anjo da multiplicação”. Nesse contexto, o povo de arrepia, pula, grita, chora, solta grunhidos. A igreja do Senhor Jesus Cristo não deve se deixar envolver pelos modismos criados pelos líderes paranóicos angelicais. Estejamos alicerçados na Palavra!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

CUIDADO: PASTORES - DIÓTREFES

CUIDADO: PASTORES - DIÓTREFES

Na terceira epístola de João versículo 9 o apóstolo fala de um líder ditador contaminado pelo vírus da idolatria do sucesso e, por isso se deleitava em ser proeminente “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe”. Diótrefes era um líder centralizador, autoritário e viciado em deter o poder. Lamentavelmente, o ídolo número um entre os pastores evangélicos hoje, é a ambição desenfreada por querer ser o primeiro. A idolatria do sucesso deu origem aos pastores-Diótrefes. Em Atos 1:6 está registrado “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” Jesus respondeu essa pergunta de seus discípulos de modo muito claro: “Não vos compete conhecer tempos e épocas que o pai reservou pela sua exclusiva autoridade”. Nas entrelinhas da pergunta dos discípulos estava a ambição por liderança. Eles estavam com sede de espaço, queriam ser alguém proeminente, alguém de grande projeção. A resposta de Jesus foi taxativa: “Não vos compete conhecer tempos”. Em outras palavras Jesus estava dizendo: “Vocês perderam a sensibilidade de servos, eu não estou procurando pessoas de projeção ou que queiram se projetar, eu não estou atrás de construtores de impérios, tirem os olhos dos tempos e das épocas, parem de namorar a idéia de se projetar”. Em Filipenses 3:8 Paulo diz: “tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo”. Paulo não tinha outra ambição que o impulsionava na vida a não ser ter a Cristo na sua plenitude. Paulo tinha uma única preocupação: comparar suas credenciais com os padrões de Deus. A carne gosta de ter proeminência em tudo. O desejo de importância, o desejo de posição provém da carne. O apetite por promoção pessoal tem arruinado muitos ministérios. Jesus não está procurando pessoas de projeção, Ele não está procurando construtores de impérios. Jesus está procurando homens e mulheres que sejam testemunhas cheias do Espírito Santo. No cristianismo de hoje se fala muito pouco do conceito de esvaziar-se. Há muitos livros sobre como ser cheio de sucesso, como ser proeminente, mas nunca vi um livro com o título “Como se tornar um nada”. È preciso entender que não podemos ser cheios de Deus até que estejamos vazios, não podemos ter valor até que não tenhamos valor algum. Ser significante para Deus é admitir a insignificância própria. Recebemos aprovação do Senhor não como resultado dos nossos talentos, não como resultados das nossas habilidades, ou popularidade, mas recebemos aprovação divina quando reconhecemos nossa insignificância. A advertência contra o sentimento de superioridade, de primazia, de proeminência é um princípio bem estabelecido nas Escrituras que não se pode ignorar.
Os pastores-Diótrefes estão preocupados com o aumento de seu poder político, com mais e mais espaço, com a compra de mais e mais propriedades e conseqüentemente com o crescimento de sua arrecadação. Para os pastores-Diótrefes a preocupação com a vida dos crentes é coisa secundária. Eles são os “magnatas da fé” que vivem as custa de um povo explorado e enganado. São gurus da “teologia de tio patinhas”. Ao invés de manejarem bem a Palavra da justiça manejam bem os esquemas totalitários, agem como se tivessem superpoderes vitalícios e, para isso cercam-se de uma “tropa” de pessoas subservientes e bajuladores. Essa “tropa” são aqueles que ao descobrir o DNA ministerial do pastor-Diótrefes tornam-se “crentes calangos”, ou seja, balançam a cabeça o tempo todo aceitando as heresias que sai do púlpito. A bajulação é um comércio de mentiras que pelo lado do bajulador se apóia no interesse, e pelo lado do bajulado se apóia na vaidade. Certa vez perguntaram ao filósofo grego Biantes, qual era o pior dos animais. Biantes respondeu: “Entre os selvagens, o sanguinário; entre os domesticados, o bajulador”. Os pastores-Diótrefes é gente mentida a Deus que têm a mania de sustentar empáfias. Ao invés de se colocarem como propriedades de Deus fazem de Deus sua propriedade. São os donos de Deus. Em Mateus 27:42 registra que os príncipes dos sacerdotes escarneciam ao pé da cruz dizendo: “Se é o Rei de Israel, desça, agora, da cruz, e creremos nele”. A arrogância desses escarnecedores era tal que eles achavam que Jesus precisava deles, ou seja, Jesus era beneficiado pelo fato deles crerem em Jesus. Os príncipes dos sacerdotes assumiram essa soberba porque alimentavam uma fome pelo domínio, pois enquanto a nação permanecia como mera província do império romano, a influência deles era um tanto limitada e ofuscada. À semelhança dos pastores-Diótrefes de hoje, eles queriam popularidade, queriam proeminência, queriam se tornar estrelas.
Os pastores-Diótrefes se revelam muito bem nas convenções de suas denominações. É comum encontrar politicagem, compra de votos, conchaves e nepotismo por parte dos pastores-Diótrefes. Seus sermões nas convenções são recheados de promessas do tipo: “Todos os evangelistas e presbíteros serão consagrados a pastores”, “Os diáconos estejam preparados para serem missionários usados por Deus em outro país”.
O início do governo de Salomão é marcado por uma grande humildade e dependência de Deus. Percebe-se isso quando em sua oração não pediu glórias nem fama e sim sabedoria para guiar o povo de Deus (2 Cr 1:10-12). Os pastores precisam apreender com Salomão: “Não pedindo nada para engrandecer seu próprio nome”. O avivalista George Müller disse certa vez: “chegou o dia em que morri para George Müller, morri para tudo que eu era, que tinha, possuía e esperava ser, morri completamente e absolutamente para George Müller”. Deus está chamando a igreja para sair desta perseguição ambiciosa pelo sucesso. É preciso desligar as câmeras e silenciar toda publicidade. Deus está mais interessado em nos ganhar inteiro, do que ganharmos o mundo inteiro para Ele. O mundo não pode ser salvo por homens que se recusam a diminuir! Que todos nós possamos diminuir! Que apenas Ele possa crescer! Que Deus nos ajude a voltarmos às raízes!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 12 de junho de 2010

IGREJA NÃO É EMPRESA

IGREJA NÃO É EMPRESA

No esforço de alcançar multidões a igreja moderna saqueou os egípcios e fizeram para si bezerros de ouro dos despojos. As táticas de marketing e as técnicas de negócio entraram para valer no planejamento das igrejas levando-as a perder o foco do mandamento bíblico. Lamentavelmente, os evangélicos são considerados um mercado para quem se pode vender produtos e serviços. E tudo isso porque os evangélicos assumem e gostam de ser tratados como mercado, como clientes. Muitos líderes pensam em igreja como pensam em supermercados. As mega-igrejas-empresas se tornaram semelhantes a McDonalds, Burger king, Habib´s, mercadejando serviços como estilo de música, berçários, clube de esportes, departamento de danças e coreografias, departamento de psicoterapia, conforto ambiental com poltronas, ar-condicionado, piso de granito, tapete persa e estacionamento garantido. Nesse contexto, a doutrina é substituída por histórias, o emocionalismo tornou-se o aspecto mais significante dentro da igreja, o evangelho se tornou trivial e perdeu sua profundidade, a fé virou uma atividade recreacional e a performance do pregador se tornou mais importante do que aquilo que é ensinado. Observa-se agora que o líder entra na igreja com uma pasta de executivo e não mais com a Bíblia. As igrejas-empresas em vez de expor a verdade bíblica e corrigir a vida de uma geração mergulhada no pecado têm escolhido descer na correnteza e dar aos ouvintes o que eles querem. Na realidade os líderes das igrejas-empresas camuflam a verdade bíblica com palavras religiosas e versos bíblicos, mas quando a camuflagem é removida, é muito difícil distinguir entre o que eles estão oferecendo e o que o mundo secular oferece. Esses líderes são repletos de truques e invenções e, despudoradamente, se adaptam ao nosso mundo pós-moderno, cego e vazio. As igrejas-empresas é a igreja de um discurso morno, sem sal. Dize-se igreja da graça, mas acaba sendo na realidade a igreja da tolerância, do cinismo. Nessas igrejas os mandamentos são tratados como meras sugestões, como filosofia de vida. A característica principal dessas igrejas é a sacerdotização dos púlpitos onde seus pastores vivem e pregam uma estrutura sacerdotal, papal e hierárquica. Suas ordens são arbitrárias e inquestionáveis e sempre acusam de legalista todo e qualquer oponente que ouse importuná-lo. As igrejas-empresas são regidas por um sistema onde o coronelismo e as arbitrariedades se misturam. A premissa de todo programa de marketing é que o consumidor deve ser agradado; ele deve ser mantido feliz; deve ser dado a ele o que ele precisa ou o que ele foi programado para pensar que precisa. Na ótica do marketing a necessidade do consumidor deve ser soberana. O consumidor está sempre com a razão. Essa premissa funciona muito bem para Mcdonalds, Burger King, Habib´s etc. Em se tratando da igreja do Senhor Jesus, a premissa de marketing é contraproducente, pois nem Cristo, nem a Sua verdade, nem o caráter cristão e nem o sentido da vida podem ser negociados. Ser cristão não é ser cliente. É ser discípulo de Cristo e viver para Ele. É ter tomado a cruz e decidido segui-lo. Igreja, como o Senhor Jesus ensinou, é um grupo de pessoas remidas, separadas deste mundo, para representá-lo aqui na terra enquanto Ele não volta. Portanto, igreja não é produto, não é serviço, pois sua função não é agradar nem a uns ou a outros, mas unicamente agradar o seu chefe maior – O Senhor Jesus, o único dono da igreja. Os líderes das igrejas-empresas apresentam Deus como uma fada madrinha que oferece às pessoas segurança, conforto e saúde. Esquecem-se esses lideres que a mensagem da cruz é loucura para aqueles que estão perecendo. Não há como mudar essa verdade. O próprio Evangelho é desagradável, sem atrativo, repulsivo, e alarmante para o mundo. A Palavra de Deus expõe o pecado, condena o orgulho, convence o coração dos ímpios, e demonstra ser a justiça humana desprezível, suja e trapo da imundícia (Is 64:6). É triste ver que igreja virou produto e crente virou cliente. Mais triste ainda é notar que a pregação da cruz vem virando acessório. Não precisamos de igrejas-empresas, não precisamos de aviões, de helicópteros, de pastores-executivos, precisamos sim, de igrejas dispostas a ser desprezada pelo mundo por causa da cruz. A igreja precisa de boa dose de loucura – a loucura de se prender a uma mensagem que o mundo julga ultrapassada. Jesus disse: “Sereis odiados por todas as nações, por causa do meu nome” (Mat 24:9). “Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos” (Mat 10:25). Não somos ensinados a sacrificar a verdade em favor da paz. Paulo disse: “Ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos anuncie outro evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema” (Gl 1:8). Somos convidados a andar na contra-cultura, na contra-mão do que este mundo nos impinge. Nosso caminho é o estreito, não o largo.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CUIDADO: PASTORES CÃES



CUIDADO: PASTORES-CÃES

Infelizmente, igrejas fundamentadas na Bíblia estão se tornando cada vez mais raras nestes últimos dias. Os fundamentos da doutrina cristã estão sendo abandonados pela aceitação do erro e da heresia. A enganação está aumentando e muitas ovelhas de Deus estão sendo enganadas por charlatões disfarçados de ministro do evangelho. Os promotores desse quadro decadente são os pastores-cães sempre desejosos de agradar e de alcançar a aprovação dos homens. Esses maus líderes gostam de bajular para obter confiança e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Em Filipenses 3:2 o apóstolo Paulo assinala: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros”. Uma das passagens mais dramáticas da Bíblia é Isaías 56:11 onde o profeta dá as características dos pastores-cães “Estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte”. Como se observa no versículo, os pastores-cães são extremamente cobiçosos, de torpe ganância, avarentos; sevem ao seu próprio ventre; sempre buscam a sua satisfação pessoal deixando as ovelhas ao abandono. A idéia de um cão pastoreando ovelhas é contraproducente ao Evangelho. Jesus enfatizou que “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. O bom pastor, não ladra, não rosna, não rezinga, não ataca, não coloca o rebanho em apuros, não alarga o caminho estreito, mas fala o que convém à sã doutrina. O objetivo primordial do bom pastor é colocar seu rebanho sob o temor contínuo do Senhor.
Os pastores-cães buscam os louvores de seus ouvintes e, jactando-se dos bancos cheios aos domingos, arvoram a bandeira falsa do avivamento. Esses maus líderes estão preocupados em solucionar as neuroses das pessoas, revestindo de açúcar seus sermões. Esquecem eles, que o único remédio para a cura dos males que afligem os homens, seja na mente ou no coração é a Palavra de Deus. Uma estratégia usada pelos pastores-cães é manter um perfil discreto e dar aos ouvintes o que eles querem, esperando que voltem no próximo domingo. Esses enganadores fazem com que as pessoas pensem que foram curadas dos seus pecados quando nunca souberam que estavam enfermas, eles colocam vestimenta de justiça sobre os seus ouvintes quando nunca souberam que estavam nus. Seus sermões são uma espécie de chá de eva-doce para acalmar os pecadores, mantê-los confortáveis e domesticá-los. Pregam um Deus meloso, bonachão que não faz exigências. Suas mensagens não têm a capacidade de arar a terra com profunidade, não rompe o solo rochoso da alma humana, não vai além da superfície. Nas igrejas dos pastores-cães a fé virou show, a adoração virou entretenimento, a santidade deu lugar ao “não tem nada a ver”, a cruz foi substituída por outra mais macia, ou seja, a freqüência do povo à igreja é comparada com o número de pessoas que vai a um parque de diversões. A igreja desses pastores-cães é a igreja da Aceitação: o pecado não é tratado com seriedade, todos podem entrar e permanecer pecadores contumazes. Esses maus líderes não entendem que clubes sociais construídos sobre o nome de Jesus Cristo não são a igreja do Novo Testamento. Um pregador que deixa de “quebrar alguns ovos” regularmente, por que tem o objetivo de ser popular, não está qualificado para o ministério. Uma característica marcante desses pastores-cães é que as experiências têm maior peso que as Escrituras. Quando as pessoas desmaiam na igreja, ou riem descontroladamente, ou latem como cachorros, ou miam como gatos, ou rugem como leões, ou se arrastam como cobras, esses pastores acham que todas essas manifestações são de Deus. Para esses réprobos a Bíblia somente é importante quando não contradiz suas experiências.
O salário altíssimo é a marca principal desses pastores-cães. A Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário. Portanto, não há nada de errado um pastor receber um salário adequado. Mas, quando o pastor torna-se milionário e vive em uma grande mansão com carros do último tipo conseguidos do seu rebanho, é um lobo mercenário. Esses mercenários têm mundanizado o Evangelho. Para eles, o sucesso de uma empresa multinacional é o modelo a ser imitado pela sua igreja. É preciso entender que o mundo dos negócios está preocupado com a aparência e o lucro e não pode ser modelo para a igreja do Senhor Jesus Cristo. O verdadeiro pastor que não é mercenário é como Moisés que “permaneceu firme como quem vê o invisível” (Hb 11:27), ou seja, os seus olhos estavam sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo.
Os pastores-cães induzem o povo ao erro através de alianças com o que é profano. Para isso usam de jargões atraentes e diplomáticos do tipo: “Unidade na diversidade”, ”O amor une a doutrina divide”, “Devemos construir pontes e não muros”, “O verdadeiro cartão de identidade do cristão é o amor”. Através dessas frases engenhosamente bem construídas erros doutrinários grosseiros têm sido tolerados em nome do amor. Cristianismo é acima de tudo união de gregos e troianos, judeus e gentios, negros e brancos, ricos e pobres, todos unidos numa só fé. Mas, o cristianismo verdadeiro não tolera a conjugação entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. A unidade não deve ser meramente espiritual, mas acima de tudo deve ser bíblico-doutrinária. Assim como a água e o óleo não se misturam, verdade e erro não podem combinar para produzir algo bom. Deus é amor, mas é também santo por isso não dá para justificar a união do santo com o profano como querem os pastores-cães. Em 2 Tessalonicenses Paulo exorta dizendo : “ Se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele”. No capítulo 16 verso 17 aos Romanos, Paulo assinala dizendo: “Rogo-vos irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes, desviai-vos deles”.
No livro apocalipse há uma sentença severa para os pastores-cães “Ficarão de fora os cães” (AP 22:15). Cabem a nós, ovelhas, ficarmos atentos para a solene advertência: CUIDADO: PASTORES-CÃES!

Ir. Marcos Pinheiro