sábado, 22 de abril de 2017

PASTORES DO “CRISTO” NÃO CRUCIFICADO



                PASTORES DO “CRISTO” NÃO CRUCIFICADO

O verdadeiro servo de Cristo é aquele que toma a cruz e mostra sinais dela em sua vida diária. Seguir a Cristo é firmar-se na suficiência das Escrituras. É explicitar e falar quando a Bíblia é explicita e calar-se quando ela se cala. Chegou a hora de dar um basta em “revelações”, “profecias”, “visões”, “sonhos” e interpretações esdrúxulas que avultam em nosso meio. Chegou a hora de dar um basta no marketing “meu pastor é um canal especial de Deus para esta geração”.

O cristo crucificado somente pode ter seguidores crucificados. Vivemos a época de pastores seguidores do “Cristo” não crucificado. Lamentavelmente, vivemos dias em que a membresia das igrejas só querem zoada, pulação e feitiçaria gospel. A Palavra de Deus tem se tornado na boca de muitos pastores algo místico. O povo tem se contentado com farelos de pão mofado. Com pandarecos de textos descontextualizados.

Os pastores seguidores do “Cristo” não crucificado rodopiam, gesticulam e gritam do púlpito: “O Senhor está no meio de nós” e o povo ávido por milagres exercita-se na ginástica aeróbica sem discernir que não passa de marionete nas mãos de Satanás.

O rebanhão seguidor do “Cristo” não crucificado diz: “O nosso pastor é uma bênção, ele tem dado frutos, pois a igreja cresce assustadoramente”. A Bíblia diz em Romanos 10:17 que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”. Como o pastor seguidor do “Cristo” não crucificado prega farelo mofado e não a sólida doutrina bíblica ele está ganhando almas para o inferno. Belos discursos psicologizados, lindas músicas triunfalistas não ganham almas para o Reino de Deus. Enche o inferno de bodes.

É interessante ressaltar que o pastor seguidor do “Cristo” não crucificado é muito carismático, encantador e exuberante. Com essas qualificações conseguem atrair multidões para os cultos através da secularização e profanação. Músicas rock, rap, funk, samba, forró, misticismo e falsas promessas é o que não faltam nos cultos. Digo melhor, no alarido de Amaleque.

Por serem seguidores do “Cristo” não crucificado, esses pastores não qualificam o pecado como pecado. Em nome do “amor” abrandam tudo o que é abominável. Ação semelhante aos que são interrogados na Lava-Jato. O modelo falsificado do Evangelho que esses réprobos apresentam nada mais faz do que aumentar o número de mortos-vivos que cruzam as portas de sua igreja-empresa.

É um erro crasso pensar que igreja cheia é sinônimo de frutificação. Em Gálatas 5:22-23 diz: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança. Na lista não encontramos como fruto “gente dentro de igreja”. Paulo não inseriu como fruto “igreja lotada”.

Diante dessa crise espiritual o Senhor vai derramar torrentes sobre a terra seca. Ele vai desmascarar o que precisa ser desmascarado. Vai remover as heresias, o cristianismo pífio, superficial, comercial e medíocre. Vai remove a mentira “sagrada” dos pastores do “Cristo” não crucificado e levantar um remanescente que não terá medo de dizer “arrependei-vos, caminhais na trilha da santidade e na pureza do Evangelho”!

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 15 de abril de 2017

TEMPLO-MANSÃO: O BEZERRO DE OURO ATUAL



           TEMPLO-MANSÃO: O BEZERRO DE OURO ATUAL


Na visão de muitos pastores uma igreja de estrutura física pequena é irrelevante. A relevância é quantificada pelo tamanho físico, pela estrutura, pelos múltiplos programas e atividades. Mesmo que um drogado seja regenerado, uma prostituta se torne uma excelente mãe, um depravado se torne uma pessoa santa e um criminoso se converta, a igreja continua sendo irrelevante se estruturalmente é pequena.

A igreja deve ser percebida não pelo seu tamanho físico. Sua utilidade e relevância residem em cumprir a missão para a qual foi chamada: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38). A igreja do Senhor Jesus não está no mundo para ser vista como estruturalmente pomposa, mas mensageira de um ultimato. Ela deve chamar os homens ao arrependimento e a viverem uma vida santa e irrepreensível.

Na mente dos discípulos, o templo de Jerusalém era uma grande obra. Tinha uma estrutura física inigualável. Os discípulos, entusiasmados, levaram Jesus para mostra-lhe a suntuosidade do templo, a grandeza das estruturas e as multidões que afluíam ao templo. Eles esperavam elogios por parte de Jesus. Mas, Jesus jogou uma ducha de água fria sobre o entusiasmo dos discípulos. Disse-lhes: Tudo isso vai se acabar. Não vai sobrar pedra sobre pedra. A mensagem de Jesus para os discípulos era que eles mudassem o foco de suas atenções. Tirassem os olhos da pompa, da suntuosidade.

Hoje, muitos ministérios foram descaracterizados por causa de um enfoque equivocado sobre a igreja. Assuntos espirituais deve ser a função primeira de qualquer ministério. E não me digam que construção de mega-templos é coisa espiritual. Um pastor disse: “Temos um mega-templo e mais: creche, casa de recuperação de drogados e asilo de velhos”. O fato de ajudar os carentes não justifica os gastos com mega-templo. Os benefícios realizados não justificam a suntuosidade e o luxo. O fim não justifica os meios.

O que está por detrás das construções de mega-templos é o orgulho. Pastores estão em competição acirrada nessas construções. Cada um quer construir um templo maior, pois pastorear uma igreja pobre, sem expressão visual não dá status. A preocupação é com a reputação pessoal e não com a vontade de Deus. Deus é colocado na periferia e o fazer humano no centro. Os alvos espirituais foram trocados pela performance, pelo numérico, pelo quantitativo.

Há pastores que estão atolados na autoidolatria. O mega-templo é o seu grande ídolo. É o seu bezerro de ouro. A regra de vida de sua igreja não é o manual de Deus, a Bíblia. A saúde da igreja está em maximizar as entradas financeiras. A espiritualidade é opaca.

É urgente abandonar o bezerro de ouro do mega-templo e reentronizar o Deus verdadeiro em nossas igrejas. Precisamos de vidas santas e não de estratégias para construção de mega-templo. Necessitamos de um avivamento que acabe com o “eu”.

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro


sexta-feira, 7 de abril de 2017

IGREJA, O QUE É?



                                                      IGREJA, O QUE É?


A Bíblia não fala de igreja como uma instituição. Nem como uma rede de templos. Na visão neotestamentária igreja nunca é tijolo, granito e poltronas. Igreja é gente. São pessoas que encontrou a Deus na pessoa de Cristo, foram salvas por Ele e com Ele vivem dentro dos princípios da carta magna espiritual, a Bíblia. Por isso, o maior patrimônio da igreja são as pessoas. O maior investimento na igreja é em gente e não em patrimônio material.

Lamentavelmente, há pastores “João de Barro”. Especialistas em construção. Vivem sonhando em derrubar celeiros e construir outros maiores enquanto o seu rebanho morre de inanição espiritual. Não investem no rebanho. São negligentes em pessoas, em doutrina-las, em aconselhá-las. Para os pastores “João de Barro” a igreja é uma aventura. É uma especulação financeira. Em Efésios 5:25 diz: “Cristo amou a igreja”. Os pastores “João de Barro” são personalistas. Querem uma igreja de clones seus, achando-se bons modelos. São intolerantes e querem impor à membresia a sua visão pessoal e não a bíblica. Não sabem de onde a igreja surgiu.

A igreja surgiu no coração de Deus desde a eternidade e se concretiza no mundo com a missão de Jesus Cristo. Igreja é algo sério. Deve ser encarada e trabalhada com a maior seriedade possível. Cuidar de uma igreja não é ter um emprego, mas estar encaixado dentro do plano original de Deus, com a mais alta responsabilidade. A igreja não é do mundo, como Jesus não é: “Assim como eu não sou do mundo, eles também não são” (Jo 17.16). Mas, ela é enviada ao mundo, como Jesus foi: “Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei” (Jo 17.18).

A igreja não é deste mundo moral. Ela tem outros valores e outra visão. Não pode se alienar. Ela está no mundo para mostrar os valores de Jesus Cristo. A igreja peca quando se aliena. Cada crente é a igreja, portanto, deve ser o melhor no que faz. Deve ser apaixonado pela vida. E deve viver os valores de Jesus onde estiver.

Em termos de expansão a igreja não deve optar por “crescimento numérico”, mas por santidade. O crescimento numérico, no Novo Testamento, nunca foi abordado como interesse primário da igreja. O crescimento vinha como consequência dos crentes serem cheios do Espírito Santo, andarem em santidade e na fé. A igreja deve se reger e se auto-examinar pela Bíblia. Sua ênfase deve ser a Palavra de Deus e nada mais.

O maior inimigo da igreja de Cristo, hoje, é o abandono da visão do que venha ser igreja. É a transformação da igreja em empresa e do pastorado em emprego. É a experiência acima da autoridade bíblica. É a visão secular bem ampla e a visão espiritual bem estreita.

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 1 de abril de 2017

CIFRÃOLOGIA: CIFRÃOLOGOS NO MEIO EVANGÉLICO



           CIFRÃOLOGIA: CIFRÃOLOGOS NO MEIO EVANGÉLICO

Como se apossar das riquezas dos incrédulos? É o lema dos gurus da cifrãologia. Na verdade, os cifrãologos com suas mutretas e malabarismos de versículos bíblicos se apossam também das riquezas dos crentes. Os cifrãologos propagam veementemente que crente tem que ser rico e o ímpio tem que ficar pobre. Riqueza é evidência da salvação. Sendo Deus o dono de todo ouro e toda prata não é sensato que Ele deixe as riquezas nas mãos dos incrédulos.

Os argumentos dos cifrãologos são falaciosos. Não têm apoio nas Escrituras. Em nenhum momento a Bíblia destaca princípios para enriquecer. Não há registro bíblico de que os bens materiais é o maior valor da vida como apregoam os gurus da cifrãologia. As palavras de Jesus são inconfundíveis: “Porque a vida de um homem não consiste de abundância das coisas que possui” (Lc 12:15).

O crime teológico dos gurus da cifrãologia é dizer que bens materiais são prova da salvação e de espiritualidade. Não tê-los significa fé escassa. A posse de bens, joias, ações, dólares, luxuosos carros do ano, jatinhos, casa própria, casa de praia, casa de campo, são boas evidências de situação espiritual. Para esses réprobos, os pobres deixaram de ser necessitados e passaram a ser pessoas em pecado. Eles associam o progresso econômico com a fé.  E formam um princípio antibíblico criminoso: “O crente prospera, se alguém não prospera, não é crente”.

Os líderes cifrãologos para fortalecer seu mamonistério estabelecem o famigerado “culto dos empresários” ou “culto dos homens e mulheres de negócios”. Por que não estabelecem o “culto das domésticas”? Ou o “culto dos homens e mulheres da favela”? O esquema desses falsários do Evangelho é simples: quem é crente fiel é abençoado materialmente. Se não é abençoado é porque lhe falta vida santa. Quem tem fé fica rico. Quem não fica, não tem fé. Não foi isso que Jesus ensinou.

Os avarentos fariseus consideravam as riquezas uma bênção divina, derivada da sua observância da Lei. Eles zombavam de Jesus (Lc 16:14), que era pobre, porque consideravam que sua pobreza era um sinal de que Deus não o honrava. Portanto, a ideia de que a riqueza é um sinal do favor especial de Deus, e que a pobreza é um sinal de falta de fé e do desagrado de Deus é uma atitude farisaica.  Essa atitude falsa é repelida por Cristo (Lc 6:20).

Os cifrãologos removeram o significado da cruz de Cristo. Removeram "Se alguém que vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9:23). Seguir a Cristo não pode ser dimensionado em termos de "quais as vantagens materiais?". Jesus merece o nosso amor pelo que Ele é.

Seguir a Cristo é dispor-se a viver por ele, mesmo que isso implique em sofrimento, ausência de bens materiais e até em morte. A cifrãologia é alienante, parcial, injusta e elitista. Massageia o ego e a vaidade: "Deus está contente comigo, pois Estou enriquecendo!" Engano! Fantasia!

O Senhor é honesto para com seus filhos. Quem se envolve com o Reino de Deus há de enfrentar dificuldades. Deus não é o bom velhinho que traz bônus e brindes para os bons meninos, os membros da igreja, e penúrias a outros. Ele nos declara que seguir a Cristo é um projeto sério e não pode ser feito por gente que só vê valores monetários, só vê cifrão. 

Só os fortes podem segui-lo. Ou os fracos que ele fortalece. A vida cristã é batalha. E, batalha renhida!

Segue os principais cifrãologos do Brasil: Edir Macedo, R.R Soares, Valdemiro Santiago, Renê Terra Nova, Agenor Duque, Marco Feliciano, Silas Malafaia, Jorge Linhares, Estevam Hernandes, Robson Rodovalho, Samuel Câmara (Assembleia de Deus em Belém), Samuel Ferreira (Assembleia de Deus Madureira).

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 26 de março de 2017

PASTORES CALVIN KLEIN



                                           PASTORES CALVIN KLEIN


Há igrejas estruturadas sobre pastores que coisificam pessoas e pessoalizam ideias. São os pastores Calvin Klein. Os pastores Calvin Klein são apaixonados por si com comichão nos ouvidos e na língua, desejosos de lançar novidades e espalhá-las. São apegados à suntuosidade dos templos que constroem. Esses pastores ignoram a teologia. Têm uma visão bíblica fragmentada e exegese precária. Analisam a Revelação das Escrituras à luz de seus insights. Pensam que o Reino de Deus começou com eles. Veem a razão como inimiga da fé. Por isso, refugiam-se num misticismo alienante.

Pastores Calvin Klein apagaram a linha divisória entre o paganismo e o Evangelho. Negam com seus atos criativos de culto os fundamentos do protestantismo. O sacerdócio universal de cada crente, a graça por causa do amor de Deus, o fato de que Deus não se deixa subornar, são negados nas suas práticas exóticas. A paganização impera livre. A água, a toalha e os galhos de arruda “orados” têm fluidos mágicos.

Para esses pastores o que vale é o pragmatismo de ajuntar gente, de ter muitos consumidores, de ter uma igrejona. Construir templozões é o que importa. O conceito de crescimento é ter mais gente dentro de um prédio, ter mais dinheiro, um rebanho quantitativamente maior. O conceito de riquezas materiais estabeleceu-se para valer. O conceito de igreja é empresarial: a igreja precisa crescer para ter mais acionistas, para ter mais capital. Nesse contexto, tem-se espiritualidade sem Bíblia. Espiritualidade sem teologia correta. Tem-se um pensamento secular ensinado como pensamento divino.

A marca Calvin Klein é a grife que conquistou o mundo. Assumiu posição de destaque no universo da moda. A marca concedera-se o centro do mundo em questão de novidades da moda. Os fariseus tinham o templo como o centro do mundo. A admiração dos discípulos pelo templo era uma manifestação típica da influência farisaica. Os pastores Calvin Klein, à semelhança dos discípulos, aderiram a visão dos fariseus. O templo é tudo! No episódio da purificação do templo em João 2:13-21 Jesus deixou claro que o centro do mundo não era um prédio. Era Ele. Jesus sabia que sua pessoa seria, para sempre, o centro do mundo – “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (Jo 12:12).

A igreja atual precisa de rumo. Ela não precisa de novos propósitos. Nem de novidades. Jesus já deixou propósitos para Sua igreja. Basta ler Marcos 16:15 e Mateus 28: 18 - 20. Igreja é uma comunidade de regenerados que rejeita ser massificada pelas modas heréticas. Deve repugnar os sermões circulares com argumentos se repetindo sem nexo doutrinário. A igreja do Senhor Jesus não negocia com as novidades do varejo. Não cede ao lançamento de novas apostasias. Mas mantém-se militante na espera e na certeza de que será triunfante!

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro