sábado, 20 de maio de 2017

INTOXICADOS COM O RÓTULO



                                         INTOXICADOS COM O RÓTULO


Vivemos a época do rótulo. As pessoas se ligam em rótulo. Conteúdo não lhes interessa. O negócio é manter a fachada. Há muita gente pensando que ser avivado é saltar, gritar e rodopiar no culto. Esse tem sido o rótulo que é confundido com avivamento.

Os intoxicados com o rótulo definem o Espírito Santo como sendo o poder de Deus na vida do crente. Engano! O Espírito Santo é uma pessoa divina que convence o homem do pecado da justiça e de juízo. É aquele que nos mostra Cristo, nos ensina as Escrituras, opera em nossos corações produzindo santificação. Ele nos aproxima de Deus! Testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

O Espírito Santo não é um fio descascado dando choque nas pessoas fazendo-as gemerem, grunhirem, gritarem e se arrastarem como minhocas pelo chão. A igreja está perdendo a real operação do Espírito Santo no embaraço de novidades da “feira evangélica” que atola o povo nas quinquilharias e bugigangas carnais. O Espírito Santo não é “multiplicador de sonhos”. Não é produtor de catarse. Não induz ao transe hipnótico. Não produz um estado de excitação e expectativa nas pessoas. Não produz euforia. Não faz lavagem cerebral e não é office boy de ninguém.

Avivamento é dizer como Paulo: ”Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Avivamento é ser como Cristo. Avivamento é vida cristificada.

Há pastores falando que a igreja evangélica brasileira precisa de uma reforma. Mas, esses pastores para manter o “rótulo de boa índole” fazem concessões e transgredem os valore do Reino de Deus. Em nome do Evangelho fazem trambiques e atos desonestos. Fazem parcerias com políticos. Dizem de púlpito as ofertas recebidas. Após a mensagem fazem o apelo para “aceitar Jesus” e jogam confetes de elogios aos incrédulos por terem vindos à frente receber a “papagaiada oração do pecador”.

A fama de Sodoma era conhecida. A cidade cometia terríveis pecados. Deus mesmo disse: “O pecado dos seus moradores é muito grave” (Gn 18:20). Os moradores de Sodoma estavam aclimatados ao pecado. Há pastores falando de reforma da igreja evangélica brasileira, mas armaram as tendas de Sodoma em suas igrejas. A cada dia são atraídos pela lixarada de Satanás. Admitem o amancebamento em sua igreja. É simpático ao aborto. Acham interessante a apologia da violência. Consideram o beijaço gay como normal. Têm uma visão sociológica do pecado e sua perspectiva teológica é massacrada pela psicologia contemporânea.

Chega de rótulo! É preciso ter a cosmovisão dos profetas. Os profetas não tinham como preocupação o estar antenados com os novos tempos. Do mesmo modo, a igreja não deve se pautar pelos novos tempos, mas pela Palavra de Deus. A igreja não deve montar uma máquina publicitária para exaltar o seu nome. Ela deve ter como preocupação a glória de Cristo. Só assim seremos desintoxicados do rótulo e o avivamento chega. Rótulos foram feitos para produtos, não para crentes.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 12 de maio de 2017

ACAUTELAI-VOS



                                                         ACAUTELAI-VOS


Pastores com sonhos irrefletidos têm levado a igreja aos descaminhos doutrinários. O anseio por crescimento vertiginoso e o desejo de oferecer uma igreja “vibrante” ao público por parte de líderes inescrupulosos tem aberto portas para todo tipo de espiritualidade antibíblica e pagã.

É bastante clara a presença de Satanás como maestro na tentativa de tirar a igreja do rumo certo. O Senhor Jesus tem sido tratado como o amado-amante de todo mundo. “Jesus quer ouvir teu respirar”, “Quer cheirar teu perfume”, “Quer sentir o teu sabor de mel”. Quanta carnalidade! Não se fala de coisas confrontadoras como pecado, eternidade sem Deus, certeza de salvação. Deus é louvado em termos gerais. E, as pregações são de conforto, cura e prosperidade para todos. Deus nunca prometeu isso: “No mundo tereis aflições”.

Nunca falta no culto a expressão: “Vamos ter vitória sobre todos os nossos problemas aqui e agora”. Nesse contexto, Deus vai abençoar todo mundo que canta independente do estilo de vida atual. “Levante as mãos e você vai receber”. Presunção! O Senhor não abençoa pessoas vivendo na prática do pecado. O diabo tem trabalhado na mente de muitos firmando que o foco deve ser no que o homem quer e não no que Deus quer. “Eu quero mais”, “Abraça-me”, “Cura-me”, “Beija-me”, "Cheira-me", “Toca-me”, “Unge-me” e por aí vai. Filipenses 2:4 diz: “Não atente cada um para o que é seu”.

O tema hoje é “Todas as igrejas devem ser semelhantes para serem unidas”. Os Protestantes devem ser mais como os Católicos e os Católicos devem ser mais como os protestantes. Já escutei um pastor dizer em sua pregação: “Os católicos são nossos irmãos”. Outro disse: “As doutrinas são diferentes, mas isso é secundário, o que importa é o amor”. Nesse contexto, a salvação unicamente pelo sangue de Cristo derramado sobre a cruz e aplicado a todo pecador pelo arrependimento e fé foi substituída por um programa humanístico de paz e amor.

A base da justificação é a obra expiatória de Jesus Cristo, que satisfez plenamente, as exigências de Deus. A intercessão dos “santos” e sua participação em nossa salvação, bem como a participação de Maria agridem as Escrituras e o lema da Reforma Protestante: “Sola Scriptura e Solus Christus”.

Devemos ter cuidado com aqueles que querem transformar o Evangelho num programa que busca implantar a Nova Ordem Mundial. Cuidado com aqueles cujo alvo é uma nova sociedade, um novo mundo e uma nova irmandade. Cuidado com aqueles que estão embriagados pelo orgulho de seus mega-templos e intoxicados pelo seu “sucesso”. Cuidado com aqueles que estão misturando o verdadeiro cristianismo com o ateísmo dogmático, o verdadeiro Evangelho com o paganismo.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 6 de maio de 2017

RESTITUI-ME, QUE TOLICE!



                                      RESTITUI-ME, QUE TOLICE!


As pessoas creem em cada tolice! “Restitui-me, eu quero de volta o que é meu” foi uma faixa que eu vi na fachada de uma igreja. Essa frase nos lembra a atitude petulante do filho pródigo da parábola narrada por Jesus: “Pai dá-me a parte dos bens que me cabe”. Graças a Deus que esse pródigo teve anos mais tarde uma atitude diferente. Arrependido, apresenta-se diante do Pai com o coração quebrantado e nada reivindica. Estava consciente de não possuir direito algum diante do Pai.

Quando Jó perdeu tudo, numa atitude de humildade perante Deus disse: “O Senhor deu, o Senhor levou, bendito seja o nome do Senhor”. Jó estava consciente que tudo na vida era dádiva do Senhor e que nada era dele por direito. O fariseu se sentia cheio de direitos diante de Deus. Jesus diz que a sua oração foi ignorada por Deus. Devemos aprender com Isaías que consciente de não poder subsistir diante de Deus na base de direitos, clamou humildemente: “Ai de mim”.

Aqueles que se apresentam diante de Deus reivindicando o que quer que seja na base de um pretenso direito, são petulantes. Nós fomos comprados com o sangue de Cristo para sermos propriedade Dele. Somos escravos de Cristo. Escravos não reivindicam. No Novo Testamento, o relacionamento do crente com Cristo é retratado como uma relação de Senhor e escrevo. Isso exclui toda reivindicação. Portanto, a frese “Restitui-me, eu quero de volta o que é meu” é anômala ao Evangelho.

O Senhor tem bênçãos para dar, mas não ao que o busca apenas para receber coisas materiais. Deus não se manifesta em uma igreja que só busca Seus benefícios. Ele se manifesta àqueles que buscam a Sua face. Nunca vi uma faixa “Venha aprofundar-se na Palavra de Deus”. Esse tipo de expressão não dá Ibope. Não enche igreja. A maioria das pessoas quer show. Não têm interesse em adquirir Sabedoria do Alto.

Nunca vi na fachada de uma igreja uma faixa do tipo: “Campanha pela busca da santidade pessoal”. Aleluia! Que campanha bíblica! É exatamente isto que o Senhor quer e espera ansiosamente de cada um de nós: “Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (I Ts 4:3), “Sede santos, porque eu sou santo” (I Pe 1:16). Isto afasta as pessoas, porque elas estão preocupadas em obter coisas e não em serem semelhantes a Cristo.

Vi faixas como: “Participe! baile no dia das mães”. “Venha ao nosso São João com Jesus”, “Evangelismo no carnaval: os foliões de Jesus”. A essas igrejas se aplica o trecho do discurso de Estevão: “Mas nossos antepassados se recusaram a obedecer-lhe; ao contrário, rejeitaram-no, e em seu coração voltaram para o Egito. Disseram a Arão: faça para nós deuses que nos conduzam” (At 7: 39 - 40). As igrejas do “Restitui-me, eu quero de volta o que é meu” pedem deuses do seu tamanho. São fraudulentas e oportunistas. Enganam facilmente o povo. A faixa que deve ser entregue às igrejas do “Restitui-me, eu quero de volta o que é meu” é Arrependei-vos.

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 29 de abril de 2017

OS GURUS INTOCÁVEIS



                                      OS GURUS INTOCÁVEIS

O salmo 105:15 tem sido usado como escudo pelos falsos pastores - os gurus intocáveis. A bandeira desses embusteiros é: “Somos ungidos especiais e, ai daqueles que falam contra nós”. Criaram para si uma imunidade espiritual. Usam indevidamente o Salmo 105:15 para ameaçar aqueles que denunciam suas práticas estapafúrdias. Ameaçam eles: “Vocês estão em perigo quando questionam a minha prática, arrependam-se ou Deus vai fulminar vocês”.

O contexto do Salmo 105 faz alusão a Israel no Egito. A ordem da intocabilidade nos ungidos se refere, no texto, aos patriarcas até Jacó. A ordem da intocabilidade foi dirigida às nações pagãs, por onde a família eleita peregrinasse, antes de chegar ao Egito. Trata-se, portanto, dos episódios envolvendo Abraão, Isaque e Jacó em conflitos com seus vizinhos. Esses vizinhos deviam saber que não podiam tocar na família ungida.

Observa-se no episódio em Gênesis 20:1-7 que não se podia tocar em Sara, esposa do patriarca Abraão. Portanto, os ungidos intocáveis e não maltratáveis, no texto, são os patriarcas. Não são os pastores do presente século. Um pastor não está acima da crítica e não é intocável. “Ungido do Senhor” não se trata de uma casta privilegiada e superior que é imune aos questionamentos de suas práticas. Título eclesiástico, popularidade e anos de ministério não significa que alguém não possa ser contestado à luz da Palavra de Deus. Não significa que devemos silenciar diante das práticas heréticas cometidas.

Jesus sempre denunciou e confrontou aqueles que abusavam espiritualmente das pessoas. Paulo denunciou Himeneu e Fileto dizendo que as palavras deles corroem como gangrena. Cita Janes e Jambres como homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Cita Alexandre, o latoeiro, que causou males ao resistir a Santa Palavra de Deus. Ninguém é imune à análise bíblica de seus ensinamentos. O juízo de valor não é proibido na Bíblia. Não podemos aceitar passivamente as apostasias propagadas pelos gurus intocáveis. Os Pseudo-ungidos.

Os gurus intocáveis se acham. Sentem-se tão dignificados a ponto de não aceitarem qualquer forma de questionamentos de suas palavras. Consideram-se donos do rebanho. Por isso, o manipula e o trata de modo abusivo. O interesse dos gurus intocáveis está no controle que exercem sobre o rebanho. Dilaceram e esfolam o rebanho com suas palavras gangrenadas.

Em Mateus 7:1 diz: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. Alguns usam esse versículo para dizer que não podemos julgar práticas abomináveis. Mas, o contexto de Mateus 7 condena o julgamento hipócrita. Jesus está ensinando que não devemos nos postar como juízes contra uma pessoa usando nós mesmos como padrão. Fazer uma avaliação tendo como padrão a Palavra de Deus, isso podemos fazer. João 7:24 diz: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. É impossível nos acautelarmos dos falsos pastores sem julgar a doutrina e a prática que eles pregam comparando-as com a Palavra de Deus. Quando julgamos alicerçado na Palavra de Deus, julgamos pelo julgamento de Deus. Isso não é pecado.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 22 de abril de 2017

PASTORES DO “CRISTO” NÃO CRUCIFICADO



                PASTORES DO “CRISTO” NÃO CRUCIFICADO

O verdadeiro servo de Cristo é aquele que toma a cruz e mostra sinais dela em sua vida diária. Seguir a Cristo é firmar-se na suficiência das Escrituras. É explicitar e falar quando a Bíblia é explicita e calar-se quando ela se cala. Chegou a hora de dar um basta em “revelações”, “profecias”, “visões”, “sonhos” e interpretações esdrúxulas que avultam em nosso meio. Chegou a hora de dar um basta no marketing “meu pastor é um canal especial de Deus para esta geração”.

O cristo crucificado somente pode ter seguidores crucificados. Vivemos a época de pastores seguidores do “Cristo” não crucificado. Lamentavelmente, vivemos dias em que a membresia das igrejas só querem zoada, pulação e feitiçaria gospel. A Palavra de Deus tem se tornado na boca de muitos pastores algo místico. O povo tem se contentado com farelos de pão mofado. Com pandarecos de textos descontextualizados.

Os pastores seguidores do “Cristo” não crucificado rodopiam, gesticulam e gritam do púlpito: “O Senhor está no meio de nós” e o povo ávido por milagres exercita-se na ginástica aeróbica sem discernir que não passa de marionete nas mãos de Satanás.

O rebanhão seguidor do “Cristo” não crucificado diz: “O nosso pastor é uma bênção, ele tem dado frutos, pois a igreja cresce assustadoramente”. A Bíblia diz em Romanos 10:17 que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”. Como o pastor seguidor do “Cristo” não crucificado prega farelo mofado e não a sólida doutrina bíblica ele está ganhando almas para o inferno. Belos discursos psicologizados, lindas músicas triunfalistas não ganham almas para o Reino de Deus. Enche o inferno de bodes.

É interessante ressaltar que o pastor seguidor do “Cristo” não crucificado é muito carismático, encantador e exuberante. Com essas qualificações conseguem atrair multidões para os cultos através da secularização e profanação. Músicas rock, rap, funk, samba, forró, misticismo e falsas promessas é o que não faltam nos cultos. Digo melhor, no alarido de Amaleque.

Por serem seguidores do “Cristo” não crucificado, esses pastores não qualificam o pecado como pecado. Em nome do “amor” abrandam tudo o que é abominável. Ação semelhante aos que são interrogados na Lava-Jato. O modelo falsificado do Evangelho que esses réprobos apresentam nada mais faz do que aumentar o número de mortos-vivos que cruzam as portas de sua igreja-empresa.

É um erro crasso pensar que igreja cheia é sinônimo de frutificação. Em Gálatas 5:22-23 diz: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança. Na lista não encontramos como fruto “gente dentro de igreja”. Paulo não inseriu como fruto “igreja lotada”.

Diante dessa crise espiritual o Senhor vai derramar torrentes sobre a terra seca. Ele vai desmascarar o que precisa ser desmascarado. Vai remover as heresias, o cristianismo pífio, superficial, comercial e medíocre. Vai remove a mentira “sagrada” dos pastores do “Cristo” não crucificado e levantar um remanescente que não terá medo de dizer “arrependei-vos, caminhais na trilha da santidade e na pureza do Evangelho”!

Ir. Marcos Pinheiro