quarta-feira, 1 de maio de 2013

DESMASCARANDO AS ARGUMENTAÇÕES DOS HOMOSSEXUAIS


DESMASCARANDO AS ARGUMENTAÇÕES DOS HOMOSSEXUAIS

1ª) ARGUMENTAÇÃO: Em Romanos capítulo 1, Paulo estava condenando somente a luxúria e a promiscuidade homossexual. O apóstolo não estava condenando as monogâmicas e amáveis relações homoafetiva. Para Paulo, as amáveis e monogâmicas relações homossexuais não são condenáveis por Deus.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Em Romanos 1 Paulo condena contundentemente todas as formas de comportamento homossexual, quer promíscuo, quer monogâmico. No texto, Paulo não reflete o pensamento dos homossexuais uma vez que se o homossexualismo fosse permissível dentro de um contexto amável e monogâmico podemos dizer também que sexo com animais é permitido desde que o relacionamento do humano com o animal seja amoroso e monogâmico. Se o homossexualismo é permitido sob determinadas condições, como argumentam os homossexuais, então, o assassinato, a mentira e outros pecados elencados por Paulo também são permitidos sob certas condições.

2ª) ARGUMENTAÇÃO: No capítulo 1 de Romanos, Paulo estava apenas se referindo à prostituição cúltica grega, ou seja, aos rituais cultuais dos gregos.          

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Em nenhum momento o texto fala sobre prostituição cúltica grega. Em Romanos 1, Paulo fala o que acontece quando as pessoas expulsam Deus de seus pensamentos e passam a adorar ídolos. Na verdade, o tema de Romanos 1 é sobre comportamento moral pessoal. Se o apóstolo estava condenando a prostituição ritual grega, era de se esperar que a igreja primitiva não condenasse todas as formas de homossexualismo. No entanto, a igreja primitiva e todas as denominações cristãs sempre condenaram o homossexualismo. Será que erraram durante 2000 anos? Se Cristo e os apóstolos aceitaram a tal de homossexualidade amável e monogâmica porque ela foi rejeitada e veementemente condenada na igreja apostólica?

3ª) ARGUMENTAÇÃO: Em Romanos 1, Paulo em concordância com a cultura grega estava condenando a exploração sexual de jovens menores por parte de homens adultos.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Essa visão dos militantes gays considera Paulo um reprodutor da cultura pagã grega. Isso não é verdade, pois Paulo escreveu sob a direção sobrenatural do Espírito Santo – 2 Pe 3:15. Portanto, não se deve querer entender a cosmovisão do apóstolo Paulo olhando para a cultura grega ou romana, mas para o Antigo Testamento, os ensinos de Jesus e de outros apóstolos. A condenação de Paulo ao homossexualismo em Romanos 1 é consistente porque está alicerçada na Lei de Deus revelada a Moisés. Quando os militantes gays tenta defender a tese de que em Romanos 1 Paulo estava condenando somente a exploração sexual de jovens menores por parte de adultos, há um pano de fundo nessa defesa: eles querem dizer que quando dois homens alcançam a idade de 18 anos, Deus aprova o homossexualismo.

4ª) ARGUMENTAÇÃO: Quando Paulo diz em Romanos 1 que a homossexualidade é “contra a natureza”, ele está afirmando que a homossexualidade é somente contra a “natureza” dos heterossexuais. Ou seja, os homossexuais não estão agindo contra a natureza; estão agindo, sim, com a sua verdadeira natureza biológica- homossexual. Quando um heterossexual passa a ser homossexual, aí sim, essa pessoa está agindo contra a sua natureza biológica-heterossexual. Portanto, Paulo não está condenando a homossexualidade em si, mas está condenando a prática não natural de heterossexuais se tornando homossexuais.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: No texto, Paulo em nenhum versículo se refere a heterossexuais que praticam homossexualidade. Paulo simplesmente condena a homossexualidade em si. O apóstolo enfatiza que a prática homossexual é resultado do coração humano em se afastar de Deus, é resultado da apostasia do coração V 24: “Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração”. Além disso, na visão dos homossexuais é pecado os heterossexuais praticarem atos homossexuais, então, por que os homossexuais seduzem homens heterossexuais?

5ª) ARGUMENTAÇÃO: Salomão era a favor do homossexualismo, pois em Eclesiastes 4: 11 diz: “Se dois dormirem juntos, eles se aquietarão; mas um só como se aquentará?”. Portanto, num clima como o da Judéia, dormir juntos só pode ter conotação homoafetiva.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Esse versículo, no seu contexto está falando de cooperação mútua. O que Salomão está enfatizando é que o companheirismo tem muita vantagem, pois Deus não nos criou para vivermos isolados uns dos outros. Todos nós precisamos da ajuda, do apoio e da cooperação dos irmãos na fé. Além disso, “dois dormirem juntos” não significa necessariamente abrasamento de dois homossexuais.

6ª) ARGUMENTAÇÃO: Davi e Jônatas mantinham relações homoafetivas, pois Davi disse que seu amor por Jônatas ultrapassava o de mulheres (2 Sm 1:26).

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: A palavra hebraica para “amor” é “ahavá”. Essa palavra hebraica aparece com sentido “paternal” em Gênesis 25:28 (Isaque gostava de Esaú). Aparece com sentido de “amizade” em I Samuel 16:21 (Saul afeiçoou-se a Davi). Aparece com sentido de “amor ao próximo” em Levítico 19:18 (amarás ao próximo como a ti mesmo). Aparece com sentido de “amor a Deus” em Deuteronômio 6:5 (amarás o Senhor teu Deus). Nessas passagens “ahavá” não tem conotação erótica. E também em 2 Samuel 1:26 não tem conotação erótica como querem os homossexuais. Na verdade, o que Davi estava dizendo a Jônatas era: “Tua amizade me é mais preciosa que o amor das mulheres”, ou seja, “ahavá” tem conotação de “amizade”. Além disso, amor das mulheres era algo que Davi conhecia bastante. Davi conheceu: Mical, Abigail, Maaca, Abital, Eglá, Ainoã. Davi não teve dificuldades de atração pelo sexo oposto.

7ª) ARGUMENTAÇÃO: As palavras “efeminados” e “sodomitas”  em I Coríntios 6:10 foram intencionalmente mal traduzidas.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: A palavra traduzida para “efeminado” é a palavra grega “malakoi” que significa literalmente “macio no trato”. Na cultura grega, essa palavra era usada de forma metafórica para homens que assumiam o papel passivo no ato homossexual. A palavra grega traduzida para “sodomita” é “arsenokoitai” que se refere a homens que assumiam o papel ativo no ato homossexual. Essas traduções são sustentadas pelos eruditos da língua grega.

8ª) ARGUMENTAÇÃO: A palavra “homossexual” só foi inventada em 1869, portanto, no século passado. A Bíblia foi escrita entre 2000 e 4000 anos atrás, portanto, os escritores da Bíblia nunca usaram essa palavra.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Não se deve confundir “terminologia” com “conceito”. De fato a palavra “homossexual” é um termo relativamente novo, porém o conceito é antigo. Na Bíblia não encontramos a palavra “sequestro”, “prostituição infantil”, “tráfego de drogas”, no entanto, tais atos são pecaminosos. Além disso, mesmo que Jesus não tenha falado a palavra “homossexual”, ao se referir ao plano de Deus para a sexualidade Ele reafirmou o ensino do Antigo Testamento sobre o casamento heterossexual e monogâmico – “Não tendes lido que no princípio, o criador os fez macho e fêmea, Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher e serão dois numa só carne” (Mt 19:4 e 5).

9ª) ARGUMENTAÇÃO: Levítico 18:22 e Levítico 20:13 que condenam o homossexualismo se aplicam somente à nação de Israel. As leis do Antigo Testamento invalidaram-se com a vinda de Jesus Cristo de acordo com Colossense 2:14.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: As únicas leis que não possuem validade para hoje são as leis cerimoniais, pois elas apontavam para Jesus e para a sua obra por meio de figuras e tipos. A lei moral de Deus continua em vigor. É um absurdo confundir ordenança moral com ordenança cerimonial. De acordo com Colossenses 2:14 “cerimônias” foram removidas mediante o sacrifício vicário de Cristo na cruz, moralidade não. A lei moral de Deus é intrínseca à sua natureza e caráter, portanto, é absoluta, imutável e eterna, e ainda está em vigor. A proibição do homossexualismo em Lv 18:2 e em Lv 20:13, nada tem a ver com cerimonial. Além disso, se as leis contra o homossexualismo fossem somente restritas à nação de Israel, então, porque o homossexualismo foi condenado em Sodoma, cerca de 400 anos antes de a nação de Israel existir? – “Como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que se havendo entregado à imoralidade sexual e seguindo após outra carne, foram postos para exemplo, sofrendo a vingança do fogo eterno” (Judas 7).

10ª) ARGUMENTAÇÃO: Sodoma não foi destruída devido a homossexualidade, mas, sim, porque os seus habitantes não eram hospitaleiros. Quando os homens de Sodoma pediram a Ló para conhecer os visitantes (os dois anjos com aparência humana), eles não pretendiam manter relações sexuais com eles. O verbo “conhecer” não tem conotação sexual. Maliciosamente o verbo “conhecer” foi traduzido como sinônimo de ato sexual.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Em primeiro lugar, uma cidade por não ser hospitaleira não explicaria um julgamento tão severo da parte de Deus. Em segundo lugar, o verbo hebraico que aparece nesse contexto é “yada” o qual tem vários significados. Esse verbo aparece 900 vezes no Antigo Testamento e pode ter o significado de: saber, conhecer, reconhecer, dar-se conta e relações sexuais. Na história de Sodoma e Gomorra, o verbo “yada” tem a conotação sexual pelo tom de ameaça dos homens de Sodoma – Gn 19:5. Além disso, a resposta de Ló aos homens de Sodoma oferecendo suas duas filhas só tem conotação sexual. E, mais, os homens de Sodoma rejeitaram as filhas de Ló o que demonstra o desejo homossexual. A Bíblia denominada “Bíblia no Princípio” do judeu André Chouraqui, expressa Gn 19:5 dessa maneira: “Onde estão os varões que a ti vieram nesta noite? Faze-os sair até nós, vamos penetrá-los”.

11ª) ARGUMENTAÇÃO: Em Deuteronômio 23: 17 e 18 fica claro que Deus condena somente a prostituição ritual masculina e os ritos cúlticos de fertilidade associados a ela. Ou seja, Deuteronômio 23: 17 e 18 se aplica ao homossexualismo pagão e idólatra. Portanto, o homossexualismo moderno não tem nada a ver com o homossexualismo nos tempos antigos. Deus condenava a homossexualidade dos tempos antigos por ser, idólatra e pagã.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Já vimos que Lv 18: 22 e 20:13 são passagens que proíbem o homossexualismo na forma pessoal, pois é abominação ao Senhor, ou seja, o homossexualismo é um ato detestável e repulsivo a Deus. Em Deuteronômio 23: 17 e 18 Deus está de fato condenando o homossexualismo na forma cúltica. Portanto, Deus é contra o homossexualismo tanto na forma pessoal como na forma ritual (cúltica). Vale salientar que nos três primeiros versículos de Levítico 18 Deus diz para os israelitas não imitarem as práticas cúlticas dos cananeus porque eram idólatras e pagãs, mas o restante do capítulo descreve pecados sexuais proibidos, tais como incesto, relações sexuais no ciclo menstrual e homossexualismo. O capítulo todo de Levítico 18 trata de moralidade. A predominância do capítulo 18 de Levítico é de ordem moral e não com respeito aos rituais de homossexualidade cultual.

12ª) ARGUMENTAÇÃO: Jesus nunca existiu. Jesus foi uma imaginação popular.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: É inegável a existência de Jesus. Os próprios inimigos de Jesus deram testemunho dele. A história foi dividida entre antes e depois de Cristo. Se a existência de Jesus foi uma fraude, então, Napoleão Bonaparte, Nero, Alexandre, o grande e Hitler são meras especulações da mente humana. A mesma história que registra a existência e os atos de cada um desses homens registra também a existência e os atos de Jesus Cristo. Historiadores sérios como o historiador judeu Flávio Josefo e o historiador romano Cornélio Tácito registraram a existência de Jesus. O governador romano Plínio, o moço; o imperador de Roma Adriano; o poeta grego Luciano Samosata e o escritor romano Caio Suetônio deram testemunho da existência de Jesus. O professor Joseph Klausner, professor de literatura judaica em Jerusalém, afirma em seu livro “Jesus de Nazaré” - “Sabemos efetivamente que na Judéia viveu um judeu chamado Jesus, a quem chamaram o Messias, o qual fez milagres, ensinou o povo e foi morto por Pôncio Pilatos”. Portanto, além da inerrante Palavra de Deus de que Jesus é real, tem-se apoio histórico.

13ª) ARGUMENTAÇÃO: Se Jesus existiu era homossexual. Ele conviveu predominantemente com homens, era muito meloso falando dos lírios do campo e das aves do céu, tinha muita sensibilidade com as crianças e mantinha uma relação homoafetiva com João.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Somente quem não compreende a natureza divino-humana de Jesus faz tal argumentação. O Deus encarnado jamais nutriria por suas criaturas qualquer tipo de amor que não fosse Ágape. Somente quem perdeu a visão do relacionamento Criador-criatura, Salvador-pecador, Senhor-servo, Mestre-discípulo, Pai-filho arrota tamanha blasfêmia.

Ir. Marcos Pinheiro

 

 

 

11 comentários:

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  2. ESTAO QUERENDO DISTORCER A PALAVRA DE DEUS,MAS VAO PASSAR CEUS E TERRA,MAS A PALAVRA DE DEUS NAO PASSARA.

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  3. ESTAO QUERENDO DISTORCER A PALAVRA DE DEUS,MAS VAO PASSAR CEUS E TERRA,MAS A PALAVRA DE DEUS NAO PASSARA.

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  4. DESMASCARANDO AS CONTRA-ARGUMENTAÇÕES DO IRMÃO MARCOS PINHEIRO

    1ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Manter relações com animais não seria uma prática consensual, em que ambos (ser humano e bicho) pudessem ter concordado com aquilo. O homem que mantém relação com um animal, o faz violando-o, um ato de estupro, uma forma de violência contra o animal. Sua argumentação não me parece razoável, irmão.

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  5. 2ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Romanos I se apresenta como uma convocação da sociedade romana (de cultura grega) ao evangelho. A afirmativa se extrai de Rom. 1,15 (E, assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma) e prossegue reafirmando o sermão contra a idolatria em Rom, 1,21 e 23 ("Porquanto, tendo conhecido a Deus, não glorificaram como Deus (...)", c/c "E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da IMAGEM DE HOMEM CORRUPTÍVEL, E DE AVES, E DE QUADRUPEDES, E DE REPTEIS"). Ora, é de conhecimento inquestionável que o panteon de deuses romanos, readaptados da cultura grega clássica, idolatra-os como se fossem homens, todos os contos de seus mitos envolvem corrupção, mentiras, adultérios, etc...

    Da mesma forma, outros animais são sagrados em seus contos (Para os romanos, a Águia simbolizava Júpiter; a pomba branca, Vênus; o pavão, Juno; a coruja, Minerva; Rômulo e Remo foram alimentados por uma loba). Ainda em Rom 1,25, o sermão da idolatria prossegue "honraram e serviram mais a criatura do que o Criador", então por que que nos versículos 26 e 27, todo o contexto anterior deve ser ignorado?

    Com relação ao seu questionamento relativo a terem errado esta interpretação por 2000 anos, cabe lembrar que a interpretação e diversas distorções nada cristãs já foram feitas ao longo da história, como quando a própria escravidão foi justificada pelos papas. Foi inclusive por conta de erros cometidos pelo homem na interpretação da palavra de amor divina que João Paulo II, em março de 2000, lançava um documento de 90 páginas, agrupando as incorreções em blocos que abrangem praticamente toda a história da Igreja, pecados contra os direitos dos povos e o respeito à diversidade cultural e religiosa, ou seja, a evangelização forçada colocada a serviço da colonização de povos dominados, além de citar a Inquisição, as Cruzadas, ataques aos judeus, indígenas, árabes, dentre outros. Em 2004, novamente pedia perdão pelos "erros cometidos a serviço da verdade por meio do uso de métodos que não têm relação com a palavra do Senhor"

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  6. 3ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Vide 1ª e 2ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO, uma vez que qualquer forma de exploração ritualística é condenada por Paulo e explicada nos referidos tópicos.

    4ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Logicamente que ser contra a natureza se refere aquela relação que não ocorre naturalmente para os participantes. Na prostituição ritualistica, um heterossexual poderia copular com alguem do mesmo sexo, bem como um homossexual com alguém do sexo oposto. Não há necessidade de frisar que o heterossexual não deve ter relações homossexuais, porque o homossexual também não deve ter relações com alguém do sexo oposto, as duas formas são anti-naturais para os praticantes e esta compreensão é muito simples - seja um heterossexual ou um homossexual não devem se forçar a algo que não lhes seja natural, ou seja, o que é forçado.

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  7. 5ª CONTRA ARGUMENTAÇÃO: De fato, este versículo não deve ser interpretado como com conotação sexual. Contudo, por ele, no bojo da interpretação do companheirismo, uma relação monogâmica e preenchida com amor de ambos não está condenada. Cabe notar que nas várias outras passagens em que se condena o ato de dormir junto, nunca se é pontuada a existência de companheirismo ou não. Muitas vezes inclusive é colocado lado a lado ao adultério e a promiscuidade. Por que nunca foi condenado o amor, mas sempre o sexo em contextos de depravação?

    6ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Nunca saberemos se David e Jônatas se amaram além de amigos ou não, apenas quando estivermos diante deles no paraíso. Mas até lá, por ora, apenas faço um ajuste na sua argumentação de que, por David ter tido várias mulheres, não poderia ter uma relação homoafetiva? Ora, e a bissexualidade? Realmente você acha que todos os homens e mulheres que amam o mesmo sexo, nunca amaram alguém do sexo oposto? Há muitas histórias exatamente nestes contornos, inclusive. Por fim, ainda com relação a David, vale lembrar que David desposou Betsabeia, tendo tido relação com ela, enquanto ela era casada - em claro e evidente adultério. Ou seja, David era humano e sujeito às paixões infames ou não.

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  8. 7ª argumentação: Paulo falava grego com fluência a ponto de ter escrito evangelhos em grego antigo. Logicamente ele conhecia a palavra KINAIDOS κίναιδος (afeminado) encontrada largamente em diversos textos antigos, já μαλακοί malakoi significa literalmente mole ou macio. “Malakoi” aparece em outros 2 textos no Novo Testamento: Mt 11:8 e Lc 7:25; – “Ou, o que foram ver? Um homem vestido de roupas finas (malakoi)?” Neste contexto a palavra malakoi significa “macio ao toque ou luxuoso”.

    Já arsenkoitai não aparece em NENHUM texto em grego antigo, além do de Paulo, o que nos faz concluir que ele aplicou um neologismo. A Bíblia de Jerusalém (umas das traduções mais fieis aos antigos textos - onde teólogos judeus, cristãos e protestantes traduziram do hebraico, aramaico e grego para o francês sem intermediações), não concordara em hipótese alguma com as traduções “afeminado" (malakoi) e "sodomita" (arsenokoitai), por fugir do contexto e da significação das palavras. Assim traduziu “malakoi” como “depravados” e “arsenokoitai” como “pessoas de costumes infames”. Já em 1 Tm 1:10 a palavra “arsenokoitai” se repete e veio na versão da Bíblia de Jerusalém como “pederastas” - relacionamento erótico entre um homem e um menino. 1 Co 6:9 na Bíblia de Jerusalém: “Então não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos iludais. Nem os devassos, nem os idólatras, nem adúlteros, nem os depravados, nem as pessoas de costumes infames”.

    8ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: De fato a palavra homossexual não existia e nisso concordamos. Contudo, o mandamento de Mt 19:4 e 5 não está livre de ressalvas, veja que ainda no mesmo livro, noutro versiculo a ressalva é feita: Mateus 19:12 = "Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o." Ou seja, este mandamento não está colocado de forma que absolutamente todos possam aceitar.

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  9. 9ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Levítico trata de ordenança cerimonial. Concordo que é um absurdo confundir ordenança moral com ordenança cerimonial, portanto, de fato, nada ali contido se aplica à prática dos dias de hoje à luz da vinda de Cristo, Salvador.

    10ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Novamente o livro de Mateus nos dá um bom ponto a fazer à sua contra-argumentação. O próprio Jesus, conhecendo o contexto da história de Sodoma e Gomorra que era o de ter pecado por falta de hospitalidade para com o estrangeiro, ao enviar os seus obreiros para anunciarem a mensagem do Reino de Deus, sabiamente usou o exemplo de Sodoma e Gomorra como vemos no livro de Mateus: “Ao entrares na casa, saudai-a. Se, porém, não o for, tornem para vós outros a vossa paz. Se alguém não voz receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sair daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra, no dia do juízo, do que para aquela cidade”, (10:13-15). De acordo com Ezequiel 16: 49 podemos concluir que o verdadeiro pecado de Sodoma e Gomorra foi à falta de hospitalidade para com o próximo.

    Ora, no momento em que os homens da cidade cercaram os anjos para ter relações sexuais com eles, este ato é um abuso para com eles, é uma violência - e violência nenhuma pode ser aprovada. Mais uma vez a condenação aqui nunca poderia ser o amor entre iguais, no máximo uma condenação ao abuso.

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  10. 11ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Não apenas Deuteronômio, mas também Levítico está a condenar a prostituição ritualística. Se o próprio capítulo 18 de Levítico começa introduzindo o tema dos rituais estrangeiros que não devem ser imitados, porque em dado ponto desse mesmo capítulo, devemos abandonar o contexto como se ele ali não estivesse contido?

    12ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: Estamos de acordo. É claro que Jesus existiu.

    13ª CONTRA-ARGUMENTAÇÃO: A sexualidade de Jesus não é o ponto desse debate, ademais, quem quer que tente provar a homossexualidade de Jesus está sendo fanático, está fazendo rasas especulações, já que não há qualquer prova disso. Estou de acordo com o senhor neste ponto também, irmão.

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