domingo, 5 de junho de 2016

IGREJAS AGITADORAS? ESSA NÃO!



                           IGREJAS AGITADORAS? ESSA NÃO!

Muitos pastores defendem que marchas, passeatas, protestos, manifestações, greves são exercícios dos direitos civis e, que cada crente pode e deve fazê-los. Porém, quando examinamos as Escrituras não encontramos respaldo para tal.

Quando contaram a Jesus que Herodes mandou decapitar João Batista, não houve qualquer marcha, protesto ou manifestação de condenação a Herodes ou ao seu governo. 
Nenhum tipo de protesto ocorreu, quer por parte de Jesus, quer por parte de seus discípulos. Não houve, por parte dos discípulos de Jesus, nenhum quebra-quebra, nenhum saque de estabelecimento comercial, nenhum bloqueio de carros de boi. Nenhum tipo de protesto ocorreu em frente ao palácio de Herodes. Simplesmente, Jesus e seus discípulos retiram-se silenciosamente e foram para um lugar deserto. Ali, Jesus se depara com uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão curou os enfermos (Mat 14: 11-14). Diante do ato de atrocidade de Herodes, Jesus foi realizar a obra do Pai.

Certa ocasião, algumas pessoas contaram a Jesus a respeito do ato cruel cometido por Pilatos. Pilatos era conhecido pela sua crueldade e os galileus eram conhecidos como revoltosos que não aceitavam a opressão do governo romano. Pilatos matou alguns galileus e misturou o sangue deles com os sacrifícios que eram realizados no templo (Lc 13:1). Jesus e seus discípulos não se pronunciaram diante de tamanho ato bárbaro. Jesus e seus discípulos não tivera qualquer palavra de desacato para o vitupério nacional cometido por Pilatos.

Jesus não contendeu por direitos civis para si mesmo nem para seus discípulos, mas ensinou aos seus discípulos a serem obedientes às autoridades constituídas, mesmo elas sendo déspotas. Em Mateus 22, Jesus ordenou a seus discípulos que pagassem impostos a Cesar. Cesar era um tirano depravado, cruel, imoral e sem coração. Porém, Jesus disse a seus discípulos que pagassem tributos, ainda que parte desses tributos se destinasse ao sustento das orgias de Cesar e dos cultos idólatras do Império Romano.

Em atos 16, quando Paulo e Silas foram injustamente agredidos, condenados e presos, seus seguidores não fizeram nenhuma manifestação de protesto. Não houve nenhuma caminhada, nenhuma marcha, nenhum banner exibindo dizeres do tipo: “Queremos justiça”, “Fora o governo”, “Impeachment já”. Paulo e Silas não proferiram protesto algum pela injustiça sofrida. Simplesmente, oraram a Deus e o Senhor moveu-se de modo poderoso e os livrou da prisão.

Em Atos 12, onde lemos a morte de Tiago e a prisão de Pedro, a Conferência de Liderança Cristã, não apelou a Jerusalém nem a Roma para a libertação de Pedro da prisão. A Conferência de Liderança Cristã não iniciou nenhum protesto pelas ruas em prol da não violência. Não exibiu nenhuma faixa, nenhuma placa com os dizeres: “Não à violência”, “Fora Herodes”. A Conferência de Liderança Cristã não incentivou nenhum motim, vândalo, saques, invasão de propriedades. Ela fez o que todo servo de Deus deve fazer: se retirou para uma casa particular e oraram. O Senhor ouviu as orações e mandou um anjo que livrou Pedro da prisão. O recurso da igreja não é a mobilização das massas, não são passeatas, marchas ou protestos em frente ao palácio do governo. O nosso recurso é entrar na presença de Deus em jejum e oração e depositar diante de Deus o fardo que o mundo faz pesar sobre o nosso coração e depois sair como embaixadores de Cristo proclamando as Boas Novas aos perdidos.

Na Constituição Brasileira manifestações e greves são consideradas direitos civis. Porém, nem tudo que está lá, é bíblico. O propósito da igreja não se encontra em ativismo político, nem em ativismo social. Em nenhum lugar da Bíblia temos a ordem de investir nosso tempo em ativismo político/social. A missão da igreja não reside na mudança do País através de reforma política, mas na mudança de coração através da proclamação da Palavra de Deus.

Quando um pastor acha que o crescimento e a influência de Cristo podem se aliar com o ativismo político/social, ele está adulterando a missão da igreja. A ordem dada à igreja é a de espalhar o Santo Evangelho e pregar contra os pecados do nosso tempo. A igreja não foi chamada para reivindicar melhores salários; não foi chamada para fazer piquetes em portas de fábricas; não foi chamada para fazer protestos em frente aos motéis; não foi chamada para boicotar clínicas de aborto ou livrarias especializadas em coisas pornográficas; não foi chamada para reivindicar mais hospitais e mais escolas; não foi chamada para reivindicar saneamento básico; não foi chamada para exigir mais segurança pública; não foi chamada para falar sobre aquecimento global ou fontes alternativas de energia. Fomos chamados para proclamar o arrependimento, a santidade e o escândalo da cruz.

A igreja existe para amar e servir a Deus, e levar as pessoas deste mundo para o céu. A igreja não está aqui na terra para reformar politicamente a sociedade. Nunca poderemos produzir convertidos pelas Leis do Parlamento. É erro crasso pensar que por meio de manifestações, passeatas, motim, greves e engajamento na política, podemos aprimorar este mundo apodrecido. Todo o esforço para melhorar este mundo é como querer plantar e cultivar flores no sertão nordestino. É querer perfumar e decorar um monte de lixo com fezes, baratas e ratos. O mundo é moribundo e em breve será aniquilado (ITs 5:3). Em II Tm 3:1-9 aprendemos que o mundo se degenera continuamente e tornar-se-á moralmente insuportável. Repentina destruição virá a este mundo e sobre aqueles que forem deixados nele (I Ts 5:3). O pastor que pensa que vai lotar sua igreja pregando engajamento na política, passeatas, manifestações e mostrando interesse por questões políticas/partidárias e sociais está mergulhado no tanque da ilusão.

Na época de Jesus havia grande agitação política como está ocorrendo atualmente no Brasil. O povo por ter perdido sua liberdade sonhava com uma coalizão com os fariseus e saduceus contra o regime romano opressor. Os governantes da Palestina representavam o corrupto e opressor império romano, que com suas defraudações, torturas e injustiças zombavam da dignidade humana. Jesus viveu nesse meio de ódio, rebeldia, vingança e injustiças. Porém, Ele nunca liderou uma insurreição dos oprimidos contra os opressores romanos. Não há nenhuma evidência bíblica de que Jesus tivesse tentado reunir os injustiçados numa insurreição que derrubasse as corruptas e opressivas estruturas do poder político de Roma. Jesus se recusou a interferir na administração dos que detinham o poder porque Ele sabia que medidas externas não podiam debelar a injustiça, o roubo, a corrupção, o sofrimento do pobre. Por isso, Ele trouxe o único remédio verdadeiramente eficaz para uma cura verdadeiramente definitiva que é a regeneração do coração. Jesus limitou-se a pregar o Evangelho do Reino.

Que o Senhor livre a sua igreja de ser uma agitadora de massa!

Tenho dito!

Ir. Marcos Pinheiro

2 comentários:

  1. Olá, Marcos =D
    Excelente artigo, irmão!
    Não preciso dizer muita coisa, pois o seu artigo é exatamente o que ouço aqui. Não podemos ser influenciados pelo mundo!

    Um grande abraço irmão Marcos!

    Lyu Somah
    http://lyusomah.blogspot.com.br/

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  2. Parabéns pelo Blog. Deus ti abençoe.
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