quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

“GRIFES” EVANGÉLICAS QUE JESUS NUNCA ENSINOU



               “GRIFES” EVANGÉLICAS QUE JESUS NUNCA ENSINOU

A pior desgraça que pode acontecer a uma igreja é um líder que não conhece a Deus. Isso empurra a igreja para a destruição, pois coisas que Jesus nunca ensinou torna-se um vício embriagante para todo o povo da congregação. Buscando destaque e atenção pelo inusitado, os líderes que não conhecem a Deus criam doutrinas que o cristianismo nunca suspeitou haver. O que tem de pastores reinventando o evangelho é assustador. Como a competição é grande, as doutrinas mais estapafúrdias aparecem. As “grifes” evangélicas pululam aqui e acolá desavergonhadamente.

Se em nossos dias um dos membros da igreja primitiva tivesse a oportunidade de assistir um culto em nosso meio ficaria estupefato de ver tantos desvios doutrinários, modismos bizarros e “grifes”. Veria um festival de amarrações. Demônios sendo “amarrados” antes, durante e depois do culto. Em lugar algum as Escrituras dizem que os crentes amarram demônios. Crentes não amarram demônios. A Bíblia não traz um versículo sequer dizendo que com um simples “decreto” conseguimos esta proeza. É muita audácia alguns pastores presumirem que suas palavras amarram demônios. Paulo nos aconselha a lutarmos contra Satanás e seus demônios, e não amarrá-los (Efésios 6:12). Tiago 4:8 e I Pedro 5:9 nos aconselham a resistirmos ao diabo, em vez de amarrá-lo. A “grife” de amarrar demônios, além de ser trágica, é cômica: se demônios são amarrados, ou eles ficam amarrados para sempre ou alguém os solta! Quem os solta depois que eles são amarrados?

Uma “grife” estabelecida por muitos líderes, e que Cristo nunca ensinou é que mesmo convertido, o crente carrega uma maldição proferida por alguém, e precisa de uma “oração forte” para quebrar a maldição. Isso é um ataque frontal ao Santo Evangelho, pois significa que o sangue de Jesus perdeu o poder. Paulo ensinou que quem está em Cristo é nova criatura (2 Co 5:17). Seu passado morreu. O discípulo de Jesus não tem passado. O sangue de Jesus o aboliu! Esses pastores creem num Cristo tão fraco que Sua obra não tem poder de cancelar maldições na vida das pessoas. A obra do calvário foi incompleta a tal ponto de necessitar da “oração poderosa” do pastor para a quebra das maldições. O título do capítulo 18 de Ezequiel é “A responsabilidade é individual”. Ezequiel 18:3 diz: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá”. Não há salvação hereditária, nem condenação hereditária, nem maldição hereditária. Cada indivíduo responde por si, diante de Deus. O que o avô, o pai, a mãe fizeram não importa. Importa o que cada pessoa faz e porta-se diante de Deus. Na nova aliança, a responsabilidade é individual. Pai não transfere culpa, filho não herda culpa. Se nossos antepassados chuparam uvas verdes, nossos dentes não embotarão (Jr 31:29 -30).

Outra “grife” que invadiu o meio evangélico é o famigerado “mapeamento espiritual”. A ideia é: para a evangelização ser eficaz devemos assumir o domínio sobre os demônios que controlam a cidade, expulsando-os. Os defensores dessa “grife” afirmam que quando os espíritos demoníacos controlam uma cidade, o ministério torna-se ineficiente até que os crentes os expulse da área. Jesus ao enviar os setenta discípulos às cidades para anunciar o Reino de Deus, disse-lhes: “Curai os enfermos que nela houver e anunciai-lhes: É chegado a vós o Reino de Deus” (Lc 10:9). Em instante algum, Jesus orientou que fosse feito um mapeamento espiritual para os discípulos descobrirem os nomes dos demônios que ocupavam a cidade e decretassem a expulsão deles dos ares. Paulo nunca orientou em suas cartas que os crentes fizessem mapeamento espiritual das cidades onde residiam. As cidades de Corinto e Éfeso estavam envolvidas com magias, idolatria, promiscuidade e toda sorte de depravações. Não vemos no seu trabalho missionário Paulo erguendo as mãos aos céus expulsando as forças malignas das duas cidades. Paulo cria que Deus pode salvar pela pregação pura e simples do Evangelho independente do envolvimento forte ou fraco da cidade com demônios. É lamentável o envolvimento de muitas igrejas com a “marcha para Jesus” onde se vê a prática da “grife” mapeamento espiritual.

Outra “grife” que invadiu as igrejas evangélicas é o entretenimento. No império Romano os imperadores deram pão e circos para o povo para continuar no poder. Nos dias atuais as pessoas estão buscando as mesmas coisas. Igrejas dão pão e circos para atrair as multidões. Os cultos são programados não para serem adoração em Espírito e em Verdade, mas para serem consumidos como entretenimento. A adoração contemporânea não tem sido para o Senhor, mas para o homem. O foco está na supervalorização dos sentimentos do homem. Nesse contexto, a adoração é avaliada em como ela nos impressiona, e o que produziu de sentimentos em nós. Passamos a ser o parâmetro da adoração, o alvo da adoração. Assim, dá-se espaço para jogos de luzes, fumaça, gelo seco, muita batucada, encenações, dançarinas e muitas palmas para o homem. Tudo é visto como diversão. A indústria do turismo, de shows, e da vida lúdica invadiu a igreja. A “grife” do entretenimento impregnou na mente dos pastores e, esses têm tornado o culto em suas igrejas um festival carnal. Jesus nunca se utilizou dessa “grife”. Ele não deu shows para agradar e atrair as pessoas.

Tenho dito,

Ir. Marcos Pinheiro

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CHEGA DE ENGOLIR SAPINHOS, SAPOS E SAPÕES



                 CHEGA DE ENGOLIR SAPINHOS, SAPOS E SAPÕES

Despreparada, a igreja evangélica brasileira tornou-se prato cheio para líderes sagazes e megalômanos. Esses líderes têm levado o povo a engolir a seco sapinhos, sapos e sapões e, em nome da unidade, engavetaram a sã doutrina. Esses réprobos conseguiram formatar a maioria dos crentes por imagens, jogos de luzes, fumaça, gelo seco, som ensurdecedor, coreografias, batucadas e movimentos. O povo tornou-se icônico e cada vez mais menos bereianos o que os tem levado a aceitar as idiossincrasias, desvios doutrinários e modismos estrambóticos. Os sagazes e megalômanos líderes se servem do Evangelho, mas não pregam a verdade bíblica. Conseguem com sua máscara de encanto e cuidadosamente lustrada lotar a igreja de pessoas que sequer sabem o que é seguir a Cristo, mas que se julgam cristãs. Deus cobrará desses falsários o desvio que estão fazendo!

A turma gospel sempre diz: “Deixem os hereges pregarem; o que importa é que a Palavra de Deus está sendo pregada, e ela não volta vazia”. Ora, Deus não salva pecadores através da pregação de um falso evangelho. Esses líderes usam a Bíblia, mas pregam outro Cristo. Se uma pessoa ouviu um Cristo que não é o revelado nas Escrituras e confia nele, essa pessoa não será salva. Falar da Palavra de Deus não implica necessariamente que a pessoa está certa. A Bíblia foi usada para legitimar a escravidão, o machismo, o incesto, a poligamia, o divórcio, o comunismo, e agora alguns a usam para justificar o homossexualismo. Os hereges usam as Escrituras para fins pessoais. Devemos ter cuidado com interpretações que fogem claramente ao sentido escriturístico. Precisamos está atento para as novas hermenêuticas que surgem. Satanás foi o primeiro exegeta da Palavra de Deus. As tentativas de contextualizar a Bíblia aos novos tempos são exegese da serpente. Não esqueçamos que todo esse grupo herético que está manipulando a maioria dos evangélicos brasileiros está descobrindo o que nunca alguém viu em mais de 2000 anos de cristianismo. Citar a Palavra de Deus não é garantia de nada. Pode-se deturpá-la.

A indecência do mundo migrou para a igreja. Ao invés de ser modelo, ela é Xerox de um mundo medíocre, de valores fúteis. A igreja atual ao invés de querer não se conformar com o mundo quer o melhor do mundo. Quer um mundo banal. Nesse contexto, temos púlpitos anêmicos, e “ovelhas” que querem se soltar. Isso explica o “louvorismo” dos nossos cultos. Eles fornecem sentimentos e sensações, mas não substância. Cânticos inexpressivos, na letra e na música. As apostasias das letras de certos corinhos, pomposamente chamados de louvor, são tão notórias que dispensa argumentação comprobatória. O Evangelho tornou-se um amontoado de euforias, e não a fé no Senhor Jesus.  O inferno não é mais inferno; o céu não é mais céu; a graça não é mais graça, o caminho não é mais estreito; Cristo não é mais Cristo; Deus não é mais Deus e a Bíblia não é mais a eterna e inerrante Palavra de Deus! Grande parte das igrejas evangélicas brasileiras escancararam suas portas ao ponto de não conseguirem mais conter a invasão estranha dos ventos de doutrina extra-bíblica. Esses ventos fustigam as igrejas hoje, como um ciclone impetuoso.  

É urgente retornarmos às Escrituras. O púlpito precisa ser o local de proclamação da Bíblia. Não local de manipulação. A igreja precisa ser a comunidade das Escrituras. O púlpito não pode trocar o ensino bíblico por comentários de Freud, Carl Jung, Lair Ribeiro, Augusto Cury, Madre Tereza de Calcutá, Mahatma Gandhi, papa Francisco. O nome de Jesus, a cruz, a salvação, pecado, ira de Deus, volta de Jesus e céu, deverão ser o tema central da igreja. A igreja deve pregar o Evangelho e pregar o Evangelho não é fazer saraus musicais nem shows gospéis. É dizer que o homem é pecador, que necessita se arrepender de seus pecados e crer em Jesus Cristo, que Ele voltará em poder e glória e julgará mundo.

Os falsos líderes estão loteando a igreja de Jesus, erigindo impérios econômicos, à sombra de um “evangelho” manco. Dizem eles: “Somos filhos do Rei, temos direito ao melhor”. E, tome a construir mega-templos usando distorcidamente Ageu 2:9 - “A glória desta última casa será maior do que a da primeira”. Precisamos entender que não há qualquer relação da glória do segundo templo com o seu tamanho, uma vez que os anciões que tinham visto o templo de Salomão em toda a sua glória e luxo choraram ao ver a simplicidade do segundo templo. Aliás, o segundo templo cuja glória seria maior era pequeno e destituído de ornamentos em comparação com o primeiro templo. A glória do segundo templo está diretamente relacionada com a vinda de Jesus, o verdadeiro templo de Deus, o Emanuel, o Deus conosco. O messias que viria teria glória maior que toda magnificência de Salomão. Precisamos ter os olhos abertos para os que torcem a Palavra de Deus com interesses escusos. Há muito comércio da fé e muito enriquecimento pessoal com o Evangelho. Jesus não pode ser pretexto para formação de riquezas. Pastor não faz voto de pobreza. Pastor não é da “ordem franciscana”, mas não pode usar o ministério para enriquecer.

Segue abaixo as igrejas e ministérios em Fortaleza que estão fazendo muita gente engolir a seco sapinhos, sapos e sapões:

Assembléia de Deus Canaã – pastor Jecer Goes
Assembléia de Deus Bela vista – apóstolo José Teixeira Rego Neto
Igreja Batista Central – pastor Armando Bispo
Igreja da Paz – pastor Abe Huber
Igreja do Senhor Jesus – Santuário do Espírito Santo – Apóstolo Luiz Henrique
Igreja Nova Vida – Márcio Prado
Igreja Comunidade Cristã Logos – pastor Everaldo Silva
Igreja Verbo da Vida – pastor Mansuêto Vieira
Igreja Batista Comunidade do Amor – pastor Samuel Munguba Júnior
Igreja Comunidade das Nações – pastor Fabrício Miguel
Igreja de Cristo – pastor Evandro Soares
Igreja Batista Vale de Bênçãos – pastora Darcy Lira Andrade
JOCUM – Jovens com uma missão
ORMECE – Ordem dos ministros evangélicos do Ceará
MDA – Modelo de discipulado Apostólico
TMI – Teologia da Missão Integral
Ministério Apostólico Nova Unção

Tenho dito,

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A MICROCEFALIA EVANGÉLICA: PRAGMATISMO



                A MICROCEFALIA EVANGÉLICA: PRAGMATISMO

A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são significativamente menores que o normal para a sua idade, influenciando o seu desenvolvimento mental. A igreja moderna tem cérebro atrofiado, por ter sido contaminada pela praga do pragmatismo. O evangelho infectado pelo pragmatismo tornou-se ineficaz para salvar o perdido e ineficiente para o crescimento na graça e no conhecimento em Jesus Cristo. A infiltração do engano tem sido a sutil estratagema de Satanás para desviar a igreja do seu propósito central que é a glorificação do Senhor Jesus Cristo através da obediência à sua Palavra. Nesses últimos tempos é bem percebível o engano que Satanás tem semeado no meio evangélico na construção do outro evangelho e de uma programação evangelística travestida da filosofia do pragmatismo. O pragmatismo atulhou a igreja de novidades pop, de psicologia, de autoestima, de exaltação do ego, de vanglória, de adesão ao erro, de conformação ao mundo, de heresias, de marketing, de contos da carochinha, de ficção. O tempo é de confusão doutrinária, de vacilação teológica, de blandícia, de incerteza cúltica, de cérebro pequeno.

A bandeira levantada pelos pastores infectados pelo pragmatismo é: “Devemos modernizar a igreja de modo que ela seja atraente”. Os líderes pragmáticos buscam impressionar as pessoas através de muita versatilidade tais como: teatros, filmes, danças, evangelismo na base de diversão, conjuntos musicais, cantata, sermões psicologizados. A meta é deixar o pecador numa situação hiper-confortável. O negócio é promover mudanças e quebra de paradigmas, onde a doutrina deixa de ser o sustentáculo da igreja. Garantir a “paz”, através de um ambiente prazeroso no qual não há preocupações com os princípios de certo e errado é o lema que descreve bem o estado pragmático dos líderes atuais.

O pragmatismo aprova um método usado para alcançar um determinado objetivo através da constatação dos resultados atingidos. Ou seja, se der certo, é bom. Por isso, os discípulos do pragmatismo promovem o uso de estilos mundanos na música e no vestuário, com a finalidade de lotar suas igrejas. Essa filosofia está enfraquecendo as igrejas, atrofiando a sua mentalidade, tornando-as mongolóides e mudando a sua missão que é anunciar todo o Conselho de Deus. Charles Spurgeon em seu sermão pregado em 11 de setembro de 1859 no púlpito da Rua do Novo Parque, em Londres, pontuou: “Quantos danos têm sido causado às almas dos homens por pregadores que só tem pregado uma parte e não todo Conselho de Deus”.

Como um abismo chama outro abismo, num tempo não muito longo, veremos as igrejas pragmáticas oferecerem aulas de fabricação de cachaça, pois a cachaça faz parte do folclore nordestino. Ofertarão aulas de balé, xaxado, timbalada, frevo, forró e sapateado alagando que essas coisas enriquecerão culturalmente seus membros. Oferecerão aulas de Karatê e Muay Thai, afinal a membresia precisa se defender das “astutas ciladas dos homens”. Em um futuro breve, a igreja pragmática montará “um bar de champanhe” em seu Réveillon movido a baile dançante à meia-luz. As “ovelhas” aderirão à profanidade saboreando o espumante champanhe, afinal, crente também é gente! No carnaval a igreja pragmática terá os “Foliões de Cristo” onde seus membros participarão dos desfiles com blocos carnavalescos exibindo o tema: “Cristo bota pra quebrar”.

O culto das igrejas pragmáticas é uma cópia falida da terapia de grupo mundana onde as pessoas manipuladas são conduzidas a imaginar que devem sempre está se sentindo vencedora e animada. O líder pragmático manipula do púlpito uma massa microcefálica sem discernimento: “Olhe no olho do seu irmão e diga, você é vitorioso”. Ao som das batucadas das baterias, junto com o requebro dos quadris e as coreografias erotizantes e frenéticas, o rebanhão se solta do corpo e da mente num emocionalismo visceral. O culto das igrejas pragmáticas é relativizado, pois depende do contexto sócio-cultural-humanístico. Isso deforma e descaracteriza o verdadeiro culto bíblico. O culto em vez de ser relevante, torna-se enganoso, ridículo, microcefálico.  As metodologias antropológicas e humanísticas são camufladas no meio do palavrório frívolo do falsário pastor pragmático. Na realidade, o culto pragmático é uma mistura entre as coisas de Deus e as coisas de Baal. As práticas do culto pragmático é blasfêmia contra o Espírito Santo.

Na filosofia pragmática, a verdade do Evangelho é escondida numa fumaça de invenções humanas. Nesse contexto, aumentam-se as filas dos ludibriados com o evangelho pervertido. Muitos que tomaram uma decisão em igrejas pragmáticas e que receberam o “decreto” de que seus pecados foram perdoados, se surpreenderão naquele Dia quando ouvirão a voz do grande Rei: “Nunca vos conheci, apartai-vos de mim”. Os pastores pragmáticos com seu evangelho recortado, diluído, travestido, contextualizado ao pensamento do dia são verdadeiros vendedores de indulgências que iludem e enganam os indoutos confirmando a sua ida para o inferno. No primeiro momento, o evangelho pragmático parece relevante, mas não passa de uma mistura diabólica ilusória a manter pessoas prisioneiras do erro. As pessoas pensam ilusoriamente que estão salvas, porque o ministro babilônico lhes garantiu uma justificação onde não há arrependimento autêntico.

Mesmo sabedores do contexto onde ensinavam Jesus e Paulo não se preocuparam em pragmatizar suas mensagens. Antes ensinavam de modo puro e simples, com a certeza de que o Evangelho era em si mesmo o poder de Deus para a salvação, de qualquer homem, em qualquer contexto sócio-cultural-político, em qualquer tempo. Jesus e Paulo sabiam que não se pode santificar a carne nem justificar o mundo. Igualmente, a igreja primitiva sabia que pragmatizar a mensagem do santo Evangelho é destruir sutilmente os fundamentos do cristianismo. O evangelho pragmático é tão satânico que leva as pessoas a se afastarem progressivamente da fé bíblica sem perceberem que estão sendo arrastadas para os abismos espirituais da apostasia.

Não devemos ter medo nem vergonha de voltar à simplicidade do Evangelho. Se alguém caiu num profundo buraco cheio de lama e fezes, do qual não pode sair, não devemos cair também no buraco com ele para que nos escute e seja salvo. Precisamos pregar aos enlameados, sem termos que nos enlamear.

Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

TREVAS DA TERRA: FORRÓ, ROCK, FUNK ... A TODO VAPOR



TREVAS DA TERRA: FORRÓ, ROCK, FUNK ... A TODO VAPOR

Nesses dias de frouxidão doutrinária, de igrejas faraônicas, porém mornas e deixando Cristo do lado de fora de suas portas, muitos pastores têm usado de uma lógica pragmática e irracional para introduzirem nos cultos a Deus coisas nunca antes vistas nos 20 séculos de cristianismo. É lamentável vermos líderes caindo nas traiçoeiras armadilhas da desobediência a Deus no tocante à adoração. Esses líderes têm apostatado no rumo dos canais não escriturísticos da tolerância, levando o seu rebanhão a substituir a santidade por alguma moda que tenha um colorido cristão e o nome de música Gospel.

Muitos pastores defendem o falso conceito de que, uma música para ser adoração, basta ter a Palavra de Deus ou o nome de Jesus. Se a letra fala de Deus, então vale todo ritmo, mesmo que sejam profanos: rock, funk, rap, lundum, samba, forró, jazz, pagode, axé, xaxado. Lendo as Escrituras Sagradas podemos ver nitidamente que misturando o sagrado com o profano, ocorre o que a Bíblia chama de profanação, blasfêmia. Esses pastores insistem em afirmar que a música é neutra, amoral, portanto, Deus não se importa de modo algum com o ritmo. Ora, esses réprobos nunca leram Isaías 5:20 que diz: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo”. Nesse contexto, concluímos que Deus quer que tenhamos discernimento em cada área de nossa vida, inclusive na área da música. A música a respeito de Deus deve refletir a Sua glória, Sua beleza e Sua santidade. Nunca uma animação ensurdecedora que serve para entretenimento, contribuindo para uma total irreverência.

A música sempre expressa algo. A música é significativa, ou seja, sempre diz alguma coisa, mesmo que implicitamente. Ela tem um forte significado e uma influência quase irresistível. A música não é neutra. Ela incentiva e leva a uma ação, seja esta boa ou má. Portanto, é de suma importância analisar qual “Jesus” ou qual “espírito” ou qual “evangelho” a música está apresentando (2 Cor 11:1-4). A Bíblia contém muitas exortações contra a luxúria e apostasias do fim dos tempos, então, podem aplica-las à música. Como a Bíblia nos diz que devemos fazer uma distinção entre aquilo que é espiritual e aquilo que é carnal, é correto aplicar essa ordenança bíblica à música.

Alguns pastores querendo justificar o injustificável advogam: “O santo purifica o profano, assim, a letra bíblica santifica a música profana”. Mentira! Se o santo purificasse o profano não existiria profanação nem blasfêmia. As concupiscências do mundo não podem ser santificadas. Os estilos musicais de forró, rock e companhia Ltda que lotam as igrejas tem ignorado os avisos de Jesus sobre a santidade. Esses estilos musicais têm barateado a graça de Deus dando lugar ao emocionalismo, sensacionalismo e sensualismo. Esses estilos exibem uma fé fácil em um Salvador digno de dó. Exibem um Deus patético. Um Deus vulgar. Um Deus curtição que é desconhecido pelo Evangelho do Senhor Jesus.

Satanás quer acabar com o louvor decente e reverente. Ele quer ver a igreja embriagada com os ritmos demoníacos. Ele que ver a igreja cantando músicas que em vez de fazer o inferno tremer, fazem os demônios rirem e dançarem. O funk e rap são relacionados ao apetite sexual desenfreado. A formatação do funk e do rap foi feita para a sensualidade. O rock se originou no paganismo vodu e na feitiçaria oriunda de religiões demoníacas. O samba é derivado do ritmo lundum caracterizado por requebros, movimentos acentuados dos quadris e sapateado. O samba tem seu nome homenageando o deus-demônio “Sambi”, deus da sedução e da fertilidade. O forró vem do termo “Forrobodó” que significa baderna, bagunça. O aché é originário da umbanda. É uma saudação umbandista que significa “energia positiva”. O jazz é o espírito do pecado pintado na música. As raízes do rock vêm das profundezas do jazz, sua mãe.

Aqueles que defendem os estilos musicais mundanos alegam que Martinho Lutero e John Wesley usaram melodias de botequim. Portanto, é legítimo que hoje usemos música de forró para louvar a Deus. A verdade é que Lutero e Wesley nunca usaram nenhuma música de bordel. Lutero e Wesley nunca consideraram a música como uma mera ferramenta que podia ser empregada sem se dar importância à associação com suas origens. Eles mantinham-se distante da música dos salões de bar. Nunca usaram músicas de taverna ou de bebedeiras para transmitirem textos bíblicos. Provérbios 11:22 diz que uma joia no focinho do porco não pode fazer com que o enlameado suíno pareça mais bonito. Da mesma forma, você pode usar os ritmos mundanos que foram criados para a fornicação e prostíbulos e inserir letras bíblicas no meio desses ritmos, que a melodia não ficará mais limpa que um fedorento porco com uma joia no focinho.

A introdução dos ritmos mundanos na adoração ao Senhor é o movimento do novo Cavalo de Tróia para desacelerar o crescimento espiritual de nossas igrejas. Não podemos andar com a maioria; devemos ser uma minoria. Isto era verdade no tempo de Cristo, era verdade no tempo de Paulo, era verdade no tempo da igreja primitiva, e deve continuar sendo verdade, hoje. Não precisamos adotar os costumes, ritmos e linguagem do mundo. Não temos que ser iguais, temos sim é que ser diferentes. Como disse o puritano Lloyd-Jones: "A glória do Evangelho é que, quando a igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. Caso contrário, se formos iguais, indistinguíveis dos incrédulos, seremos inúteis”.

As bandas de forró e de rock estão cegas à sua nudez. Não são sal da terra, mas trevas da terra. Oferecem fogo estranho ao Senhor. Fogo de prostíbulo. Elas são o espírito e o som da luxuria reinando nos púlpitos das igrejas. Quando uma igreja começa a usar músicas mundanas, ela começa a decair nos demais padrões. Não podemos andar de braços com a tolerância mundana e com associações desonrosas.

Listo algumas bandas do tipo trevas da terra: Sal da terra, Xote santo, Ello, Metal nobre, Plus salvation, Catedral, Oficina G3, Resgate, Quatro por um.

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro