domingo, 4 de outubro de 2015

FESTIVAL DE ESPERANÇA: QUE EVANGELHO É ESSE?



FESTIVAL DE ESPERANÇA: QUE EVANGELHO É ESSE?

No convite especial do “Festival de Esperança” está escrito: “Sucesso absoluto em mais de 100 países”. Que bobagem! Que orgulho! Que soberba! O valor de um ministério não deve ser medido pelo “sucesso absoluto” aos olhos do homem, mas por sua fidelidade na transmissão de todo o Conselho do Senhor. 

O ministério Franklin Graham é a continuação do ministério de seu pai Billy Graham, um ministério Neo-Evangélico. A característica do Neo-Evangelicalismo é a contextualização pragmática do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Os Neo-Evangélicos estão em paridade com o teólogo liberal Rudolf Bultmann que deu as bases para a contextualização pragmática do Evangelho. Nota-se isto, pelo próprio tema do evento – “Festival de Esperança”. Sinceramente, não entendo o nome “Festival”.

No momento em que a igreja contextualiza pragmaticamente o Evangelho para torná-lo relevante ao homem moderno, ela entra nos abismos das heresias. Não precisamos usar a linguagem mundana para que a mensagem do Evangelho seja relevante e efetiva. Não precisamos ajudar a Palavra de Deus a ser forte, pois o Evangelho foi, é, e sempre será, o poder de Deus para a salvação. O profeta Jeremias por mais de 40 anos proclamou fielmente o julgamento divino contra o reino apóstata de Judá. Em nenhum momento, Jeremias contextualizou sua mensagem pelos padrões de sua época. Em nenhum momento, o profeta amalgamou temas mundanos à sua mensagem para atrair pessoas.  

A marca inconfundível do Neo-Evangelicalismo é o ecumenismo. A doutrina é tida como secundária. Doutrina, segundo os Neo-Evangélicos, divide, separa. Em 10 de outubro de 1999 na cidade de St.Louis, Estados Unidos, Billy Graham declarou, pasmem!: “Minha responsabilidade é pregar o evangelho a qualquer um e deixar que eles escolham a sua própria igreja, seja ela Católica ou Protestante ou Ortodoxa ou qualquer que seja”. Em relação à católica Madre Teresa de Calcutá, Billy Graham pontuo após a sua morte: “Eu tive um momento de comunhão com Deus e com ela, senti que estava verdadeiramente conhecendo uma santa”. Biblicamente, santos são os convertidos em Cristo Jesus. Não há santos idólatras. Cabe uma indagação: Franklin Graham tem o mesmo posicionamento de seu pai? Se não tem, pelo menos tem se aliado a muitas igrejas heréticas. O evento “Festival de Esperança” conta com igrejas heréticas como, por exemplo, a igreja da Paz, a Comunidade Cristã Logos, igreja Ministério Internacional Efraim e a igreja do Evangelho Quadrangular.

A bandeira defendida pelos Neo-Evengélicos é: “Não fazemos juízo de valor, não julgamos outros membros do clero”. Ou seja, eles defendem a filosofia do “não julgar”. Ora, rejeitar o julgamento é destruir a muralha de proteção que Deus nos deu, a fim de nos proteger dos ventos de doutrina e das ciladas malignas. Quem crer nas Escrituras e se recusa a levantar a voz contra o erro doutrinário e o pecado é traidor do Senhor Jesus. O Senhor Jesus julgou os fariseus severamente (Mat. 23). Paulo identificou e condenou, continuamente, o pecado e os hereges (I Tm 1:20, II Tm 2:17, II Tm 3:8). Pedro, Tiago e João procederam do mesmo modo. Quando o julgamento é descartado, como fazem os Neo-Evengélicos, Satanás fica livre para agir e, o pecado e as aberrações doutrinárias se espalham sem limites. A Bíblia diz que devemos julgar segundo a reta justiça (João 7:24), devemos julgar profetas (I João 4:1). Quando o crente julga pela palavra de Deus, ele não está exercendo seu próprio julgamento, ele está julgando pelo julgamento de Deus.

O jornal United Church Observer pertencente à igreja liberal Unida do Canadá interrogou Billy Graham sobre as posições teológicas de Paul Tillich. Billy Graham respondeu: “A nossa associação não se preocupa em fazer juízos de valor, resolvi usar a prática de não fazer julgamento de outros eclesiásticos”. Para Paul Tillich, a Bíblia não deve ser entendida como o único meio de revelação divina. A teologia de Tillich tem como objetivo aplicar a mensagem do evangelho de forma contextualizada ao homem moderno, tornando-o relevante à sua geração. Tillich defende que se devem usar as ferramentas filosóficas existenciais e a tendência do pensamento humano de cada época e enxertá-los à mensagem do evangelho. Qual a posição de Franklin Graham em relação à igreja Unida do Canadá? Qual sua posição em relação a Paul Tillich?

O zelo pela verdade de Deus não significa falta de amor. Zelo e amor devem andar de mãos dadas. Paulo demonstrou essa combinação em todo o seu ministério. Ele era zeloso e firme acerca da doutrina, mas era afável como a ama que cria seus filhos (I Tess. 2:7). Sua mensagem era sólida e afável no centro e no rebordo. O problema do Neo-Evangélico é que sua mensagem é mole no centro e no rebordo: mensagem macia, tipo algodão doce. O Neo-Evangelicalismo é a favor de tudo e, por isso mesmo, é contra nada. É preciso entender que igreja do Senhor Jesus é para todos, mas não é para tudo.

Para o Neo-Evangelicalismo o julgamento a outro clérigo é um ato impiedoso.  Em lugar algum das Escrituras ensina que a doutrina deve ser sacrificada em nome do amor. O cristianismo que não é zeloso na doutrina, não é bíblico. Não julgar à luz da Bíblia é desobediência a Deus. Paulo enfatiza em Romanos 16:7 – “E rogo-vos, irmãos, que notei os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles”. Adeptos da filosofia de “Não julgar”, o Neo-Evangelicalismo se junta a todos. O distintivo dos Neo-evangélicos não é a ortodoxia, mas a tolerabilidade doutrinária. O distintivo do verdadeiro cristianismo é: Não à tolerância bíblica do erro.

Considere as expressões: “A hora é agora, participe do ensaio de dança para fazer bonito no Festival de Esperança. Junte-se a nós”. “Ensaio geral de dança para o Festival de Esperança, você vai ficar de fora dessa animação? Não né!”. “Essa é para você que curte dança e teatro, o Conexão Esperança Jovens realizou o 1º ensaio geral de dança com os jovens de Fortaleza e região. Mais de 200 jovens já compõem a equipe que apresentará nos dias do Festival de Esperança o Big Flash Mob. Se você deseja participar, basta ir aos ensaios semanais e treinar bastante para fazer bonito nos dias do evento, na Arena Castelão”. Após ler esses convites, passei a entender o porquê da palavra “Festival”. Aliás, o evento deveria ser chamado de “Balidos de Amaleque”. Não tenho tempo aqui para provar na Bíblia que a chamada “Dança Cúltica” é abominável aos olhos de Deus. Não há respaldo bíblico no Antigo Testamento nem no Novo Testamento para coreografias em atos de culto.

O diálogo entre Deus e Moisés no alto do Sinai foi interrompido bruscamente. O profeta estava recebendo as instruções de Deus. Enquanto isso, aos pés do monte, o povo cultuava um bezerro com sonidos estranhos. No evento “Festival de Esperança” balidos estranhos insultarão a santidade divina. Participará do evento o roqueiro “cristão” Pedro Geraldo Mazarão, mais conhecido como PG. PG participou do Troféu Talento criado pela Rede Aleluia, emissora de rádio da apóstata igreja Universal. Também participou do Troféu Promessas promovido pela Rede Globo. O evento contará também com a presença do forrozeiro Carlos Rilmar. Que é Evangelho é esse?! Que se amigou com o mundo e seus padrões?! Um evangelho que não rejeita as iguarias do mundo, não é o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. O rock, o forró, o samba, o axé, o funk são penicos profanos para Deus, por isso não servem para conter a mensagem de Cristo. Portanto, o culto do “Festival de Esperança” será do outro evangelho inspirado por outro espírito à adoração de outro Jesus. Até quando a igreja vai parar de entreter os bodes e voltar a alimentar as ovelhas?

A.W. Tozer, visualizando o quadro apóstata dos tempos difíceis, alertou sobre a necessidade de pastores clamarem contra a apostasia e defenderem as ovelhas e a sã doutrina: “Quando o rebanho de Deus está em perigo, o pastor não deve contemplar as estrelas e meditar sobre temas inspirativos. Está moralmente obrigado a pegar suas armas e a correr para defendê-lo. Quando as circunstâncias exigem, o amor tem de usar a espada”.

Graças Deus que há pastores que não se dobram diante do “outro evangelho” e, há igrejas semelhantes as “virgens prudentes”.
Que o Senhor tenha misericórdia dos Balidos de Amaleque! 

É o que tenho a dizer

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 19 de setembro de 2015

CONFERÊNCIA 72 HORAS: ADORA$$ÃO



CONFERÊNCIA 72 HORAS: ADORA$$ÃO

Há 20 anos o povo de Deus rapidamente discernia e rejeitava tudo que era anti-bíblico. As aberrações eram rapidamente identificadas e expurgadas do meio da santa congregação. Hoje, perdeu-se o discernimento. A igreja hodierna foi enlaçada pelo fermento venenoso do diabo. Satanás conseguiu vestir muitas igrejas evangélicas com uma roupagem “gospel” robustecendo o ego de cantores e bandas que amam aplausos. Ou seja, o deus-negócio, o deus-glorificação própria, o deus-mercado, o deus-espelho continua em alta no meio evangélico.

A igreja evangélica brasileira, salvo raras exceções, deteriora-se dia após dia e fede na sua própria putrefação. Pastores não confiando no modelo bíblico de crescimento da igreja, que é a oração, a vida santa, o bom testemunho e a pregação ousada do verdadeiro Evangelho de Cristo se desencaminham adotando e endossando todo tipo de “louvor” e “adoração” ao Santíssimo Deus. Músicas com letra ecumênica e erros escatológicos são bem aceitas. Para esses pastores o importante é crescer a qualquer custo. Nesse contexto, a igreja enche-se de bodes que gostam de diversão e muito circo. A grande bandeira do império gospel não é adoração. É diversão, comércio e circo.

A famigerada “Conferência 72 Horas” está em pauta. Um dos preletores dessa Conferência é o pastor Jasiel Botelho. Homem que faz chacota com as personagens bíblicas, pois defende que “Deus é humor”. Ademais, ele faz parte da SEPAL, entidade que fez aliança com a igreja americana Willow Creek do pastor apóstata Bill Hybels. Jasiel Botelho faz parte também da entidade “Teologia de Missão Integral” que é uma variante protestante da teologia da libertação. Outro preletor é o pastor Pedro do Borel. Homem ligado fortemente à igreja apóstata – Igreja Batista da Lagoinha de André Valadão e Ana Paula Valadão. Perguntaram-lhe como o funk se relaciona com o seu ministério. Pedro do Borel respondeu: “Sou eclético, gosto de todos os ritmos: funk, pagode, samba, rock; o funk do Borel é uma batida que todo mundo na comunidade conhece”. O cantor Leonardo Gonçalves é membro da seita Adventista do 7º dia que tem como doutrinas fundamentais: a guarda do sábado e o exclusivismo, ou seja, a seita acha que todas as demais igrejas são babilônias. O seu novo CD “Princípio e Fim” na música 4 - “Novo”, tem erros escatológicos.

A pasteurização consiste no aquecimento do alimento a uma temperatura elevada, por determinado tempo, e depois resfriado a uma temperatura inferior a de antes. A adoração promovida pelos cantores e suas bandas, em estádios e centro de eventos, é pasteurizada. Ou seja, eles aquecem o povão com as manipulações do tipo: “Aplausos para Jesus”; “Diga glória a Deus”; “Diga ao seu vizinho, você é vencedor”; “Coloque a mão no ombro do seu irmão e declare uma bênção para ele”. Esses chavões produzem tremeliques, assobios, gritos, pula-pula, rodopios, sapateado e dança do ventre num ambiente barulhento com canhões de luzes coloridas flasheando em todas as direções. Após tudo isso, o povão volta à temperatura espiritual zero, à frieza espiritual, pois adoração avacalhada não produz espiritualidade verdadeira.

Na falta de outro nome, os cantores chamam as suas profanações de adoração. Mas, é uma baderna irresponsável. É uma irreverência manipulada que gera uma espiritualidade mongoloide. Lamentavelmente, o império gospel vendem maldosamente seus CDs para um curral de bodes manipulados. Os cantores e bandas enfiam na goela dos bodes qualquer música com qualquer letra desde que fale de Jesus. Vale tudo: funk, pagode, samba e rock, conforme o pastor Pedro do Borel convidado para a “Conferência 72 horas”.

Os defensores das “72 Horas de Adora$$ão” chamam os apologistas da verdadeira adoração de radicais, ultrapassados, bitolados, quadrados, xiitas evangélicos. E, alardeiam: “Não toqueis nos ungidos do Senhor”. É preciso entender que “não tocar nos ungidos do Senhor” não significa não questionar. Principalmente se tal unção é questionável, pois é notória as atitudes mercantilistas desses cantores e bandas. Algumas bandas chegaram às raias do ridículo mercantilista produzindo CDs com o título: “As mais ungidas”. Quanta blasfêmia!  Na verdade, esses réprobos são vendedores do cálice de Satanás, pois o que eles chamam de “as mais ungidas” são as que lhes trazem mais lucro. 

Diante de todo esse lixo vomitado por esses cantores e bandas, onde estão os seguidores de Jesus? Onde estão seus discípulos? Onde estão os Jeremias? Onde estão os Miquéias? Cadê o João Batista do século 21? Onde estão os imitadores de Lutero, Calvino, Zwinglio? Cadê os imitadores de John Knox, George Whitefield, John Wesley? Onde se encontram os imitadores de Charles Spurgeon, John Stott? Cadê os protestantes do século 21?

Enfim, os que levam a sério a seriedade do Evangelho dizem “não” às profanações e às imundícies de Satanás produzidas pelo ministério da pilantragem dos cantores e bandas. Levantemo-nos contra a decadência da adoração! O pão da vida não pode se servido nas imundícies de Satanás! “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos” (Amós 5:23).

É o que tenho a dizer

Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 1 de setembro de 2015

BANDAS E CANTORES: INSTRUMENTOS DO EMBUSTE



             BANDAS E CANTORES: INSTRUMENTOS DO EMBUSTE

A adoração a Deus tornou-se um alto negócio. A idolatria a cantores e bandas é uma realidade no meio evangélico. Nesse contexto, o foco não é posto mais em Deus, mas no homem. O alvo da adoração é o homem, não é Deus. Tudo são euforia e diversão. Tudo é movido a rock, samba, fumaça e jogos de luzes. Deus é colocado na periferia. Lamentavelmente, há igrejas que semelhante às empresas seculares de marketing, promovem cantores e bandas induzindo as pessoas a pagarem ingressos nas apresentações em estádios e centro de eventos. A adoração é tanto mais abençoada quanto maior for o faturamento. Que vergonha! Isso não é adoração. É comércio. O mais grave é quando promovem cantores, membros de seitas como a adventista do 7º dia.

A cultura do entretenimento impregnou nos louvores. O essencial não é o quebrantamento de coração, a contrição, mas a recreação. O louvor a Deus é promovido do mesmo modo como se promove pasta de dente e automóveis usados. O louvor é festa para conduzir as pessoas à catarse, a êxtase. É para as pessoas se sentirem bem, levantar sua autoestima e tudo mais. O apelo aos sentimentos humanos é estarrecedor: “Você não pode perder, vai ser tremendo”; “No primeiro lote o ingresso é R$ 40,00, o segundo lote é R$ 50,00, o terceiro lote é R$ 60,00”. Que ridículo! Isso não é adoração. É comércio.

Nessas apresentações as músicas com suas letras anti-bíblicas e empobrecedoras não instruem ninguém. Apenas divertem a “galera”. A finalidade da adoração bíblica não é criar um ambiente festivo, mas um clima de reflexão para que se possa reconhecer o valor que o Senhor tem em nossas vidas. Se a adoração a Deus vira festival de animação dominado por aplausos, músicas estridentes, gingos e danças à semelhança do que acontece nas danceterias, está concretizado o desvio da verdadeira adoração.

Nessas apresentações, é comum o líder da banda apelar dramaticamente para os sentimentos das pessoas: “A presença de Deus é tangível aqui”, “A música que vamos tocar, agora, é poderosa”. É preciso entender que adoração não tem nada a ver com os nossos sentimentos. Não tem nada a ver com “presença tangível de Deus”. A verdadeira adoração independe de se estar sob a influência de uma música “poderosa”. Esses chavões usados pelos líderes das bandas são de origem diabólica, pois adoração não se trata de instigar altas emoções. A adoração bíblica é dar graças a Deus, reverenciá-lo e servi-lo em submissão total.

Na verdade, essas bandas estão promovendo outros deuses usando o nome do Deus verdadeiro. Na adoração em espírito e em verdade, não tem importância o que sentimos, nem como nos sentimos. Jó, quando estava sentado no monte de cinzas, coçando seus cânceres, contemplando a perda de suas riquezas e de seus filhos e contrapondo as acusações de sua esposa bradou em adoração: “Ainda que ele me mate, nele esperarei”. Jó não teve nenhuma “presença tangível de Deus”, nem estava sob a influência de uma música “poderosa”. Abraão, quando se dirigia ao monte Moriá não estava debaixo de uma algazarra musical. Não estava sob a influência de uma batucada “poderosa”. Não teve nenhuma “presença tangível de Deus”. Simplesmente, Abraão conduzia seu filho Isaac para sacrificá-lo em obediência ao mandamento divino. Na verdade, Abraão prestava um sublime ato de adoração.

Aqueles que precisam de música estimulante de fornicação como meio de adoração precisa rever sua salvação. Músicas forrósadas, sambasadas, axésadas, funkzadas, rockzadas são emissárias de Satanás. São feitas para o louvor de Exu, de Baco, de Momo. O diabo fica muito grato por essas bandas, pois toda a espiritualidade do ambiente é soterrada. Essas bandas e cantores maléficos constituem o instrumento do embuste, o envoltório capcioso com o qual as músicas profanas e as letras com erros doutrinários conseguem ingressar nos cultos.

É urgente uma tomada de posição em favor da despoluição musical evangélica. As bandas e cantores no Brasil, com raras exceções, bebem do cálice do Senhor e do cálice dos demônios quando se exibem em programas de Faustão, Raul Gil, Fátima Bernardes, Luciano Huck e companhia. Como o interesse é $$$, faturam dos dois lados: no meio evangélico e no meio secular. As canções quase sempre apelam para o rebolado sensual e expressões de carnalidade com ares de piedade. Vale salientar que o Senhor não é dançarino de samba, forró, jazz, lambada, funk, rock, reggae. Deus, não aceita adoração melodramática. Deus é Santo e deve ser adorado em santidade, separado das imundícias deste mundo vil.

Portanto, não calaremos nosso protesto enquanto esses cantores e bandas estiverem ludibriando o povo. É urgente fugir dos vendedores de louvor, dos “adoradores” mercenários.

Termino com um apelo: Não paguem ingresso para assistir apresentações de cantores e bandas. Lembrem-se: é impossível acender a cidade com água pura depositada em vaso sanitário. 

Segue a lista de cantores e bandas que são instrumentos do embuste.

Leonardo Gonçalves e banda, Gabriela Rocha, oficina G3, grupo voz da verdade, Aline Barros, Ana Paula Valadão, André Valadão, Cassiane, Thalles Roberto, Fernanda Brum, Ludmila Ferber, Damares, Regis Danese, Kleber Lucas, Eyshila, Fernandinho Jerônimo, Bruna Karla, Rachel Malafaia, Jotta A, Kainón, Cristina Mel, Davi Sacer, Jonas Vilar, David Quinhan.

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro

terça-feira, 18 de agosto de 2015

IGREJAS DA PATIFARIA INOVADORA



                          IGREJAS DA PATIFARIA INOVADORA 
“Necessitamos fazer da igreja um lugar agradável para se visitar”; “precisamos repintar constantemente a teologia para acompanhar o ritmo de uma cultura em constante mutação”; “precisamos de um novo tipo de cristão e de um pastor bacana”; “enquanto houver vida, a doutrina deve mudar de uma época para outra”; “Jesus veio ao mundo para nos ajudar a perceber o grande potencial que existe dentro de nós”. Frases como essas causam nojo, pois ensinam um Deus sem ira, um Reino sem julgamento e um Evangelho sem cruz. Essas frases atingem as pessoas bem no alto da cabeça com um martelo de veludo, de modo que elas ficam sem saber o quanto estão sendo enganadas. Na realidade, tais frases ganham o prêmio Oscar da patifaria.
O movimento que invadiu as igrejas evangélicas brasileiras tem a seguinte bandeira: “Ou inovamos ou morreremos”. Este clamor para inovar teologicamente a igreja é bem intencionado, mas equivocado. Tem procedência infernal. A obra de Deus deve ser feita no caminho de Deus. A excelência da igreja não consiste na multidão, mas na pureza. Lamentavelmente, muitos líderes foram afetados à semelhança dos cristãos de Atenas que gastavam seu tempo em nada mais, senão de dizer, ou ouvir alguma coisa nova. Quando estudamos as Escrituras constatamos que o Senhor Jesus e seus apóstolos não dobraram seus princípios para os ventos da mudança. A grande comissão não prevê palestras sobre, o uso da música, drama, teatro, aquecimento global, fontes de energia renováveis e afins. Jesus nos diz para ensinar e pregar a verdade salvífica de Cristo (Mc 16:15). Somos chamados para proclamar a singularidade de Jesus, a realidade do inferno e as exigências da obediência. Portanto, inovar não é preciso.
Nos dias de Eli, os israelitas teve a estratégia inovadora de levar a Arca da Aliança com eles para a batalha contra os filisteus. Eles ignoraram o fato de que a causa de suas derrotas recentes estava em outro naipe. A única cura para Israel era o arrependimento e o retorno para Deus. Eles deveriam ter execrado seus caminhos pecaminosos para terem a bênção do Senhor. Do mesmo modo, a solução para a igreja atual é o arrependimento. A igreja atual será sábia se escolher as velhas formas prescritas nas Escrituras e trilhar pelos nossos antepassados piedosos: “Assim diz o Senhor”. Não temos que inovar nada.
O lema da igreja da patifaria inovadora é: “Você é livre em Cristo, abandone as regras, siga a corrente, a graça de Deus é ampla e inclusiva”. Ou seja, os padrões absolutos são desconsiderados e o estilo de vida carnal é glamourizados. A pregação é castrada de conteúdo bíblico denso. A cerca entre a verdade e a falsidade não existe. A igreja da patifaria inovadora prega a Bíblia e algo mais. As escolas dominicais e seus congressos não passam de “estúdio de desenvolvimento humano” onde se conversa sobre fé e vida cristã em escala internacional. Exploram o papel que o crente pode desempenhar na construção da paz e na reconciliação, na saúde global do planeta referente ao cuidado ambiental. Tudo se baseia na ideia de que podemos trazer o céu à terra. Precisamos lutar contra a opressão, o racismo e dar fim à pobreza. Os crentes são encaixados no modelo de Martin Luther King, Leonardo Boff, Nelson Mandela, Dom Helder Câmara, Madre Tereza de Calcutá e Desmond Tutu.
A igreja da patifaria inovadora tem reduzido a vida cristã a gestos, ovações, declarações grandiloquentes, frases de efeito. Tem deixado de ser firmeza na caminhada e coluna da verdade. Ela propõe uma formação “espiritual” por imersão em história sendo a Bíblia um contador de histórias em vez de ser algo cheio de exigências e regras santas a ingerir. É verdade que o cristianismo não se caracteriza por listas do que se deve fazer ou não. Ele gira em torno de relacionamentos, mas relacionamentos são guardados e preservados por regras.
Os líderes das igrejas da patifaria inovadora sempre dizem: “O importante é que todos nós amemos a Jesus”. Nesse contexto, perderam o olhar aguçado para a doutrina. Tornaram-se ativistas sociais apaixonados que, em seu desejo de amar alguém, acabam por não rejeitar nada. Toleram tudo. Jesus advertiu a igreja de Tiatira: “Vocês são amorosos, o que é bom, mas sua tolerância não é amor, é infidelidade”. Os pastores dessas igrejas vêm Jesus como o poeta sonhador que coloca as pessoas em seu Reino de paz independente como elas vivem. Eles chamam as pessoas a viverem a vida de Jesus e ao mesmo tempo minimizam a doutrina da punição eterna. Esquecem que precisamos da ira de Deus para manter-nos honestos em relação ao evangelismo. Crer no julgamento de Deus nos ajuda a ser mais semelhantes a Jesus. 
O que mais surpreende é que nas igrejas da patifaria inovadora os cultos são superlotados. O espaço físico tem a aparência de um night club, ou seja, como um bar de comediantes. Os sermões são aguados. O Evangelho é para levantar o ânimo, não para moldar a vida. O culto é um programa de auditório. Aplausos para aqui, aplausos para acolá. Entre um louvor e outro vêm os avisos enfadonhos e as brincadeirinhas do pastor bacana. Os corinhos são de música pobre e de teologia manca. Tudo é feito no ritmo de rock, samba e axé. A imaginação é fértil, mas desengonçada. O esquisito é que as pessoas ao louvarem fazem cara de quem sente dor no rim, apertam os olhos, com ar sofrido, e se requebram. Quanta ingenuidade, quanta patifaria! 
A igreja do Senhor Jesus é a companhia dos salvos engajados com Cristo, não um grupo em busca de patifaria e entretenimento.
Segue abaixo as igrejas da patifaria inovadora em Fortaleza:
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS – MINISTÉRIO CANAÃ.
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS – MINISTÉRIO MADUREIRA.
IGEJA ASSEMBLÉIA DE DEUS – MINISTÉRIO BELA VISTA.
IGREJA BATISTA CENTRAL.
IGREJA BETESDA.
COMUNIDADE CRISTÃ LOGOS.
IGREJA NOVA VIDA – MINISTÉRIO NOVA VIDA.
IGREJA DO SENHOR JESUS SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO.
COMUNIDADE DO AMOR.  
COMUNIDADE DAS NAÇÕES.
IGREJA DA PAZ.
MINISTÉRIO APOSTÓLICO NOVA UNÇÃO.
IGREJA EVANGÉLICA VERBO DA VIDA.
IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS.
IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA DE DEUS.
IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS.
ORMECE – Ordem dos pastores evangélicos do Estado do Ceará.
Tenho dito
Ir. Marcos Pinheiro